O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

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e a minha 1ª fan fic da sailor moon...que acham?

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O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Seg 01 Mar 2010, 13:18

Nota: 1ª fan fic da sailor moon q escrevo espero q gostem
Índice:



Capítulo 1 – Desconfianças ……………………………………………………1

Capítulo 2 – Desconfianças confirmadas…………………………………… 1

Capítulo 3 – A partida de Michiru: Telefonema perdido, atendedor de chamadas em acção………………………………………….……………….. 1

Capítulo 4 – O pesadelo de Haruka volta para a atormentar…….…… 1

Capítulo 5 – A queda da fachada de durona da Haruka……………… 1

Capítulo 6 – Voltas e reviravoltas – as insónias de Haruka e de Kunzite………………………………………………………………………………. 1

Capítulo 7 – A morte de um velho amigo e o aparecimento de um “novo” velho inimigo…………………………………………………………….. 2

Capítulo 8 – A morte de Karionite ………………...……………………….….. 2

Capítulo 9 – O início de um grande amor……………………………….…... 2

Capítulo 10 – Partida para Urano. O pedido de casamento……………………………………….………………………….……... 2

Capítulo 11 – Os preparativos para os Casamentos (parte 1)…………... 2

Capítulo 12 – O grande amor de Seiya. A corrida para a vitória………………….……………………………………………………………... 3

Capítulo 13 – A Haruka em salvamento. Os ciúmes de Kunzite…………
3
Capítulo 14 – Os preparativos para os casamentos (parte 2). Haruka entra em pânico…………………………………………………….…………..… 3

Capítulo 15 – O abuso de Seiya…………….………………………………... 3

Capítulo 16 – Adeus solteiriçe! O grande disparate de Seiya. O fim de tudo ……………………………………………………………….………………..
4
Capítulo 17 – O sofrimento de Haruka e de Kunzite. O casamento da Michiru. A partida …………………...……………………….………………… 4

Capítulo 18 – O fim …………………………………………………………….
5
Capítulo 19 – A saudade não mata, mas desespera ………………….
5
Capítulo 20 – O fim da fantochada. A morte e a ressuscitação ………………………………………. 5

Capítulo 21 – O nascimento de uma nova vida. Finalmente, o casamento ……………………………………………………………………...5
Agradecimentos...................................................................................... 5


[INDICE DEFINITIVO]


Capítulo 1- Desconfianças

Eu estava confortavelmente sentada na minha cama. Não tinha nada para fazer naquele dia. Sentia-me uma inútil. Michiru tinha ido às compras com Setsuna, e como eu não gosto dessas coisas, preferi ficar por casa. Contudo, não aguentei muito tempo. Decidi ir ao salão de jogos, onde poderia descontrair um pouco. Montei-me na minha moto e parti para o centro da cidade.

Ao chegar ao salão de jogos, fui desde logo cumprimentada por Motoki[1], meu amigo de longa data:

“Haruka! Por aqui?”

“Sim Motoki-chan. Decidi desanuviar um pouco. Estava farta de estar sozinha em casa.”

“Fazes bem. Olha, tenho ali uma nova versão do jogo de corridas que costumas jogar, deves querer experimentar”

“Claro. Obrigada Motoki.” Disse, sem deixar qualquer outro comentário.

Sentei-me na cadeira e introduzi a moeda no orifício para o efeito. Depois comecei a jogar. Isto é canja! Pensei. Eu adorava tudo o que tivesse a ver com velocidade, e mesmo que fosse num jogo de vídeo, eu era a melhor.

Um pouco mais tarde, aparecem a Michiru e a Setsuna, acompanhadas pela Usagi e pelo Mamoru, que, para variar, vinham a discutir.

“Aqui estás tu, Haruka.” Disse Michiru, na sua voz entrecortada “Pensávamos que tinhas fugido e ido de volta para o planeta Urano.”

“De maneira alguma, querida Michiru.” Disse. Quando reparei na presença de Mamoru e de Usagi, virei-me para os cumprimentar “ Olá cara de lua, olá Mamoru-chan”

“Oláa Harukaa!” Disse a Usagi, como sempre, com uma voz alegre

“Olá Haruka” Disse Mamoru, um pouco mais comedido, e até um pouco envergonhado com Usagi “ Olá Motoki” Acrescentou ainda.

Estava a observar toda aquela situação. Agora que todas as guerras tinham acabado, o meu instinto de guardiã do sistema solar tinha abrandado, e ainda mais por as Starlight, principalmente Seiya, terem abandonado a Terra. Nós detestávamo-nos, de toda a maneira e feitio. Agora éramos todos muito amigos e nada nos separava, e Michiru até voltara aos concertos de violino. Setsuna continuava os seus estudos muito exigentes. Hotaru estava a estudar, e a tentar aprender a tocar piano, para como ela dizia “acompanhar a Michiru-mamã” nos concertos. Chibiusa tinha voltado para o século 30, após muita insistência da Rainha Serenidade. Ami, Rei, Minako, Makoto, Usagi e Mamoru continuaram a estudar, enquanto eu não fazia mais nada senão sair de casa de vez em quando para ir ao salão de jogos. Sentia-me deprimida, mas não queria voltar às corridas de motos, nem às de carros, já tivera dissabores que chegassem. Sobretudo daquela vez… A vez em que descobrira que Usagi era a Sailor Moon. Mas essas eram águas passadas.

“Haruka, o que dizes de irmos tomar um chá a casa da Usagi-chan?” Perguntou Setsuna, a guardiã de Plutão. “Podíamos ir buscar a Hotaru e íamos todas.”

“Talvez… Cara de lua, tens tido notícias da Chibiusa?” Perguntei.

“Ela está bem no Milénio Prateado, contudo ela tem saudades nossas, e está a planear voltar para nos visitar, se o eu do futuro deixar.” Disse Usagi, com um sorriso travesso.

“Claro que deixa, que disparate…” Disse Setsuna.

“Setsuna… Não tenhas assim tanto a certeza… A Rainha Serenidade é muito teimosa” Disse Michiru. Usagi ficou meio ofendida, mas levou na brincadeira. Acabou por sorrir.

“Cara de lua, por vezes és muito engraçada… Fazes-me rir imenso...”

“Haruka… Não sejas tão má” Disse Michiru. Queria tentar defender a Princesa do Milénio de Prata, futura Rainha Serenidade.

“Vá meninas, já chega de gozar à custa da cabeça de serradura.” Disse Mamoru, na brincadeira.

“Mamo-chan! Eu não sou cabeça de serradura!”

“Só a brincar Usa-chan, só a brincar.” Disse Mamoru, tinha medo que Usagi ficasse chateada.

“Então vocês vem?”Perguntou Usagi, sorrindo novamente.

“Claro que sim. Disseram Setsuna e Michiru.

“E tu Haruka? Vens?”

“Não cara de Lua. Eu vou para casa. Tenho coisas para fazer. Fica para outro dia.”

“Ok Haruka, fica para outro dia. Adeusinho!!!” Disse Usagi, puxando Mamoru para fora do salão. Setsuna e Michiru saíram atrás, a rir de Mamoru. Eu ficara no salão.

“Ainda ficas, Haruka?”

“Sim Motoki, ainda fico. Não me apetece aturar as crianças.”

“A Setsuna e a Michiru, tal como o Mamoru, já não são crianças nenhumas. Tens de lhes dar o crédito.”

“Sim… Pois…Mas comportam-se como tal… Bem Motoki, eu vou andando. Adeus.”

Quis abandonar aquela conversa. Não queria falar sobre este tipo de coisas. O Motoki andava de olho na Setsuna, e eu não me importava, mas havia um rapaz que me incomodava bastante, pois olhava várias vezes fixamente para Michiru. Afinal de contas, a Michiru era minha, e não de mais ninguém. O pior, é que a sua voz e a sua cara não me eram totalmente desconhecidas. Faziam lembrar-me alguém. Era loiro, de olhos azuis, um pouco mais alto que Michiru e que era capaz de ser um bom adversário numa luta, se lutasse contra mim. Ele chamava-se Jedite. Ele tinha três irmãos que se chamavam Neflite, Kunzite e Zoicite. Eram todos muito bonitos, embora o Kunzite fosse o mais imponente de todos. E também o mais convencido. Contudo, estes quatro nomes são muito familiares. Faz-me lembrar coisas do tempo do 1º Milénio Prateado. Os quatro guardas do Rei Endymion. Contudo, é impossível que tenham voltado e reencarnar. Usa-chan contou-me que já tinham derrotado os quatro, quando estavam ao serviço da Rainha Metália e da Rainha Beryl. Mas eram meras desconfianças.




[1] Motoki (nome da manga Razz ) na anime é Mário, o rapaz do Salão de Jogos muito frequentado por Usagi e as suas amigas





Capítulo 2 – Desconfianças confirmadas



Estava na piscina. Necessitava de um momento para mim. Necessitava de estar longe de Michiru e de Setsuna por um pouco. Elas passam a vida a meter-se na minha vida, e isso perturba-me. Odiava que as pessoas quisessem saber demais, até pessoas como a Michiru.

Enquanto estava dentro de água, a aproveitando o seu calor, algo estranho aconteceu.

*FLASHBACK*

“Guardiã de Urano! Vieste!” Ouvi uma voz conhecida.

“Princesa Serenidade” Fiz uma vénia. Afinal de contas ela era a minha princesa.

“Obrigada por vires, Princesa do reino de Urano. Espero que tenhas feito uma boa viagem.”

“Príncipe Endymion” Fiz outra vénia. “Sim, fiz uma óptima viagem. E eu nunca faltaria ao casamento dos meus príncipes por nada. Nem os Reis de Urano, meus pais, me deixariam faltar. Eles asseguraram que o sistema solar iria estar seguro, pelo que não haverá problema.

“Folgo em sabê-lo. Assim é menos trabalho para mim” Ouvi uma voz presunçosa, muito conhecida. Era a de um dos generais do príncipe Endymion. O mais velho e também o mais emproado. Sem eu saber o porque, ele estava corado. “Peço desculpa, eu sou o Kunzite, guardião do Norte, protector do Príncipe.”

“Eu sou a Princesa Haruka de Urano, uma das quatro outer sailors que protegem o sistema solar.” Disse, secamente.

“Certo…” Disse, num tom retraído. Conseguiu notar o desinteresse no meu tom de voz. Eu já o odeio. Ele é daquele tipo de pessoa que não suporto.

Após os votos de amor, veio o baile. Eu estava com um vestido comprido, azul-escuro e com uma faixa dourada na cintura. Odiava-o – eu não era mulher para andar de vestidos, e só o vestira porque a minha mãe insistira Filha…É o casamento da nossa Princesa…Futura Rainha SerenidadeFaz lá esse favor à mãe… Fora o que ela me dissera. Estava sentada numa mesa com Setsuna e Michiru. Hotaru estava a dançar com Zoicite, um dos generais da Terra, e parecia que um clima de romance estava instalado no meio deles. Eu, Michiru e Setsuna estávamos com um ar de quem não se estava a divertir muito. Contudo, algum tempo depois, ouvi uma voz masculina, mas carinhosa a dirigir-se a Michiru.

“Princesa de Neptuno, dá-me a honra desta dança?” Quando olhei para cima, era Jedite.

“Sim…Com todo o prazer…” Disse Michiru, corando.

Ficámos apenas eu e Setsuna. Mas também ela abandonou a mesa, seguida de Neflite que olhava embevecido para ela. Acabei por ficar sozinha na mesa. Observando o salão de baile, consegui ver Kunzite sentado numa mesa, com um ar aborrecido. Parecia que também não se estava a divertir.

Acabei por ter de ir lá fora tomar ar. Aquele ambiente estava a sufocar-me. Pus-me numa das varandas a observar o céu e as estrelas. Uma rajada de vento acabou com o meu pensamento.

“O vento está agitado…Temos problemas...”Acabei por suspirar. De repente, voltei-me para trás, senti uma presença atrás de mim.

“Está tudo bem, Princesa de Urano? A festa não está a ser do seu agrado?” Perguntou Kunzite.

Tinhas mesmo de te vir meter comigo não era?! ”Desaparece, preciso de estar sozinha! Põe-te na alheta!”

“Bem… Eu…Eu só queria fazer isto…” Aproximou-se de mim, como que a receio, e espetou-me um beijo.

Era um beijo quente, ardente de amor. Apanhou-me completamente de surpresa e a princípio correspondi, sentia que sentia algo por ele. Contudo, acabei por lhe dar um estalo.

“Nunca… Nunca mais faças isto! Nunca mais!” Disse, aborrecida. Afastei-me, e voltei para o salão de baile.

“Príncipe, Princesa, vou ter de partir. O dever chama-me. Tenho de voltar para Urano.”

“E as outras meninas, também vão já partir?” Perguntou Endymion.

“Peço desculpa, Príncipe se parecer indelicada, mas parece que vai ter de lhes perguntar.”

“Não tem problema… Já sabes, podes voltar sempre que quiseres.”

“Obrigada. Agora eu vou... Príncipe, Princesa.”Fiz uma última vénia e sai.

Um pouco longe do palácio, parei para me transformar: ”Pelo poder sagrado de Urano!”

“Espero que essa tua ida precipitada não seja por minha causa” Ouvi a voz do irritante e intrometido do Kunzite.

“Hoje queres acabar com a minha pequena quota de paciência diária não é? Tu não tens nada a ver com o que eu penso ou faço –“ Ele voltou a silenciar-me com os seus lábios de cetim. Ele beijava efusivamente, ao sabor do calor da noite. Mais uma vez, senti aquela sensação de que sentia algo por ele, mas ignorei esse feeling. Afastei-o de mim e teleportei-me para Urano.

*FIM DO FLASHBACK*

Fui interrompida do meu transe aquático por Michiru. Ela estava preocupada comigo, não que eu achasse uma razão plausível para que ela se preocupasse. Sim que eu já estava farta de estar na Terra, mas não era razão para ela pensar que eu iria voltar para Urano, embora tenha saudades. Sentia saudades da minha mãe, dos meus amigos, de tudo.

“Estás aqui Haruka! Bolas, pregas-me com cada susto!”

“Mas porquê, Michiru?”

“Não te encontrava em lugar nenhum, o teu carro e a tua moto não estavam na garagem… Pensei que te tivesses ido embora!”

“A Setsuna levou o carro, o dela avariou. E a moto está no mecânico para ser afinada, não é que sirva de muito, visto que já não corro… E se tivesse ido Michiru?! Eu não estou cá a fazer nada. Tudo aquilo que podia fazer foi arruinado: a minha carreira como corredora de motocross, os meus estudos, tudo pelo cano abaixo. E vocês? Vocês tem a vossa vida. O meu promotor abandonou-me. Agora sem promotor, não posso correr em provas oficiais. Se eu tivesse que fazer, não andaria deprimida e tão irritadiça como ando. Ando a ser rude com todos e não faz parte da minha natureza. Isso magoa-me percebes? Se calhar, até não era má ideia voltar para casa…”

“Haruka…”Michiru olhava-me, magoada.

Ok, admito, fui mesquinha para com ela. Contudo, tudo o que disse não deixa de ser verdade.

“Não…Não me vais abandonar, pois não Haruka?”

“Não Michiru… E tu? Vais?”

“Não sei. Não posso afirmar algo que não sei se vai ou não acontecer, Haruka…”

“Tu tens alguma coisa com o Jedite, não tens?”

“Talvez…”Disse Michiru, cabisbaixa. Estava a esconder-me algo.

“Sabes, Michiru… Eu preciso de ficar sozinha…”

“Ok…Eu deixo – “

“Não, deixa… Eu saio. Eu já acabei de usufruir da piscina. Adeus!”

Entrei no balneário e fui para o duche. Tomei um duche rápido, para retirar quaisquer vestígios de cloro que existissem no meu corpo. A água gelada que corria pelo meu corpo nu fazia sentir-me fresca e revigorada, e também me deixou uma sensação de conforto, que me acalmou, refreando toda a fúria que sentira contra Michiru. Agora que estava a pensar correctamente, sabia que não tinha razão nenhuma para me chatear com Michiru. Ela não tinha culpa da minha má disposição. Teria de lhe pedir desculpa. Sai do duche e vesti-me rapidamente.

Chegada a casa, sentei-me ao piano. Deu-me vontade de tocar. O meu estado de espírito estava completamente feito em papas. Acho que magoei Michiru(mais uma das revelações geniais do meu pensamento frio… WOW como consigo ser racional quando não ajo de cabeça quente…). Às vezes consigo ser mesmo parva, casmurra, teimosa e acima de tudo, idiota…

Bati com fúria nas teclas do piano. Estava frustrada.

“Está tudo bem, Haruka-mamã?” Ouvi a voz da Hotaru

“Sim Hotaru, está tudo bem… Não te preocupes comigo.”

“Pareces chateada…Posso ajudar-te?”

“Hotaru… Está tudo bem…Por favor, não faças mais perguntas…”

“Está bem… Posso ir para o piano?”

“Sim, claro…”

Sai do piano para que Hotaru pudesse tocar. Entretanto, fui para o meu quarto.

“Knock-Knock. Posso entrar Haruka?”

“Podes…”

“Haruka…Quero que saibas –“

“Desculpa, Michiru…”

“Estás a pedir desculpa porquê?”

“Por ter sido tão estúpida contigo… Eu não devia ter falado daquela maneira. Eu passei das marcas…”

“ Já estou habituada, sua tolinha… Tu enervas-te com pouco… E eu também não devia ter insistido contigo…Nem muito menos ter-te chateado com aquela conversa… Vá, amigas?”

“Amigas” Abraçámo-nos, sorrindo uma para a outra.

Aquele era um dos poucos momentos em que eu permitia haver alguma troca de emoções. Odiava toda a treta sentimental e choraminguices…




Capítulo 3- A partida de Michiru: Telefonema perdido, atendedor de chamadas em acção!

Já tinham passado alguns dias depois da discussão com Michiru. Eu continuava a leste de tudo, embora agora estivesse mais empenhada nos treinos. Andava um promotor à procura do melhor piloto japonês e eu teria de estar à altura do desafio. Tinha de agarrar aquela oportunidade. Mas o que me fez perder um pouco da minha esperança, foi a partida da Michiru.
*FLASHBACK*

Fora dois dias após a nossa discussão.

Eu estava na sala a tocar piano enquanto Michiru e Hotaru estavam a fazer o jantar. Setsuna, enquanto me ouvia tocar, estava a ler ‘Orgulho e Preconceito’ de Jane Austen.

De repente, a campainha tocou, e dois rapazes entraram. Um era mais velho que o outro. O mais novo, Jedite, dirigiu-se à cozinha para falar com Michiru, pedindo para ficar a sós com ela. O outro, mais velho e mais emproado, Kunzite, ficou na sala. Setsuna foi para o seu quarto e deixou-me a mim e Kunzite a sós na sala. Hotaru foi para o quarto fazer os trabalhos de casa, deixando o jantar a fazer no forno.

“Então, tu é que és a famosa Haruka Tenoh! Ouvi falar muito de ti. Adoro ouvir-te tocar piano com a Michiru, já fui a vários concertos vossos.”

“Sim sou eu. E muito obrigada por gostares. É o meu 2º passatempo favorito.”

“E qual é o teu primeiro?” Disse, com um interesse acima do demasiado.

“Velocidade… Corridas de carros e motos, é a minha paixão.” Disse, com um certo entusiasmo, ainda que desconfiada das suas intenções.

“Pois… Foste tu que ganhaste ao Yamada, não foi?”

“Sim… Fui eu…”Não queria puxar conversa para o Yamada. Ele ainda tinha assuntos pendentes para resolver comigo.

“Eu aposto em como era capaz de te ganhar numa corrida de moto.”

“Ninguém pilota melhor que eu. Não me ganhavas, nem que te esforçasses minimamente.”

“Podemos ver isso aqui e agora” Disse Kunzite “ Tens aí algum jogo de vídeo com carros ou motos? Ouvi dizer também que eras muito boa nesses.”

“Claro que tenho. Deixa só ligar os cabos à TV.”

Tentei ligar os cabos à TV, mas a prateleira onde estava a consola caiu, mesmo em cima da minha cabeça.

“Ai!!! Ai!!! Bolas!!! Esta doeu!!!” Disse entredentes.

“Estás bem, Haruka?”

“Estou óptima” Disse, sarcasticamente. Eu não queria tornar-me a donzela em apuros, sou demasiado senhora do meu nariz.

“Não não estás…Deixa-me ajudar-te, não sejas orgulhosa.”

Ele tentou aproximar-se para me ajudar, mas sem êxito. Dei-lhe uma estalada. Mas que dejá-vu… Pensei.

“Não te atrevas a tocar-me novamente” Disse, com a cólera a subir-me à cara.

“Desculpa…Devia ter percebido que eras orgulhosa demais para aceitar ajuda de alguém, mesmo tendo sido generosamente.” Kunzite afirmou, secamente. Não gostou da estalada que lhe dera, mas ela foi bem merecida.

“Que arrogante…”

“Se eu sou arrogante, tu és empertigada!”

“Haruka?”

“Sim Michiru?” Michiru chamara-me na hora H. Ainda bem, penso eu…

“Eu… Eu tenho uma coisa para te contar…”

“Sim?”

“Eu… Eu e o Jedite… Nós andamos.”

O meu mundo caiu-me aos pés. A minha Michiru, a minha razão de viver, gostava de alguém para além de mim. Gostava do irmão daquele arrogante do Kunzite, que queria ser demasiado prestável para o meu gosto.

“Michiru… Tu… O que?!”

“Eu e o Jedite, nós amamo-nos…é como se nós já estivéssemos predestinados a ficar juntos, talvez por uma ligação do passado. O passado em que éramos as guardiãs solitárias do sistema solar. Eu vou – “

“Tu vais te embora com ele para Neptuno, é isso não é?”

“Sim… é isso… Não ficas chateada pois não Haruka? Apesar de tudo, gosto muito de ti.”

“Eu sei, querida Michiru. Sê muito feliz com o Jedite. E quando puderes, volta para me visitar, sim?” Eu não era de chorar, mas eu estava quase a chorar. Mas à frente de Jedite e Kunzite, não o iria fazer.

“Claro que voltarei, as vezes que quiseres” E ela abraçou-me, daquela maneira especial que só ela sabia fazer. A minha pequena dor-de-cabeça fora esquecida por instantes.

“Bem, Jedite, meu irmão… Eu tenho de ir, não estou aqui a fazer nada. Vou para junto de Neflite e de Zoicite. Eles precisam de mim. Haruka, parece que a nossa ‘corrida’ fica para outra altura. Adeus”

“Certo. Espero que nos voltemos a ver.” Disse Jedite, com uma voz que transmitia calma, ele parecia ser boa pessoa para a minha Michiru.

“Adeus, Kunzite” Disse, com um sentimento de mágoa na voz.

E Kunzite abandonou a minha casa. Embora Michiru ainda lá estivesse, era como se já estivesse vazia. Setsuna e Hotaru ainda não tinham saído dos seus quartos, e eu sentia-me só. Como se tudo estivesse contra mim.

Depois de eu e Michiru nos termos despedido, eu fiquei “sozinha” no duplex.

O telefone tocou por diversas vezes, e eu não atendi, e elas também ignoraram o telefone. Só se ouvia no andar de baixo a minha mensagem, a de Setsuna e a de Michiru, no atendedor de chamadas:

“Olá!! Nós não estamos cá! A Haruka provavelmente está a percorrer os seus circuitos de moto, a Michiru deve estar a ensaiar e a Setsuna esta a estudar, pelo que deve deixar a sua mensagem a seguir ao sinal. Bip!”

“Haruka! Eu sei que estás aí! Atende o telefone, por favor, temos de falar!” (Minako)

“Haruka estamos preocupadas contigo, tens de vir ter connosco. Por favor sabes que gostamos muito de ti Haruka… “ (Makoto e Usagi)

Tudo aquilo deixava-me constrangida. Eu sabia que agora estava alheia ao que se estava a passar e sabia também que estava muito aérea. E elas ainda não sabiam da partida da Michiru. Contudo, ouve uma mensagem de voz que me perturbou:

“Haruka, eu sei que esta deve ser a última voz que deves querer ouvir, mas temos de falar, eu preciso de voltar a ver-te. Tu fazes-me lembrar alguém do meu passado. Por favor diz-me –“ E o tempo de mensagem acabou ali.

Parecia a voz do Kunzite, e definitivamente, ele tinha razão. A voz dele era a última que eu queria ouvir. Não, definitivamente não o queria ouvir, queria que ele ardesse nos confins do meu inferno pessoal, embora eu julgue que ele foi de lá convocado apenas com o propósito de me atormentar. Apenas com o propósito de me atormentar… Repeti mentalmente. Tinha de me convencer que não podia estar perto daquele convencido. De maneira nenhuma…
*FIM DO FLASHBACK*







Última edição por Tinoco em Sab 08 Maio 2010, 09:56, editado 13 vez(es)

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Sayaka em Ter 02 Mar 2010, 02:28

Oi Tinoco-chan... Esta fantastica

Michiru… Tu… O que?!”

“Eu e o Jedite, nós amamo-nos… é como se nós já estivéssemos predestinados a ficar juntos…Talvez por uma ligação do passado. O passado em que éramos as guardiãs solitárias do sistema solar. Eu vou – “



Nao acerdito que a Michiro vai deixar Haruka...Elas nuca se separam vai ser tao mao para a Haruka-chan coitada...

“Eu sei, querida Michiru. Sê muito feliz com o Jedite. E quando puderes, volta para me visitar, sim?” Eu não era de chorar, mas eu estava quase a chorar. Mas à frente de Jedite e Kunzite, não o iria fazer.

“Claro que voltarei, as vezes que quiseres” E ela abraçou-me, daquela maneira especial que só ela sabia fazer. A minha pequena dor-de-cabeça fora esquecida por instantes.


Claro que vai voltar elas sao inseparaveis... como a lua e as estrelas nao podem ficar uma sem a outra se nao a noite ficaria ser brinho... A Michiro nao podia fazer uma coisa dessas a Haruka ela agora ira ficar triste...

Fico a espera do proximo Capitulo Tinoco-chan!!!

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por BTsukyno em Qua 03 Mar 2010, 13:50

esta muito linda....


vou ficar á espera de mais....


bjinhu

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Qui 04 Mar 2010, 12:49

Ola outra vez!
Bem, parece-me q a haruka tbm é a tua sailor preferida... ou das tuas n sei... Matreiro

Fiqei parva qnd li q isto era uma fic OuterVSGenerais! Ta nice!!!!

Os pares tao bem escolhidos!
A Haruka e o Kunzite, os dois liders do grupo! Coool!!! Alta imaginaçao!

Nao costumo ler ,cm ja te tinha dito por mprivadas, fics sem ser Haruka/Seiya mas esta por acaso ta me a causar algum divertimento!
Ja li fics Haruka/Neflite mas agora kunzite... bem... eh um par estranho confesso... eles antigamente estavam destinados as inner e nao as outer... mas ... penso q talvez a coisa resulte Matreiro


A part q mais adorei ler foi a q a Mariana "me trocou" pelo Jedite!!!!
Pode ter causado-lhe sofrimento mas eh este tipo de traiçoes q me faz ter bue gozo da situaçao!
estou msm feliz!

N sou contra as lesbicas, ate pelo contrario, sou defensora mas penso q todas as guerreiras na SM deviam ter a oportunidade de viver uma vida de casal hetero, de modo a criar descendencia... pelo menos em Cristal Toquio xDD

Fico ah espera de mais!!!
Posta depressa
Bjinho

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Ter 09 Mar 2010, 12:53

publiquei o 2º capitulo da historia(finalmente Matreiro)
estava a custar acaba-lo Matreiro
agora e so ler pessoal Simpatico
P.s : este banner do site esta deliciosamente lindo Esperancoso

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Sex 12 Mar 2010, 08:29

Aqui vai- capitulo 4 Esperancoso

Capítulo 4-O pesadelo de Haruka volta para a atormentar


Acordei a meio da noite. Tive um maldito pesadelo. Daqueles do género dos que tinha quando andávamos à procura dos talismãs. Aqueles pesadelos que me atormentavam quando o Seiya, o Taiki e o Yaten estavam cá. Aqueles pesadelos de quando eu não sabia ainda que era uma guerreira navegante.

Estava em Urano, o reino que guardava havia séculos. Era dos últimos reinos que tinham sobrevivido à Galáxia, para além da Terra. Agora todas as guerreiras navegantes estavam a proteger a Terra, menos eu, que tinha de proteger o meu planeta guardião. Depois, vejo três estrelas cadentes a dirigirem-se de fora do sistema solar, para o planeta do Rei Endymion. Alguma coisa de errado se estava a passar. Teria de abdicar do meu reino para proteger o meu rei e a minha rainha. Mas agora que a Galáxia foi destruída, qual o propósito deste sonho?

No dia seguinte, saí para ir dar uma volta no circuito de carros. Andava com saudades de o fazer, e para além do mais, se ficasse em casa, iria andar deprimida.

Quando entrei no circuito, vi um cartaz pendurado numa das grades das bancadas:
* Três Luzes voltam para delirar as fãs!!! *
* Concerto hoje no autódromo de Tokyo! *


Ao ler aquele cartaz e ao ver neste Seiya, Yaten e Taiki, senti a minha face encher-se de um vermelho de cólera. Que golpe baixo, agora que estamos com menos uma! Ai que eu vou partir a cara do Seiya! Pensei, totalmente passada com ele e a sua última ousadia.

Odiava mesmo o Seiya do fundo do coração, pelo que aconteceu com a minha Michiru e pelo perigo que ele trouxe para a minha princesa: Usagi Tsukino. E para além do mais, ele é muito convencido e eu detesto pessoas convencidas.

“Olá Haruka-san!” Ouvi uma voz por detrás de mim, demasiado conhecida para o meu gosto. Pensa-se no diabo… Bolas!!!

“Seiya! Desaparece da minha vista!”

“Calma… Só vim aqui para dialogar contigo…”

“Mas eu não tenho interesse em ter diálogos com pessoas como a tua, desaparece antes que te parta a cara!”





“Não queres ouvir mas eu vou falar na mesma. Eu, o Taiki e o Yaten não viemos para cá para despoletar reacções negativas nem para vocês se virarem contra nós. Apenas viemos para cá porque no nosso planeta, não conseguimos realizar o nosso sonho… E aqui… Nós podemos perseguir o nosso sonho –“

“Pelo Poder Sagradooo –“ Peguei na minha caneta de transformação, disposta a dar uma tareia no Seiya com o Abalo do Mundo, mas Seiya interrompeu-me.

“Haruka, não faças isso, eu não vim atrás da Pudinzinho, apenas quero poder viver uma vida como a vossa, poder ser cantor, e aqui na Terra, vou poder fazê-lo. “

“Continuas a ser de fora do sistema solar! E eu não te vou querer a um passo sequer da nossa Princesa e do nosso Príncipe, a Princesa Serenidade e o Príncipe Endymion!”

“Tudo bem. Não fazia tenções de me aproximar do Mamoru, pelo que não te tens de preocupar se eu aproximo-me ou não da Pudinzinho.”

“Ah e outra coisa, se a vossa vinda trouxer algum acontecimento que acabe com a paz do nosso sistema solar, vocês são corridos daqui a pontapé, por mim, antes de eu morrer em batalha! Agora se não te importas, tenho de me ir embora. Adeus!” Disse-lhe com uma voz colérica.

Deixei Seiya a olhar perplexamente para as minhas costas, enquanto me dirigia rapidamente para a minha box, onde tinha a minha moto à espera.

“Por aqui Haruka?” Ouvi uma segunda voz que conhecia, e que não queria ouvir de maneira nenhuma… Estava a enervar-me completamente

“Kun-zi-te! Desaparece! Não estou com a mínima paciência para te aturar!”

“Desculpa… Não queria incomodar-te. Mas vim aqui apenas para te desafiar para provares se és assim tão boa em cima de uma 250cc como dizem.”

“Eu aceito! Vamos!” Disse espicaçada pela raiva com que ele dissera aquelas palavras.

“Eu vou andando. Espero por ti na linha de partida. Vou dar-te tempo para tu te equipares.”

“Tudo bem!” Cuspi sarcasticamente.

Entrei dentro da box e comecei a vestir o meu fato. Depois pus o capacete e sai da box, montada já na minha moto.

“Finalmente… Pensava que te tinhas acobardado de repente.” Disse Kunzite, jocosamente.

“Eu não desisto perante um desafio. Nunca!” Disse, irritada com Kunzite e já com vontade de lhe bater.

“Sim, já deu para perceber… Vamos?”

“Vamos… Aos três?”

“Um…Dois…”

“Três!” Arranquei a todo o gás.

Sentia-me no paraíso, adorava velocidade. Contudo, algo fez-me descer à terra. Ao fazer a 1ª curva, a roda bateu num dos rails de separação do asfalto da relva, e fez com que fosse cuspida da mota. Raios!!! Pensei antes de cair na inconsciência.



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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Mr. Land em Sex 12 Mar 2010, 08:41

Gostei bastante.
Tens de continuar!

ADOREI!

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Sex 12 Mar 2010, 10:18

WOWOW

Eu amei este capitulo!

N nego q estou feliz por os 3 luzes terem voltado, apesar de eu saber q nunca vai haver nada entre o meu par.
Também n nego q me senti super feliz por ela ter dialogado com o seiya... ou melhor, ameaçado!Adoro confrontos entre eles!!!!!

aqle Kunzite!
q raiva!
ja bastava ela estar de cabeça quente por causa do Kou, ainda a foi desafiar!
Boa e agora teve um acidente!
A CULPA FOI DELE!

IDIOTA!!

e agora? o que vai acontecer?
Tou desejosa para saber!

Amei Tinoco-chan!!!!!
Posta depressa!
Bjinho

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Sayaka em Seg 15 Mar 2010, 04:55

Ta espectacular...
adorei tinoco-chan...

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por BTsukyno em Seg 15 Mar 2010, 14:26

“Calma… Só vim aqui para dialogar contigo…”

Eu, o Taiki e o Yaten não viemos para cá para despoletar reacções negativas nem para vocês se virarem contra nós.


o seya, tem um vocabolario muito requintado... vou dialogar. e nao viemos despoletar...

Ao fazer a 1ª curva, a roda bateu num dos rails de separação do asfalto da relva, e fez com que fosse cuspida da mota. Raios!!! Pensei antes de cair na inconsciência.


toda sarcastica, e convencida...aaah e tal nao desito de um desafio, e depois isto acontece?! la se foi a superioridade toda...

ta muito bom este capitulo...
fico á espera de mais...

bjinhu

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Seg 15 Mar 2010, 17:06

o seya, tem um vocabolario muito requintado... vou dialogar. e nao viemos despoletar...
*Realmente... ganda toino


toda sarcastica, e convencida...aaah e tal nao desito de um desafio, e depois isto acontece?! la se foi a superioridade toda...
*
Tinhas de aparecer no forum apos um ano de ausencia, duma forma bem sarcástica e notória néra?
es tao ma'zinha Bunny-chan...



PS. O nome dos teus cap q tao no indice sao bem interessantes... tou msm curiosa pa saber o q vem ai!
bem, pelo menos a kaorinite vai aparecer e morrer. ainda bem

** E lá foi a sua pobre alminha ter com os anjinhos...**
* Amén *

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Seg 22 Mar 2010, 08:14

loool
obrigada por todos os comentarios Esperancoso
eu estou aqui no meio da aula de geo a escrever isto :O
mas ninguem ve Matreiro
eu quando puder posto mais um capitulo Matreiro
beijinhoosss e obrigada mais uma vez Simpatico

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Seg 22 Mar 2010, 11:07

loool
obrigada por todos os comentarios Esperancoso
*Matreiro
n tens ke agradecer!

eu estou aqui no meio da aula de geo a escrever isto :O
mas ninguem ve Matreiro
*XD
ja somos duas mas eu tou numa aula de substituiçao, tou quse a bazar Brincalhao

eu quando puder posto mais um capitulo Matreiro
beijinhoosss e obrigada mais uma vez Simpatico
*Ok, eu fico ah espera entao Smile

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Qua 24 Mar 2010, 04:22

vou postar o capitulo seguinte (vá eu publico mais outro para nao vos por taaao curiosas... é que depois só dia 1 de abril(portanto se aparecer um novo capitulo, nao e mentira Matreiro))Simpatico
e o segundo mais pequeno Incredulo Matreiro so eu para dizer isto Matreiro
beijinhos

dedicado à Haruka Tenoh e a Rakie-chan(um novo membro, eu sei, quer dizer, ela é que me falou do forum, mas so agora é q se inscreveu...) mas é minha conhecida e atura-me quando eu escrevo Simpatico

Capítulo 5- A queda da fachada de durona da Haruka



Acordei nos braços de Kunzite, que estava a olhar para mim com um ar preocupado.

“Haruka… Estás bem?”

“O que aconteceu… Kunzite?”

“Caíste da mota… Parece que a nossa corrida deixou de ter efeito… “

“Pois… Porque não… continuaste… a correr?” Disse, ofegando. As minhas costelas estavam a dar cabo de mim.

“Porque não gosto de me vangloriar com uma vitória fácil. Gosto da dificuldade das coisas. Ganhar-te contigo fora do caminho seria bom, mas não tão gratificante como ganhar-te contigo a dares luta…”Disse, usando aquele tom moralista que se costuma usar com os desportistas quando eles começam a ficar confiantes demais “Enfim… Dói-te alguma coisa?”Disse depois, ficando preocupado.

“Não…Quer dizer sim… As minhas costelas… Parece que estão completamente esmagadas…”Bolas não era isto que eu queria dizer… Pareço uma menina chorona!

“Aqui?” Perguntou Kunzite, pressionando um pouco abaixo dos meus seios.

“Au! Isso doeu!” Queixei-me.

“Desculpa não era minha intenção magoar-te...” Disse-me com uma expressão arrependida.

“Não tem mal… Bem, é melhor chamarmos o 112, eu não posso sair daqui pelo meu próprio pé.”

“Mas não podemos ficar aqui no meio da pista, senão ainda seremos passados a ferro… Anda, eu ajudo-te a ir para a box.”

“Obrigada… Quando não estás a ser convencido, até consigo gostar de ti…”

“De nada. Quando não estás mal disposta, também é muito fácil gostar-se de ti.”

Ele ajudou-me a levantar cuidadosamente, para que não me magoasse mais.

“A minha moto, está bem?” Perguntei de maneira que parecia que estava a falar de uma pessoa e não de uma singela moto.

“Está óptima e pronta para outra. Agora preocupa-te contigo, e não com a moto, se ela estiver avariada, eu mesmo a reparo, visto que em parte a culpa é minha.”

“Obrigada… Já nem sei que diga… És muito amável…” Disse corando. Mas eu estou a corar?!

Kunzite parecera não ter reparado na minha atrapalhação mas isso não me incomodou. Até fiquei contente. Odiava parecer uma miudinha a comportar-se que nem um bebé chorão. A minha personalidade era como a do meu pai, uma personalidade forte, éramos os dois a dor de cabeça da minha mãe.

“Já chegámos. Tens alguma marquesa aí na box?”

“Não…”

“Eu tenho uma na minha box. O Neflite quando anda de moto passa a vida a cair, pelo que dá sempre jeito. Achas que consegues andar mais um pouco?”

“Claro que consigo. Sou forte.”

“Então anda…”

Entrámos na box de Kunzite, e Zoicite estava lá dentro. Tinha acabado de chegar para levar Kunzite para casa.

“Kunzite…O que aconteceu?” Perguntou Zoicite, vendo-me com um braço à volta do meu corpo. Estava a morrer de dores.

“Zoicite, esta é a Haruka Tenoh, estávamos a fazer uma corrida mas ela caiu da moto, e como ela não tem uma marquesa na box, trouxe-a para aqui.”

“Olá, Haruka. Eu sou o Zoicite, como já deves ter percebido. Precisas de alguma coisa?”

“Olá Zoicite. Preciso… Preciso que chames o 112, e que telefones ao Jedite, para dizer à Michiru –” Desmaiei de dores nos braços de Kunzite.
Capítulo 6- Voltas e reviravoltas – as insónias de Haruka e de Kunzite.


Acordei com alguém a colocar-me ligaduras à volta das minhas costelas doridas.

“Já acordaste!” Disse Kunzite, aliviado.

“Uhm… Pelos vistos… Ainda estamos aqui?”

“Sim… Ah e já agora este é o Neflite. Ele é médico, e também um dos meus três irmãos. E para além do mais, é um maluco por velocidade como nós. Por isso é que passa a vida com ligaduras, mas nunca precisou de ir ao médico.”

“Bem… Obrigada por tudo, Kunzite, Neflite, Zoicite… Mas eu tenho de ir…Agora já estou bem…” Levantei-me, mas não consegui andar muito sem ter que dizer “AU!”

“Não te mexas, senão isso vai doer. Tens um par de costelas meio fora do sítio. Vai ficar dorido durante uns tempos e não deves fazer grandes esforços e sobretudo, não deves andar à maluca na moto como costumas andar.” Disse Neflite, tentando não rir de mim. Pelos vistos não consigo já parecer séria (culpa: Kunzite…).

“Eu vou levar-te a casa, Haruka, não te vou deixar neste estado ir para casa sozinha.” Disse Kunzite, num tom de voz que parecia que estava a condenar-me como inválida.

“Não preciso, obrigada pela gentileza, mas acho que ainda estou apta a conduzir até casa”

“Mas tu ias-te partindo toda agora!!! De maneira nenhuma que te deixo ir assim para casa.”

“Eu não preciso, já estou bem. Mas agora tenho mesmo que ir. Obrigada Neflite por me ajudares. Adeus Zoicite e Kunzite. Ah e Kunzite?”

“Sim?”

“Quando eu estiver apta fisicamente para correr, vais levar uma tareia.”

“Tudo bem. Fico à espera.” Disse Kunzite, com uma voz ardente. Eu ignorei e fui para o meu carro. Chegada a casa, fui-me enfiar na cama. Não queria confrontar Setsuna.





Só que nessa noite, não dormi bem. Não conseguia encontrar uma posição para conseguir dormir, qualquer uma delas provocava-me dores nas costelas. Então decidi que teria de tomar um analgésico. Mas para isso teria de ir à cozinha no mais absoluto silêncio. Não queria acordar a Setsuna e a Hotaru, e preocupá-las. Contudo, Hotaru é que acabou a vir ter comigo:

“Haruka, estás acordada?”

“Hotaru, não devias estar a dormir?”

“Não consigo…”

“O que se passa Hotaru? Podes contar-me”

“Tive um pesadelo muito assustador”

“Calma tolinha, anda cá” Tentei abraçá-la, para a reconfortar mas o esforço que fiz fez-me doer as costelas, pelo que gemi de dor.

“Estás bem Haruka? Dói-te alguma coisa?” Perguntou Hotaru, preocupada.

“Estou bem Hotaru, não te preocupes comigo…”

“Posso ficar aqui contigo…Posso? Eu tenho medo, e tu podes proteger-me…”

“Claro que podes Hotaru. Mas espera aí que eu tenho de ir à cozinha, pode ser?”

“Está bem… Obrigada Haruka.”

“De nada” e saí do quarto.

Chegada à cozinha, tentei lembrar-me onde Setsuna tinha posto os analgésicos da última vez que os comprámos. Ao encontrá-los, tirei dois e engoli-os. Depois fui para a cama, finalmente adormecendo.
* MOMENTO KUNZITE *


Era já tarde. Não conseguia dormir. Não conseguia deixar de pensar na Haruka. Sabia que ela por esta hora deveria estar cheia de dores, e também que ela quase podia ter morrido por minha causa, pela minha fanfarronice e por a ter convidado para a corrida, sabendo que ela estava irritada, e que aceitaria sem hesitar.

Não o deveria ter feito…





Já dei voltas e voltas na minha cama, e simplesmente não consigo adormecer. Sentia-me desesperado.

Depois, com todos aqueles sonhos em que conseguia ver a minha vida passada, os meus irmãos, a batalha contra o mal, o fim do relacionamento com Haruka, antes dizendo a Guardiã de Urano; antes de ficar à serventia da Rainha Metália; não me ajudavam em nada.

No Milénio Prateado, eu era um dos guardas do Rei Endymion. Haruka naquela época não existia, existia apenas a Guerreira Protectora de Urano, nos confins do sistema solar. Ela nunca vinha à Terra, e só cá veio uma vez, quando foi o casamento do Príncipe Endymion com a Princesa da Lua. Nessa primeira vez, ficara perdidamente apaixonado por ela. A Guardiã de Urano era linda, com os seus cabelos curtos, cor de milho a agitarem-se ao sabor do vento, com os seus olhos que não se conseguia perceber se são verdes ou azuis, e o seu corpo, de uma deusa, como se tivesse sido encomendado por mim a um escultor do Renascimento. Ela era simplesmente soberba. A seu lado vinham as Guardiãs de Neptuno, Saturno e Plutão. Elas eram igualmente bonitas, e deixaram também os meus irmãos perdidamente apaixonados por elas, mas a única que me cativava era a Urano. Eles conseguiram cativar as suas amadas, mas Urano, que era pouco dada a sentimentalismos, não correspondeu a todas as minhas tentativas de conquistá-la. Nesta época de paz, elas ficaram pela Lua. Contudo, a guerra começou, e a Rainha Metália dominou as mentes de todos os humanos, virando-os uns contra os outros. Contudo, nós resistimos a isso. O nosso amor pela nossa missão era maior: Tínhamos de proteger o nosso rei e a nossa rainha.

Contudo, a minha mente perdeu o auto-controlo que tinha quando vi Urano morrer nos meus braços, às mãos da Rainha Metália. As suas últimas palavras no meio de um vento intenso, foram Amo-te muito, meu Kunzite… Para sempre… E assim a sua voz cessou o vento revoltoso, no meio de um silêncio cortante, e os seus olhos verdes/azuis fecharam-se perante o negro da noite.

Agora, pelo que estava a ver, a história repetia-se. O nosso destino pré-concebido estava a levar-nos para duas saídas - ou ficávamos juntos para sempre, ou um de nós morreria, sem saber o que aconteceria. Sem saber como seria poder beijar aqueles lábios carnudos, sem poder sentir aqueles cabelos na minha pele. Sem saber como seria estar com ela naqueles momentos amorosos especiais…. Seria uma coisa de sonho. Algo que provavelmente nunca mais seria esquecido.

Contudo, nada disto seria possível. O nosso amor é impossível.







O lugar de Haruka é em Urano, não na Terra. E eu não posso ir para Urano. O meu irmão Jedite contrariou o seu destino. Ele é o Guardião da Terra e como guardião tem de ficar na Terra. Ele estava em Neptuno. Eu assumiria a minha responsabilidade como fiz sempre. Não abandonarei o meu Rei.
*FIM DO MOMENTO KUNZITE*

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Rakie-chan em Qua 24 Mar 2010, 12:33

Eu adoro a tua história e tu sabes bem que sim. Continua a escrever porque estou ansiosa para saber o resto. beijinhos da tua rakie-chan.

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por BTsukyno em Qua 24 Mar 2010, 13:34

ola..

tadinhos, odeio quando estas coisas acontecem... terem que decidirem entre a sua missao e o seu amor...mas eu espero que fiquem juntos...porque o deer da haruka tb é proteger a terra, a sua rainha e a mesma do kunzite, por isso talvez eles fiquem juntos...


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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Qua 24 Mar 2010, 14:17

EsperancosoEsperancosoEsperancosoEsperancosoEsperancosoEsperancosoEsperancosoEsperancosoEsperancoso

Ai ai

este cap fez-me suspirar!
o atrasado do Kunzite foi tao qiduh!

epa e aqilo é q eh uma familia em peras! um é medico e gosta de velocidade, outro tbm gosta de velocidade, e outro... opa ate perco a descriçao de tanta galfunhice junta Matreiro


Mas em todo o cap, a minha preferida foi o pensamento do Kunzite... ele preocupado cm ela, contou a historia... e as descriçoes? "corpo de uma deusa" e esse vocabulario rico q usaste? GOD mesm altamente!!! Ate eu nem sei fazer mlhr!!!

q te posso dizer? n tenh palavras pa descrever o teu post...

Os parabens é a unica coisa q te posso dizer sobre estes mini capts!

Um grande Beijo!*

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Qui 25 Mar 2010, 04:07

Rakie-chan - obrigada por me aturares em toda a santa aulinha em que me decido por a escrever e quando quase morro por nao te contar nada... Ah, e tambem por seres a minha consultora (se nao fosse ela, provavelmente ainda usava os antigos poderes das Inner Senshis na fan fic(e o que da demorar muito tempo a ver a Super S e estar muito longe dessa parte) E tambem por tentares garantir que o Seiya e a Haruka tentem manter se ao maximo dentro da personagem Matreiro(Sim coitadinhos estao taaaao diferentes... mas enfim(e uma fan fic Simpatico)
BTsukyno - Obrigada por vires cá comentar a minha fan fic Simpatico (agora vou falar assim pelo meio tambem para a Haruka Tenoh) mas eu acho que este nao foi dos meus melhores capítulos, acho que algumas coisas ficaram mal escritas(e o que da escrever em periodo de testes, perco a cabeça e depois so sai trampa Matreiro. Mas mesmo assim, nao te preocupes. Ainda nao acabei de escrever e ainda muitas coisas vao acontecer entre a Haruka e o Kunzite (muitaaas mesmo Simpatico) Por isso continua a seguir Simpatico
Haruka Tenoh -

este cap fez-me suspirar!

o atrasado do Kunzite foi tao qiduh!
ele nao é um atrasado coitadinho Matreiro ele apenas acordou para a realidade... Embora deteste aquele discurso que ele fez quando a Haruka lhe perguntou porque e q ele nao continuou... Matreiro Q parvo Incredulo

epa e aqilo é q eh uma familia em peras! um é medico e gosta de velocidade, outro tbm gosta de velocidade, e outro... opa ate perco a descriçao de tanta galfunhice junta Matreiro
r=black]]eles sao uns loucos todos juntos Matreiro acredita no que te digo[/size]


Mas em todo o cap, a minha preferida foi o pensamento do Kunzite... ele preocupado cm ela, contou a historia... e as descriçoes? "corpo de uma deusa" e esse vocabulario rico q usaste? GOD mesm altamente!!! Ate eu nem sei fazer mlhr!!!
(queres saber:inspiraçao nos Maias Matreiro)
q te posso dizer? n tenh palavras pa descrever o teu post...

Os parabens é a unica coisa q te posso dizer sobre estes mini capts!


Obrigada por estares a seguir desde o início Simpatico
e tu vais adorar os dois proximos capitulos(mas só dia 1 de Abril Matreiro) Gosto de deixar o suspense Matreiro



Beijinhos tmbem para a Sayaka(desculpa nao ter dito nada ainda acerca do teu post e vou dar-te um spoil: o Yaten vai revelar-se grande amigo da Haruka Simpatico(va prontos e um spoil pa todas Matreiro) mais tarde vao ver Matreiro


Beijinhos a todas e até ao dia das mentiras Simpatico

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Qui 25 Mar 2010, 09:51

eu acho que este nao foi dos meus melhores capítulos, acho que algumas coisas ficaram mal escritas
*Discordo plenamente desculpa la!

Ainda nao acabei de escrever e ainda muitas coisas vao acontecer entre a Haruka e o Kunzite (muitaaas mesmo Simpatico) Por isso continua a seguir Simpatico
*Eu ja tou a ver... é cm a fic da Celia! Numa corrida, as motos da haruka e do seiya embatem e aquilo acaba em rolamento entre corpos e em beijos! mais tarde, acabou em pic-snics e em filhos!
Deixa tar q isto entre eles n vai ser mto diferente!

ele nao é um atrasado coitadinho Matreiro ele apenas acordou para a realidade... Embora deteste aquele discurso que ele fez quando a Haruka lhe perguntou porque e q ele nao continuou... Matreiro Q parvo Incredulo
*ELE É PARVO! ... alias... pa mim, todos os rapazes (tanto na SM cm na vida real) sao PARVOS!

So se... so tirando mesmo o Gonçalo da Historia toda... mas... ele tambem foi bue parvo qnd na serie R... salvo erro... ele dizia q ja n gostava da Bunny ... ok, aqilo era so para a proteger dquilo q ele via nos seus sonhos mas opa... eu acho q ele devia ter confiado na Bunny e ter-lhe dito aquilo q se passava nas suas visoes e nao magoa.la cm a magoou, dizendo q e eles n tinham futuro... ele ai tbm foi PARVO e por isso...

Conclusao final:
TODOS os RAPAZES sao PARVOS
eles sao uns loucos todos juntos Matreiro acredita no que te digo
*Ah pois sao, sao! isso n duvido nada depois daqilo q vi... ou mlhor, do q li!

inspiraçao nos Maias
*Ah!!! essa coisa ranhosa, ou melhor esse calhamaço de livro q vou ter de ler no 12º ou no 11º uma coisa assim... qm diria q tinha boas descriçoes? olha, eu n o diria!

Obrigada por estares a seguir desde o início Simpatico
e tu vais adorar os dois proximos capitulos(mas só dia 1 de Abril Matreiro) Gosto de deixar o suspense Matreiro
*Es tao ma!!!! E nao tens q agradecer... vamos la ver é se no dia 1 de abril, vai aparecer aqui a lua'zinha dourada a indicar q foi postado algo por ti, e depois entro aqi, e vejo um post a dizer "Feliz dia das mentiras" e nao um cap! Era capaz de te matar se o fizesses! Entao eu, q a primeira coisa a q eu recorro qnd estou mal-humorada é ah violencia...

*Um grande bjinho marota Matreiro

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Qui 25 Mar 2010, 11:01

Desde já peço desculpa pelo double post, mas tinha de comentar isto:




Haruka Tenou escreveu:eu acho que este nao foi dos meus melhores capítulos, acho que algumas coisas ficaram mal escritas
*Discordo plenamente desculpa la!
OMG
Ainda nao acabei de escrever e ainda muitas coisas vao acontecer entre a Haruka e o Kunzite (muitaaas mesmo Simpatico) Por isso continua a seguir Simpatico
*Eu ja tou a ver... é cm a fic da Celia! Numa corrida, as motos da haruka e do seiya embatem e aquilo acaba em rolamento entre corpos e em beijos! mais tarde, acabou em pic-snics e em filhos!
Deixa tar q isto entre eles n vai ser mto diferente!
Ominhadeusa! tenho de ler isso Matreiro

ele nao é um atrasado coitadinho Matreiro ele apenas acordou para a realidade... Embora deteste aquele discurso que ele fez quando a Haruka lhe perguntou porque e q ele nao continuou... Matreiro Q parvo Incredulo
*ELE É PARVO! ... alias... pa mim, todos os rapazes (tanto na SM cm na vida real) sao PARVOS!

So se... so tirando mesmo o Gonçalo da Historia toda... mas... ele tambem foi bue parvo qnd na serie R... salvo erro... ele dizia q ja n gostava da Bunny ... ok, aqilo era so para a proteger dquilo q ele via nos seus sonhos mas opa... eu acho q ele devia ter confiado na Bunny e ter-lhe dito aquilo q se passava nas suas visoes e nao magoa.la cm a magoou, dizendo q e eles n tinham futuro... ele ai tbm foi PARVO e por isso...

Conclusao final:
TODOS os RAPAZES sao PARVOS



concordo contigo:o mamo-chan devia ter dito a usa-chan
segunda, concordo contigo:Os rapazes sao uns parvalhoes...
eles sao uns loucos todos juntos Matreiro acredita no que te digo
*Ah pois sao, sao! isso n duvido nada depois daqilo q vi... ou mlhor, do q li!

inspiraçao nos Maias
*Ah!!! essa coisa ranhosa, ou melhor esse calhamaço de livro q vou ter de ler no 12º ou no 11º uma coisa assim... qm diria q tinha boas descriçoes? olha, eu n o diria!
Os Maias das no 11º ano Matreiro tem boas descricoes e vais adorar o JOao da Ega(e tipo Seiya Matreiro um ganda palhacinho Simpatico)
Obrigada por estares a seguir desde o início Simpatico
e tu vais adorar os dois proximos capitulos(mas só dia 1 de Abril Matreiro) Gosto de deixar o suspense Matreiro
*Es tao ma!!!! E nao tens q agradecer... vamos la ver é se no dia 1 de abril, vai aparecer aqui a lua'zinha dourada a indicar q foi postado algo por ti, e depois entro aqi, e vejo um post a dizer "Feliz dia das mentiras" e nao um cap! Era capaz de te matar se o fizesses! Entao eu, q a primeira coisa a q eu recorro qnd estou mal-humorada é ah violencia...
descansa, eu nao era capaz de fazer uma coisa dessas às minhas fas... Credooooo nem pensar --' deixava de ter leitoras assim com um estalido de dedos Matreiro e ainda me acusavam de maldosa Matreiro (MATAR?!! Credo posso fugir? XD ) loool
Beijinhossss Simpatico

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Qui 25 Mar 2010, 11:42

Ominhadeusa! tenho de ler isso Matreiro
*Ta nas fanfics acabadas: Sailormoon Eterna - a mudança no destino [Fic Concluida]

segunda, concordo contigo:Os rapazes sao uns parvalhoes...
*Ah! afinal n tou maluca nem é azedice minha! é msm verdade!! nice!

(e tipo Seiya Matreiro um ganda palhacinho Simpatico)
*O Seiya-bombom nao é um palhacinho! ele n anda a fazer acrobacias nos shows!

descansa, eu nao era capaz de fazer uma coisa dessas às minhas fas... Credooooo nem pensar --' deixava de ter leitoras assim com um estalido de dedos Matreiro
*LOLOLOLOLOLOLOL provavelmente... ou se calhar nao...

e ainda me acusavam de maldosa Matreiro (MATAR?!! Credo posso fugir? XD ) loool
*LOLOL
Eu acusava-te logo!
E sim podes fugir q eu ja te apanho...

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

So uma coisa...



Capítulo 8 – O início de um grande amor………………………………... (brevemente)

Capítulo 9 – O início de um grande amor……………………………….…... [brevemente]



*pq q colocaste duas vzes o msm cap no indice? quer dizer. o msm nome mas cm numero de cap diferentes?


Capítulo 10 – Partida para Urano. O pedido de casamento……………………………………….………………………….……... [brevemente]

Capítulo 11 – Os preparativos para os Casamentos (parte 1)…………... [brevemente]
*A HARUKA VAI CASAR-SE?
JA?
WF???
OMG Q REVIRAVOLTA Q PA QI VAI!


Capítulo 12 – A desilusão da Haruka. A corrida para a vitória………………………………………………………………………………… [brevemente]
*Desilusão? n me digas q o Kunzite a vai trair
B-r-u-t-a-l !!!

Capítulo 13 – Os preparativos para os casamentos (parte 2)……………[brevemente]
*Oh... afinal esquece...

n ligues, eu lanço sempre pragas a casais do tipo "Haruka X ..." se nao for o Seiya o seu par...
bem, por acaso nao mandei nenhuma praga ah luchia mas... pronto...acabaste de ser vitimada por mim! Brincalhao

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Convidad em Qui 25 Mar 2010, 12:49

Lool adoro a tua fic, escreves muito bem, continua espero pelo próximo capitulo!

Convidad
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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Qui 01 Abr 2010, 08:14

Feliz dia das mentiraaaaaas Simpatico
mas nao se preocupem... eu vou postar o capitulo Simpatico
nao sou assim tao ma Matreiro
(e a Haruka Tenoh assassinava-me Matreiro)
portanto aqui vai Simpatico(e ja agora, nao sei quando vou poder voltar a postar :'(
beijinhos a todas e aqui vai : capitulo 7 e 8 Simpatico

Capítulo 7 – A morte de um velho amigo e o aparecimento de um “novo” velho inimigo


Era tarde na noite calma de Fevereiro.

Eu estava na sala com Setsuna a ver televisão. Não tínhamos sono. Hotaru estava a dormir profundamente no seu quarto. De repente, ouvimos um gemer incessante, seguido de uma respiração ofegante.

“Poseidon[1], o que se passa?” perguntei.

Mas era inútil, os cães não falam. Contudo, eu gosto muito do meu Poseidon. Já o tinha há cinco anos, e foi escolhido por mim e pela Michiru. Era um pastor alemão, muito bonito e o seu nome era das poucas coisas que ainda me fazem lembrá-la. Se Poseidon morresse, seria o fim para mim. Pedi a Setsuna para me ajudar a levar Poseidon para o carro, pois eu ainda não podia fazer grandes esforços. Ainda não estava totalmente curada daquela queda aparatosa da moto.

Quando cheguei ao veterinário, tive de ser eu sozinha a tirá-lo do carro. Era noite cerrada e o veterinário tinha vindo de casa, meio a dormir. Olhou para Poseidon, ficando preocupado:

“Menina Tenoh, o que aconteceu?”

“Dr. Takeshi o Poseidon começou a gemer esta noite, e ele está com dificuldade em respirar. Não sei o que se passa com ele. Estou preocupada, diga-me que ele está bem, por favor!”

“Ainda não sei, mas vou fazer o possível para que ele fique bem.” Após uma observação rápida, o Dr. Takeshi disse ”O seu cão tem de ser operado, menina Tenoh. Ele tem um quisto na garganta, que está a crescer anormalmente, e que, se não for retirado, pode causar a morte do Poseidon. “

“Faça o que for preciso para o meu Poseidon ficar bem. Por favor, não deixe que ele morra.”

“Fique aqui na sala de espera, de vez em quando eu venho dar-lhe notícias.”

Eu assenti com a cabeça e sentei-me, à espera. Sentia-me desesperada. Amava muito o meu Poseidon. Ele era a única ligação que me restava com Michiru. Se ele morresse… Seria o fim.

O meu intercomunicador começou a apitar – era Michiru:

“Haruka!!”

“Michiru, o que se passa?”

“O mar está agitado”

“O que?! Não agora!!! “ Disse, com a voz embargada pela dor que sentia.

“O que se passa, Haruka?”

“O Poseidon…”

“O que se passa com ele?”

“Ele… Ele está a morrer…” Disse, só agora apercebendo-me da crua realidade.

“Haruka, já devias saber que isso ia acontecer mais tarde ou mais cedo. Mas agora temos problemas. Temos uma nova missão.”

“Eu sei…” Vi o veterinário a sair da sala de operações, tinha de fazer Michiru esperar “Espera um pouco.”

“Menina Tenoh…O Poseidon não resistiu…”

Não disse nada. Apenas ouvi o que o veterinário disse, e retirei-me, após termos enterrado o Poseidon num cemitério para animais que existia ao lado da clínica.

“Haruka, estás aí?”

“Estou… O Poseidon morreu… Bem, vens para a Terra?”

“Sim, eu e o Jedite vamos partir de seguida. Jedite tem de proteger o seu Rei…”

“Certo. Vemo-nos depois.” Após esta frase, desliguei o intercomunicador. Tirei a caneta de transformação e gritei “Pelo poder sagrado de Uranooo!” Corri pela noite calma, embora o vento estivesse agitado. Há problemas! Tenho de contar à Usagi! Lembrei-me de repente e parti para casa da Usagi. Entrei pela janela, e esperei que ela viesse.

“Haruka!? Assustaste-me, caramba! Porque estás transformada?”

“Desculpa. Mas temos problemas. E dos grandes. Temos um novo inimigo. A Michiru e o Jedite vão voltar. Temos de nos preparar”

“Mas explica lá isso como deve ser Haruka, não estou a entender.”

“Não sei, Usa-chan… Só sei que chega hoje…”

“E não será confusão com as Starlight?”

“Não… As Starlight chegaram há três semanas, e para além do mais, elas vão ser as primeiras a sair daqui para fora!” Cuspi odiosamente

“Não faças isso Haruka… Deixa-as ficar…”

“Isto é um perigo para elas, elas tem de partir!”

“Elas não fizeram nada, Haruka!”

“Princesa, eu não quero fazer nada contra tua vontade, deixa-me tirá-las daqui, não quero que nada lhes aconteça por causa dos nossos inimigos.” Menti. Por mim podia acontecer tudo, que eu não me importava.

“Não Haruka, elas podem ajudar-nos!” Disse Usagi, quase a chorar.

“Por favor, Princesa, não chores… Sabes bem que é a única solução…”

Ela abraçou-se a mim, o que me fez sentir desconfortável.

“Tenho de ir. Reúne as outras. Encontramo-nos na Torre Tóquio.”

“Está bem!”

Saltei pela janela, embora a queda me tenha provocado uma ligeira dor nas costelas. Corri mais uma vez pela noite calma, em direcção à Torre Tóquio. Setsuna, Hotaru, Michiru, Jedite, Zoicite, Kunzite e Neflite já lá estavam, prontos a combater.

“Haruka!”

“Michiru!” Abraçámo-nos emotivamente. Adorava a minha Michiru e não suportava estar longe dela.

“Oh Haruka, que te aconteceu?” Perguntou Michiru “Tens ligaduras à volta do teu peito…”

“Não foi nada, não te preocupes”

“Oh Haruka…Caíste da moto, não foi?”

“Talvez…Deve ter sido isso…” Disse sorrindo para ela.

De repente, ouvi uns estalidos de dedos. Parecia a entrada das Starlight.

“Aqui estamos nós!” Ouvi a voz aguda da Healer

Oh não! As Starlight! Pensei para mim.

“Quem são vocês?” Perguntou Kunzite, evasivamente.

“Através da escuridão da noite” (Healer)

“Através da liberdade do ar” (Fighter)

“Aqui estão as três estrelas cadentes sagradas” (Maker)

“Sou a Sailor Staaaar Fighter!”

“Sou a Sailor Staaaar Maker!”

“Sou a Sailor Staaaar Healer!”

“Somos as Sailooor Staaaar-Light!”

“Viemos para vos ajudar!” Disse a Fighter, com um sorriso rasgado.

“Seiya, Taiki, Yaten! Ponham-se na alheta, esta batalha é nossa!”Disse, odiosamente, já estava farta de olhar para o Seiya.

“OS TRÊS LUZES?!”Exclamaram os dois Generais mais velhos do Rei Endymion.

“Sim somos nós tens problemas?” Perguntou Yaten. Como sempre ficava ofendido com bocas do género.

“Quem são vocês?” Perguntou o Seiya, agressivamente.

“Somos os guerreiros da noite, que se regem pela luz do luar. Nascemos com um propósito: proteger o Rei da Terra. Somos os protectores da Justiça e da Liberdade. Somos os Quatro Generais da Terra”

“Kunzite, General do Norte”

“Neflite, General do Este”

“Jedite, General do Sul”

“Zoicite, General do Oeste”

“Quero vocês daqui para fora! Vocês não pertencem estar aqui!” Disse o Kunzite. Ele ficou picado com o Seiya. Olha, já somos dois…

Kunzite, chega!” Ouvi a voz penetrante do meu príncipe.

“Príncipe Endymion” Fizemos todos uma vénia.

As Starlight faiscavam de fúria contra Kunzite. Talvez menos Yaten, ele era mais pacifista, embora aquela boca do Kunzite e do Neflite lhe tivesse tocado lá no fundo.

“Neptuno, quem são os nossos inimigos?” Perguntei, impaciente

Não precisei que ela me respondesse. A pessoa por si respondeu:

“Sou a sobrevivente das Whiches5. A única que vocês não conseguiram matar. Sou a Karionite!”

“KARIONITE!!!” Exclamamos eu e Michiru em coro.
Capítulo 8 – A morte de Karionite


“KARIONITE!!!” Exclamamos eu e Michiru em coro.

“Não, não pode ser…. Nós… Nós matámos-te!” Disse, completamente desfeita. Estava frustrada.

“Queridas Navegantes eu consegui sobreviver àquela pequenina explosão e agora estou mais forte que vós. Vocês vão morrer!!!!”

“Naaaaão!!!!!” Ouvi a voz do Kunzite a voar à minha frente. Karionite quis atacar-me, mas acabou por atacar Kunzite. Ele… defendeu-me… Pensei. Senti uma pontada de dor no meu coração. Estava a sofrer.

“Kunzite!!!!” Gritei de desespero. Corri para perto dele, pegando ele para o por no meu colo.

“Eu… Não… Vou deixar-te morrer novamente… Guerreira da Noite, Protectora de Urano…” Disse Kunzite lentamente, desmaiando no meu colo.

“Vais pagá-las Karionite!! Abalo do Mundooo!”Ataquei-a. Mas ela conseguira escapar. “Bolas! Raio da Espada do Espaçooo!” Contudo, voltei a falhar. Porra[2]! Sou mesmo uma parva, assim não vou lá, e estou a cansar-me… Mas tenho de defender o meu Kunzite e a minha Princesa… - Espera?! O meu Kunzite?! Não… Ele não é meu… Eu não o amo… Ou amo? Ahg!!! Retira isso da tua cabeça Haruka!!!

“Assim não vão vencer!!!!”

Eu sentia-me esgotada e frustrada. Tudo o que fazia não resultara.

“Neptuno! Plutão!” Gritei a ordem de ataque.

“Mergulho Profundoo!”

“Grito… da Morte!”

“Abalo do Mundoo!”

Os nossos ataques combinados também não deram em nada. As outras navegantes tentaram também:

“Evolução do Núcleo de Júpiter!”

“Amor de Vénus, Beleza Chocante!”

“Ponta de Fogo de Marte!”

“Rapsódia de Água de Mercúrio!”

Mas nada resultou. Karionite continuava de pé e a rir-se dos nossos esforços que para mim pareciam agora patéticos.

“Vou-vos destruir uma por uma, e vou começar pela loirinha!”Disse, apontando para a Sailor Moon.

“Só por cima do meu cadáver!” Disse eu, Seiya e Mamoru em conjunto

“Príncipe! Mantêm-te afastado! Fighter, põe-te na alheta!”

“Não posso! Tenho de proteger a Sailor Moon!” Disseram Mamoru e Fighter em uníssono.

Nesse momento, ouvi a Usagi, futura Rainha Serenidade, a gritar de dor. A minha primeira reacção foi gritar ”Raio da Espada do Espaçooo!”

“Parede do Silêncioo!!!” Gritou Hotaru, tentando defender a Usagi, mas sem sucesso.

Apesar de Karionite se ter esquivado, isso deu-me tempo para retirar Usagi dali. Ao tentar atacar Usagi, Karionite acabou por me atacar. O seu ataque deixou-me abalada, mas não o suficiente para me derrotar. Apesar de ter caído em cima de Usagi, ela ainda estava inteira. Eu, nem por isso. A minha lesão nas costelas não ajudava à situação.

“Por…enquanto…ainda não me derrotaste… KARIONITE! Raio da Espada do Espaçooo!” Gritei com fúria, embora respirasse com dificuldade.

“Reflexo Submarinoo!” Atacou Michiru

“Canhão de Gelo!” Atacou Jedite, entrando na luta

Karionite ficou presa pelo Canhão de Gelo de Jedite. Depois, ouvi a voz das Starlight:

“Inferno Sensitivo da Estrelaa!” (Healer)

“Laser Potente da Estrelaa!” (Fighter)

“Poder Generoso da Estrelaa!” (Maker)

Karionite estava agora caída no chão. Os ataques deixaram-na quase morta. Eu nesse momento só tive fôlego para dizer: “Agora Sailor Moon… É a tua vez!” Acabei por desmaiar, tanta era a dor que eu sentia. Era uma mistura complicada, a que se juntava o sofrimento que sentia.




[1] Poseidon, deus grego dos mares, equivalente a Neptuno, deus dos mares na mitologia romana.


[2] Calão… Peço imensas desculpas Razz( Sobretudo todos os administradores e moderadores, mas principalmente aos leitores).

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Qui 01 Abr 2010, 08:21

Haruka Tenou escreveu:Ominhadeusa! tenho de ler isso Matreiro
*Ta nas fanfics acabadas: Sailormoon Eterna - a mudança no destino [Fic Concluida]

segunda, concordo contigo:Os rapazes sao uns parvalhoes...
*Ah! afinal n tou maluca nem é azedice minha! é msm verdade!! nice!

(e tipo Seiya Matreiro um ganda palhacinho Simpatico)
*O Seiya-bombom nao é um palhacinho! ele n anda a fazer acrobacias nos shows!

descansa, eu nao era capaz de fazer uma coisa dessas às minhas fas... Credooooo nem pensar --' deixava de ter leitoras assim com um estalido de dedos Matreiro
*LOLOLOLOLOLOLOL provavelmente... ou se calhar nao...

e ainda me acusavam de maldosa Matreiro (MATAR?!! Credo posso fugir? XD ) loool
*LOLOL
Eu acusava-te logo!
E sim podes fugir q eu ja te apanho...

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

So uma coisa...



Capítulo 8 – O início de um grande amor………………………………... (brevemente)

Capítulo 9 – O início de um grande amor……………………………….…... [brevemente]



*pq q colocaste duas vzes o msm cap no indice? quer dizer. o msm nome mas cm numero de cap diferentes?


Capítulo 10 – Partida para Urano. O pedido de casamento……………………………………….………………………….……... [brevemente]

Capítulo 11 – Os preparativos para os Casamentos (parte 1)…………... [brevemente]
*A HARUKA VAI CASAR-SE?
JA?
WF???
OMG Q REVIRAVOLTA Q PA QI VAI!


Capítulo 12 – A desilusão da Haruka. A corrida para a vitória………………………………………………………………………………… [brevemente]
*Desilusão? n me digas q o Kunzite a vai trair
B-r-u-t-a-l !!!

Capítulo 13 – Os preparativos para os casamentos (parte 2)……………[brevemente]
*Oh... afinal esquece...

n ligues, eu lanço sempre pragas a casais do tipo "Haruka X ..." se nao for o Seiya o seu par...
bem, por acaso nao mandei nenhuma praga ah luchia mas... pronto...acabaste de ser vitimada por mim! Brincalhao

Desculpa desculpa pelo double post Mal disposto'''
enfim...
Mal disposto'



es mesmo mazinha uhm?


eu so te digo uma coisa...
vou alterar isso outra vez Matreiro
ha mais para falar sobre iss Matreiro
OMG eu cometi essa gaffe? eu naaao acredito Matreiro(tenho de corrigir Matreiro)
enfim Matreiro
bem eu vou dar um salto ao primeiro post Matreiro
beijinhos(mais uma vez Simpatico

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por BTsukyno em Qui 01 Abr 2010, 08:30

“Príncipe! Mantêm-te afastado! Fighter, põe-te na alheta!”

que dois...

mt bons estes capitulos...

espero por mais

bjinhu

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Qui 01 Abr 2010, 09:12

Fiqei conquistada
Esperancoso
Esperancoso

metes-te um cao ao barulho, pronto!
Esperancoso
q lamechas q sou cm os caes
Esperancoso

Ele morreu... bem, o enterro foi rapido e a Haruka quand se tranformou, nem derramou uma lagrima... Se o Eddie ou a minha cadela Nina morressem assim, eu nem andar conseguia...

passando ah frente.

O meu kunzite!
*pronto, la ta ela "in love"

Seiya, poe-te na alheta
*Boa haruka es a maior!
adoro conflitos entre eles os dois! Esperancoso

Bestial!

Ela ficou toda partida!
Ela ja tava optima das costas e depois levar com os ataques, isso deixa-a 5 estrelas!
Ela ta quase curada!

Feliz dia das mentiraaaaaas Simpatico
*Só se for para ti...
ODEIO ESTE DIA!

Ate a minha mae e a minha irma me pregaram uma hoje

Disseram-m q a nina m tinha roído o cabo de carregar a bat do portatil
ERA O MEU FIM SEM O PC
MORRIA DE "SEKEZ"

ah e claro, eu parva, acreditei e depois elas riram-se da minha cara
Q RAIVA!
FIQEI FULA
Enfim...

mas nao se preocupem... eu vou postar o capitulo Simpatico
nao sou assim tao ma Matreiro
(e a Haruka Tenoh assassinava-me Matreiro)
*LOLOLOL
PODES QRER Q ERAS UMA MULHER MORTA! JA ANDAVA A RONDAR O FORUM DESDE A 13h PARA BER QND POSTAVAS! AH POIS É!

portanto aqui vai Simpatico(e ja agora, nao sei quando vou poder voltar a postar :'(
*N sabes qnd vais portar?
Oh... ja sei... daqui a um mes/mes e meio ja tou a ver


Bem, ca esperarei!
Bjinho*

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Ter 06 Abr 2010, 09:39

r=black]][/size]Fiqei conquistada
Esperancoso
Esperancoso

metes-te um cao ao barulho, pronto!
Esperancoso
q lamechas q sou cm os caes
Esperancoso

Ele morreu... bem, o enterro foi rapido e a Haruka quand se tranformou, nem derramou uma lagrima... Se o Eddie ou a minha cadela Nina morressem assim, eu nem andar conseguia...

houva uma certa alminha que me disse q a Haruka estava muto choramingas... Matreiro por isso... tive de mudar um pouco... Mas acredita qe no interior, a Haruka estava triste.


passando ah frente.

O meu kunzite!
*pronto, la ta ela "in love"
r=black]]mais que in love uhuh Simpatico[/size]

Seiya, poe-te na alheta
*Boa haruka es a maior!
adoro conflitos entre eles os dois! Esperancoso
Esperancoso vais odiar o seiya daqui a uns quantos capitulos( Matreiro)

Bestial!

Ela ficou toda partida!
Ela ja tava optima das costas e depois levar com os ataques, isso deixa-a 5 estrelas!
Ela ta quase curada!


essa doeu quando escrevi. por acaso quando escrevi este capitulo, estava com as costelas todas feitas num oito Matreiro


Feliz dia das mentiraaaaaas Simpatico
*Só se for para ti...
ODEIO ESTE DIA!

Ate a minha mae e a minha irma me pregaram uma hoje

Disseram-m q a nina m tinha roído o cabo de carregar a bat do portatil
ERA O MEU FIM SEM O PC
MORRIA DE "SEKEZ"

ah e claro, eu parva, acreditei e depois elas riram-se da minha cara
Q RAIVA!
FIQEI FULA
Enfim...
r=black]]loool pobre computadoriznho... Matreiro[/size]





mas nao se preocupem... eu vou postar o capitulo Simpatico
nao sou assim tao ma Matreiro
(e a Haruka Tenoh assassinava-me Matreiro)
*LOLOLOL
PODES QRER Q ERAS UMA MULHER MORTA! JA ANDAVA A RONDAR O FORUM DESDE A 13h PARA BER QND POSTAVAS! AH POIS É!

portanto aqui vai Simpatico(e ja agora, nao sei quando vou poder voltar a postar :'(
*N sabes qnd vais portar?
Oh... ja sei... daqui a um mes/mes e meio ja tou a ver


Bem, ca esperarei!
Bjinho*


r=black]]agora, isto porque roubei o computador à Rakie-chan, ela nao se importa Matreiro
vou publicar o cap 9 Matreiro
ja agora a Rakie-chan diz q fazemos muito mal ao seiya(fazemo-lo sofrer nas nossas maos MUAHAHAHA!!!!!brigada de apoio ao bem-estar do Seiya Kou Matreiro) [/size]


ja disse o que tinha a dizer por hoje Matreiro (e pequeno o cap, vais matar-me por isto Haruka, mas enfim Mal disposto')


Capítulo 9 – O início de um grande amor
*MOMENTO KUNZITE*


Lembro-me de voltar à consciência no meio da confusão que fora a batalha. Mas espera aí?! Que batalha?? Não encontro quaisquer despojos de batalha alguma… Olhei à minha volta e só via vazio, e as caras dos meus irmãos, preocupados.

“Estás bem, Kunzite?” Perguntou Neflite.

“Uhm… Mais ou menos…” Disse “A Haruka?”

O vento estava parado. Não havia vestígios de quaisquer rajadas. Era como se a Deusa dos Ventos estivesse morta. Oh não Haruka! Não… Não pode ser, a minha Guerreira da Noite não pode ter morrido… “HARUKAAAA!!! Por favor, diz alguma coisa não podes ter morrido… Não, não me podes abandonar!!!” Corri para o corpo inanimado de Haruka, que mal respirava. De repente, ela abriu lentamente os olhos verdes/azuis dela, e olhou para mim com um olhar resplandecente.

“Kunzite… Eu… Estou… Bem… Não te preocupes comigo…”

“Fiquei drasticamente preocupado… Tens a certeza de que estás bem, Guerreira da Noite?”

“Sim… São só umas dores de nada, querido Kunzite…” Ao acabar esta frase, Haruka deixou todos a olhar para ela, estupefactos.

“Haruka…” Apenas consegui dizer.

“Finalmente apercebi-me do quão importante és para mim… Quando Karionite te atacou, senti uma dor no meu coração, algo que me dizia que tu estavas a sofrer, e ainda para além disso, tu salvaste-me, quase sacrificando a tua vida por mim… Eu agora sei, Kunzite, que te amo…”

“Eu também te amo muito Haruka, talvez até demasiado…” Sorri benevolentemente.
*FIM DO MOMENTO KUNZITE*


Ele aproximou a sua face da minha, cuidadosamente para não me magoar, e, com carinho, encostou os seus lábios quentes aos meus. Senti uma explosão ocorrer no meu coração. Era a explosão do amor. Kunzite agora era tudo para mim e nada o mudaria. Era como se estivéssemos unidos num só, para sempre numa doce harmonia.

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Qua 07 Abr 2010, 08:27

houva uma certa alminha que me disse q a Haruka estava muto choramingas... Matreiro por isso... tive de mudar um pouco... Mas acredita qe no interior, a Haruka estava triste
*Uma certa aliminha? so se for a Rakie-chan!

vais odiar o seiya daqui a uns quantos capitulos( Matreiro)
*Vou? uau... odeio qnd isso acontece

essa doeu quando escrevi. por acaso quando escrevi este capitulo, estava com as costelas todas feitas num oito Matreiro
*Ups... sorry about it.... eu n qria... coiso... prontos....

loool pobre computadoriznho... Matreiro
*Pods qerer! o q seria de mim sem ele?

ja agora a Rakie-chan diz q fazemos muito mal ao seiya(fazemo-lo sofrer nas nossas maos MUAHAHAHA!!!!!brigada de apoio ao bem-estar do Seiya Kou Matreiro)
*WF???????
PQ??
Sao tao más.... xuxu onde tas? eu vou salvart!!!

(e pequeno o cap, vais matar-me por isto Haruka, mas enfim Mal disposto')
*N vou nada... depois n ah fic pa ninguem e cm iria ser?Apesar de n gostar do par em qestao a fic ate ta mto fofica

… São só umas dores de nada, querido Kunzite…”

*
qerido?
ela chamou-o de qerido????

(explosao de risos) ahahahhahahahahahhaha


sem comentarios, n consigo falar

Ele aproximou a sua face da minha, cuidadosamente para não me magoar, e, com carinho, encostou os seus lábios quentes aos meus. Senti uma explosão ocorrer no meu coração.
*Ohhhhh
apesar de tudo....
adoro estas cenas

apesar de canino eu gostei mto tinoco-chan!

PS:
pergunta ah rakie-chan quais sao as suas cores preferidas... é q se o seiya estiver mal, a sofrer muito, eu preparo-lhe a forca cm as suas cores preferida... eh pa n ter uma morte mto cinzenta.... ah e quais sao as tuas preferidas tbm? eh pa tbm teres a forca decorada!

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Rakie-chan em Qua 07 Abr 2010, 09:16

ja agora a Rakie-chan diz q fazemos muito mal ao seiya(fazemo-lo sofrer nas nossas maos MUAHAHAHA!!!!!brigada de apoio ao bem-estar do Seiya Kou Matreiro)
*WF???????
PQ??
Sao tao más.... xuxu onde tas? eu vou salvart!!!
Eu disse isso porque nas vossas Fan Fics o Seiya sofre muito ao principio da história mas depois lá para o fim isso já não acontece. Mas também se formos a ver ele só faz asneiras, mas no fundo não é de propósito, até é com boa intenção.(não leves a mal, por favor, o que eu disse).
PS:
pergunta ah rakie-chan quais sao as suas cores preferidas... é q se o seiya estiver mal, a sofrer muito, eu preparo-lhe a forca cm as suas cores preferida... eh pa n ter uma morte mto cinzenta.... ah e quais sao as tuas preferidas tbm? eh pa tbm teres a forca decorada!
[/quote]
A propósito, a minha cor favourita é o azul.

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Qua 07 Abr 2010, 10:11

Eu disse isso porque nas vossas Fan Fics o Seiya sofre muito ao principio da história mas depois lá para o fim isso já não acontece. Mas também se formos a ver ele só faz asneiras, mas no fundo não é de propósito, até é com boa intenção.(não leves a mal, por favor, o que eu disse).
*Ah... mas já fizeram outras fics? n sabia Matreiro
N, eu n levo a mal tava nu gozo Matreiro

[A propósito, a minha cor favourita é o azul.
*Bem, neste caso ja n sei se vou cometer duplo homicidio mas pronto, obrigada!

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Qua 07 Abr 2010, 10:19

desculpem pelo double post n sei cm fiz isto... mais uma vez... para variar Mal disposto

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Ter 13 Abr 2010, 08:33

okkk.......
voces matam me muahahahahahahahahahahahaahahahahahahahahahahaaha
bem para a menina Marisa(ja ando a bloquear com Tenou e Tenoh e epah, vou seguir a tua sugestao Matreiro vou ti tratar por Marisa Matreiro)


beijnhos e ca vai o cap 10 Simpatico
p.s. a do Seiya era na brincadeira(nao interessa,vai haver partes em que o vais odiar mas depois vais entender o pq Matreiro eu explico tudo nos caps Matreiro bjs Simpatico)

Capítulo 10 – Partida para Urano. O Pedido de Casamento


Com o fim da luta, achei que estava na altura de voltar ao papel de Princesa de Urano.

Eu e Kunzite já estávamos juntos há um ano, e estávamos muito apaixonados. Kunzite afirmava que desta vez, nada nos iria separar.

Mas no dia em que manifestei o meu desejo de voltar ao meu planeta, tudo descambou…

“Kunzite… Temos de falar…” Disse, com um tom de caso para Kunzite.

“Sim, Haruka… Diz lá o que tens a dizer.” Kunzite não gostou de me ouvir a falar naquele tom… Ele vai ficar chateado, tenho a certeza… Estou feita… Pensei, pessimista.

“Eu… Eu… Tu sabes… Urano…Eu tenho saudades… Do meu planeta, do meu palácio, dos meus pais…de tudo… E todas as outras voltaram aos seus planetas, e eu já não estou aqui a fazer nada, nada me prende aqui... A minha missão findou…”

“E então e eu?! Não significo nada para ti?!” Disse Kunzite, reagindo furiosamente às minhas declarações.

“Kunzite, tu não me farás falta… Se vieres comigo…” Disse, esperançosa de que ele viesse comigo, tal e qual como os seus irmãos foram com as outras. Apenas Hotaru cá ficara, e Usagi estava a tomar conta dela, e Zoicite não perdia um dia longe de Hotaru, tal como eu não perdia um dia longe de Kunzite.

“O que?! Tu sabes que eu não abandonaria o meu Rei! Eu renasci para o proteger! Eu não o vou abandonar, como Jedite e Neflite o fizeram!”

“Como é que tu és capaz Kunzite?! De pores os teus deveres de Guardião da Terra acima de nós os dois?! Eu só queria ir a Urano, estar com os meus pais, com os meus amigos. Eu tenho saudades disso tudo! E só queria ter a pessoa que mais amo a meu lado! E eu não te estava a dizer para abandonares o teu planeta, apenas que viesses comigo. Até que eu vou manter-me na Terra até acabar a minha carreira como menina das corridas! Mas pelos vistos, tu és demasiado egoísta para compreender isso! Eu… Eu não te vou perdoar Kunzite… Não suporto que tu me trates desta maneira tão cruel… Odeio-te!” Estava completamente passada com Kunzite, e só quis virar-lhe as costas. Ele agarrou-me no braço e disse:



“Haruka, espera…não foi isso que eu quis dizer…” E dei-lhe uma estalada, que o fez soltar o meu braço e ficar a olhar para mim perplexo enquanto eu batia com a porta do quarto e desaparecia do seu campo de visão.

Saí de casa, com as lágrimas ao canto do olho, contudo, caminhava com as mãos nos bolsos, numa tentativa frustrada de não as fazer cair. Estava completamente desiludida com Kunzite. Ele magoou-me profundamente. Eu vou voltar para Urano! Não quero saber! Já não quero saber de mais nada! Estou farta! Odeio o AMOR!!! Pensei. Depois procurei a minha caneta de transformação, mas ela não estava nas calças. Boa, vou ter de lá voltar e enfrentar o Kunzite.

Tinha chegado ao parque de Tóquio.

O céu estava enublado e o sol mal brilhava. O vento corria triste e lento entre as folhas e as pessoas. Eu estava sentada num baloiço, e baloiçava-me lentamente, ao ritmo do vento. Não queria saber do que estava à minha volta. Depois, fui deitar-me na relva, a observar as formas das nuvens. Uma fez-me lembrar o meu palácio, e fez-me sorrir tenuemente.

“Loirinha, finalmente te encontro!” Ouvi uma voz aguda que rapidamente reconheci.

“Yaten?!” Disse, admirada, mas ao mesmo tempo ofendida com a alcunha que ele usou.

“Sim sou eu, claro. Tenho um recado para ti.” Disse, sorrindo.

“Diz lá, mas sê rápido, não estou com muita paciência para ouvir vozes como a tua” Disse ironicamente.

“O Seiya mandou perguntar se tu querias tocar connosco num concerto… Sei lá, no piano… Há lá uma música que tenho a certeza que irias gostar!”

“E desde quando é que o Seiya me convida para alguma coisa, isso traz marosca…” Disse, desconfiada…

“Não, nada disso, o Seiya quer ter uma boa relação convosco. Ele quer acabar com todos os conflitos entre nós…”

“Vou pensar no vosso caso, depois digo alguma coisa, agora desaparece, ó guinchinhos antes que te mande embora ao pontapé!” Disse, sorrindo timidamente. Yaten percebeu que eu estava a brincar com ele e sorriu também.

Depois abandonou-me ali. Eu fiquei a admirar o movimento das nuvens. Tocar com os Três Luzes ahah! O Seiya deve estar com os copos… E de qualquer maneira, amanhã já não estou na Terra e –

“Finalmente te encontro Tenoh!” Ouvi uma voz grossa, que parecia a de Yamada, mesmo assim não quis acreditar. Eu mais uma vez, roubei-lhe a possibilidade de ser um corredor famoso, quando ganhei o lugar que o Sr. Nakazawa andava a querer ocupar com o melhor piloto do Japão.

Três sombras maciças apareceram à minha frente, cada uma envergando uma chave-inglesa na mão.
*MOMENTO YATEN*


“E então Yaten?” Disse Seiya, curioso.

“Para além de uns quantos insultos, a Loirinha disse que ia pensar no assunto…”

“Isso é muito bom… Eu bem te disse que não ias receber uma resposta negativa.” Disse Taiki

“Olá rapazes!” Disseram duas vozes bem conhecidas.

“Usagi-san, Chibiusa-san, olá!”Disse o Taiki.

“Olá Pudinzinho, olá Pirralha!” Disse o Seiya, corando.

“Olá meninas!” Disse. A Chibiusa olhava para Seiya com ódio. Não gostava que lhe chamassem de Pirralha.

“Então, como tem sido –” Usagi não completou a frase, ela olhou na direcção do relvado onde a Loirinha estava ainda há pouco. “Olhem lá aquela não é a Haruka?”

“É pois! E aqueles palhaços[1] querem fazer-lhe mal!” Disse a Chibiusa.

“Vamos ajudá-la!” Disse Taiki, alarmado. Eu corri para o local onde há pouco falara com uma triste Haruka. Seiya, Taiki, Usagi e Chibiusa vieram atrás.
*FIM DO MOMENTO YATEN*


“Yamada… Eu não quero problemas convosco…” Disse, com o olhar vazio. Não me importava com o que fosse acontecer.

“Já os arranjaste, quando me roubaste o lugar!” Disse ele, agressivamente “Agora vais ter o castigo que mereces!” Envergou a chave e tentou acertar-me, embora tenha falhado. Mas outro conseguiu acertar-me, mesmo nas costelas. A única reacção que consegui ter foi gritar de dor. Yamada e os seus capangas atacaram-me até eu ficar quase na inconsciência, até que ouvi uma voz:

“Deixem-na em paz seus labregos!” Era a voz do Yaten tinha a certeza absoluta.

“Desaparece lingrinhas antes que comas também!” Disse Yamada.

“Deixem-na em paz, seus bandidos, não tem vergonha de atacar uma rapariga indefesa? Deviam era meter-se com alguém do vosso tamanho!” Ouvi de seguida a voz de Taiki.

“Parem! Como são capazes de atacar uma rapariga que apenas persegue os seus sonhos! Vocês são uns cobardes!” Ouvi depois a voz de Usagi e de Chibiusa

“U…sa…gi… Chi…bi…u…sa…” Murmurei, a custo… As minhas costelas estavam a dar cabo de mim… Boa… A valente Haruka Tenoh, a ser salva por um bando de estarolas(oh minha nossa senhora de Urano…) e duas choramingas… Que bom… O mundo bateu mesmo no fundo…(Só eu para sofrer isto…)

“Nós não vamos deixar que vocês ataquem uma rapariga indefesa como a Haruka-san, vocês tem de aceitar a derrota. Se não a aceitam, então são mais cobardes do que aquilo que eu pensava…” Disse Seiya.

Eram agora cinco contra três. Vi Yamada começar a recuar. Mesmo assim ainda mandou a boca “Uh, que medo que tenho de vocês, suas meninas!” Ele começou a levantar a chave em direcção a Yaten que era quem estava mais perto dele e tentou acertar-lhe. Mas sem sucesso, Yaten era demasiado rápido, esquivando-se sem grande dificuldade, e ainda pregou um murro na cara do Yamada. O seu amigo tentou atacar Taiki e este deu-lhe um pontapé nas virilhas. O outro tentou atacar Seiya, mas Usagi deu-lhe com a sua mala, e Seiya deu-lhe um pontapé no estômago. Eles, derrotados, afastaram-se de mim e fugiram.

“Obrigada…”Disse a custo.

“De nada, Loirinha!”

“Não me voltes a chamar Loirinha, Yaten… Desta vez passa, mas da próxima, não tens a mesma sorte…” (Estás feito ao bife!)

“Eu sei disso, Tenoh, mas agora fica quieta, assim não consigo ajudar-te a levantar.”

“Oh, desculpa…”Deixei-me ficar quieta, para que Yaten e Taiki me conseguissem levantar. Usagi e Seiya estavam a fazer cadeirinha para me sentarem lá, para me levarem para o carro de Seiya. Ao entrar no carro de Seiya, desmaiei por causa das dores.



*MOMENTO YATEN*


“Oh boa, a Loirinha desmaiou…” Disse, completamente frustrado. Assim não daria para saber se ela queria ir ao hospital ou se ela queria que eu falasse com o arrogante do namorado dela. Tenham-me lá santa paciência…

“Não te preocupes, ela vai ficar bem…” Disse o Seiya para Usagi, ela estava preocupada com o facto da Loirinha se ter apagado.

“Vocês podem ficar com ela? Se a Hotaru a vê nesse estado, ela é bem capaz de contar ao Zoicite, e o Zoicite vai contar ao Kunzite, e eu tenho a leve sensação que a Haruka se chateou com ele, algo me diz que Haruka não estava feliz…”

“Nesse aspecto concordo contigo Usa-chan… Ela parecia um pouco triste, quando falei com ela há bocado. Mas não sei de nada. Olha por mim o arrogante do Kunzite não sabe nada…” Disse eu, completamente à-vontade. Não gostava do Kunzite, particularmente depois daquela boca foleira que ele mandou quando descobriu que nós éramos as Starlight…QUE IDIOTAAAA QUE ELE É!!!

“Nós tomamos conta dela, não te preocupes. Agora tens de ir.” Disse Taiki. Seiya estava com má cara. Ele não queria a Loirinha lá em casa, suponho…Parvalhão nº 2 OMG ele às vezes entristece-me…Cura-te Seiya…

“OK, obrigada rapazes, pelo que estão a fazer pela Haruka…”

“Não tens de que, Pudinzinho…” Disse Seiya, corando.

“Ui!, o Seiya ainda gosta da Usagi!!!” Disse eu gozando com Seiya, após esta mais Chibiusa terem abandonado o local.

“Cala-te Yaten!” Disse Seiya, furioso.

“Pronto, pronto, já cá não está quem falou! Que mau feitio, bolas!!! Ai santa paciência… Vá Seiya, arranca.”

E voltamos a casa, com a Loirinha no meu colo. Ela era bem bonita quando não está mal disposta e quando faz aquelas caretas feias… Mas neste momento, estava preocupado se ela estava bem. Eu acho que a deveria levar a um Hospital, mas eu não tinha a certeza.

“Seiya, eu acho que a deveríamos levar ao Hospital. Lá em casa eu não consigo fazer nada.”

“Não é preciso, já chamei um médico. Ele vai lá ter a casa”

“Tudo bem… Se tu o dizes…”Acabei por anuir. Este rapaz é mesmo taralhoco… Não há ponta de paciência para ele…
*FIM DO MOMENTO YATEN*


Acordei horas mais tarde. Estava na casa do Yaten, Taiki e Seiya.

“Mas que –“ Tentei levantar-me, mas uma dor lancinante nas costelas fez-me gemer de dor.

“Loirinha, mantêm-te quieta!” Ouvi a voz do Seiya, que acabara de entrar na divisão com Yaten e Taiki.

“SEIYA! Não me chames Loirinha!” Disse, passada, odiava que me chamassem isso.

“Seiya, não a chateies!” Disseram Yaten e Taiki, em coro.

“Yaten!? Porque é que deixas essa Coisa estar perto de mim, sabendo que a odeio!!!”

“Desculpa, mas não te podia levar para casa e muito menos para um hospital… E a Usa-chan não podia ficar contigo por causa da Hotaru – “

“E o Kunzite, ele sabe de alguma coisa?”

“Não… Ninguém lhe contou, nem vou ser eu a contar…”Disse Yaten, azedamente.

“Ok. Assim já posso partir.”

“Para onde?”

“Para casa… Vou voltar a Urano.”

“Vais voltar?”

“Vou… Não quero perder nem mais um minuto neste planeta!”

“Sendo assim, eu levo-te a Urano. Podes transformar-te?”

Pensei durante um segundo, demorei a lembrar-me do motivo que não me levara a partir logo que saí de casa.

“Não… Não tenho a minha caneta de transformação comigo...” Disse, desiludida comigo mesma.

“Então fica aqui, eu vou buscá-la. Não te preocupes.”

“Mas… E o Kunzite? Não tens medo?”

“Ele não me toca, eu serei invisível.”

“Yaten?”

“Diz…”

“Obrigada… Por tudo o que estas a fazer por mim. Eu tenho-vos tratado como párias, mas se vocês fossem mesmo párias, nem se tinham preocupado em me defender, teriam deixado o Yamada matar-me ali. Vocês até são excelentes pessoas. E tu especialmente, és a pessoa mais espectacular que eu alguma vez conheci, a seguir à Michiru.”

“De nada, Haruka… Até que tu, quando não andas com a mania do proteccionismo, consigo gostar muito de ti!”

“Obrigada. Ah, e Yaten?”

“Sim?”

“Podes trazer-me também alguma roupa? Eu não vou aguentar andar de vestido enquanto estiver em Urano…”

“Não te preocupes, eu trago-te algumas das tuas coisas. Até já!”

“Até já”

Yaten saiu. Eu fiquei sozinha na divisão que agora consegui reconhecer como o quarto do Yaten. Tem bom gosto… Admito…

Então Loirinha, que fizeste àquele matulão para ele te querer espancar?” Ouvi a voz do Seiya, que vinha da ombreira da porta.

“Não tens nada a ver com isso, seu intrometido!” Disse furiosa. Anda cá que vais ver!!!

“Menina da mamã!”

“Arrogante!”

“Hipócrita!”

“Ignorante!”

“Estúpida!”

“Parvalhão!” Disse “Só não te bato porque não estou em condições para isso!”

“Tu és uma idiota!” Disse Seiya, todo ofendido. Saiu do quarto, a remoer.

Que menina… #Mal dispostoPensei.

Yaten acabou por voltar, uma hora depois.

“Yaten, voltaste!” Disse, surpreendida. Não estava à espera que ele conseguisse voltar tão depressa.

“O Kunzite não estava em casa… Foi fácil.”

“Tudo bem. Podemos ir embora, antes que me arrependa?”

“Sim, vamos. Ah ia-me esquecendo, toma a tua caneta de transformação. E a tua mala.”

“Obrigada, Yaten. Agora vai-te transformar, e dá-me espaço para eu me transformar também.”

“Certo.” Ele saiu do quarto e ouvi a sua voz a gritar a frase de transformação. Eu gritei a minha e em menos de 30 segundos já estava dentro do meu fato de Sailor, onde mal cabia por causa das ligaduras, mas isso não importava; eu só queria voltar para casa.

“Anda. Sabes fazer teleporte, não sabes?” Disse a Healer

“Claro que sei… Dá-me as tuas mãos Healer.” Disse, para que ela fosse rápida.

O chão fugiu-me dos pés. Estávamos a voar no espaço temporal. Quando dei por mim, já estávamos em Urano.

“Bem, chegámos. Eu tenho de partir de volta à Terra. Temos um concerto logo à noite.”

“Certo…. E mais uma vez obrigada por tudo, Healer.”

“Não tens de que, Princesa de Urano. Espero poder voltar a ver-te em breve!” E desapareceu num flash de luz brilhante.

“Finalmente em casa…” Sentia-me feliz, mas triste ao mesmo tempo.

Sentia falta do Kunzite. Da sua refilice, da sua masculinidade, dos seus beijos quentes e apaixonados. Eu amava-o, mas tudo o que ele me dissera naquela manhã magoara-me “Tu sabes que não posso abandonar o meu Rei!” murmurei com azedume. “Ele só quer saber do seu dever, não quer saber de mim para nada. O nosso relacionamento é impossível!” Disse para mim própria, enquanto me dirigia para o Palácio Miranda. O meu palácio… Há tanto tempo… Tantas recordações… O que Galáxia não destruiu ficou resumido ao meu palácio… Porque é que não fiquei em Urano quando a batalha acabou? Era o que deveria ter feito. Assim não teria conhecido o Kunzite, não me teria apaixonado por ele, e agora não estaria a sofrer por ele. Ele é um idiota! Odeio-o tanto... Mas ao mesmo tempo amo-o… Porque é que tudo isto tem de ser tão confuso… Eu preciso da Michiru… Ela saberia como me animar… E saberia dar-me apoio…Ah Kunzite… Odeio te tanto, tanto, tanto!!!

Mudei de ideias e não fui para o Palácio. Acabei por dar uma volta nos jardins do palácio. Contudo, fui apanhada por um dos guardiões de Urano, que protegia o meu planeta, enquanto eu estava ausente.

“O que é que está aqui a fazer!? Você não pode – Princesa… Voltou!” Fez uma vénia, meio como que a pedir desculpa.

“Sim, voltei…Avise a senhora minha mãe, e o senhor meu pai de que estou aqui.”

“Sim, princesa… E por quanto tempo vai ficar?”

“Faça o que eu mandei, e não faça perguntas” Odiava que se metessem na minha vida.

“Sim, Princesa… É para já.” Fez uma vénia e retirou-se para o interior do Palácio.

Eu caminhei também em direcção ao palácio. Ele mantinha-se exactamente na mesma. A decoração interior dava-lhe um ar antigo, quase milenar. As plantas exalavam vida e cor pelo Palácio. A minha felicidade era notória, contudo, nuvens cinzentas pairavam no meu coração.

“Filha… Voltaste…Finalmente… Já tinha tantas saudades tuas!”

“Mãe!!” Abracei-a emotivamente. As saudades eram muitas, e eu queria muito estar com a minha mãe.

“Então filha, está tudo bem contigo?”

“Nada podia estar melhor agora! Estou agora muito feliz por ter voltado…” Aldrabei um bocadinho. Não estava totalmente feliz, mas não queria que a minha mãe se apercebesse do meu estado de espírito.

“Eu também, minha filha…” A minha mãe estava quase a chorar no meu ombro. Enquanto isso, eu não conseguia exprimir qualquer sentimento.

“Mãe? O pai, onde está?” Perguntei

“O teu pai está lá dentro no escritório. Para variar, ele esta a trabalhar imenso. A tentar deixar as coisas organizadas. Desde que a Galáxia nos atacou que isto tem estado um pandemónio.”

“Eu sei mãe… Eu sei… Bem, onde é que me posso instalar? Eu queria repousar um pouco. Era já tarde quando saí da Terra.”

“Podes ir para o teu antigo quarto. Ele esteve sempre à tua espera.”

“Obrigada, mãe… Bem, boa noite…”

“Boa noite filha, até amanhã…”

Eu dirigi-me ao corredor, que levava à escadaria que dava para os quartos. Encontrei facilmente o meu:
*Quarto da Haru-chan! Não entrar! *


Bem… Já lá vai um tempo… Pensei, embaraçada. Já ninguém me chama de Haru-chan há muito…

Deitei-me na cama, e olhei para o tecto. A clarabóia estava a reflectir a luz da lua. Adormeci perante este lindo cenário.

No dia seguinte, acordei com a voz da minha empregada, que veio chamar-me para o pequeno-almoço:

“Menina Haruka, menina Haruka, está na hora do pequeno-almoço!”

“Obrigada, Azumi, eu desço já…” Disse, ainda estremunhada.

Vesti o meu robe e desci a longa escadaria que dava acesso à casa de jantar. O meu pai já estava à mesa:

“Haru-chan!” Exclamou o meu pai.

“Pai!” Corri (figurativamente… au! As minhas costelazinhas :’( ) para o abraçar. O meu pai era das pessoas que eu mais amava neste mundo. Não o trocava por ninguém nem por nada. Sempre foi o meu ombro amigo, e sempre que eu tinha problemas, mesmo que tivesse assuntos importantes para tratar, ele trocava-os sempre por mim.

“Que te aconteceu, pareces triste, Haru-chan…”

“Não foi nada pai… Não te preocupes…” O meu pai queixava-se constantemente de que eu era muito transparente nos sentimentos.

“Eu sinto que tu tens algo e não me queres contar, senta-te aqui, ao colo do pai, e conta o que se passou…”

“Pai, por favor eu já não sou uma criança!”

“Peço desculpa, Haru-chan… Sabes como é, é o hábito…” Disse o meu pai, envergonhado “Não acredito como cresceste tão depressa…”

“Pois cresci… Já não sou aquela menina que tinha medo de tudo, agora sou a Navegante de Urano, a guerreira dos confins do sistema solar, futura Rainha do Planeta Urano. Sou forte, e tinha uma missão, que era proteger a futura Rainha da Lua. Mas essa missão findou, e agora só quero poder ter uma vida descansada, sem ter que me preocupar com o futuro, e encontrar o meu príncipe encantado…” Disse, com a voz embargada pelo sofrimento ao pensar nas últimas palavras que dissera.

“Haru-chan… A tua vinda para cá tem a ver com um rapaz, não tem?”

“Não! Nada disso!” Recusava-me a aceitar a verdade.

“É que esteve ontem um rapaz à tua procura, enquanto tu estavas a dormir. Eu estava no escritório a falar com o pai da Michiru, por causa do casamento dela com um tal de Jedite. E esse rapaz disse que queria muito falar contigo, e ele parecia um farrapo, com os olhos muito vermelhos. Parecia ter estado a chorar… E nós não te quisemos acordar… Mas diz-me Haru-chan, sabes de quem eu estou a falar?”

“Sei, pai…”Acabei por cair na realidade, e contar tudo ao meu pai. “Esse rapaz, ele é irmão do Jedite… Chama-se Kunzite… É um dos guerreiros do Rei Endymion… Só que a minha relação com ele já viu dias melhores…” Disse, virando de seguida a face, senti que duas lágrimas caíam dos meus olhos. Porque é que me perseguiste, Kunzite, se quando te fores embora vais magoar-me novamente… Porquê Kunzite!? PORQUÊ?! Pensei para mim. Odiava-me a mim mesma…

“Filha, não chores… Não vale a pena. Quando as pessoas nos magoam, é preciso saber perdoar… E também é preciso saber ouvir as pessoas que amamos. Conhecendo-te como conheço, foste precipitada, não foste?”

“Não…Sim…Não sei… Só sei que fui muito parva. E ele nunca me vai perdoar…”

“Ouve o teu coração… Vais ver que, se fores falar com ele, e falares com calma, que tudo se resolve.”

“Oh, pai…Muito obrigada pelos conselhos. Adoro-te!” Abracei-o tenramente, e acabada de tomar o pequeno-almoço, voltei ao meu quarto, desta vez para me vestir. Vesti umas calças de ganga, uma camisa e o meu blazer e calcei os meus sapatos e fui dar uma volta pelos jardins. A manhã estava bela, e eu estava feliz por poder vaguear mais uma vez pelo meio dos meus crisântemos e pelas minhas violetas.

“Menina Haruka, está uma pessoa no paço real para a ver.”

“Quem é, Nitoki?” Perguntei, embora mentalmente já soubesse quem era.

“Um rapaz… Disse chamar-se Kunzite e pediu para falar com muita urgência consigo...”

“Diz-lhe que já lá vou” Eu afastei-me e tirei a minha caneta de transformação: “Pelo Poder Sagrado de Uranooo!” Iria aparecer como guerreira. A minha função era, afinal de contas, proteger Urano até que me tornasse Rainha.

“Kunzite.” Apareci no paço real, muito séria.

“Haruka!!”Ele correu para mim e abraçou-me.

“AU! Aleijaste-me!”Que brutooooo! Agh Kunziteeee!

“Desculpa… O que te aconteceu?” Perguntou, preocupado, só se apercebendo que eu tinha uma data de ligaduras à volta do peito meia hora depois…

“O Yamada… Ele deu-me uma tareia…” Disse, desinteressada da conversa. Não queria falar disso, nem queria ouvir Kunzite.

“Ahg!!! Ele está feito comigo! Quando o apanhar eu vou –“ Disse, irado, mas eu interrompi-o:

“Não vais fazer nada… Os Três Luzes já arrumaram o assunto.” Disse sorrindo. Estava a perceber que, afinal de contas, ele até queria saber de mim.

“Oh Haruka…”

“Não te preocupes comigo… A sério…”

“Como posso não me preocupar?”

EU ESTOU BEM! Se vieste cá para desconversar, é melhor voltares para a Terra!” Disse, embirrando com a sua insistência.

“Desculpa Haruka… Eu sou um parvalhão, e tenho sido um idiota para contigo. Eu não te mereço nem devia estar aqui a falar contigo…”

“Kunzite…Eu também tenho sido uma parva contigo… Eu devia ter percebido que a Terra também tem importância para ti, afinal, essa é a tua casa. Mas eu sou de Urano, e esta é a minha casa. É aqui que devo estar. Eu não suporto ficar mais um segundo longe de tudo aquilo que me identifica, Kunzite… Eu amo-te, mas também amo o meu planeta. E daqui a uns anos, eu vou ser coroada Rainha de Urano. Mesmo que queira, não posso ficar na Terra por muito tempo, mesmo que fiquemos juntos…”

“Eu… Eu sei Haruka… Tu és a Princesa de Urano. Só que desta vez, o nosso destino não vai ser separado… Eu amo-te… Por favor, casa comigo…” Disse, com os olhos arregalados, abrindo uma caixa de veludo azul e dourado, as cores do brasão da Casa de Urano… Eu fiquei a olhar para o anel e para Kunzite. Ele olhava para mim, ansioso que eu dissesse que sim, mas eu estava muito atrapalhada. Não sabia se aceitava, se recusava…se pedia um tempo para pensar…

Desliguei-me do lugar por um pouco, e desci ao passado, mentalmente.

*FLASHBACK*


Estava um dia perfeito em Urano. Estava na central de controlo de Urano, a controlar as chegadas. Naquele dia, o Rei Endymion vinha fazer uma visita a Urano, para se assegurar que não haveria perigo para a Terra, vindo de fora do sistema solar. Kunzite e Zoicite tinham vindo com ele, enquanto Jedite e Neflite tinham ficado a proteger a Terra.

Dirigi-me ao jardim do Palácio. Quis sentar-me no banco de baloiço, a admirar o movimento das nuvens. O sol brilhava resplandecente enquanto os pássaros chilreavam à volta do lago que existia no jardim.

“Posso falar contigo, Princesa de Urano?” Ouvi a voz grave de Kunzite

“Claro que podes, General da Terra. Fala.” Disse, aborrecida, ele era a última pessoa que queria ver naquele dia.

“Eu vim aqui com o propósito de proteger o Rei Endymion, mas como não tens vindo à Terra, vim cá também com outro propósito… Queria pedir-te uma coisa…”

“O que?” Já estava a perder a paciência. Como aquele rapaz consegue tirar-me do sério é incrível… Não é para todos… Enfim… Mal disposto‘'

“Por favor, minha Guerreira da Noite, aceitas casar comigo?”

“Não! Tu vives na Terra! Eu vivo em Urano! Eu não posso sair daqui, tenho de proteger a minha Rainha de todas as ameaças estranhas que se avizinham, e tu não podes deixar a Terra, tens de proteger o teu Rei” Disse, irada. “E para além do mais, não te amo!!!” Disse, mentindo. Aquelas palavras soaram duras ao meu coração apaixonado. Eu sabia que o amava, mas não podia fazê-lo. Tinha uma missão a cumprir.

“Mas…”

“Mas nada! Agora sai! Eu preciso de estar só!” Disse “Desaparece!”

Kunzite olhou para mim, com um ar abatido, estava desolado.

“O que é que ainda estás aí a fazer?! Vai-te embora!” Explodi de raiva.

Kunzite saiu de cabeça baixa, e penso que estava a chorar. Chorei também, brindando com lágrimas a minha idiotice suprema.
*FIM DO FLASHBACK*


“Haruka…”Chamou Kunzite. Eu estava completamente abstraída de tudo.

“Uhm? Oh, desculpa…” Corei

“Então o que dizes?”

“Em relação ao que?” Perguntei, completamente perdida no meio da nossa conversa e do meu flashback.

“Tu…Casar…Comigo…?”

“Eu…Casar…Contigo?!”Fiquei sem saber o que responder a Kunzite.

“Pronto… Já vi que não vais aceitar… Tal como aconteceu no nosso passado… Bem, sendo assim não estou aqui a fazer nada… Adeus, Haruka…Ah Haruka, condenaste-me à solidão…” Estava pronto a virar-me costas. Eu fiquei alarmada.

“Não Kunzite, espera! Não é nada disso…Espera por favor!” Disse, desesperada.

“Haruka… Tu estás a dar comigo em doido… Juro que já não te entendo…” Disse Kunzite, desesperado.

“Eu… Eu aceito… Sim… Sim Kunzite… Eu caso contigo!” Disse, finalmente.

Os olhos dele faiscavam de alegria. Kunzite tinha agora motivos para viver para além do nosso destino pré-concebido, e eu apercebi-me que estava a alterar todo o meu futuro.

Ele aproximou-se carinhosamente de mim para colocar a aliança no meu dedo, e depois agarrou-me, beijando-me apaixonadamente.




[1] Foi o insulto mais amigável que consegui arranjar, para não usar o calão outra vez… Matreiro Esperancoso

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Ter 13 Abr 2010, 11:40

“U…sa…gi… Chi…bi…u…sa…” Murmurei, a custo… As minhas costelas estavam a dar cabo de mim… Boa… A valente Haruka Tenoh, a ser salva por um bando de estarolas(oh minha nossa senhora de Urano…) e duas choramingas… Que bom… O mundo bateu mesmo no fundo…(Só eu para sofrer isto…)
*
Boas alcunhas Haruka-chan!

“Nós não vamos deixar que vocês ataquem uma rapariga indefesa como a Haruka-san, vocês tem de aceitar a derrota. Se não a aceitam, então são mais cobardes do que aquilo que eu pensava…” Disse Seiya
*Ya, ya, ya
deixa de ser cinico ok? n gosto de pessoas desse tipo q se armam em frente da pessoa q gostam!

O outro tentou atacar Seiya, mas Usagi deu-lhe com a sua mala, e Seiya deu-lhe um pontapé no estômago. Eles, derrotados, afastaram-se de mim e fugiram.
*AHAHAHAHHAHAHAHAHAHAH
BOA BUNNY!
ÉS 5 ESTRELAS!


“Oh boa, a Loirinha desmaiou…” Disse, completamente frustrado. [...] Tenham-me lá santa paciência…
*Oh... coitadinho... este Yaten n é o msm Yaten do Anime PT! Ele nunca seria assim, nem mesmo cm os seus irmãos! mas enfim, gosto deste Yaten pá! tens bom gosto!

Disse o Seiya para Usagi, ela estava preocupada com o facto da Loirinha se ter apagado

*
Apagado RSRSRSRSRSRSRSRSRSRS
Essa foi bestial!

Ele não queria a Loirinha lá em casa, suponho…Parvalhão nº 2 OMG ele às vezes entristece-me…Cura-te Seiya…
*MAS Q OTÁRIO!!!!

Este rapaz é mesmo taralhoco… Não há ponta de paciência para ele…
*Concordo plenamente! hum hum!


Yaten!? Porque é que deixas essa Coisa estar perto de mim, sabendo que a odeio!!!”
*TOMA LÁ!
ENGOLE ISSO!!!! SUA... COISA!

*Quarto da Haru-chan! Não entrar! *






Bem… Já lá vai um tempo… Pensei, embaraçada. Já ninguém me chama de Haru-chan há muito…
*Matreiro
O tipico lema q as criancinhas têm sempre pendurado na porta do quarto!

Pai!” Corri (figurativamente… au! As minhas costelazinhas :’( ) para o abraçar
*Coitada! Mas eu digo outra vez!
Ela já está quase curada! Mais uns apertos e uns "murros" nas costas e fica 5 estrelas!

“Eu sinto que tu tens algo e não me queres contar, senta-te aqui, ao colo do pai, e conta o que se passou…”

“Pai, por favor eu já não sou uma criança!”

“Peço desculpa, Haru-chan… Sabes como é, é o hábito…” Disse o meu pai, envergonhado “Não acredito como cresceste tão depressa…”
*ai ai...
os pais nunca mudam
"é o habito..." - a tipica desculpa de sempre!


Haruka… Tu estás a dar comigo em doido… Juro que já não te entendo…” Disse Kunzite, desesperado.

“Eu… Eu aceito… Sim… Sim Kunzite… Eu caso contigo!” Disse, finalmente.

Os olhos dele faiscavam de alegria. Kunzite tinha agora motivos para viver para além do nosso destino pré-concebido, e eu apercebi-me que estava a alterar todo o meu futuro.

Ele aproximou-se carinhosamente de mim para colocar a aliança no meu dedo, e depois agarrou-me, beijando-me apaixonadamente.
*Coitado! Ele so desespera!
Pensava q iria ser rejeitado novamente, como nu passado, mas ela lá tomou consciencia daquilo q aconteceu e aceitou!
adoro estes momentos!


FOI O M-E-L-H-O-R CAP Q JÁ FIZESTE ATÉ HOJE!
454549841578514674974974874 Infinitos de estrelas ****

Bjinho grande e tás desculpada qnto aquilo do Seiya!
so ele em ter aparecido e salvo (apesar da enorme fachada pcausa da bunny) fez-me ficar mto alegre!

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Qua 14 Abr 2010, 01:29

muitissimo obrigada por teres ainda paciencia para mim e os desvarios da fan fic
vais adorar o yaten ao longo da fan fic, e o Seiya vai ter um papel mt importante ao longo da mesma.
acredita que ist vai melhorar cada vez mais ^^

(p.s: estou bue mal disposta pq o Benfica ganhou ao Sporting Matreiro :'( BAH)

enfim Matreiro

Beijinhos de uma Tinoco-chan muito solenta e a raptar a internet da escola Matreiro
p.s: tenho soooonooooo!!!!!

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Qua 14 Abr 2010, 10:05

muitissimo obrigada por teres ainda paciencia para mim e os desvarios da fan fic
*Parvinha! Qual desvairos qual qê? ta super fixe!

vais adorar o yaten ao longo da fan fic, e o Seiya vai ter um papel mt importante ao longo da mesma.
*Parece.m q sim. e qnto ao seiya, n sei q papel importante será esse ...

acredita que ist vai melhorar cada vez mais ^^
*Claro q sim!

(p.s: estou bue mal disposta pq o Benfica ganhou ao Sporting Matreiro :'( BAH)
* Ca abada
bem feito

enfim Matreiro
*Matreiro

Beijinhos de uma Tinoco-chan muito solenta e a raptar a internet da escola Matreiro
*Eu tbm estava sonolenta e tbm roubei a net da escola atraves do meu tele pa ler o comentario as 10.33h da manha, no intervalo Matreiro

p.s: tenho soooonooooo!!!!!
*tbm eu tinha!
Bjinho*

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por BTsukyno em Qua 14 Abr 2010, 11:03

“Como é que tu és capaz Kunzite?! De pores os teus deveres de Guardião da Terra acima de nós os dois?! Eu só queria ir a Urano, estar com os meus pais, com os meus amigos. Eu tenho saudades disso tudo! E só queria ter a pessoa que mais amo a meu lado! E eu não te estava a dizer para abandonares o teu planeta, apenas que viesses comigo. Até que eu vou manter-me na Terra até acabar a minha carreira como menina das corridas! Mas pelos vistos, tu és demasiado egoísta para compreender isso! Eu… Eu não te vou perdoar Kunzite… Não suporto que tu me trates desta maneira tão cruel… Odeio-te!” Estava completamente passada com Kunzite, e só quis virar-lhe as costas. Ele agarrou-me no braço e disse:


Saí de casa, com as lágrimas ao canto do olho, contudo, caminhava com as mãos nos bolsos, numa tentativa frustrada de não as fazer cair. Estava completamente desiludida com Kunzite. Ele magoou-me profundamente. Eu vou voltar para Urano! Não quero saber! Já não quero saber de mais nada! Estou farta! Odeio o AMOR!!! Pensei. Depois procurei a minha caneta de transformação, mas ela não estava nas calças. Boa, vou ter de lá voltar e enfrentar o Kunzite.

ela e mesmo má, e dramatica. fogoh nao gosto quando ela e assim...nem o deixou explicar, isso nao se faz haru-chan a tua mae nao te deu educaçao?!lool

“Loirinha, finalmente te encontro!” Ouvi uma voz aguda que rapidamente reconheci.

“Yaten?!” Disse, admirada, mas ao mesmo tempo ofendida com a alcunha que ele usou.



nao percebo o drama da alcunha, e a minha alcunha, (apesar de agora estar mais para ruivinha), e uma alcunha fofa, menos quando dizes uma piada seca e dizem "és mesmo loira".

“Parem! Como são capazes de atacar uma rapariga que apenas persegue os seus sonhos! Vocês são uns cobardes!” Ouvi depois a voz de Usagi e de Chibiusa


mas estas duas ainda nao sabem que as frases pseudo-filosoficas delas nao intimidam ninguem?

As minhas costelas estavam a dar cabo de mim…

coitada sofre sempre nas costelas... as costelas dela nao tem descanso, e qd cai de mota depois o ataque e agora isto?! começo a ter pena dela...

Eu… Eu aceito… Sim… Sim Kunzite… Eu caso contigo!” Disse, finalmente.


ooh vao casar...adoro gente que casa, eles vao ter harukinhas (com um feitio melhor espero).


muito bom este capitulo..espero por mais

bjinhu

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Qui 15 Abr 2010, 01:18

muitissimo obrigada por teres ainda paciencia para mim e os desvarios da fan fic
*Parvinha! Qual desvairos qual qê? ta super fixe!

Obrigada Matreiro Esperancoso Esperancoso Esperancoso Esperancoso
vais adorar o yaten ao longo da fan fic, e o Seiya vai ter um papel mt importante ao longo da mesma.
*Parece.m q sim. e qnto ao seiya, n sei q papel importante será esse ...


Verás depois Matreiro vai ser um bocado fora o que ele vai fazer, mas tudo terá uma explicacao e acabará bem Esperancoso Esperancoso
acredita que ist vai melhorar cada vez mais ^^
*Claro q sim!



Simpatico
(p.s: estou bue mal disposta pq o Benfica ganhou ao Sporting Matreiro :'( BAH)
* Ca abada
bem feito

Na me digas q tambem es do benfica Incredulo loooooooool
deixa lá...ja me habituei...
enfim Matreiro
*Matreiro

Beijinhos de uma Tinoco-chan muito solenta e a raptar a internet da escola Matreiro
*Eu tbm estava sonolenta e tbm roubei a net da escola atraves do meu tele pa ler o comentario as 10.33h da manha, no intervalo Matreiro

GANDA LOOOOOL Ganda Marisa Esperancoso
p.s: tenho soooonooooo!!!!!
*tbm eu tinha!
Bjinho*
somos umas doidaaaaaaasss Simpatico admitamos Matreiro






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Citação:
“Como é que tu és capaz Kunzite?! De pores os teus deveres de Guardião da Terra acima de nós os dois?! Eu só queria ir a Urano, estar com os meus pais, com os meus amigos. Eu tenho saudades disso tudo! E só queria ter a pessoa que mais amo a meu lado! E eu não te estava a dizer para abandonares o teu planeta, apenas que viesses comigo. Até que eu vou manter-me na Terra até acabar a minha carreira como menina das corridas! Mas pelos vistos, tu és demasiado egoísta para compreender isso! Eu… Eu não te vou perdoar Kunzite… Não suporto que tu me trates desta maneira tão cruel… Odeio-te!” Estava completamente passada com Kunzite, e só quis virar-lhe as costas. Ele agarrou-me no braço e disse:


Saí de casa, com as lágrimas ao canto do olho, contudo, caminhava com as mãos nos bolsos, numa tentativa frustrada de não as fazer cair. Estava completamente desiludida com Kunzite. Ele magoou-me profundamente. Eu vou voltar para Urano! Não quero saber! Já não quero saber de mais nada! Estou farta! Odeio o AMOR!!! Pensei. Depois procurei a minha caneta de transformação, mas ela não estava nas calças. Boa, vou ter de lá voltar e enfrentar o Kunzite.


ela e mesmo má, e dramatica. fogoh nao gosto quando ela e assim...nem o deixou explicar, isso nao se faz haru-chan a tua mae nao te deu educaçao?!lool



Ela tinha de ser assim Matreiro mas enfim... realmente ela foi uma beca dura com o pobre do kunzite... Até eu tenho pena dele...ou nao Matreiro


Citação:
“Loirinha, finalmente te encontro!” Ouvi uma voz aguda que rapidamente reconheci.

“Yaten?!” Disse, admirada, mas ao mesmo tempo ofendida com a alcunha que ele usou.




nao percebo o drama da alcunha, e a minha alcunha, (apesar de agora estar mais para ruivinha), e uma alcunha fofa, menos quando dizes uma piada seca e dizem "és mesmo loira".
P.s: eu nao tenho drama com essa alcunha, até que eu nem sou loira, mas sei q as loiras por norma nao gostam q façamos alusao a cor de cabelo delas sobretudo desses jeitos xd( essa do es mesmo loira e taaaaaaao parva --'


Citação:
“Parem! Como são capazes de atacar uma rapariga que apenas persegue os seus sonhos! Vocês são uns cobardes!” Ouvi depois a voz de Usagi e de Chibiusa



mas estas duas ainda nao sabem que as frases pseudo-filosoficas delas nao intimidam ninguem?

pelos vistos nem por isso Matreiro totozinhas que elas me sairam... acredita q a usagi vai fazer uma coisa q vos vai deixar a morrer de rir,mas q duas pessoas nao acharam muita piada...qer dizer acharam mas nao teve assim tanta piada como devia ter Matreiro)


Citação:
As minhas costelas estavam a dar cabo de mim…


coitada sofre sempre nas costelas... as costelas dela nao tem descanso, e qd cai de mota depois o ataque e agora isto?! começo a ter pena dela...
eu tambem tenho pena da Haruka, mas eu nessa altura também nao andava a bater muito bem das costelas, e toca de personificar as dores na pobre da Haru-chan Matreiro


Citação:
Eu… Eu aceito… Sim… Sim Kunzite… Eu caso contigo!” Disse, finalmente.


ooh vao casar...adoro gente que casa, eles vao ter harukinhas (com um feitio melhor espero).

nao sei...nao sei... vou pensar nisso...
muito bom este capitulo..espero por mais

bjinhu
obrigada por seres das poucas pessoas que ainda segue a minha fan fic Simpatico






Depois deste discurso todo,decidi que era altura de publicar o cap 11 XD entao cá vai espero q gostem... Mts bjinhos da Tinoco-chan



Capítulo 11 – Os preparativos para os Casamentos (parte 1). A desilusão da Haruka


Estava um dia caloroso em Neptuno.

Sim, estava em Neptuno. A Michiru ofereceu-se para organizar o meu casamento, e estava-me a fazer ‘a vida negra’[1]: as decorações, os vestidos, o copo de água… Bolas… Quem diria que organizar um casamento daria tanto trabalho. Mas quando a Michiru propôs que casássemos as duas no mesmo dia, atrofiou-me completamente. Para além de não querer uma cerimónia muito complexa, eram muitas pessoas de volta do meu casamento. E a minha mãe quis, não, insistiu, que fosse tudo uma coisa à antiga. Kunzite e Michiru deliraram com a ideia, eu e Jedite, nem por isso (se eu não soubesse, diria que ele era meu irmão…). Ele odiava este tipo de coisas. Tal como eu.

Mas passados dois dias, soubemos que Neflite pedira Setsuna em casamento no meio do local onde no futuro se erguerá a Cristal Tóquio. Setsuna aceitou, para agrado de Neflite. Nós ficamos surpreendidas, pois nós pensávamos que ela nunca seria capaz de ultrapassar a paixoneta que ela sentia por Mamoru, mas pelos vistos, ela apreciava mais a companhia de Neflite do que a de Mamoru, e para além de mais, ela nunca poderia ficar com ele. A Hotaru e o Zoicite namoravam, e nada a podia deixar mais feliz, ela desde que o vira que soubera que eles seriam almas gémeas. Eu gosto de a ver feliz.

Enquanto andámos a enviar os convites, Michiru obrigou-me a convidar as Starlight. Depois do que Yaten, Taiki e Seiya fizeram por mim, convidei-as mais ou menos de bom grado. O Seiya por mim não vinha… Mas mesmo assim, tive de o convidar…
*MOMENTO SEIYA*
“Convite:
Haruka Tenoh e Kunzite Okinawa[2] convidam Seiya, Yaten e Taiki Kou para a sua cerimónia de casamento que decorrerá no Reino de Neptuno…”







“Aquela deve ter a mania, só pode! Nem por sombras que eu vou àquele casamento!” Disse, enojado, ao olhar para aquele convite demasiado azul. Não, eu não vou assistir ao casamento daquela rapariga arrogante!

“Vá lá Seiya! Vamos divertir-nos!” Disse o Yaten, entusiasmado.

“Eu aposto que ela só nos enviou isto porque alguma delas a obrigou. Ela na realidade nem nos quer lá!”

“Oh Seiya, porque pensas assim dessa maneira da Haruka? Ela até pode ter-nos convidado por vontade própria…” Disse o Taiki, tentando convencer-me de que a Haruka era uma santa… Sim, sim Taiki, eu não acredito, está bem?!

Eu não vou e PRONTO!” Disse, embora parecesse uma criancinha pequena. Oh por amor à minha Princesa, porque é que aquela presunçosa pensa que me consegue meter naquela paródia?!

O telefone tocou. Yaten foi atende-lo e após uns minutos de conversa, virou-se para mim radiante:

“É para ti!” Disse ele, todo sorrisinhos.

Daqui a bocado eu vou dar cabo de ti meu desgraçado! “Estou?” Disse, com uma voz séria.

“Seiya sou eu, a Haruka” Disse a voz que queria à força toda parecer entusiástica do outro lado do telefone.

“Uhm, Loirinha…”

“Seiya, eu liguei para falar contigo de boa vontade, e não me quero passar contigo…”

“Tudo bem, olha Tenoh, se pensas que vou sequer presentear o teu casamento com a minha presença, podes esquecer. Eu não vou!” Disse, todo avariado do sistema “Nem que me peças de joelhos!”

“Bem, podes tentar dizer isso ao Yaten e à Michiru… Primeiro, o Yaten vai ser o meu padrinho, e segundo, a Michiru quer que vocês venham tocar ao meu… Oh desculpa, nosso casamento. Eu, a Setsuna e a Michiru vamos casar no mesmo dia, e precisamos de uma banda para alegrar o ambiente, e a Michiru pensou logo em vocês…”

“Uhm, estou a ver Loirinha… Vou falar com o nosso manager e logo vos di –“

“SEIYA! Eu sei que vocês actualmente não têm manager e que se orientam a vós próprios, por isso deixa-te de trampas!”

“Bolas és mesmo agressiva!”

“E posso ser mais porque se não vieres, eu juro-te que mesmo no dia da cerimónia vou aí buscar-te pelas orelhas!” Disse Haruka, completamente possessa.

“Está bem… Está bem eu vou…Que chata! Mal disposto “ Disse entredentes.

“Eu sei que sou chata, mas enfim, a Michiru insistiu. Portanto, já sabes… Bem eu vou ter de desligar, adeusinho Seiya!”

Ela desligou-me o telefone na cara. Eu fiquei a olhar para o telefone, estupefacto. Era a 1ª vez que Haruka quase me falava direito (WOW esse deve ser um grande feito para ela, não me chamar um nome daqueles pelo meio…).

“Então Seiya, quem era?” Perguntou Yaten, provocando-me para caramba. Ele já sabia a resposta por amor à Princesa!

“Não tens nada a ver com isso Yaten! És um cusco sabias?”

“Eu sei perfeitamente que era a Haruka, não mo podes negar!”

“Ok Yaten, estás a pedi-las!” Atirei-lhe com uma almofada “Bah, sai daqui para fora!” Eu falhei, e Yaten saiu do quarto às risadas.

A Haruka é uma parvalhona, faz de tudo para me humilhar…Parva! Mas enfim… Já aceitei o convite dela, embora à pressão…Tocar uma música para aqueles dois arrogantes!!! BAH!
*FIM DO MOMENTO SEIYA*


“E então? Ele vem?” Perguntou uma Michiru toda entusiasmada.

“Ele ao princípio estava difícil de convencer, mas depois de umas ameaçazinhas lá o convenci a vir, não que eu queira que ele venha…” Disse entredentes.

“Haruka, não sejas mazinha… E o Yaten, como é que ele reagiu ao teu pedido?”

“Ele aceitou logo, não estava à espera que eu o fosse convidar. Ele é mesmo um querido. E tu, já disseste alguma coisa ao Seiya?”

“Não… Já nem lhe digo nada hoje… Ele deve estar possesso coitadinho…” Disse Michiru, lançando uma gargalhada graciosa pelo ar.

“Parva!” Atirei-lhe com a minha camisola. Ela escapou-se da camisola e voltou a lançar a sua gargalhada graciosa. Mal disposto“ Michiru!!! ‘‘Mal disposto#

Fora naquele preciso momento que Setsuna, com o seu sorriso resplandecente entrara no quarto. “Olá meninas! Haruka, então, já escolheste os teus vestidinhos?”

“Vestido? Eu? Achas? Claro que não! Eu e a Michiru estivemos na Loja de Vestidos mas não encontrei nada que me agradasse. Portanto, ainda não sei o que vou levar ao casamento nem ao copo de água.”

“E que tal levares um vestido azul com uma faixa dourada à volta da cintura para o copo de água? Aposto que te ficaria lindamente…” Disse a Michiru, mas a sua ideia fez surgir uma imagem mental que me perturbou.

“Uhm, chega de dejá-vus não?” Disse eu, meio perturbada.

“Porquê? Não gostas da ideia?”

“Não é isso… Apenas faz-me lembrar coisas que quero esquecer…” Disse, com um ar aéreo. Não queria dizer mais nada. Apenas não queria ter de usar vestido, e no que depender de mim, não o vou usar.

“Mas queres assim ou não?” Insistiu Michiru.

“Sem fitinhas, folhos, lacinhos, florezinhas ou rendinhas… Faz o que entenderes quanto ao resto…” Disse, derrotada.

“Boa!” Disse Michiru, radiante.

“E tu, Setsuna, que vais levar?” Disse, tentando desviar a conversa para outras bandas.

“Eh, são os dois muito bonitos, mas vão ter de esperar pelo dia para ver! Eu não vou contar nadinha!”

“Oh, vá lá Setsuna, conta-nos!”

“Não não! Eu não vou dizer nadinha, é segredinho!” Disse ela, fazendo Michiru ficar frustrada.

“Oh, então eu também eu não vou te contar nadinha ahah!”

“Oh que mazinha!”

“Oh meninas, por favor, já chega…” Hehe, já estava farta daquela discussão. (Se bem que eu é que a causei… #Mal disposto“)

“Está bem, vamos falar de outras coisas, quem é que vai ser o teu padrinho, Haruka?” Perguntou Setsuna.

“Não te vou dizer…” Disse, determinada a guardar segredo, mas a Michiru estragou-me os planos…

“Eu digo, é o Yaten!” Disse Michiru

“O meu vai ser o Taiki. Ele pediu para ser meu padrinho para poder obrigar o Seiya a vir ao casamento.”

“Ok, já chega de puxar a conversa invariavelmente para mim. Eu vou dar uma volta. Até logo meninas!” Sai do quarto, e fui dar uma volta pelo jardim do Palácio Triton.

A beleza do jardim era estonteante: os jardins bem cuidados, os repuxos a cuspirem água límpida e cristalina e as fontes onde os peixes nadavam calmamente. Isto fazia-me lembrar algo que acontecera há quase dois anos.
*FLASHBACK*


“Gostas mesmo de estar aqui, não é Michiru?” Disse para Michiru, ela calmamente observava os peixes que nadavam no aquário, enquanto eu sentia-me aborrecida.

“Gosto… Faz-me sentir bem…” Disse ela, completamente abstraída.

“Eh, o que eu gosto é de conduzir, isso é que me faz sentir bem.” Disse, desprezando completamente o que a Michiru dissera. Que maluquinha por peixes…

“Tolinha, não é dos peixes!” Disse ela, rindo graciosamente à minha volta. Fiquei perplexa a olhar para ela, mas ela divertia-me em cada minuto que passava comigo. Acabei por sorrir também.
*FIM DO FLASHBACK*


Sentei-me num dos bancos do jardim, e deleitei-me a observar o céu verde-água de Neptuno. A beleza reflectia-se ainda mais no manto diáfano de nuvens. A transparência das nuvens era tamanha, que me dava quase para observar as estrelas do céu.

“A única beleza exterior num planeta que não é o nosso, é apenas a beleza do céu…” Murmurei para mim própria.

“Estás muito poética hoje…” Disse uma voz masculina, perto do meu ouvido.

“Jedite!” Bolas que ele me assustou! De qualquer maneira, sorri, não querendo demonstrar o susto que sentira. “Então, fartaste-te dos preparativos para o casamento?” Perguntei.

“Eh, pode-se dizer que sim… Já não podia ouvir a minha sogra mais a tua mãe e a mãe da Setsuna a falar daquilo…” Disse ele, sorrindo “E tu?”

“Ahg… Vestidos… Copo de água…. Casamento… Três Luzes (Starlight) … Bah, é muito para digerir…” Engoli em seco.

“As Starlight?” Indagou Jedite, estupefacto.

“Sim, essa auto-proclamada ‘banda com mais sucesso de sempre no Japão’ vai tocar no nosso casamento… Enfim…Se bem que eu até não me importo que o Yaten e o Taiki venham, mas o Seiya… Esse era bem escusado de vir. E só vem porque eu o obriguei… E também porque ele é vosso padrinho. E o Yaten e o Taiki os nossos…”

“Bah, padrinhos famosos…Ou será que deverei dizer madrinhas?” Disse Jedite, rindo que nem um perdido Mal disposto‘ Pobre Yaten…

“És mesmo maldoso… Se o Yaten te ouvisse, era bem capaz de te cortar às postas neste preciso momento… Ele odeia esse tipo de comentários” Ri-me também da situação. Ele conseguia ver a realidade sem a distorcer. É verdade que na forma humana, as Starlight eram Homens, mas eles na realidade não o são. São Sailor Senshis, e acima de tudo raparigas, como nós.

“Enfim… Mas agora voltando ao que estávamos a falar, eu vou ser muito sincero contigo: eu odeio esta coisa toda dos casamentos à antiga. Para quê tanta complicação? Por mim, era eu e a Michiru, mais um padre, e nós em Las Vegas num daqueles casamentos que até podem ser feitos num carro. Seria inesquecível, e não envolveria tanta organização… Assim… Só dá é trabalho e pouco fruto” Disse Jedite, rindo-se da sua concepção de casamento simples.

“Por mim, até no autódromo de Tóquio servia, era onde estivesse mais perto na altura!” Disse, rindo-me também, imaginando-me num fato-macaco a casar com Kunzite, e a ver o padre a escorregar numa poça de óleo, e a cair redondo no chão. Era deveras hilariante. “Mas sempre longe de organizações confusas e festas aparatosas…” Disse, torcendo o nariz à ideia.

“Sabes, Haruka? Eu gosto muito da Michiru, e só estou a fazer este pequeno esforço por ela… Ela tem estado com tantos cuidados com este casamento, mais as vossas mães e a Setsuna… Se eu me recusasse a casar neste ambiente, acho que ela ficaria desfeita…”

“Eu nem sei que vestido vou levar para o casamento, nem para o copo de água, embora a Michiru já me tenha dado uma ideia que me sugeriu um dejá-vu. Um vestido com as cores da Casa de Urano para o copo de água… Isso só me faz lembrar o passado, o casamento da Princesa e do Príncipe… Muita coisa que só quero é esquecer…”

“Ah, eu lembro-me dessa noite… Deixa dizer-te que nessa noite, estavas deslumbrante…”

“Ah… Obrigada…” Corei subtilmente.

“De nada… Sabes uma coisa, Haruka? O Kunzite foi um parvo contigo nessa noite… Ele amava-te, mas tratou-te de maneira incorrecta… Mas não te preocupes, o meu irmão mudou muito desde essa altura…”

“Eu sei disso, querido Jedite, embora muito não tenha mudado. Algumas atitudes dele do passado mantêm-se agora…” Disse, dando uma gargalhada.

Enquanto isso, as nuvens começaram a condensar-se. O manto que antes era diáfano tornara-se agora num manto cinzento.

Aproxima-se chuva… Como o tempo em Neptuno pode mudar tãaao depressa… Pensei, enfastiada.

Mal pensei nisso, começou a chover torrencialmente. O momento de sol, beleza e magia acabara de ser arruinado.

“Bolas, começou a chover!” Exclamei. Maldita a hora em que pensei na chuva…

“Anda, senão ficas molhada!” Jedite abriu o seu chapéu-de-chuva. Mas ele tinha um chapéu?! Ele já sabia que ia chover e não me disse?! (Bem eu também não perguntei…) Pensei.

“Oh… Obrigada…” Fui para debaixo do seu chapéu.

Nós caminhámos lentamente até ao palácio. A chuva continuava a cair até que parou repentinamente, e o sol ao brilhar, fez aparecer um arco-íris no céu que voltara a ficar limpo.

“Jedite! Jedite!” Ouvi a voz do Zoicite chamar ao longe.

“Sim Zoicite?”

“A Michiru andava à tua procura. Acho que ela precisa da tua ajuda com não sei o quê… Sabes como é… Coisas do casamento…”

“Está bem, eu vou já lá ter com ela… Bem, Haruka, eu tenho de ir. Obrigada por este bocadinho.”

“De nada Jedite…” Eu acabei por voltar ao jardim. Havia alguma coisa no jardim que me chamava.

A chuva voltou a cair. Eu não me importava, era bom por uma vez poder sentir a água fresca a cair em cima da minha pele. Era uma sensação de outro mundo. E o vento alegre que corria ao mesmo tempo dava-me uma sensação de familiaridade. A chuva caia torrencialmente e eu estava completamente encharcada, mas não me importava. Era completamente indiferente para mim. Mas horas mais tarde, voltei para dentro, sorrateiramente. Queria poder ir para a cama. Não sei porque, mas sentia-me cansada.

O interior do Palácio Triton estava vazio e silencioso. Não havia vivalma no palácio. Senti-me uma estranha num lugar desconhecido. De qualquer maneira, dirigi-me ao meu quarto e enfiei-me na cama, com a roupa encharcada. E assim adormeci.

No dia seguinte, não acordei muito bem. Estava cheia de dores de cabeça e garganta, a tossir que nem um cavalo e sentia o meu nariz a pingar. Boa, já me constipei… Só consegui chegar a esta conclusão.

Levantei-me da cama e fui à casa de banho. O espelho mostrava uma rapariga loira, muito pálida e com olheiras profundas, com o nariz vermelho e os olhos raiados. Essa rapariga no espelho era eu.

“Assim não vou a lado nenhum… Não vou andar a ver vestidos hoje… E só de pensar que amanhã vou ter de pilotar uma moto neste estado… Oh minha nossa senhora de Urano, tira-me deste filme…” Reclamei comigo mesma, e voltei para a cama.

“Harukaa! Levanta-te! Temos de ir ver vestidos par – Haruka, estás bem?” Era Michiru, e de repente ela apercebeu-se que eu não estava muito bem… WOW Só agora é que reparaste?! Bem… Lá estou eu a ser mentalmente cruel outra vez… Mal disposto’Que maldosa Haruka Tenoh! Só tu…Só tu…

“Atchim! Desculpa…” Disse, ligeiramente fanhosa. “Estou constipada…”

“Andaste à chuva, não andaste?”

“Sim… Atchim! Bem… Parece-me que há aqui um certo alguém que não vai a lado nenhum hoje…”

“Ah, Haruka, que vou fazer contigo?” Disse Michiru, divertida com a situação, como sempre…

“Vais deixar-me aqui na cama, no quentinho, a ver se fico melhor, senão nem amanhã posso ir a lado algum…” Tossi um pouco, para a convencer. Bem… Queria mais poder rir mas pronto… Se me rio, ela é bem capaz de me obrigar a enfiar num monte de vestidos horrendos outra vez…

“Não sei se vou… Acho que vou mesmo obrigar-te a vires connosco experimentar mais uns vestidos…” Disse Michiru, diabolicamente.

“Oh, Michiru… Não me vais fazer uma dessas pois não?” Peguei no pacote de lenços, tirei um e assoei-me. Bolas como odeio ficar constipada…

“Pronto… não vamos hoje ver isso…Eu acho que vou fazer uma melhor, já que não encontras nada que gostes numa loja, que tal eu contratar a melhor estilista de Neptuno para te desenhar os vestidos?”

“Boa… Agora é que vou mesmo ficar tipo bonequinha Barbie…” Disse, meio ofendida. Ups! Verbalizei o que estava a pensar… Matreiro

“Oh, não vais nada…” Disse Michiru, tentando apregoar-me que andar de vestido é a melhor coisa do mundo…

“Bah! Conta-me histórias!” Disse, rindo-me de seguida, mas isso fez-me tossir imenso.

“Ai tolinha… Estás mesmo mal…” Ela deu uma gargalhada graciosa “Acho melhor ir arranjar-te alguma coisa para isso… Para ver se te curas…”

“Atchim!… Obrigada, era um grande favor que me fazias…” Disse, voltando a assoar-me. “E diz também ao Kunzite que hoje não queira ser romântico senão fica assim, tão ou mais ranhoso que eu…”

“Ok! Eu já venho!!!” Disse ela, toda contente, e ainda a rir-se de mim… Oh que linda figura que vou fazer no casamento, se eu não me curar até lá… E de repente já e estava a imaginar a ouvir o padre e eu a meio ter de me assoar… Que giro que seria…

Fiquei a olhar para a parede. As cores pareceram-me agora totalmente descabidas. Não estavam nada em harmonia com o meu estado de espírito.

Eu toda tremia de frio, apesar de estar enrolada nos cobertores e de a temperatura exterior fazer parecer o palácio um forno de pedra. Enfim…

“Estás a precisar de mais um cobertorzinho não?” Ouvi uma voz num tom irónico, que já não ouvia desde que saíra da Terra, há três meses.

“Luna!? Como vieste aqui parar?!” Perguntei, surpreendida, e de seguida espirrei… Maldição!!! Maldita constipação… (Bem, quem é que teve a triste ideia de ficar à chuva, quem foi? Foi a Haruka, pois claro… Enfim… Agora tenho de me aguentar à bronca… Mal disposto”).

“A Usagi já veio para o casamento… E eu vim atrás… O Mamoru, a Chibiusa e as outras meninas vêm amanhã… E as Starlight vêm para a semana, elas tem de acabar a tour…”

“Bem… Isso surpreende-me… Pensava que o casamento era só para daqui a um mês…”

“A Michiru disse à Usa-chan que o casamento era daqui a duas semanas…”

“O QUÊ?! D… DUAS SEMANAS?!!? Oh pelo amor de Urano!” Exclamei alto o suficiente para possivelmente o meu desespero chegar a ser ouvido por todo o palácio. “Mas… Mas isso é tão pouco tempo!!!”

“Realmente… Mas vais ver que tudo correrá bem…” Disse a Luna, com pena de mim… Eu é que deveria ter pena de mim própria… Oh por amor à deusa dos ventos… Tenham-me lá a santa paciência e dispensem-me deste tormento…

Acabei de ficar ainda mais doente do que já estava.” Comentei. Era verdade, ou quase verdade.

“Oláaaaaa Harukaaaa!!!!!” Gritou Usagi, que acabara de entrar no quarto.

“Cara de Lua!” Sorri, mas a minha cabeça parecia agora um bombo, a voz de Usagi ressoava em todos os cantos da minha cabeça. Ai! Ai! Ai!, que deprimência…. Odeio ESTAR CONSTIPADAAA! “Podes falar um pouco mais baixinho, por favor? Atchim!”

“Oh Haruka, desculpa…Mas sabes como é… Já tinha tantas saudades tuas!” Disse Usagi, corando de vergonha.

“Eu sei, Usa-chan, eu também tive muitas saudades tuas…” Disse sorrindo tenuemente.

“Então… Vais casar daqui a duas semanas não é?” Disse Usagi, sentando-se à beira da minha cama, querendo evidentemente que eu lhe respondesse aquilo que já estava à espera de ouvir.

“Nem me lembres disso…” Disse, completamente farta de falar do meu casamento. Porque é não pode ser eu e o Kunzite fora desta confusão? Nada de vestidos (não que eu vá usar um), nada de padres, nada de festas… Só eu e o Kunzite, nada mais… Pensei para mim.

“Oh Haruka, devias estar feliz… Tu vais casar…”

“Ui, nem tu sabes o quanto, Usa-chan…Estou esplendorosamente feliz por ir casar… ” Disse, sarcasticamente.

“Não estás feliz, pois não Haruka?”

“Estou… Claro que estou… Apenas não queria que o meu casamento se tornasse uma palhaçada autêntica… Estou farta disto… É toda a gente, a toda a hora a dizer “Ai Haruka, quem é que vais convidar?”; “Haruka, como vais vestida?”; “Haruka isto… Haruka aquilo…”. Sabes Usagi, não era assim que eu imaginava o meu casamento… Eu… Eu imaginava o meu casamento no Jardim do Palácio Miranda, com o meu pai, Rei de Urano, a presidir a cerimónia, e eu e o Kunzite. Sem termos a preocupação: Ai será que o vestido e/ou o fato ficam-nos bem? Epah isso não me interessa de todo… Eu só queria nós os dois, sem muita confusão percebes? Eu não queria nada disto assim… Agora são três casamentos num só dia (Eu, a Michiru e a Setsuna) e com as Starlight/Três Luzes a fazer pano de fundo…Eu não quero que seja isto o meu casamento… Uma verdadeira palhaçada…” Disse, amargurada.

O que me valia era que Usagi gostava muito de mim, e eu muito dela, e nós éramos muito amigas, e era a ela a quem recorria quando não podia falar com a Michiru.

“Não podes pensar assim dessa maneira… Sabes Haruka…” Disse Usagi com os olhos muito brilhantes “Eu mal posso esperar por poder casar com o Mamo-chan assim numa cerimónia como a tua… Eu amo-o muito, e se tu amas o Kunzite, é um dos pequenos sacrifícios que vais ter de fazer por ele…”

“Usagi, tu não estás a compreender… Atchim! (desculpa… Mal disposto’)Eu amo o Kunzite e quero mesmo casar com ele, mas…”

“Mas o quê? Se o amas, não podes hesitar numa coisa destas…”

“Usagi, tu já me conheces há algum tempo, e tu sabes que eu não gosto de bebezices, criancices e tudo o que me faça ter a sensação de que há demasiado sentimentalismo no ar… Eu odeio vestidos, saias e a única que uso forçada é quando sou Sailor, odeio tudo o que represente tornar-me mais feminina do que aquilo que sou. Para mim, isto não acontecia, se fosse eu a organizar isto. Tu tens de entender Usa-chan… Tu sabes que eu funciono assim… Eu não aguento andar um dia inteiro sem o meu rico par de calças, ter de andar de saltos altos por mais de oito horas e acima de tudo, durante essas oito horas ter de aturar o Parvalhão do Seiya. E depois, o copo de água… Isto tudo para mim é um autêntico desespero!” Disse, quase gritando, e isso fez-me tossir imenso. Enfim…

“Pensa assim, vai ser apenas por umas horinhas… Vais ver que passa depressa…” Disse Usagi, tentando transmitir esperança.

“Umas horinhas que para mim vão ser um autêntico inferno… Usagi, eu juro-te, eu entendo que há pessoas que gostam das coisas à moda antiga, mas depois há pessoas como eu, que odeiam complicações… Eu sou uma pessoa relativamente simples e não gosto que tornem complicadas coisas que podem ser simples. Eu admito, posso até parecer muito parva, mas eu não suporto isto… Atchim! (Desculpa)” Tive de parar de falar para me poder assoar.

“Haruka, eu sei disso… Mas tu tens de fazer isto… E agora quero cá saber uma coisa, já por acaso alguém te perguntou a tua opinião acerca do que querias ou não para o casamento?”

“Na realidade não… Se bem que nesta altura do campeonato, não vá servir de muito, não vai alterar nada do que já está a acontecer…”

“Tenta falar com a Michiru, pode ser que ela te compreenda…”

“Eu não a quero desapontar, percebes Usagi? Eu gosto muito da Michiru e apesar de não gostar do rumo que tudo isto está a tomar, sei que a Michiru está a fazer o máximo para fazer tudo do meu agrado. Mas mesmo assim…” Virei a cara para o lado, pois sentia que duas lágrimas gordas teimavam em cair. Não queria que Usagi reparasse na minha tristeza.

“Mesmo assim o quê?” Perguntou Usagi, compreensivamente.

“Mesmo assim, não era aquilo que tinha em mente…” Declarei, com um espirro pelo meio.

“Santinha” Disse Usagi, sorrindo para mim.

“Obrigada…” Disse, sorrindo. A conversa acabou ali, pois Michiru regressara com um copo de água e o que me pareceu ser uma caixa de comprimidos. Pelo ar abatido de Michiru, pareceu-me que ela apanhou o fim da conversa.

“Aqui tens Haruka!” Ela tentou parecer alegre, mas aos meus olhos, parecia que ela estava a disfarçar muito mal. “Olá Usagi!” Disse ainda.

“Olá Michiru!” Disse Usagi pelo meio da minha tosse.

“Obrigada Michiru… Atchim!” Espirrei novamente e tomei o medicamento que ela me trouxera. Tentei demorar o máximo que consegui, para não ter de falar muito.

“Bem… Agora posso ter um pouco de silêncio e sossego?” Perguntei a elas, divertida com as caretas que faziam uma à outra. Eu não ouvira o motivo nem tão pouco me interessava, só precisava de estar sozinha.

“E não vais comer nada?” Perguntou Michiru.

“Não tenho fome…” Menti. O meu estômago queixava-se ruidosamente.

“Tudo bem… Se bem que eu não acredito em ti…” Disse Michiru, diabolicamente. Ela pelos vistos também ouviu… Pensei, envergonhada.

“Bem, claro que podes ter um pouco de silêncio e sossego!”Disse a Usagi “Afinal de contas, tens de recuperar. Eu e a Michiru vamos dar uma voltinha por aí. Até logo Haruka!” Agarrou a Michiru pelo braço e levou-a dali para fora. Eu desatei à gargalhada, o que me fez tossir novamente.

Fiquei novamente só no quarto. A minha barriga estava a fazer sons completamente ridículos. Tenho mesmo de ir comer qualquer coisa. Senão eu não vou ser capaz de aguentar este barulho a manhã toda até à hora do almoço… E depois ter de viajar neste estado para a Terra, dar uma tareia (pela enésima vez) no Yamada e depois voltar para a tortura matrimonial… Yuppi como estou tãaaao feliz com isto… (Lá estou eu com as ironias cruéis… XD Sou um poço infindável de ironias…). Quando me levantar, vou abrir a porta, descer as escadas, vou entrar à socapa na cozinha e tiro a primeira coisa que me aparecer à frente… Ai como estou esfomeada… (convenhamos, ontem não jantei… Vocês se não tivessem jantado, estariam neste estado Matreiro. Bem, eu também não jantei porque não quis… Enfim… Mal disposto‘ ).

Mas quando ia para abrir a porta, alguém o fez primeiro:

“Bom diaaa, Haruka!” Era Kunzite, e ele vinha com um tabuleiro nas mãos. “A Michiru disse-me que tu estavas doente, e eu decidi trazer-te o pequeno-almoço, visto que não desceste para o tomar.” Ele estava com um sorriso daqueles de orelha a orelha.

“O…obrigada…” Corei. Eu ainda não me tinha habituado aos rasgos de simpatia repentina do Kunzite.

“De nada… Agora come, vá! Eu sei que estás esfomeada…” Mas tu lês pensamentos?! Raios te partam Kunzite, eu adoro-te! Pensei, delirante.

“Atchim! Está bem!” E comecei a ‘devorar’ o que Kunzite me trouxera… Caramba, como tenho fome (lição nº1: jantar sempre e nada de faltar a refeições).

“Não jantaste, pois não?” Perguntou ele, curioso.

“Não… Eu ontem fui para a cama, depois de ter apanhado a bela chuvada que me pôs neste belo estado lastimável. E onde é que vocês estavam todos ontem? Quando eu voltei ao palácio, estava tudo silencioso e não encontrei ninguém…”

“Nós fomos todos jantar a Saturno, e como não sabíamos de ti, acabámos por ir andando, embora estivéssemos preocupados contigo, mas depois a Hotaru veio procurar-te e encontrou-te a dormir, e assim ficámos todos mais descansados. Pensámos que tinhas desaparecido do mapa…”

“Nah… Nem por isso… Ah, é verdade (atchim!) tenho de ir à Terra…”

“Porquê?”

“Tenho uma corrida amanhã bem cedo… Motocross… Já sabes como é… É uma corrida muito importante, e que se não ganhar, deita tudo o que tenho estado a construir pelo cano abaixo –”

“Mas Haruka… Tu estás constipada… E ainda estás a –”

“Kunzite, por favor, não comeces. Eu conheço bem os meus limites, e acredita quando digo que ainda não estou no meu limite. Eu já corri com uma gripe terrível que quase me matava em cima, e não foi por isso que deixei de participar no evento mais importante da minha carreira: o Mundial de Motocross em Okinawa. Portanto… Não te preocupes comigo, eu sou forte, e ainda estou pronta para mais umas quantas até à exaustão.” Disse, sorrindo abertamente, enquanto comia uma maçã.

“Pronto… Está bem… Mas eu vou contigo.” Disse Kunzite, autoritariamente.

“Nem eu estava à espera de outra coisa, eu queria que tu viesses comigo.” Disse, agradada pelo facto de nem ter de lhe pedir para ele vir comigo.

“E quando queres partir?”

“O mais cedo possível. Ainda tenho de fazer um treino de adaptação à pista, se bem que aquela pista e eu somos mais que conhecidas. Somos quase mãe e filha. Fui das primeiras corredoras que pôs a roda da sua moto naquele terreno.” Disse, orgulhosa de mim própria. O Motocross era tudo para mim, e tudo o que se relacionasse com isso, deixava-me com os olhos a brilhar de entusiasmo.

“Tudo bem. Então depois do almoço vamos!” Ele estava entusiasmadíssimo. Ele já estava afastado da Terra há dois meses… Como é que alguém fica com saudades daquele planeta quando só está afastado dele por três meses… Matreiro (Estou a brincar… Eu compreendo-o…).

Eu acabei de comer, e depois senti-me muito melhor. Parecia que outra Haruka tinha acabado de acordar. Enquanto isso, Kunzite olhava para mim embevecidamente. Isso fez-me corar, pois odiava que me olhassem daquela maneira.

“Passa-se alguma coisa?” Perguntei, confusa.

“Não… Apenas gosto muito de ti…” Disse Kunzite, embevecido.

“Que parvo! Eu também gosto muito de ti, mas não passo a vida a olhar para ti…” Disse, jocosamente.

“Ai não? Ainda agora olhaste!” Disse Kunzite, acusando-me, mas a sua expressão transmitia piada. Isso fez-me rir.

Kunzite afastou o tabuleiro do seu caminho, e, apanhando-me mais uma vez de surpresa, espetou-me um beijo carinhoso. E eu fiquei, mais uma vez, sem saber bem como reagir, mas acabei por corresponder, também carinhosamente. À medida que os segundos passavam e à medida que Kunzite me abraçava nos seus braços quentes, senti um arrepio de prazer que me percorreu a espinha. Era algo que nunca tinha sentido antes. Contudo, esse pequeno momento de prazer foi interrompido por um súbito ataque de tosse. Ah que desmancha-prazeres… Pensei.

“Estás bem?” Perguntou Kunzite, preocupado. Até parecia que estava a tossir até à morte… (mais uma vez… lá esta a minha mente maldosa a trabalhar…).

“Claro que sim, ora essa! Foi só um pouco de tosse, nada de mais.” Disse, sorrindo abertamente “Olha, posso pedir-te uma coisa?”

“Claro que sim…” Disse Kunzite, sorrindo.

“Podes não contar à Michiru que eu vou à Terra? Eu hoje já fiz de tudo para me esquivar aos vestidos, e, se ela sabe disto, é bem capaz de ficar um pouco chateada comigo, e eu não queria… Por favor, promete que não lhe vais contar nadinha…”

“Tudo bem, não te preocupes, vai ser o nosso pequeno segredo…” Disse Kunzite, sorrindo e agarrando as minhas mãos com as suas mãos quentes. Esta sensação… É tão boa… E só de pensar que já a senti antes… Pensei, enquanto o sorriso de Kunzite estava a fazer ficar melada. Ah, como odeio ficar melada… Embora, com o Kunzite a história seja outra… Eu amo-o tanto… Quem me dera poder ficar com ele para sempre… “Para sempre…” Murmurei para mim mesma.

“Para sempre? Para sempre o que, Haruka?” Perguntou Kunzite, curioso, enquanto remexia no meu cabelo. A minha cabeça estava encostada no seu ombro.

“Queria poder ficar contigo… Para sempre…” Disse, sorrindo ardentemente.

Kunzite encostou a sua cabeça na minha: sentia o seu cabelo longo e prateado a passar levemente pela minha face. O seu cabelo tinha um cheiro agradável, que me fazia lembrar o cheiro da relva, quando ela é acabada de cortar… É um bom cheiro… É dos poucos cheiros da Terra que eu ainda me lembro. Ficámos naquela posição durante algum tempo, até que nos chamaram para almoçar.

“Oh… Acabou-se este pequeno momento…” Disse Kunzite, desolado.

“Deixa lá tolinho… Temos tempo para isso mais tarde…” Disse, seduzindo-o com o olhar ardente (STOP! Desde quando sou tãaao romântica?!) Fiquei de repente absorvida nos meus pensamentos.

“Vá, anda! Temos de ir almoçar… Senão eles vão nos comer vivos…” Disse ele, que já estava de pé, respondendo ao meu comentário. Eu sorri, e levantei-me também.







[1] Vá… não é bem vida negra, mas que está a tornar o casamento um verdadeiro tormento para a Haru-chan… Isso não o posso negar Matreiro


[2] Só eu para inventar nomes esquisitos… Matreiro

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por BTsukyno em Qui 15 Abr 2010, 05:38

A Haruka é uma parvalhona, faz de tudo para me humilhar…Parva! Mas enfim… Já aceitei o convite dela, embora à pressão…Tocar uma música para aqueles dois arrogantes!!! BAH!

que coisa, sempre mal humurado, custa-lhe muito e cantar uma musiquinha?! tanta pegaçao entre os dois, ela ainda deixa u kunzite no altar pa fugir com o Seya.

“Sem fitinhas, folhos, lacinhos, florezinhas ou rendinhas… Faz o que entenderes quanto ao resto…” Disse, derrotada.

ai Haruka Haruka, nao se encontras alguma coisa assim este verão...

Eu nem sei que vestido vou levar para o casamento, nem para o copo de água, embora a Michiru já me tenha dado uma ideia que me sugeriu um dejá-vu. Um vestido com as cores da Casa de Urano para o copo de água… Isso só me faz lembrar o passado, o casamento da Princesa e do Príncipe… Muita coisa que só quero é esquecer…”

“Ah, eu lembro-me dessa noite… Deixa dizer-te que nessa noite, estavas deslumbrante…”


“Ah… Obrigada…” Corei subtilmente.

meninos noivos nao dizem coisas destas, nao, nao... e meninas bonitas e noivas nao coram quando os noivos das amigas lhes dizem coisas destas...Lool

A chuva voltou a cair. Eu não me importava, era bom por uma vez poder sentir a água fresca a cair em cima da minha pele. Era uma sensação de outro mundo. E o vento alegre que corria ao mesmo tempo dava-me uma sensação de familiaridade. A chuva caia torrencialmente e eu estava completamente encharcada, mas não me importava. Era completamente indiferente para mim. Mas horas mais tarde, voltei para dentro, sorrateiramente. Queria poder ir para a cama. Não sei porque, mas sentia-me cansada.

O interior do Palácio Triton estava vazio e silencioso. Não havia vivalma no palácio. Senti-me uma estranha num lugar desconhecido. De qualquer maneira, dirigi-me ao meu quarto e enfiei-me na cama, com a roupa encharcada. E assim adormeci.


a rapariga é doidinha coitada...andar á chuva eu compreendo, mas deitar com a roupa molhada?!e sentir-se confortavel o suficiente para durmir nela?! e nao cama molhada?! so mesmo a Haruka.

“Não podes pensar assim dessa maneira… Sabes Haruka…” Disse Usagi com os olhos muito brilhantes “Eu mal posso esperar por poder casar com o Mamo-chan assim numa cerimónia como a tua… Eu amo-o muito, e se tu amas o Kunzite, é um dos pequenos sacrifícios que vais ter de fazer por ele…”

a minha usagi e tao fofa...e percebe toda a gente...e é verdade nao lhe custa fazer o sacrificio, o jedite tambem vai fazer pela michiro...ela que vista o vestidinho, ponha os saltinhos altos, um sorriso na cara e diga o sim sem espirrar no altar.

seduzindo-o com o olhar ardente (STOP! Desde quando sou tãaao romântica?!) Fiquei de repente absorvida nos meus pensamentos.

LOOOL tambem, acho. desde quando?! mas fazes muito bem.!!!

gostei muito deste capitulo...

fico á espera de mais...

já agora vou ser pedinchona, e pedir para passares na minha. "sayonara sweet days"

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Qui 15 Abr 2010, 07:51

Citação:
A Haruka é uma parvalhona, faz de tudo para me humilhar…Parva! Mas enfim… Já aceitei o convite dela, embora à pressão…Tocar uma música para aqueles dois arrogantes!!! BAH!


que coisa, sempre mal humurado, custa-lhe muito e cantar uma musiquinha?! tanta pegaçao entre os dois, ela ainda deixa u kunzite no altar pa fugir com o Seya.


r=black]]A Haruka? deixar o Kunzite? nunca na vida. esta bem que eles vao passar alturas dificeis, mas nao se irao separar Matreiro (essa categoria HAruka x Seiya é com a Marisa Matreiro)[/size]



Citação:
“Sem fitinhas, folhos, lacinhos, florezinhas ou rendinhas… Faz o que entenderes quanto ao resto…” Disse, derrotada.


ai Haruka Haruka, nao se encontras alguma coisa assim este verão...


Anti vestidos Matreiro e o que a minha Haru-chan é Matreiro É como a escritora qe lhe está a dar vida Esperancoso

Citação:
Eu nem sei que vestido vou levar para o casamento, nem para o copo de água, embora a Michiru já me tenha dado uma ideia que me sugeriu um dejá-vu. Um vestido com as cores da Casa de Urano para o copo de água… Isso só me faz lembrar o passado, o casamento da Princesa e do Príncipe… Muita coisa que só quero é esquecer…”

“Ah, eu lembro-me dessa noite… Deixa dizer-te que nessa noite, estavas deslumbrante…”


“Ah… Obrigada…” Corei subtilmente.


meninos noivos nao dizem coisas destas, nao, nao... e meninas bonitas e noivas nao coram quando os noivos das amigas lhes dizem coisas destas...Lool



Realmente, ele ai foi uma beca po tarado Incredulo mas ele é um toto, e eu gosto de totos Matreiro

Citação:
A chuva voltou a cair. Eu não me importava, era bom por uma vez poder sentir a água fresca a cair em cima da minha pele. Era uma sensação de outro mundo. E o vento alegre que corria ao mesmo tempo dava-me uma sensação de familiaridade. A chuva caia torrencialmente e eu estava completamente encharcada, mas não me importava. Era completamente indiferente para mim. Mas horas mais tarde, voltei para dentro, sorrateiramente. Queria poder ir para a cama. Não sei porque, mas sentia-me cansada.

O interior do Palácio Triton estava vazio e silencioso. Não havia vivalma no palácio. Senti-me uma estranha num lugar desconhecido. De qualquer maneira, dirigi-me ao meu quarto e enfiei-me na cama, com a roupa encharcada. E assim adormeci.


a rapariga é doidinha coitada...andar á chuva eu compreendo, mas deitar com a roupa molhada?!e sentir-se confortavel o suficiente para durmir nela?! e nao cama molhada?! so mesmo a Haruka.
A Haru-chan e uma doidinha Matreiro Só q depois anda doente, e depois queixa-se muahahaha

Citação:
“Não podes pensar assim dessa maneira… Sabes Haruka…” Disse Usagi com os olhos muito brilhantes “Eu mal posso esperar por poder casar com o Mamo-chan assim numa cerimónia como a tua… Eu amo-o muito, e se tu amas o Kunzite, é um dos pequenos sacrifícios que vais ter de fazer por ele…”

a minha usagi e tao fofa...e percebe toda a gente...e é verdade nao lhe custa fazer o sacrificio, o jedite tambem vai fazer pela michiro...ela que vista o vestidinho, ponha os saltinhos altos, um sorriso na cara e diga o sim sem espirrar no altar.


sem comentários Matreiro
Citação:
seduzindo-o com o olhar ardente (STOP! Desde quando sou tãaao romântica?!) Fiquei de repente absorvida nos meus pensamentos.


LOOOL tambem, acho. desde quando?! mas fazes muito bem.!!!

gostei muito deste capitulo...

fico á espera de mais...

já agora vou ser pedinchona, e pedir para passares na minha. "sayonara sweet days"

bjinhu




Obrigada por teres gostado Simpatico Eu depois quando puder, dou la um saltinho(agora ando a ler mais uma das fan fics maravilhosas da Marisa q metem a Haruka e o Seiya juntos, nao q me importe pq sao demasiado engraçadas para mim ler durante as aulas Matreiro(aiai alguem vai me matar por dizer isto Matreiro) Beijinhos Esperancoso

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Paken em Qui 15 Abr 2010, 08:11

Bolas esta fan pic esta brutal ate agora....mal posso esperar pelo proximo capitulo ao menos que... Aiai como a haru-chan odeia o seiya... gostei imenso houve partes que tem bue graça...lool
Bjs

P.s: a momentos da historia que me lembram.... bem nem vou dizer

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Qui 15 Abr 2010, 08:44

GANDA LOOOOOL Ganda Marisa Esperancoso

*LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL
Obrigada


somos umas doidaaaaaaasss Simpatico admitamos Matreiro

* EU SOU!!!!!
QEM É Q E PENSA Q NAO?

Na me digas q tambem es do benfica Incredulo loooooooool
deixa lá...ja me habituei...


* pois...


Parece.m q sim. e qnto ao seiya, n sei q papel importante será esse ...

Verás depois Matreiro vai ser um bocado fora o que ele vai fazer, mas tudo terá uma explicacao e acabará bem Esperancoso Esperancoso

*Ai vai? espero entao q seja num funeral
coisa... Idiota!

Haruka é uma parvalhona, faz de tudo para me humilhar…Parva! Mas enfim… Já aceitei o convite dela, embora à pressão…Tocar uma música para aqueles dois arrogantes!!! BAH!
*E TU ÉS O QÊ?
ESPERA! DEIXA.ME CONTAR...


  • PARVO
  • PARVALHAO
  • OTARIO
  • IDIOTA
  • CHATO
  • HIPOCRITA
  • RANHOSO
  • ESTUPIDO
  • ANORMAL
  • INUTIL
  • FALHAD...

STOP
(Miss Silva,se continuar com este assunto,será devidamente punida)
[voz da Justiça ]


“Bah, padrinhos famosos…Ou será que deverei dizer madrinhas?” Disse Jedite, rindo que nem um perdido Mal disposto‘ Pobre Yaten…
*
Bem dito Jedite!!!

” Disse, rindo-me também, imaginando-me num fato-macaco a casar com Kunzite, e a ver o padre a escorregar numa poça de óleo, e a cair redondo no chão. Era deveras hilariante.
*LOOOOOOOOOOOOOOOOOL
So tu pa inventares uma coisa destas

Eu sei disso, querido Jedite - Disse, dando uma gargalhada.
CUIDADO MARIANA! ELA ESTÁ A ROUBAR.TE O NOIVO!
TAS-ME A OUVIR OU NAO??!!

“Atchim! Está bem!” E comecei a ‘devorar’ o que Kunzite me trouxera… Caramba, como tenho fome (lição nº1: jantar sempre e nada de faltar a refeições).
Mas q maezinha pa! chata!
eu sei, apesar de n fazer caso qse nenhum disso.

Hum. A cena dos folhozinhos, rendinhas e ta ta ta, ta ta ta q ela recusou para o vestido ja era coisa q se esperava vindo dela!

E esta cena do quarto?
Derretou-me toda
adoro isto, principalmente qnd imagino o seiya a dizer aquilo tudo
mas o kunzite safou-se mto mas muitissimo bem!
e desd qnd ta ela se tornou tao romantica?
espera, desd o dia q se constipou!

E desd qnd q ela ta sempre a corar? So vi a Haruka corada uma ou duas vezes no anime mas aqi, ela ta sempre!
tadinha... é o amor!

ca para mim, esta corrida vai correr muito mal, ainda por mais por se feita em segredo... a verdd vem sempre aod e cima e penso q o idiota do Yamada vai fazer das dele...
(pobre casamento, iria ser arruinado se a haruka piorasse o seu estado de saude e fisico!)

postaste tao depressa q qnd vi, passei me por completo!
fiqei deveras excentrica!

Parabens, a tua fic ta mto qrida
Bjinho*

Haruka Tenou
S: Pelo Poder Sagrado de Plutão!
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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Sex 16 Abr 2010, 10:13

Capítulo 12 – O grande amor de Seiya. A corrida para a vitória


O almoço decorreu normalmente, com alguns focos de conversa aqui e ali. A meu lado, a Michiru e o Jedite sussurravam ao ouvido um do outro, e ambos riam que nem perdidos. Eu estava corada, e Kunzite a olhar de esguelha para mim não ajudava à situação.

“Então Haruka… Conta-nos lá como vão os preparativos para o casamento?” Perguntou Neflite, pela primeira vez. Nunca o tinha visto a comentar nada do género. Oh não! Mais um maníaco dos casamentos! Socorro!!! Pensei, desesperada.

“Eh, vão bem… Mais ou menos… Não sei…” Disse, tentando embrulhar a conversa. Eu não queria falar sobre o meu casamento e o que eu queria era que me deixassem pensar na corrida de amanhã em paz e sossego.

“Uhm… Está bem…” Ele não perguntou mais nada. Apercebeu-se do meu aborrecimento quando ele pegou no assunto. (E também devo ter parecido um pouco rude…).

Continuei a comer em silêncio. Não queria mesmo conversar. Apenas queria mentalizar-me de que dentro de umas horas, estaria na Terra, e que ninguém saberia de nada do que iria acontecer. De repente, dei comigo a fazer o garfo passar desinteressadamente na comida.

“Haruka? Hoje para além de doente, não estás cá pois não?”Perguntou Zoicite “Pareces estar absorvida em algo…”

“Está tudo bem?” Perguntou Hotaru

“Sim, não te preocupes… Só não tenho fome...” Disse, mas pouco certa daquilo que eu estava a dizer. Mas na realidade, não tinha muita fome.

Acabada de comer, pedi licença para abandonar a mesa e fui ao meu quarto. Ia-me vestir. Sim, não vou para a Terra de pijama… Mais uma vez (e como sempre), vesti o meu tipo de roupa favorita: yuppi ser maria-rapaz é do melhor! Vesti a minha camisa e o meu blazer cinzento, em conjunto com as minhas calças pretas e os meus sapatos. Peguei nos meus óculos de sol e coloquei-os em cima da cabeça. O capacete, num saco próprio e a caneta de transformação dentro do bolso do blazer. Fui à casa de banho, de propósito para me ver ao espelho, e sorri. Não parecia de todo a Haruka Tenoh. Assim é que eu gosto! Pensei. Depois, sentei-me na cama, à espera que Kunzite voltasse da casa de jantar, para podermos partir. Mas ele nunca mais voltava.

“Mas onde raio se meteu aquele rapaz?” Indaguei-me acerca disso.

“Haruka? Onde é que vais assim vestida?” Perguntou uma voz que vinha da ombreira da porta. Era Usagi.

“Eh… Vou dar uma volta por aí…”Respondi, inocentemente.

“Posso ir contigo?”

“Usa-chan, eu tenho a impressão de que hoje não sou boa companhia para ninguém, e eu precisava de estar só, sem ter de volta e meia ouvir numa frase a palavra “casamento”. Por isso, vou tentar manter-me longe por um pouco. Acho que vou até Urano. Claro que estarei de volta para fazer a recepção às meninas, amanhã à noite…”

“E o Kunzite, não vai contigo?”

“Ele sabe para onde vou, e depois vai ter comigo. Não te preocupes…” Disse. Eu queria sair dali, antes que ela se apercebesse que eu lhe estava a mentir.

“Está bem… Então até amanhã Haruka!” Ela sorriu, e deixou-me ali no quarto, sozinha.

A solidão sabe bem…Só é pena que eu já tenha ‘prometido’ ao Kunzite que ele vinha comigo, mas eu já vou chegar atrasada. Talvez se eu deixar um bilhete… Ele venha depois ter comigo… E não fique chateado… Pensei para comigo. Acabei por escrever uma nota para Kunzite, e deixei-a afixada na porta:

“ Kunzite…

Fui andando, visto que demoravas…

Estarei à tua espera à porta da pista…

Com amor,
Haru-chan Simpatico


Fiz rapidamente o teleporte, sem me preocupar se alguém dava ou não pela minha falta. Eu apenas queria fugir deste ambiente que para mim é depressivo.

Cheguei em minutos à Terra. Para mal dos meus azares, esbarrei, nada mais, nada menos, contra Seiya.

“Ei! Não vês por onde andas… Haruka?! Que surpresa!”

“Seiya…” Disse, querendo enfatizar a sua surpresa.

“Então por aqui? Julguei-te a organizares o teu casamento…”




“Tirei uma pausa… (atchim!). E tu? Sempre vais ser o padrinho da Michiru?” Bah, como posso eu estar a falar com uma pessoa como esta? Uma criatura do demónio, convocado do meu inferno pessoal para me atormentar a toda a hora… Santa paciência, tirem-me deste filme…

“Sim, claro que vou… Bem, sabes… Eu tenho de ir andando… Coisas da banda… Tu sabes…”

“Claro… Bem, então adeus” E de preferência não voltes a aparecer à minha frente hoje… Desaparece! Pensei para mim.

“Adeus Haruka…”

Vi Seiya a ir embora, e depois olhei para o portão do circuito de motocross. Estava aberta e pacientemente à minha espera. Que bom é voltar aqui… após tanto tempo… Pensei. O meu promotor também esperava, mas com um laivo de impaciência brilhando nos seus olhos.

“Haruka, estás atrasada.”

“Peço desculpa. Eu tive de esperar pelo meu noivo, mas ele atrasou-se e eu acabei por me atrasar também… Mas de qualquermaneira, podemos começar? Eu estou ansiosa por poder fazer o circuito mais uma vez…”

“Força, é só ires te equipar, e eu estarei à tua espera na linha de partida.”

“Certo!” Corri para os balneários. Estava feliz (e dorida) pela segunda vez hoje.

Ao chegar à porta dos balneários, ouvi uma voz grossa, intensificada pela ira que o seu dono sentia. Era o Yamada, eu tinha a certeza.

“… Desta vez a Tenoh não pode ganhar! Temos de fazer alguma coisa! Já sei! Vamos sabotar – ” Eu entrei de rompante, e deixei ainda cair o meu capacete no chão, ruidosamente.

“… Sabotar-lhe a moto?! Era isso que ias dizer a seguir não era, Yamada?” Disse, irada.

“Tenoh… Es…estavas ai?!”

“Estava, e já sabia que eras batoteiro e que tinhas mau perder, mas ao ponto de colocar a vida de um piloto em risco numa corrida?! Sinceramente Yamada, não tens fair-play nenhum! Tem-me dó!” Declarei “E posso dizer a 100% que tu devias ter vergonha de ti próprio… Tu e os teus amiguinhos da onça… Vocês e a vossa maneira de ser deprimem-me imenso…”

“E que sabes tu de fair-play?!” Ele estava irado comigo, estava com aquelas caras de querer matar. A expressão “Se o olhar matasse…” trespassou-me a alma. Acabei por sorrir, o que fez com que ele ficasse ainda mais irritado.

“Mais do que tu, e até podia dar-te um colóquio acerca disso, mas sabes que mais? Eu não tenho tempo para perder com pessoas como tu. Nem com pessoas como vocês. Adeus!” Apanhei o meu capacete, virei costas, e entrei num dos cubículos dos balneários, para vestir o meu fato. De esguelha, reparei que o meu nome estava lá escrito, em letras brancas. “Tenoh… Esta sou eu… Eu sou a Haruka Tenoh…O meu nome é Tenoh…” Sussurrei para mim própria. Eu não queria que acontecesse, mas daqui a duas semanas, vou deixar de ser Tenoh…

Depois do treino, que levou duas horas e que me correu esplendorosamente (e com uns quantos abanões nas costelas), dirigi-me aos balneários para tomar um duche rápido e voltar a vestir-me. Depois, saí da pista, de capacete na mão e óculos de sol no topo da cabeça. Corria uma leve aragem no ar, e o meu cabelo remoinhava ao sabor do vento. Sentei-me num banco à espera de Kunzite, que nunca mais chegava. Será que ele chegou a ler a minha mensagem? Oh céus… Que vou eu fazer? Ele nunca mais vem… Bem… Parece que vou ter de esperar por ele… Pensei.

Ali fiquei durante duas horas, até que Kunzite finalmente apareceu, ofegante e já a dar as últimas… Coitadinho… Que lhe aconteceu?

“Desculpa… Haru-chan… a culpa… foi… minha…” Disse ele, respirando com dificuldade. Parecia que tinha corrido a meia maratona…

“Não faz mal Kunzite… Eu não me importo de esperar por ti… todo o tempo que for preciso… “ Disse, sorrindo abertamente para Kunzite. Ele ficou radiante.

“Então, como correu o treino?”

“Eh… Correu bem… Mas podia ter corrido melhor se eu não tivesse me esbarrado com o parvalhão do Seiya assim que cheguei aqui e discutido com o idiota do Yamada…” Disse, remoendo a fúria que sentia contra aqueles dois parvalhões.

“Mas o Yamada não te fez nada pois não?” Disse, alarmado e ignorando completamente o facto de eu ter tido um encontro imediato de 1º grau com Seiya.

“Não… Não te preocupes… Descansa…” Disse, acalmando-o. “Bem, vamos? É que eu queria fazer uma visita a uma pessoa…”

“A quem?”

“Ao Yaten e ao Seiya. Tenho de pedir um favor ao Yaten, e obrigar o Seiya a guardar segredo – ”

“É por causa do Seiya te ter visto aqui não é? Estás com medo que ele vá estragar os teus planos, dizendo à Michiru?”

“Não é bem medo… É mais certeza de que por esta hora, aquela boca de trombone já foi falar à Michiru… Enfim… Vale sempre a pena sonhar que isso não aconteceu…”

“Enfim, anda lá! Vamos lá ver o Kou…”Disse ele sorrindo para mim, envolvendo o meu ombro com o seu braço, e caminhámos rua acima assim, juntos um ao outro.
*MOMENTO TAIKI*


O Seiya chegou a casa ruidosamente, e com cara de poucos amigos. O Yaten estava no quarto escuro, a revelar fotos que ele tirou hoje na escola, enquanto eu estava a estudar (como sempre, aliás…).

“Seiya, está tudo bem?” Perguntei-lhe.

“Adivinha quem encontrei…” Disse-me ele, com uma voz de sarcasmo mordaz.

“Quem, Seiya?” Perguntou o Yaten, que no entretanto, saiu do quarto escuro.

“A nossa querida Loirinha, a Haruka… Esbarrei mesmo com ela no meio da rua, à porta da pista de motocross…” Disse Seiya, terrivelmente chateado.

“A Haruka?! Ela está cá? Ela não me disse nada…” Disse Yaten.

“E eu pensava que ela estava a tratar do casamento…” Disse, surpreendido.

“Pelos vistos não... E ela estava sozinha. Portanto, provavelmente ninguém deve saber… Acho que vou falar com a –” Seiya foi interrompido pela campainha.

“Eu vou abrir!” Disse Yaten, todo sorrisos.

Ao abrir a porta, apenas conseguimos ouvir o exclamar surpreendido de Yaten:

“Tenoh! Por aqui?”

“Eh…Pois… Podemos entrar?” Disse Haruka, tentando não dar muito nas vistas.
*FIM DO MOMENTO TAIKI*


“Claro que podem… Entrem, ora essa!” Disse o Yaten. Consegui ver o Seiya a ir de surra para o quarto, enquanto Taiki levantou-se para nos vir cumprimentar:

“Olá Haruka! Olá Kunzite! Sejam bem-vindos!”

“Olá! Bem… Yaten… Posso falar contigo e com o Seiya?”

“Sim, claro que podes, vamos ali até ao quarto do Seiya, deve ter sido lá que ele se meteu…” Disse Yaten, prontamente.

“Kunzite, tu compreendes… Eu preferia que ficasses aqui…” Disse, meio que a receio…

“Sim, claro. Eu fico aqui a falar um pouco com o Taiki… Vai lá tratar do que tens a tratar com o Seiya…” Disse Kunzite, sorrindo para mim.

Yaten indicou-me o caminho para o quarto de Seiya, embora não fosse muito difícil adivinhar onde era. Música saía pelas frestas da porta do seu quarto. Reconheci-a como sendo o primeiro sucesso dos Três Luzes: ‘Nagareboushi He’.

Knock-knock!!! “Seiyaaaa! Abre a porta!” Gritou Yaten.

Search for your love…” Ouvíamos a voz do Seiya, querendo desprezar o Yaten. Mas eu não fui de meias medidas. Cheguei-me à frente e gritei:

“SEIYAAA! Se não abrires essa porta dentro de cinco segundos, eu arrombo-a e depois bato-te!”

“Está bem! Está bem! Eu abro! Calminha aí! Já vai!” Ouvi Seiya a desligar a música e a destrancar a porta. Depois pôs a cabeça de fora, meio que a receio e perguntou: “Que querem?”

“Quero falar contigo…” Disse simplesmente.

“Entrem então… Vá…”

O quarto de Seiya era um quarto típico de rapaz, com uma desarrumação que meteria medo de morte à Setsuna, que tem uma grande mania das arrumações (nisso ela sai à mãe… que infortúnio…). Que desarrumado! Não é nada como eu… Eu morreria se vivesse num quarto assim… Pensei para mim.

“Vá, o que é que queres? Tenho mais que fazer do que te aturar…”

“Eu só te vim pedir, não, obrigar-te a não contares à Michiru ou a qualquer outra pessoa que eu e o Kunzite estamos aqui na Terra. A ideia que eu dei a eles foi a de que parti para Urano para sair um pouco da confusão do casamento, e é assim que eu quero que permaneça. De qualquer maneira, só cá estou para fazer uma corrida, e amanhã já estou de volta a Neptuno. Por isso vais manter essa boca de trombone fechada.” Disse, agressivamente.

“E o que é que eu ganho com isso?” Disse Seiya, maldosamente.

“Evitas que eu te parta a tua linda carinha… Sim, que eu aposto que não queres ir dar um concerto para as tuas fãs com uma daquelas máscaras horríveis que ajudam depois a tentar manter o nariz no seu lugar. Já estou a imaginar os paparazzi…” Deleitei-me com a cara aterrorizada de Seiya. Ele pensava que eu estava a falar a sério (e por acaso até estava mesmo a falar a sério…).

“Se for para manter a minha cara linda intacta… Não tenho outro remédio… Senão ficar calado” Disse Seiya, derrotado e irritado comigo.

“Óptimo!” Disse, satisfeita, mas mesmo assim, ainda com vontade de partir a cara de Seiya. “Yaten, agora peço-te que garantas que o Seiya vai cumprir a sua ‘promessa’. Fazes isso?”

“Claro que sim!” Disse Yaten, esfregando as mãos, ansioso por torturar Seiya, pelo menos, foi essa a impressão que me deu.

“Bem, como não podia deixar de ser simpática, tomem…” Retirei um envelope do bolso do blazer, e atirei-o para cima da cama de Seiya.

“O que é isso aí, Tenoh?” Perguntou Yaten.

“Entradas para a bancada ‘VIP’, como lhe chamam, para a corrida de amanhã… Está aí uma para cada um… Façam o que entenderem… Se quiserem ou não vir, fica ao vosso critério. Mas agora tenho de ir andando, amanhã tenho de me levantar cedíssimo…”

“Tudo bem, eu acompanho-te à entrada…” Disse Seiya. Pois, no que toca a mandares-me embora como se fosse um animal, para ti é muito bem-vinda a sugestão e o momento…

“Tudo bem.” Disse, incisivamente.

Ao entrarmos na sala, eu tropecei na carpete, e isso fez-me quase cair, se não fosse Seiya agarrar-me.

“Agh! O que pensas que estás a fazer?!” Gritei.

“A segurar-te, ias caindo por causa da carpete, que trapalhona!”

“Eu não ia cair!”

“Ias sim, trapalhona...” Disse Seiya, jocosamente.

“Não, não ia! Agora larga-me antes que eu mude de ideias e te parta mesmo a cara!”

“Tudo bem!” Ele largou-me e eu caí redonda no chão.

“Seu parvalhão!” Disse, indignada.

“Tu é que pediste para eu te largar!” Eu mais uma vez, não fui de meias medidas, levantei o punho para lhe dar um murro na cara.

“Não Haruka!” Senti uns braços agarrarem-me, era Taiki.

“LARGA-ME! Larga-me já disse! Deixa-me ir-me a ele!” Disse, enquanto esperneava no aperto forte de Taiki.

“Haruka, não vale a pena perderes tempo com pessoas como ele, deixa-te disso. Vá acalma-te!” Disse Kunzite.

“Vá, larguem-me! Deixem-me bater-lhe!” Disse Seiya, que estava a ser agarrado por Yaten e Kunzite.

Enquanto isso, eu continuava com vontade de o espancar, e já andava há muito com essa vontade, algumas atitudes do Seiya já andavam a meter-me nojo.

“Haruka, será que não te consegues dar bem com ele?”

Nunca!!!” Exclamámos os dois em uníssono.

“Ok meninos, vamos lá a comportar como adultos que somos…” Disse Yaten, tentando refrear os ânimos. Yaten, és um padrinho morto sabes?! “Vá, peçam desculpa um ao outro… Por favor, pela sanidade da nossa relação…”

“Haruka…” Disse Taiki, encorajando-me a pedir-lhe desculpa.

“Pedir desculpa a essa coisa?! É que nem a sonhar!” Disse.

“Seiya…” Disse Yaten.

“Se essa empertigada não pede desculpa, não ganho nada em pedir qualquer tipo de perdão a ela.” Disse, virando a cara como uma autêntica criança a fazer birra.

Empertigada?! Já vais ver quem é a empertigada!” Consegui libertar-me dos braços de Taiki, e espetei um murro bem dado na cara do Seiya, que ficou meio que a ver estrelas. Seiya tentou ripostar, mas falhou redondamente.

Então ele pegou na caneta de transformação e gritou: “Transformação do Poder da Estrelaa Fighter!”

“Ai queres luta é?! Pelo Poder Sagrado de Uranooo!”

“Já chega! Vocês não vão lutar!” Gritaram Yaten e Taiki ao mesmo tempo.

“Raioo da Espadaa –” Kunzite agarrou no meu braço, impedindo-me de lançar o Raio da Espada do Espaço.

“Guerreira da Noite, chega… Não vale a pena lutares com ele… Agora vocês os dois vão-se destransformar, vão dar um aperto de mãos e vamos todos ficar muito amigos, até pela sanidade do casamento da Michiru e do Jedite. Não quero ver os dois padrinhos deles à porrada no meio do casamento.”

“Pronto… Está bem…” Destransformei-me, e Seiya fez o mesmo. “Desculpa aí, Seiya… Agi de cabeça quente…” Estendi-lhe a mão, apesar de contrariada.

“Tudo bem, somos uns idiotas. Desculpas aceites…”Ele estendeu a sua mão na direcção da minha, mas sussurrou “Da próxima vez não tens tanta sorte…”

“Deixa lá, que da próxima vez, levas uma tareia como nunca levaste.” Sussurrei também, no meio de um sorriso.

“Bem, agora que as coisas já estão resolvidas, eu e a Haruka temos de ir andando. A Haruka tem de descansar para amanhã…”

“Ok! Amanhã, vamos lá dar-te apoio!” Disse Yaten, como se nada tivesse acontecido.

“O…Obrigada…” Gaguejei “Mais uma vez desculpem a confusão que arranjei…. Parecia uma selvagem sem maneiras…”

“Não tem mal…Aqui o Seiya também provocou…”Disse Taiki, dando uma palmadinha amigável no ombro de Seiya. Seiya não respondeu. Estava amuadíssimo.

“Bem, não falemos mais sobre isso…” Disse, não queria tocar mais no assunto.

“Vá, vocês têm que ir embora.” Disse o Seiya. Ele queria ver-me pelas costas.

“Até amanhã…”

Saímos de casa deles. Eu sentia-me frustrada por não poder ter dado das boas ao Seiya. Eu por dentro explodia de raiva. Se voltasse a ver Seiya hoje, ele era bem capaz de ficar severamente mal tratado…

“Que se passa contigo, Haruka?”Perguntou Kunzite.

“Nada, Kunzite… Não se passa nada…” Disse, vagamente. Não queria conversar acerca do que me ia na alma.

“Tens a certeza? É que ficaste abatida de repente…”

“Estou bem, a sério… Só tenho fome, queria ir comer alguma coisa, desde o almoço que não como…” Menti, mas no fundo, até tinha verdade no meio do meu fundamento para uma justificação pueril…

“Tudo bem, vamos comer aquele restaurante ali.”

“Está-te a apetecer um jantar num restaurante?! E eu a pensar que iríamos comer um daqueles cozinhados à maneira do Kunzite…” Disse, gozando com Kunzite (ele não sabe cozinhar nadinha Razz É um péssimo cozinheiro…).

“Eu estava mais a pensar num dos cozinhados à Haruka, mas não me apetece passar o dia de amanhã a visitar a casa de banho…” Disse ele, gozando também comigo, mas ele está a ser meramente tolo, eu cozinho, de longe, melhor que ele.

Ahah! Anda lá!” Empurrei-o ligeiramente em direcção do restaurante, enquanto me ria dele. Entrámos no restaurante e a nossa noite acabou ali.
*MOMENTO SEIYA/FIGHTER*


Estava no quarto. Ainda conseguia sentir o punho da Haruka na minha face. Bolas como aquela empertigada tem força… Mal disposto‘ Eu fiquei mesmo a apanhar morangos… Pensei para mim. Eu odiava mesmo aquela rapariga do fundo do coração.

De repente, vejo um clarão dentro do meu quarto. Era uma carta que chegava vinda do meu sistema solar. Era do Alex… Alex!!!! A carta dizia o seguinte:

Querida Sayako…

As coisas aqui vão difíceis. Cada dia, cada hora, cada segundo que passa, sinto cada vez mais saudades tuas. Eu mando-te cartas e postais e tu não me respondes, e isso faz-me sentir deprimido. Eu amo-te tanto, e não desisto de ti desta maneira, mas tu pareces ter desistido de nós. Nunca mais disseste nada e eu já não tenho forças para aguentar a saudade. Por favor volta para mim Sayako… Eu sei que nos últimos 2 anos não fui o namorado perfeito, e muito menos o noivo perfeito, mas eu mudei… Eu mudei por TI... Eu quero-te tanto que era capaz de matar só para te ter… Era capaz de roubar a lua só para te a dar. Por favor, não desistas de nós, querida Sayako… Não desistas de nós…

Com muito amor, do teu Alex, para sempre…

Ao ler aquilo, comecei a chorar. Eu sei que em contexto terráqueo, isto parece um pouco estranho… Mas eu no meu planeta sou uma rapariga, não um rapaz. E também tinha um namorado que amava muito… Mas ele magoou-me, e muito. Eu não vou voltar ao meu planeta até que ele desapareça da minha vida de vez…

“Fighter, posso entrar?” Era Healer que estava timidamente à ombreira da porta aberta do meu quarto.

“Podes Healer.” Escondi a carta, não queria que ela a visse, senão iria ouvir dela. Contudo, não consegui esconder a minha tristeza dela. Ela era muito sensorial, e detectava facilmente qualquer mudança de humor… Isso era bom, por vezes, mas por outras, é péssimo.

“Passa-se algo contigo? Pareces triste, Fighter…”

“Não se passa nada Healer…”

“É o Alex outra vez não é?”

“Como é que sabias?”

“Ele disse-me que te enviara mais uma carta, embora ele soubesse que não valia a pena. Tu estás a ser muito dura para com ele…”

“Ele traiu-me Healer! Achas isso pouco?! Ele traiu-me com uma pessoa que eu julgava minha amiga! Eu não deixo passar isso impune! Não! Eu não sou daquelas que volta para os braços daqueles que nos traem! Não, não sou assim tão estúpida!” A minha fúria era tamanha, que dei um murro na mesa-de-cabeceira.

“Eu sei disso… Foi por isso que deixámos Kinmoku…” Disse Healer, cabisbaixa.

“Estás assim por causa do Francis, não é? Tens saudades dele…” Disse, compreensiva. “Sabes que podes voltar a Kinmoku quando quiseres… Eu não te obrigo a ficar longe do Francis… Sabes disso. Vocês vieram comigo porque quiseram, podem ir de livre vontade também…”

“Eu sei… Mas não te quero abandonar… Eu gosto muito de ti Fighter… Não era capaz de te abandonar como a Prayer[1] fez… Ela é uma porca… Nunca a devias ter conhecido. Só te fez foi mal…”

“Eu sei disso. Mas sabes, foi bem merecido. Eu fui uma parva, e agora sofro as consequências.”

“Não penses assim, Fighter! Credo! A culpa não foi tua de o Alex te ter traído. Sabes que mais, não vamos mais falar sobre isso. Vamos falar de outras coisas: amanhã é o último concerto da Tour!” Disse Healer, tentando me animar.

“Boa tentativa, Healer. Não vai resultar… Deixas-me dormir sobre o assunto?”

“E não lhe vais –”

“HEALER!” Disse, já irritada.

“Desculpa… Tem uma boa noite, Fighter…”

“Boa noite…” E ela apagou-me a luz, e fechou a porta. Eu agradeci mentalmente e adormeci.
*FIM DO MOMENTO SEIYA/FIGHTER*


O dia amanheceu radiante. Eu acordei às sete e meia, ao lado de Kunzite. Sentia-me alegre. Da noite passada não me lembrava de nada, e isso fazia-me ainda mais alegre. Adorava quando o meu cérebro navegava no mar do esquecimento.

Fui tomar um duche e depois entrei na sala. Esta estava silenciosamente atraente, e o nosso piano ainda lá estava. Diverti-me a passar os meus dedos alegremente pelas teclas de marfim, o que me fez lembrar de Michiru, e que lhe tinha mentido. Travei o meu movimento divertido, para o transformar numa dor ruidosa.

“Bom diaaaaa…” Disse Kunzite, sonolento.

“Bom dia… Desculpa se te acordei…” Disse, envergonhada, sou mesmo uma estarola, nunca deixo ninguém dormir…

“Não faz mal…Eu já dormi tudo… A que horas é a tua corrida?”

“Às 11h00m. Mas tenho de lá estar às 10 horas, para fazer os ajustes de última hora e essas coisas…” E garantir que o Sr. Yamada não fez nada que não devesse… Mas essa criatura vai pagar-mas de qualquer maneira! Esse safado desta vez não se safa de levar uma tareia se me provocar o suficiente…

“Haruka…”

“Uhm?!”

“Estavas distraída… não ouviste o que eu disse, pois não?”

“Desculpa… Estava noutro sítio… Que estavas a dizer?”

“Eu estava-te a perguntar se querias tomar o pequeno-almoço agora ou mais daqui a bocado…”

“Agora… Não faço tenções de passar a corrida inteira com comida aos saltos…”

“Tudo bem… Cozinhas tu…” Disse ele, rindo.

“Não tenho problemas com isso, sabes?

“Acredito que sim…” Nós fomos para a cozinha fazer o pequeno-almoço. Ao entrarmos na cozinha, eu ouvi um ruído estranho, que me assustou. Era a fechadura da porta.

“Oh não, vem aí alguém!” Disse Kunzite, embora a sua face sorrisse. Ele escondia-me alguma coisa.

“Não me digas isso! Ninguém sabe que estamos cá, pois não Kunzite?!”

“Uhm… Não…” Disse Kunzite, muito nervoso.

Eu corri para a entrada. As luzes estavam apagadas e quando acendi as luzes, a sala estava cheia de pessoas conhecidas, incluindo a Michiru e a Usagi. Michiru? Usagi? Mas que…?

“Mas que…?” Verbalizei o meu pensamento.

“Pensavas que ias fazer uma corrida de motocross e não nos contavas?” Disse Michiru, sorrindo.

“Obrigámos o Kunzite a contar tudinho!” Disse Setsuna. Kunziteeeee!!!! Estás feito comigo!!!

“Devias ter-nos contado, mas não faz mal, chegámos mesmo a tempo... E estamos cá na mesma!” Disse Zoicite.

“Ok… Já chega de bater no ceguinho, meninas…” Disse Kunzite, sorrindo envergonhado.

“Ah! Seu traidor!” Disse gracejando. “Prometeste que não contavas nada!”

“Desculpa…” Disse ele, arrependido.

“Não faz mal… Eu só não vos queria desmobilizar de Neptuno, por isso é que não vos disse nada… Desculpem…”

“Isso não nos iria custar nada, minha tolinha! Sabes perfeitamente que nós estamos cá para te apoiar em tudo…” Disse Michiru, vindo abraçar-me.

“Eu sei…Adoro-te, e desculpa por não ter dito nada…”

“Não te preocupes… Eu compreendo. De qualquer maneira, amanhã quando chegarmos a Neptuno, não te livras dos vestidos, nem da estilista. Já estás avisada.” Disse Michiru. Desatámos todos à gargalhada. A Michiru ao princípio não achou muita piada, mas depois riu-se também da situação.




“Eu tenho aqui mais umas entradas…” Disse, remexendo na papelada que tinha em cima da mesa, e encontrei o segundo envelope que o Sr. Nakazawa me tinha dado. “E o mais provável é vocês terem um encontro imediato com as Starlight. Eu ofereci-lhes bilhetes…”

“Não, espera aí! A Haruka Tenoh, que tem um ódio profundo ao Seiya Kou… WOW! A Haruka a oferecer alguma coisa…ao Seiya!!!! Isso tem de ser registado em algum lado!” Disse Michiru, gozando comigo.

“Ahg, não digas disparates Michiru!” Fiquei feliz por perceber que afinal, a Michiru não tinha ouvido nada do que eu dissera à Usagi, senão, a esta altura, não estaria a falar assim comigo.

“Ah, não sei se é assim um disparate muito grande… Mas discutimos isso depois, acho que há aqui um certo alguém que tem um pequeno-almoço para tomar” Disse a Michiru, colocando um braço à volta do meu ombro.

“Tudo bem! Vamos lá fazer um pequeno-almoço à maneira para a nossa querida Haruka!” Disseram Usagi e Makoto ao mesmo tempo, com os olhos a brilhar. Luna e Artemis fizeram aquelas caras deprimidas, do género das que eu faria. Se bem que assim estava mais segura. Pelo menos não era o Kunzite a cozinhar.

Enquanto Makoto deitou mãos à obra, sentei-me no sofá, um pouco abatida. Lembrei-me novamente de que não sabia se Michiru ouvira ou não o fim da minha conversa com Usagi, e se ela ouvira, não sabia o que ia na sua cabeça.

“Haruka, podemos falar, a sós?” Disse Michiru, sorrindo timidamente.

“Claro que sim, vamos ali para o escritório, é onde podemos estar mais à vontade.” Disse, sorrindo também timidamente.

Subimos discretamente as escadas, e entrámos no escritório.

“Haruka, posso perguntar-te uma coisa?”

“Sim, podes…” Acho que já sei o que ela me vai perguntar.

“Porque é que não me contaste… Porquê Haruka…” Disse Michiru, olhando para baixo. “Pensava que éramos amigas…”

“Depende daquilo que estás a falar…Posso dar-te várias justificações…” Disse, desviando o olhar de Michiru.




“Porque é que não me contaste que as coisas não iam como tu querias? Porque não me contaste que não querias um casamento assim? Porque é que não me disseste que não estavas a gostar…” Michiru estava com uma voz que me dizia que ela estava a chorar. Oh Michiru… Desculpa… Eu…eu devia ter-te dito… Mas…eu…eu não te queria magoar… Eu adoro-te Michiru…Gostando de ti dessa maneira, como poderia pensar sequer em te magoar? Pensei para mim própria. Eu sentei-me no parapeito da janela, e meti um pé em cima do parapeito, e deitei a cabeça em cima do joelho. A culpa viajava em cada gesto meu. E cada gesto de Michiru magoava-me profundamente.

“Michiru…Eu…Eu não é não gostar de todo… Eu agradeço todo o esforço que andas a fazer para me agradar… Mas… mas eu não queria tanta confusão no meio do meu casamento… Eu não…”

“Haruka, podias ter falado comigo…” Disse Michiru, mesmo à minha frente, cabisbaixa. Ela está chateada comigo. Acho que ela não me vai perdoar esta… E tão cedo não me fala… Boa Haruka, desta vez ganhaste o prémio da maior idiota de todos os tempos… Pensei para mim, não deixava de ser verdade.

“Eu sei, Michiru… Desculpa…” Disse, quase chorando. Como podia eu ter sido tão estúpida com ela… Ela é das pessoas mais importantes da minha vida, e mais uma vez acabei por afastá-la de mim. Sou tão casmurra, minha nossa… Como odeio, por vezes, ser parecida com o meu pai… Mas enfim, é a minha personalidade… Mas mesmo assim, se é para magoar as pessoas que amo, não quero ser assim…

“Mas sabes Haruka… Não é por isso que vou ficar chateada contigo… Eu acho que vou dar-te uma mãozinha para isto não ser tão tortuoso para ti como está a ser…” Michiru disse, de cabeça levantada, e de lágrimas nos olhos. “Acho que vou-te fazer o favor de te deixar ir ao copo de água de fato… Não te vou obrigar a andar o dia todo de vestido. Casamos-te, e de seguida, vais logo trocar de roupa… Assim acho que te ajudo…” Acabou a sorrir resplandecentemente.

“A sério?! Eras mesmo capaz de fazer isso por mim?” Disse, levantando a cabeça no meio de lágrimas, a sorrir.

“Sim… Se te faz feliz… Eu posso fazê-lo…” Disse ela, diabolicamente.

“Oh Michiru!! Obrigada!” Exclamei, abraçando-a. Agora estava feliz, e nada me podia fazer mais feliz agora.

“A tua mãe vai matar-me por isto…” Murmurou Michiru ao meu ouvido, divertida.

“Não vai nada, eu não deixo…” Disse, limpando as lágrimas tolas da minha face e da de Michiru.

“Bem, agora que já ultrapassamos este momento de tolice, que tal voltarmos à sala? Aposto que a Makoto já acabou de fazer o teu pequeno-almoço…”

“Sim… Vamos…” Disse, sorrindo, e depois saímos do escritório, amigas como dantes.

“Harukaaaaa! O teu pequeno-almoço está prontoooo!”Ouvi a voz da Minako a ecoar pelo corredor.

À medida que me aproximava da cozinha, sentia o cheiro de panquecas a percorrer o corredor, até que chegava ao meu nariz. Uh! Panquecas! Pensei. Adoro panquecas! Chegada à mesa, vi um enorme prato de panquecas no lugar onde habitualmente me sento. A minha reacção foi: “Isto tudo? Para mim?”Perguntei

“Claro! Tens de comer um bom pequeno-almoço, é a refeição mais importante do dia!” Disse a Ami. Querida Ami, que seria de mim se não te tivesse para ouvir isso vindo de ti…

“AMI!” Exclamaram Usagi e Rei ao mesmo tempo, o que fez Ami corar, como sempre. Eu ri, e depois comecei a comer, na companhia de Kunzite. Todos os outros já tinham tomado o pequeno-almoço, e isso fez-me sentir embaraçada por estar a comer, com toda uma multidão a olhar para mim.

“Então Haruka, vais ganhar a corrida não é?”Perguntou a Rei

“Bem… Espero que sim… Se bem que eu naquela pista, nunca perdi.” Disse, orgulhosa de mim própria, e talvez parecendo um pouco presunçosa demais, mas lá está, tudo o que esteja relacionado com velocidade é para mim um motivo de grande orgulho e admiração profunda.

“Ai Harukinha eu tenho a certeza de que vais ganhar!” Gritou Usagi, dando-me uma valente palmada nas costas, enquanto eu estava a beber sumo de laranja. O copo saltou da minha mão e sumo voou pela mesa fora, incluindo para cima de Kunzite. Eu engasguei-me completamente. Que bruta Usagi!!! Pensei para mim. “Oh… Desculpem…” Disse ela, envergonhada. Todos riam a bandeiras despregadas de Kunzite, que ainda não se tinha apercebido do que acontecera.

A Michiru pegara em guardanapos e começara a tentar remediar a situação. Kunzite teve de voltar ao quarto para poder trocar de roupa. Entretanto, eu fui à casa de banho, para lavar a cara. Ao olhar para o espelho, vi que ainda parecia pálida, mas já não parecia tão mal, até já tinha um ar mais corado. Lavei os dentes e fui ao quarto vestir-me. No entanto, acho que vesti a primeira coisa que me apareceu à frente, ao vaguear pelas roupas do armário. Depois saí do quarto alegre, e pronta para competir.

Ao chegarmos à pista, três pessoas estavam perto da minha box. Soube logo quem eram, por causa da cor do cabelo de um deles. Eram os Três Luzes.

“Yaten! Taiki! Seiya…” Este último nome pronunciei-o com menos ênfase. Era o nome da criatura mais detestável à face da Terra – Seiya Kou.

“Eu bem disse que nós iríamos cá estar!” Disse o Yaten alegremente.

“Enfim… Só vim por arrasto, mas boa sorte com a corrida, Loirinha.” Disse Seiya.

“Obrigada, Seiya…” Disse, pouco à vontade com a alcunha a que ele se referira a mim. Odiava que me chamassem de Loirinha. Que panca com a Loirinha… Ainda não percebi… Pensei para mim.

“De nada…” Disse Seiya. Eu consegui reparar que ele estava muito aéreo, como se ele não estivesse ali. Mas tão pouco me interessava. Ele para mim não significava nada.

“Bem rapazes, obrigada por virem… Eu vou ter de me equipar, e vocês tem de ir para as bancadas… E já agora, Yaten, Taiki, Seiya?”

“Sim?” Disse Yaten. Ele já estava à espera que eu fosse dizer isto.

“Vejam lá se não dão muito nas vistas, não quero ouvir guinchinhos das vossas fãs. Este aqui é o meu palco.” Disse, sorrindo ironicamente. É claro que eu estava a brincar com eles, mas de qualquer maneira, eu levava muito a sério o local de uma corrida. É a minha segunda casa. E cuido dele como se assim fosse.

“Claro, não te preocupes!” Disse Taiki, sorrindo, ele percebera o que eu queria dizer. Ele sabia que cada um tem o seu lugar. Seiya nada disse.

“Então até já!” Disseram todos, e eu fui equipar-me. Desta vez, para minha sorte ou mesmo para meu azar, não encontrei Yamada. Ainda bem, porque se eu hoje o encontrasse, era capaz de o agredir violentamente. Bem que depois do que ele disse, ele bem merece todo o mal que possa acontecer-lhe. Quando acabei de me equipar, voltei à bancada para fazer companhia a todos aqueles que me vieram apoiar.

“Voltei!” Disse, feliz da vida.

“Bolas, foste rápida, devo dizer…” Disse Jedite, sorrindo.




“Eu sou a rapidez em pessoa, e também se deve ao facto de não ter encontrado o parvalhão do Yamada pelo caminho.” Disse, sorrindo, mas ao mesmo tempo a pensar no que seria capaz de fazer ao Yamada se o apanhasse.

“Oh… Que querida…” Disse Seiya, ironicamente.

“Cala-te oh cara de osga!” Refilei.

“Ahg!” Disse Seiya, visto que não conseguira encontrar no seu limitado dicionário de ofensas um plausível de entre todos os que já usou para me ofender, mas como eu já notara antes, ele não estava cá, estava completamente nas nuvens.

“Bem Haruka, fica-te mesmo bem esse fato… Tens a certeza que não queres casar com isso vestido?” Disse Taiki, gozando um pouco comigo.

“Não… Não me parece de todo adequado, se bem que era capaz de ser engraçado.” Lancei uma gargalhada amigável. Tinha achado piada, pois eu já pensara nisso antes.

Última chamada dos pilotos à linha de partida. A corrida começará dentro de 15 minutos!” Ouvi a voz que soou pelo altifalante.

“Bem, tenho de ir. Desejem-me sorte!”

“Boa sorte!” Disseram todos em coro.

Eu saltei da bancada para o outro lado, e corri para a box. Peguei no meu capacete e na minha moto, e fui para a linha de partida.

O Yamada já lá estava, assim como os outros pilotos. Eu fora a última a chegar. Perfeito! Pensei, sorrindo abertamente.

Pilotos, assumam as vossas posições!”

Eu já estava na minha, pronta a correr, e a ouvir as ultimas indicações do meu promotor.

Liguem os motores!” A minha moto fez barulho até demais, pelo menos na minha opinião. Vá, já não estava habituada a este ambiente.

Depois a buzina de partida soou. Eu fiquei parada, a ver as outras motos irem à minha frente. Dou-lhes um pequeno avanço, e depois ganho com uma recuperação esmagadora! Pensei para mim, e de facto foi assim. Arranquei a toda a velocidade. Queria demonstrar que a conversa de Yamada não me assustara nem um pedacinho.




E Tenoh passa à liderança, passando à frente de Yamada, recuperando de um atraso estonteante!” Ao ouvir aquilo, senti-me feliz; tinha a certeza de que iria ganhar. Mas na terceira volta, tinha Yamada mesmo atrás de mim, quase a passar-me à frente. Se não acelerasse, ele ganharia, e todas as minhas aspirações iriam pelo cano abaixo. Então meti a mudança acima, e deixei Yamada, mais uma vez, a comer o meu pó.

E Tenoh ganha a corridaaaa!” Passei a linha da meta, mais uma vez, com o calor da vitória a correr à minha volta. Contudo não festejei. Sentia que aquela vitória era imerecida. Devia ter lutado logo por ela desde o início. Sim, admito que fora uma recuperação espectacular. Mas de longe, o Yamada fizera mais para ganhar do que eu. Mas que se dane, eu ganhei!

Após ser felicitada pelo meu promotor, fui arrumar a moto na box, deixando-a lá para que depois fosse levada para o camião. Os meus amigos vieram ter à box, para celebrar.

“Parabéns Haruka!” Disseram todos, em coro.

“Obrigada…” Disse, feliz.

“Parabéns Tenoh! Sabes que ao início pensei que tu querias perder esta corrida, mas a reviravolta foi espectacular!” Disse Seiya. O Seiya?! A elogiar-me?! Isto não é verdade! Alguém me diz o que é que ele andou a beber?! Pensei.

“Obrigada Seiya. Fico muito contente por ver que não te arrependeste de vir…” Disse eu, estupefacta.

Mas depois, ouvi o barulho de um carro de ferramentas a cair no chão. Boa, quem é que me está a partir o estaminé agora? Indaguei a mim mesma.

“Como te atreves a derrotar-me novamente Tenoh!” Era, mais uma vez, o Yamada, que mais uma vez, estava frustrado por ter perdido comigo.

“Oh, ficaste triste… Que pena… Agora desaparece da minha frente!”

“Desta vez não sais daqui com vida!” Gritou ele, avançando na minha direcção.

“Afasta-te dela!” Disse Kunzite, metendo-se à minha frente. Jedite, Neflite, Mamoru e Yaten barraram-lhe o caminho, enquanto Taiki e Seiya tiravam as outras dali.

“Meninos, afastem-se! Isto é entre mim e o Yamada!” Disse, autoritariamente.

“Mas…” Disse Kunzite, nada resignado.

“MAS NADA! Afastem-se! Deixem-se estar onde estavam e não se metam nos meus assuntos. Eu sei tomar conta de mim!”

Eles saíram da frente, e Yamada teve a possibilidade de desferir um murro, mas eu fui mais rápida e desviei-me, acabando por lhe dar uma joelhada no estômago. Ele ficou no chão, a gemer de dor.

“Queres mais Yamada?!” Disse, diabolicamente. Agora é a minha vez de me vingar de ti, por tudo o que me fizeste! Yamada acabou por se levantar e fugiu, literalmente com o rabo entre as pernas.

“Bem… Haruka… Eu…” Não tinham palavras para descrever o que acabaram de ver.

“Obrigada, rapazes. Bem, eu vou tomar um duche rápido, e depois vamos todos para Neptuno.” Disse, mais satisfeita. Agora já tinha despejado toda a raiva que sentia contra Yamada, e sentia-me mais leve.

“Sim, vai lá… Nós esperamos por ti!” Disse Zoicite, que no entretanto tinha voltado para dentro.

“Até já!”

“Haruka, nós temos de ir andando… Até para a semana!” Disse Taiki.

“Ok… Boa sorte com o fim da vossa Tour!”

“Obrigada! Adeusinho!!!” Disse Yaten, puxando Seiya pelo braço. Ele estava com um olhar vazio.

“Bem… Eu já vos vejo.”

Eu sentia-me feliz, mas no fundo, não me estava a sentir muito bem. Estava a sentir-me cansada, e sentia que a temperatura do meu corpo subira substancialmente. Oh não… Não me digas que estou a ficar pior outra vez?! Por amor da santa… De qualquer maneira, desloquei-me ao balneário e entrei nos duches. Acelerei ao máximo para me despachar e depois de já estar pronta para sair, esbarrei novamente com o Yamada.

“Então… Agora estás sozinha… Já não te sentes tão corajosa pois não Tenoh?”

“Sou bem capaz de te dar uma tareia, com ou sem a presença dos meus amigos.” Disse, colericamente. Odiava que me chamassem de cobarde.

“Então dá lá, se és mulher!”

“Tudo bem!” Dei-lhe um pontapé nas partes baixas, que fez com que ele se tolhesse de dor. “Bem, eu já acabei… Não preciso de fazer mais nada… Adeusinho Yamada.”

Abandonei os balneários e coloquei os óculos de sol na cara. O sol estava a brilhar intensamente, como coroa de diamantes na cabeça de um rei.

“Então campeã… Como vai isso?” Ouvi uma voz por detrás de mim. Era Kunzite.

“Vai muito bem!” Abracei o dono daquela voz e beijei-o apaixonadamente. Sentia-me feliz, e assim me queria manter.

“Estás a ficar pior da constipação, não estás?” Perguntou ele, minutos depois.

“Porque dizes isso?”

“Porque estás a ficar mais pálida, e estás quente demais…”

“A sério?” Disse, admirada. Pensava que fosse só impressão minha aquela sensação que tivera antes de tomar duche.

“Mesmo… Não queres passar por nossa casa, para tomares alguma coisa para ficares melhor?”

“Não… Quero ir já para Neptuno…”

“Tudo bem… Vamos então…”

“Os outros? Onde estão?”

“Já foram andando… Eu fiquei à tua espera. Sabes como é” Disse ele, embaraçado.

“Assim é melhor… Temos algum tempo para nós, antes de irmos…” Disse, enrolando uma madeixa de cabelo do Kunzite no meu dedo, e sorrindo.

“Uh… Por acaso não temos… Em Neptuno já estão a contar connosco para almoçar…” Disse Kunzite, desiludido.

“Oh… Então temos de ir andando…” Eu comecei a procurar a minha caneta de transformação no meu bolso do blazer, mas não encontrei. Depois percorri os bolsos das calças, e também não estava lá.

“Oh não! Não sei da minha caneta de transformação!” Exclamei, preocupada.

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Sex 16 Abr 2010, 10:17

“Não a tens no bolso?”

“Não… e eu juro que a pus no bolso do blazer esta manhã!”


“Então vamos à procura dela nos sítios por onde passaste. Pode ser que ela tenha caído em algum lado…”

“Tudo bem… Vamos lá…” Voltamos à pista.

Agora estava tudo deserto. Não havia vivalma no recinto. Vasculhámos a box, os balneários, tudo. Não encontrámos nada.

“Oh por amor a Urano! Eu não posso ter perdido a caneta…” Disse desolada, e levando as mãos à cabeça.

“Tem calma… Pensa por onde passaste… Pode ser que te lem– ”

“EU NÃO CONSIGO!!!” Estava completamente frustrada, que já nem conseguia pensar coerentemente.

“Olha… vamos fazer o caminho de volta a casa… Procuramos com atenção… Haruka, não stresses, nós vamos encontrar a tua caneta de transformação dê lá por onde der.”

“Kunzite, tu não estás a perceber… Se eu realmente perdi a caneta de transformação, estou perdida! Nunca mais vou poder viajar pelos planetas e terei de viver para sempre em Urano! Nunca mais poderei lutar para proteger a minha princesa…. Só espero poder encontrá-la…” Disse, quase chorando. Eu não me imaginava a não poder mais ser a Guerreira de Urano… Não suportava essa imagem…

“Haruka, não chores por favor… Nós vamos encontrar a caneta…” Ele abraçou-me, tentando acalmar-me.
*MOMENTO TAIKI/MAKER*


Nós estávamos na entrada do parque de estacionamento.

“Epah! A Haruka é a maior!” Disse Yaten, parecendo quase uma pata choca. Oh por amor da santa…

“Seiya… está tudo bem contigo?” Perguntei “Estás muito distante…”

“Não se passa nada… Está tudo bem… Não te preocupes…” Disse ele, mas não acreditei.

“Ainda estás com o Alex na cabeça, não é? Aquela carta que ele te mandou afectou-te…”

“Não tens nada a ver com isso Maker! E para além do mais como soubeste?”

“Tenho um mau hábito de ouvir atrás das portas, e para além do mais, mesmo que não quisesse, os teus gritos ouviam-se pela casa toda…”

“Ah, não me chateiem!” Ela estava zangada. Talvez não devesse ter tocado no assunto.

“Fighter… Ele está à tua espera…”Disse Healer.

“Healer eu sei! Mas como posso eu ficar com ele, sabendo o que ele me fez! Não! Não vou voltar para ele!” Fighter estava furiosa.

“Ao menos responde-lhe à carta! Eu não suporto ver-te assim, nesse estado! Já quando te apaixonaste pela Usagi ficaste um traste quando descobriste quem ela era na realidade! Tu assim deprimes qualquer pessoa que esteja à tua volta, e isso também não te faz nada bem!” Disse-lhe.

“Mas com a Usa-chan, as coisas foram diferentes! O Alex era o amor da minha vida! Só que não vou voltar para ele… NÃO VOU!!!”

“Fighter…” Disse Healer, quase a chorar devido à dureza das palavras de Fighter. Apesar de ele estar a ser uma besta connosco, a mim não fazia diferença. O que eu queria era que Fighter falasse, senão ele andaria na deprimência para o resto da vida.

Fighter aproximou-se da Healer, e envolveu-a num abraço, como que a pedir desculpa.

“Somos uns estarolas… Desculpem lá rapazes… Eu sou um parvo… Vou tentar me animar… Prometo…” Disse Seiya, voltando ao papel de rapaz. Odiava quando Seiya, Yaten e eu tínhamos deste género de conversas que chamavam para o nosso lado feminino… Ohminhanossasenhora…

“Ainda bem…” Disse Yaten, sorrindo.

“Olhem… O que é aquilo?” Perguntou Seiya, que estava a apontar para um objecto que brilhava à luz do sol. Parecia-me familiar, mas não conseguia decifrar o que era. Depois aproximei-me e apanhei o estranho objecto do chão.

“Olha, é uma caneta de transformação… Tomara eu saber de quem é…” Disse, olhando com curiosidade. Não me era estranha de todo.

“É a caneta de transformação da Loirinha!”Exclamou Yaten.

“Como é que sabes?”

“Porque eu da outra vez tive de a ir buscar à casa dela, quando ela foi para Urano… Eu lembro-me perfeitamente…”

“Então vais ter de a avisar… Ela deve andar à procura disso…” Disse Seiya, retirando a caneta de transformação das mãos de Yaten e rodando-a por entre os dedos.

Enquanto eu tirava o telemóvel do bolso para telefonar a Haruka, reparei de relance na entrada da pista, e estavam duas pessoas a caminhar na direcção oposta à nossa. Pareciam Haruka e Kunzite.

“Olha! São a Haruka e o Kunzite!” Exclamei, feliz.
*FIM DO MOMENTO TAIKI/MAKER*


“Haruka! Kunzite!” Ouvi uma voz que me pareceu a do Taiki.

“Taiki! Ainda aqui?” Perguntei, enquanto limpava as lágrimas que corriam pela minha face.

“Sim… Olha encontrámos algo que pensamos que te pertence…” E mostrou-me a caneta de transformação.

“A minha caneta de transformação! Onde é que a encontraram?” Sorri abertamente.

“Ali em baixo, onde está o Seiya – Ei! Onde está o Seiya?!” Exclamou Taiki.

“Não sei…Ainda agora estava ali…”Disse Yaten, preocupado. “Queres ver que ele se pôs na alheta e deixou-nos aqui pendurados?”

“Eu… Eu vou-lhe telefonar…” Disse o Taiki. Ficámos a olhar para o Taiki durante um tempo. “Ah, ele não atende! Que é que eu faço agora?”

“Dá-me o número dele, vou tentar a minha sorte…” Disse eu, querendo ajudá-los. Apesar de detestar Seiya, eu preocupava-me com o bem-estar de Taiki e Yaten. Comecei a marcar o número de Seiya, e fiquei minutos à espera, até que acabei a ouvir a mensagem de voice mail dele. “Bolas! E vocês não conseguem falar com ele através dos intercomunicadores?”

“Só quando estamos transformados!” Disse Taiki. “De resto não dá para mais…”

“Então estão à espera do quê? Transformem-se por amor da santa!” Disse Kunzite.

“Transformação do Poder da Estrela Maker!”

“Transformação do Poder da Estrela Healer!”

Segundos depois, a Healer e a Maker apareceram à nossa frente.

“Fighter! Responde! Onde estás?” Disse Healer.

“Fighter! Diz alguma coisa!” Disse Maker. Do outro lado só conseguimos ouvir Fighter gritar “Laser Potente da Estrelaa!

“Oh não! Fighter!” Ouvimos Healer a dizer. “Temos de ir, até depois!” Taiki e Yaten, melhor dizendo, Maker e Healer, desapareceram num clarão de luz.

“Onde é que aquelas duas marias malucas foram?” Indaguei, perplexa.

“Não sei… mas só espero que o Seiya fique bem…” Disse Kunzite, tão perplexo quanto eu.

“Bem… Temos de ir não é? Eu vou-me transformar… Espera um pouco…” Disse a Kunzite. Ele deixou-se estar parado, enquanto eu fui para detrás de uma árvore, para me transformar: “Pelo Poder Sagrado de Uranoo!”

Depois, apareci em frente de Kunzite, que ficou surpreso.

“Ficas mesmo linda quando estás assim vestida…” Disse ele, completamente derretido.

“O…obrigada… Mas… mas agora não há tempo para lisonjear… Nós… nós já estamos atrasados para o almoço…” Disse, toda atrapalhada.

“Ok… Vamos…” Disse Kunzite, sorrindo.

E assim deixámos a Terra, mais uma vez…
*MOMENTO SEIYA/FIGHTER*


Assim que Taiki viu Haruka, eu transformei-me e parti para Kinmoku. Tinha de acabar com a história do Alex, para sempre. Já que ele queria tanto ver-me, é o que ele iria ter. Mas desta vez, tudo iria acabar para sempre.

Não encontrei vivalma enquanto caminhava pelas ruas desertas do meu planeta. Também já era tarde. No meu planeta, já passava da hora de dormir. Contudo, nem todos dormiam. O meu pai ainda estava acordado, mas eu não queria vê-lo. Ele insistia que tinha de casar com Alex, mesmo sabendo que ele me traíra.

Continuei a caminhar pela noite calma de Kinmoku, até que dei de caras com Francis.

“Francis…” Disse, nada admirado. Já estava à espera de o encontrar.

“Sayako…” Boa…Tinhas de me relembrar o meu nome verdadeiro…

“Sayako não… Fighter, Francis… É assim que eu quero ser tratada.” Retorqui.

“Desculpa… Já sabes… É o hábito… Como é que está a Yumiko?”

“A Healer está óptima. E a Maker também, se isso interessar ao teu irmão…”

“Ainda bem… Porque não respondeste às cartas do Alex? Ele anda desesperado…”

“Pensasse nisso antes de me trair. Quero que ele e a Prayer ardam os dois nos confins do meu inferno pessoal.”

“Eu compreendo… Mas ao menos dizias-lhe qualquer coisinha…”

“E como vai a Princesa?” Perguntei, desviando o assunto.

“Vai bem, embora todos os dias saliente quanta falta vocês fazem aqui… A Yumiko conseguia pô-la sempre bem disposta… Agora a Azumi… Está sempre a irritá-la. A Princesa já não tem paciência para ela…”

“A irmã do Alex faz parte da Guarda Imperial da Princesa? Oh por amor à Princesa…” Disse, levando as mãos à cabeça.

“Sim, e desde então tem feito a vida do Alex um inferno… E depois a Prayer deixou-o, agora ele desespera sozinho. E os teus pais não ajudam muito. Ainda estão à espera do dia em que voltes para te casar com o Alex…”

“O QUÊEEEEEE!? ELES O QUÊEEEE!?” Exclamei. “Não… não pode ser… Por favor, eu já tenho idade para tomar as minhas próprias decisões…”

“Eu sei, mas os teus pais querem mesmo ver-te casada com Alex. Apesar do mal que ele te fez…”

“Enfim… Olha Francis, eu vou-te pedir, por favor, e pela alma da nossa Princesa, que jures que não vais contar a ninguém que estive aqui… A ninguém mesmo…” Supliquei com o olhar.

“Palavra de guerreiro…”

“Queres dar algum recado à Healer?”

“Sim… Diz-lhe… que a amo muito… Que nunca vou deixar de esperar por ela, seja necessário esperar o tempo que tiver de esperar… Ela é a pessoa que amo, e não a vou largar…”

“Eu digo-lhe… Obrigada Francis, sempre foste como um irmão mais velho para mim. Adoro-te muito… Mas agora tenho de ir… Adeus… Até um dia…”

“Adeus Sayako…” Ele abraçou-me, e depois deixou-me ali, continuando a sua ronda, como se nada tivesse acontecido. Aquela conversa era como se não existisse.

“Tens uma grande lata em aparecer aqui, não achas Sayako?!” Ouvi uma voz que me pareceu familiar.

“Azumi…”

“Como te atreves a aparecer aqui, depois de teres magoado o meu irmão! Vais te arrepender! Transformação do Poder da Estrela Killer!”

“Azumi, não quero lutar contigo!” Gritei. Eu não gostava de lutar com ela, perdia sempre. E mais uma vez, provavelmente irei perder.

“Poder Infernal da Estrelaa!” Gritou ela. Desviei-me do seu ataque, por uma unha negra.

“Não quero lutar contigo Azumi, mete isso na tua cabeça!” Eu não estava transformada nem queria transformar-me. Ela atirou-se a mim, e desferiu um soco na minha face.

“Luta Sayako! LUTAA!” Ela estava a desafiar-me, mas eu não queria, eu não queria ter de lutar contra ela. Ela voltou a bater-me e isso irritou-me. Tinha de me transformar para defender a minha honra.

“Transformação do Poder da Estrela Fighter!” Gritei a plenos pulmões.

“Assim já gosto mais! Poder Infernal da Estrelaa!”

“Laser Potente da Estrelaa!”

Os nossos ataques chocaram um no outro, e anularam-se.

“Melhoraste desde a última vez que lutámos. Mas mesmo assim, não me vais vencer sabes, eu estou muito mais poderosa…”

“Vamos lá ver isso, Azumi! Laser Potente da Estrelaa!”

Conseguira acertar-lhe em cheio, mas mesmo assim, fora apenas o suficiente para a fazer cambalear.

“Poder Infernal da Estrelaa!”

Desta vez, o seu poder acertara-me em cheio. Senti dor em todo o corpo. Ela magoara-me.

Fighter! Fighter! Onde estás? Diz-nos!” Ouvi as vozes da Healer e da Maker. Ignorei-as e voltei a gritar: “Laser Potente da Estrelaa!”

Contudo, o ripostar da Killer deixara-me incapaz de voltar a responder. Ela conseguira derrotar-me novamente.
*FIM DO MOMENTO SEIYA/FIGHTER*









[1] Prayer = pessoa que reza, crente. Analogia feita entre os princípios da Igreja Católica e crítica ao que ela fez à Fighter Mal disposto‘ Foi mesmo uma labrega aquela bicha! Mal disposto‘…









desculpem o double post Matreiro mas nao podia deixar o cap incompleto Matreiro


beijinhos e até para a semana XD (eu publiquei mais este para deixar a marisa deleitada durante o fim de semana, assim na segunda recebo daqeles comments inspiradorsissimos que me deixam com vontade de rir e chorar ao mesmo tempo Matreiro)

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Sex 16 Abr 2010, 11:59

OMG LOOOOOOOOL Obrigada! Pode parecer estupido mas ler um cap enorme na vespera do fds torna-o mto mais fixe! Serio! pq depois fico cm a historia na cabeça e meto-me a imaginar o q vem a seguir (apesar desta vez n ter imaginado NADA do que aconteceu)!


Mas o Yamada não te fez nada pois não?” Disse, alarmado e ignorando completamente o facto de eu ter tido um encontro imediato de 1º grau com Seiya


* Vá la. Eu sei q eles n se gramam um ao outro mas estou contente por ele colocar o bem estar da Haruka em primeiro.

Não é bem medo… É mais certeza de que por esta hora, aquela boca de trombone já foi falar à Michiru… Enfim… Vale sempre a pena sonhar que isso não aconteceu…”


*OMG! BOCA DE TROMBONE! LOOOOOL ! Imaginei a voz do seiya no som do trombone! Desmontei-me a rir q nem uma doida LOLOL

Pelos vistos não... E ela estava sozinha. Portanto, provavelmente ninguém deve saber… Acho que vou falar com a –” Seiya foi interrompido pela campainha.


*EPÁ, MAS Q QUEIXINHAS! IDIOTA!


Por isso vais manter essa boca de trombone fechada.” Disse, agressivamente.

“E o que é que eu ganho com isso?” Disse Seiya, maldosamente.

“Evitas que eu te parta a tua linda carinha… Sim, que eu aposto que não queres ir dar um concerto para as tuas fãs com uma daquelas máscaras horríveis que ajudam depois a tentar manter o nariz no seu lugar. Já estou a imaginar os paparazzi…” Deleitei-me com a cara aterrorizada de Seiya. Ele pensava que eu estava a falar a sério (e por acaso até estava mesmo a falar a sério…).

*LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL

TOMA LÁ Q JA ENGOLISTE! OMG eu hoje tou bue criativa! Imaginei-o de repente com a cara toda cheia de ligaduras e só com uns boraquinhos no nariz pa respirar e só com o olho esquerdo destapado! Nem sitio da boca tinha!Matreiro

Claro que sim!” Disse Yaten, esfregando as mãos, ansioso por torturar Seiya, pelo menos, foi essa a impressão que me deu.


*Pagava só para ver isso!


“A segurar-te, ias caindo por causa da carpete, que trapalhona!”

“Eu não ia cair!”

“Ias sim, trapalhona...” Disse Seiya, jocosamente.


*EPÁ FOGO! Eu sou bue trapalhona! Pronto, bue bue nao sou mas acontece-me cm cada uma! Como tou sempre cm os fones nos ouvidos, eu entro sempre numa especie de transe enqto oiço musica, qnd estou a caminhar , e ainda hoje fui contra a uma rapariga!



"Tudo bem!” Ele largou-me e eu caí redonda no chão.

“Seu parvalhão!” Disse, indignada.

“Tu é que pediste para eu te largar!” Eu mais uma vez, não fui de meias medidas, levantei o punho para lhe dar um murro na cara.

“Não Haruka!” Senti uns braços agarrarem-me, era Taiki.


*LOLOLOLOL

OMG esta foi de partir a rir!

Consegui libertar-me dos braços de Taiki, e espetei um murro bem dado na cara do Seiya, que ficou meio que a ver estrelas. Seiya tentou ripostar, mas falhou redondamente.


*TOMA!

TOMA!

TOMA!

VE SE APRENDES Q EU NAO DURO PARA SEMPRE!



Pedir desculpa a essa coisa?! É que nem a sonhar!” Disse.

“Seiya…” Disse Yaten.

“Se essa empertigada não pede desculpa, não ganho nada em pedir qualquer tipo de perdão a ela


*EMPERTIGADO ÉS TU!!!!!!!!
OTÁRIO!




“Tudo bem, somos uns idiotas. Desculpas aceites



*Bem... verdade... sao os dois uns totós'zinhos... *gotas*




(ele não sabe cozinhar nadinha É um péssimo cozinheiro…).

“Eu estava mais a pensar num dos cozinhados à Haruka, mas não me apetece passar o dia de amanhã a visitar a casa de banho

*PQ? Ficas com gastroenterites é? TADINHO! Matreiro



Bolas como aquela empertigada tem força… Eu fiquei mesmo a apanhar morangos



*LOLOL! Morangos! Yammy!



Querida Sayako…

As coisas aqui vão difíceis. Cada dia, cada hora, cada segundo que passa, sinto cada vez mais saudades tuas. Eu mando-te cartas e postais e tu não me respondes, e isso faz-me sentir deprimido. Eu amo-te tanto, e não desisto de ti desta maneira, mas tu pareces ter desistido de nós. Nunca mais disseste nada e eu já não tenho forças para aguentar a saudade. Por favor volta para mim Sayako… Eu sei que nos últimos 2 anos não fui o namorado perfeito, e muito menos o noivo perfeito, mas eu mudei… Eu mudei por TI... Eu quero-te tanto que era capaz de matar só para te ter… Era capaz de roubar a lua só para te a dar. Por favor, não desistas de nós, querida Sayako… Não desistas de nós…

Com muito amor, do teu Alex, para sempre…


*O.O

O.O

O.O

O.O

O.O
*Continuaçao do momento silencioso*



O.O

O.O

WF??????




Ele traiu-me Healer! Achas isso pouco?! Ele traiu-me com uma pessoa que eu julgava minha amiga! Eu não deixo passar isso impune! Não! Eu não sou daquelas que volta para os braços daqueles que nos traem! Não, não sou assim tão estúpida!” A minha fúria era tamanha, que dei um murro na mesa-de-cabeceira.


*Ena... coitada da Sayaka, sayako ou la como ele/ela se chama em Kinmoku Incredulo

O durao do Seiya foi traido? Bem, agora ele barra ela parecia a Haruka a falar!

O problema é q ela barra ele continua a gostar desse tal alex...



Agora… Não faço tenções de passar a corrida inteira com comida aos saltos…”


*Ja tou a ver ela na pista, em cima da moto aos vomitos enquanto sorria pos fotografos!



“Pensavas que ias fazer uma corrida de motocross e não nos contavas?” Disse Michiru, sorrindo.

“Obrigámos o Kunzite a contar tudinho!” Disse Setsuna. Kunziteeeee!!!! Estás feito comigo!!!


* O KUNZITE FEZ O QUE? ELE É DAH OU FAZ-SE?

OLHA, O 3º IDIOTA REVELA-SE!





O copo saltou da minha mão e sumo voou pela mesa fora, incluindo para cima de Kunzite. Eu engasguei-me completamente. Que bruta Usagi!!! Pensei para mim “Oh… Desculpem…” Disse ela, envergonhada. Todos riam a bandeiras despregadas de Kunzite, que ainda não se tinha apercebido do que acontecera.


*LOLOLOLOLOL

Bem, pelo menos o Kunzite pagou pelo mal q fez ao n ser capaz de manter o seu orgulho e de mostrar q é de confiança ah Haruka ! O q vale, é q ela é um coraçao de mel e perdoa
quase tudo!

Era o nome da criatura mais detestável à face da Terra – Seiya Kou..

“Enfim… Só vim por arrasto, mas boa sorte com a corrida, Loirinha.” Disse Seiya.

“Obrigada, Seiya…


*Bem Kou, deixame dizer.t q... das duas uma: ou esse tal alex ta.t a matar por dentro e ja tás chéché e nem sabes o q dizes a quem o dizes , ou tas ganzado!



Cala-te oh cara de osga!


*Matreiro

Eu em filosofia estou a dar uma teoria q tem como critica a vida de uma ostra (uma lengalenga enorme q n vou tar aqi a contar) e já pensava q era coincidencia tu estares a chama-lo de ostra! Mas vá lá, nem por isso!




“E Tenoh ganha a corridaaaa!” Passei a linha da meta, mais uma vez, com o calor da vitória a correr à minha volta


*YEY! Pensei por momentos q ia perder! Ufa

“Parabéns Tenoh! Sabes que ao início pensei que tu querias perder esta corrida, mas a reviravolta foi espectacular!” Disse Seiya. O Seiya?! A elogiar-me?! Isto não é verdade! Alguém me diz o que é que ele andou a beber?! Pensei


*MSM! Ele já ta tao caquético e tao magoado pcausa da desiluzao amorosa, q ja nem sabe o q diz á pessoa q mais detesta!

Então dá lá, se és mulher!”

“Tudo bem!” Dei-lhe um pontapé nas partes baixas, que fez com que ele se tolhesse de dor. “Bem, eu já acabei… Não preciso de fazer mais nada… Adeusinho Yamada.”

Abandonei os balneários e coloquei os óculos de sol na cara. O sol estava a brilhar intensamente, como coroa de diamantes na cabeça de um rei.



*OH YE! BEM-FEITO! COMO ISSO! Eu chutei hoje em fisica uma bola pa baliza mas acabei por acertar nos tintins do Kiko, q era o q tava de guarda redes" e ele disse que parecia ter ficado cm eles intalados na garganta durante 8 segundos! É claro q toda a turma se partiu a rir! LOL



O meu pai ainda estava acordado, mas eu não queria vê-lo. Ele insistia que tinha de casar com Alex, mesmo sabendo que ele me traíra.


*AI Deus! O seiya é parvo mas ninguem merece sofrer uma traiçao, e mto menos ter um pai q n se preocupa cm os sentimentos da filha! O.O coitado(a)

EU NUNCA ME CASARIA CM ALGUEM Q ME TRAISSE, AINDA POR MAIS SE ME FORCASSEM A ISSO! AI é q nunca mais m punham a vista em cima!


“Não… e eu juro que a pus no bolso do blazer esta manhã!”
*PERDESTE A CANETA? COMO? OU FOI O YAMADA?


Melhoraste desde a última vez que lutámos. Mas mesmo assim, não me vais vencer sabes, eu estou muito mais poderosa…”

“Vamos lá ver isso, Azumi! Laser Potente da Estrelaa!”

Conseguira acertar-lhe em cheio, mas mesmo assim, fora apenas o suficiente para a fazer cambalear.

“Poder Infernal da Estrelaa!”
*Olha, olha! Armada em boa esta ranhosa! Está mas é calada e limpa essa boca q tá cheia de baba venenosa! "Cao q ladra n morde", feia'zinha! N sabias?
Enterra-te! é so o q te tenho a dizer!


Fim do BIG testamento

AMEI Esperancoso
obrigada Tinoco, fiqei deveras surpreendida cm este cap surpresa e repentino!

Haruka Tenou
S: Pelo Poder Sagrado de Plutão!
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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Seg 19 Abr 2010, 08:33

ah tu e a palavra repentino marisa Matreiro





loool amei o teu super hiper mega testamento Simpatico

eu adoro estas coisas. eu aqui ao lado da rakie chan foi ela a ver me a desmanchar de riso, ainda por cima na mediateca da escola e toda a gente a olhar para mim (gotas '')
enfim
so para chatear, que tal mais um capitulo?


Capítulo 13 – A Haruka em Salvamento. Os ciúmes de Kunzite


Ao chegarmos a Neptuno, uma Michiru muito preocupada veio a correr até nós.

“Haruka, temos de fazer alguma coisa! O Seiya corre perigo!”

“E queres que eu faça o que?! Que vá ajudá-lo?! Para depois ouvir insultos atrás de insultos da parte dele?! Não… Vieste falar com a pessoa errada, Michiru…”

“Nem pelo Taiki e pelo Yaten?”

“Sendo assim a história já é outra, mas para que conste, se o Seiya perguntar, só o fiz pelo Taiki e pelo Yaten, e não por ele. Tu vens?”

“Não posso, tenho de tratar das coisas do casamento. Não posso agora abandonar Neptuno… A Hotaru vai contigo… Ela pode proteger-te se te atacarem…” Disse Michiru, ainda alarmada.

“Como – ”

“Depois ela explica-te. Agora vai!”

Dei um beijo em Kunzite, sussurrando depois ao seu ouvido “Volto mais logo, não te preocupes…”, e depois corri para o exterior, onde Hotaru me esperava, impaciente.

“Finalmente!”

“Ao menos sabes para onde vamos Hotaru?”

“Vamos para o planeta natal deles…”

“Boa… Na outra ponta da Galáxia… Boa Seiya!” Resmunguei.

“Vamos…” Disse Hotaru, estendendo-me a sua mão.

Chegámos em poucos minutos a Kinmoku, e encontrámos Fighter caída no chão, ladeada pela Healer e pela Maker.

“Urano! Saturno!” Exclamaram Healer e Maker.

“Poder Infernal da Estrelaa!” Ouvi uma voz aguda que lançou um ataque na nossa direcção.

“Parede do Silênciooo!” Disse a Saturno, ao lançar o seu poder que nos defendeu do ataque.

“Quem são vocês?!” Perguntou a maria maluca, dona da voz aguda que lançara o ataque.

“Nós somos as Guerreiras da Lua Branca, a Guerreira de Urano e a Guerreira de Saturno! Quem pensas que és para atacar assim dessa maneira a Fighter!” Gritei para ela. Ela entrava nos meus nervos de tal maneira…

“Eu sou a Azumi, melhor, a Sailor Star Killer, a irmã do namorado dessa parvalhona!” Disse ela, apontando para Seiya. Namorado?! Eh lá, onde é que eu me fui meter?! “Vocês as duas não pertencem estar aqui! Voltem para o vosso sistema solar! Poder Infernal da Estrelaa!”Atacou novamente, mas eu e Saturno desviámo-nos do ataque.

“Devias ter vergonha de ti mesma, Azumi-san.” Ouvi a voz imponente de um rapaz, que ao ver Fighter, gritou: “Sayako!” Sayako?! Ohminhadeusa alguém me explica alguma coisa disto?! Juro pela deusa dos ventos que já não estou a pescar nada disto…

“Alex…” Vi Killer a destransformar-se, e no seu lugar, apareceu uma pequena rapariga, a chorar.

“Ok… Já vi que a minha vinda foi em vão… Vou voltar a Neptuno… Com licença…” Disse, mas fui ignorada. Fiquei frustrada, pois para além de não poder ter dado uma tareia naquela arrogante, ninguém me estava a ligar peva. Podia até estar ali a ter um ataque que ninguém ligava. Eu naquele momento só queria sair dali. Se o Seiya tem problemas conjugais, resolva-os bem longe de mim.

“Fighter! Acorda!” Ouvi Saturno a dizer. Agora olhando com mais atenção, vi que Seiya estava mesmo mal… Ele estava todo ferido, e parecia que não se iria safar desta.

“Saturno, anda, já não –”

“Espera, Urano! Não vás!” Suplicou Healer “Por favor…” Ela estava quase a chorar. Eu corri a abraçá-la, para a reconfortar, e dizer que tudo ficaria bem com Seiya. Mas mesmo assim, não acreditava que isso fosse acontecer. Não aqui.

“Urano, ajuda-nos a levar a Fighter para Neptuno…”Disse Maker.

“Vocês querem mesmo ir para Neptuno?” Perguntei-lhe, sorrindo corajosamente.

“Sim… A Fighter de qualquer maneira teria de viajar para lá, e de qualquer maneira, não é um dos teus cunhados que é médico?”

“Tudo bem… Sendo assim vão andando daqui para fora. Eu levo a Fighter comigo.”

“Mas…” Disse Healer.

“Healer, podes confiar em mim… Deixa isto comigo... Não te preocupes, no que depender de mim, o Seiya vai sobreviver…” Disse, agora deixando escapar por um pouco a identidade da Fighter. Eu sorri para Healer e Maker, e para Saturno, enquanto elas deixavam Kinmoku. Eu olhei novamente para Seiya/Fighter e vi que ele/a continuava desmaiado/a, só que ele/a já não estava transformado/a, e o tal de Alex tinha-o/a deitado/a no seu colo. Eu aproximei-me lentamente, e declarei:

“Olha lá, eu tenho de levá-la…”

“Não! Ela fica!” Disse ele, levantando-se em tom de desafio. “É aqui a casa dela!”

“Não sei se sabes, mas a tua namoradinha não quer estar aqui! Qual foi a parte que ainda não percebeste?! ELA NÃO QUER ESTAR AQUI EM KINMOKU!!! ELA JÁ NÃO TE AMA!!!” Gritei com ele.

“Ela arranjou outro, não foi?”

“Ele é um homem na Terra, por amor da Deusa de Urano!”

“Tu… Tu roubaste-ma! Tu… tu fizeste a Sayako apaixonar-se por ti!” Ele tirou a sua espada furiosamente do coldre, e declarou: “Vais morrer aqui!” Ele tentou atacar-me, mas a minha rapidez a tirar a minha espada do coldre permitiu-me defender do ataque.

“Não te serve de nada atacares-me! Eu sou muito mais poderosa!” Afirmei, com voz imponente.

“Chega Alex!” Ouvi a voz fraca de Seiya, enquanto ele se levantava vagarosamente. Cada movimento dele transmitia dor. “Haruka, por favor, não lhe faças mal…”

“Se queres saber Seiya Kou, o teu namoradinho é que me atacou primeiro…”

“Haruka… Seiya? Por amor da Princesa mas será que alguém me explica o que se passa?” Disse o Alex, todo atrapalhado.

“Não estás a entender? Eu explico: Eu sou a Haruka, Princesa e Guardiã de Urano, no sistema solar da Lua Branca. A tua Sayako é na Terra Seiya Kou, um cantor muito famoso. Nós os dois não nos suportamos: odiamo-nos. E eu só cá estou, porque a minha madrinha de casamento tem como padrinho de casamento o Seiya, e pretende que ele chegue vivo e a salvo a Neptuno. E também pela Healer e pela Maker… Portanto, se não se importarem, arrufos de namorados entre vocês, de preferência bem longe de mim, não quero meter-me nesses assuntos.” Disse, já saturada desta situação que para mim é deveras embaraçosa. “Seiya, eu faço tenções de almoçar hoje. Por favor, acompanha-me.”

“Ela não vai a lado nenhum, já disse!”Disse Alex, levantando novamente a espada na minha direcção.

“Se tu não te afastares, eu ataco-te!” Disse, agressivamente, como resposta à sua ousadia.

“Ataca lá! A veres o que te acontece!”

“Chega por favor!” Disse Seiya, melhor dizendo, a Fighter. As lágrimas corriam pela sua face. “Eu vou… Anda Haruka…”

“Sayako…”

“Alex por favor! Nós já não damos. Tu traíste-me, e estás mesmo à espera que eu agora volte para os teus braços?! Nunca!! Por favor, deixa-me em paz, não me envies mais cartas! NÃO QUERO MAIS SABER DE TI!” Disse a Fighter. Ela estava mesmo magoada com Alex. Bem, se o Kunzite alguma vez me traísse, também não o quereria ver mais na minha vida… Só que ao virar as costas a Alex, ela virou-se demasiado depressa, tendo em conta o seu estado físico, e quase caíra, se eu não a tivesse agarrado.

“Ei, o que estás a fazer?! Larga-me!”Refilou ela, meio que indignada, mas sorrindo ao mesmo tempo.

“Tudo bem!” Ela caiu redonda no chão e eu ri-me desalmadamente. Ela riu também e depois eu ajudei-a a levantar-se, depois fiz o teleporte, e saímos dali.

À medida que nos aproximávamos do meu sistema solar, reparei que a Fighter estava a retomar à sua forma masculina, muito conhecida na Terra.

“Porquê, Haruka?” Perguntou Seiya, de repente.

“Porquê o quê?” Disse, curiosa.

“Porque me salvaste?”

“Pelo Yaten e pelo Taiki…Nada de mais…”

“MAS PORQUÊ?!” Perguntou Seiya, irritado.

“Também porque a Michiru insistiu… Tu és o padrinho dela, afinal de con –”

“Oh Haruka, por amor à santa, tu ODEIAS-ME!”

“Sim, é verdade, eu odeio-te! Mas não posso permitir que as asneiras que tu fazes magoem os outros!”

“Obrigada…” Acabou por dizer.

“Uh?!” Fiquei atrapalhada. Quer dizer, primeiro refila, agora ele disse o QUÊ?!

“Obrigada… Por me teres salvo… E por me teres defendido…” Disse ele com uma voz fraca, acabando por desmaiar nos meus braços. Que bom… Agora esta taralhoco desmaiou para aqui… Oh senhores…

Já tínhamos chegado a Neptuno, e Michiru veio na nossa direcção:

“Haruka!!! Finalmente! Que aconteceu? Demoraste tanto a voltar…” A voz de Michiru revelava preocupação. Neflite estava na companhia dela.

“O namoradinho aí do teu padrinho quis arranjar confusão comigo, e quase nos batemos em duelo, mas o Seiya impediu tudo isso… felizmente… Não me apetecia ter que bater em alguém hoje…”

“E o Seiya, está bem?”

“Desmaiou… Mas acho que se tu, Neflite, não o ajudares agora, ele não vai sobreviver por muito mais tempo…” Disse, preocupada.

“Vamos, trá-lo para dentro…” Disse ele, com uma expressão preocupada, não só com o Seiya mas também comigo.

Eu tentei pegar novamente em Seiya, mas a força falhou-me. Caí de joelhos no chão, e voltei à minha forma normal. Acabei por sucumbir à constipação e desmaiei.
*MOMENTO KUNZITE*


“A Haruka, está bem?” Disse. Estava preocupado com ela, se bem que eu a avisei para não exagerar.

“Ela está só exausta… Depois está doente, e isso foi a pior emenda que o soneto… Mas ela descansando recupera facilmente.” Disse Neflite, reconfortando-me.

“E o Seiya? Ele também vai ficar bem?” Perguntei, apenas por cortesia.

“Ele esteve quase a morrer… Sofreu ferimentos muito graves mas agora está estável… Ele ficará bem…”

“Ainda bem… A Michiru ficaria devastada se o padrinho dela morresse uma semana antes do casamento…” Disse maldosamente. Eu não suportava o Seiya, de maneira nenhuma.

“Kunzite, porque és assim tão mau para com o Seiya? Ele não te fez nada de mal…” Disse Zoicite, metendo-se na conversa. Ele estava a ler um livro com pautas de música para piano que Hotaru lhe emprestara, para ele aprender também.

“Realmente Kunzite… Que é que ele te fez assim de mal para tu dizeres uma coisa dessas?” Disse Jedite, entrando ele também na conversa.

“Vocês não percebem pois não? Vocês ainda não repararam nos olhares que ele manda à Haruka, pois não?”

“Que olhares, caramba!” Disse Neflite “Ele odeia-a! Esse é o único olhar que ele lhe lança. De repulsa!”

“Ele olha-a com admiração profunda! Ele olha-a como se ela fosse uma imagem da pessoa que ele mais ama. Vocês andam iludidos, mas eu não… Eu sei que ele gosta dela!”

“Kunzite, tu estás a imaginar coisas… Eles odeiam-se, nada mais… E por favor, não vás com essas conversas para ao pé da Haruka, senão ela faz-te a folha pela certa… Tu não tens razões para sentir ciúmes dela Kunzite, nenhumas…” Disse Jedite, mas ele calou-se, e eu não percebi o porquê.

“Olá meninos!” Depois percebi. Era Michiru.

“Olá Michiru. Com licença…” Disse, retirando-me de seguida da sala, sem dizer mais nada.
*FIM DO MOMENTO KUNZITE*


“Mas que bicho é que lhe mordeu?” Perguntou Michiru, admirada.

“Não faço a mínima…” Disse Neflite, como que não sabendo nada da conversa.

“Jedite… Vais contar-me o que se passou?” Disse Michiru, puxando a conversa para o lado do noivo.

“Não sei de nada! Juro!”

“Tudo bem. Ninguém vai-me contar o que se passa não é? Com licença!” Disse Michiru, determinada, e abandonou a sala.
*MOMENTO MICHIRU*


Fui até ao quarto da Haruka e do Kunzite. A porta estava entreaberta, e lá dentro estava Kunzite, a chorar desalmadamente.

“Kunzite… Posso entrar?” Perguntei delicadamente. Estava preocupada com ele. Não sabia o que se passava, nem o que ia na sua cabeça para ele estar naquele estado.

“Podes… snif…snif…” Ele estava a fungar, tentando ocultar as lágrimas que chorara. Mas isso era impossível. Eu aproximei-me, e envolvi-o num abraço carinhoso, tentando reconfortá-lo.

“Kunzite, o que aconteceu? Disse, demonstrando que não ia ali para ralhar com ele, mas sim para o ouvir, e tentar ajudá-lo.

“Eu… Não se passa nada Michiru…” Disse-me, tentando obviamente mentir, mas sem sorte.

“Kunzite… Conta lá… Sabes que podes confiar em mim…” Disse, tentando fazê-lo desembuchar.

“Diz-me só uma coisa, e responde com sinceridade, Michiru… Sabes se o Seiya sente alguma coisa pela Haruka?” Disse ele, num tom envergonhado.

“Uh?! Acho que entre aqueles dois, o único sentimento existente é somente ódio profundo e repulsa…” Disse, rindo-me um pouco. Mas depois, assumindo novamente um tom sério, perguntei: “Porquê?”

“Acho que estou com ciúmes… Mas não suporto ver a Haruka junta ao Seiya…”

“AHAH!!!” Gracejei graciosamente “A Haruka só tem olhos para ti, cunhado tolinho!”

“A sério?”

“Kunzite, achas que a Haruka casaria contigo se ela gostasse de outra pessoa? A Haruka, apesar de não demonstrar muito os seus sentimentos, ela ama verdadeiramente. Ela não era capaz de te trocar por nada deste mundo… Ela ama-te, não te preocupes…”

“Eu sinto-me muito parvo… Mas é parte da minha natureza, percebes?”

“Sim Kunzite, mas tens de confiar na Haruka. Ela ama-te loucamente… Ela parece quase insana quando me fala daquilo que sente por ti… Nunca duvides dos seus sentimentos. Eles são totalmente sinceros…”

“Oh Michiru, que seria de mim se não tivesse uma cunhada como tu que me metesse juízo na cabeça quando é preciso, quem é que o conseguiria fazer?

“Tu tens um feitio muito parecido ao da Haruka… Por isso é que sei como te levar à razão…” Disse sorrindo, para esconder os meus pensamentos… Ai, ai rapaz, se a Haru-chan soubesse do que disseste, não sei o que ela te faria…

“Obrigada Michiru… És mesmo uma boa amiga…”

“De nada Kunzite… Não tens que agradecer… Sempre às ordens!” Disse, simulando uma continência.

“Bem… Agora, se não te importasses, eu precisava…”

“Sim… Claro, até depois Kunzite…” Eu sabia exactamente o que ele queria. Sorri mais uma vez, e saí do quarto. Depois, fui ver de Haruka e de Seiya.
*FIM DO MOMENTO MICHIRU*


Eu sentia-me pessimamente. Parecia que tinha andado a bater com a cabeça vezes e vezes sem conta numa parede. Acordei assim, após ter estado algum tempo apagada. Olhei à minha volta, sentia que alguma coisa estava errada: não estava no meu quarto. Não… Definitivamente aquele não era o meu quarto.

“Haruka, acordaste!” Disse Setsuna, aliviada.

“Cof…Cof… Sim… Pelos vistos… Onde estou?”

“Estás na enfermaria… Tiveste uma má disposição, causada pelo cansaço, dividido entre corrida, viagens interplanetárias e a tua constipação. Acabaste por desmaiar quando tentaste pegar em Seiya, para o trazer para dentro – ” Disse Neflite, que acabei por interromper.

“Falando em Seiya, ele está bem?” Perguntei, verdadeiramente preocupada.

“Está a recuperar de ferimentos graves, que quase o mataram, mas ele vai estar apto a ir ao casamento…” Disse Setsuna.

“Não será melhor adiarmos o casamento, por, sei lá, três semanas? Eu quero que o Seiya recupere totalmente…”

“Haruka, tens a certeza?” Disse Michiru, que no entretanto entrara na enfermaria. “Pensava que detestavas o Seiya.”

“Adiamos ou não?” Perguntei, impaciente, e ansiosa por encerrar ali a conversa.

“Sim… Adiamos para daqui a três semanas…”

“Óptimo!” Disse, sorrindo alegremente.

“Bem… Tu deves querer sair daqui, para ires para o teu quarto…”

“Sim… Mas queria falar com o Seiya primeiro…”

“Mas ele está em coma induzido –” Tentou contra-argumentar Neflite, mas eu cortei-lhe a palavra.

“Eu acredito que as pessoas em coma são capazes de nos ouvir, apesar de estarem inconscientes… Eu quero ir ver o Seiya.”

“Tudo bem… Eu vou contigo…” Disse Michiru, determinada.

“Queria estar a sós com ele…”

“Eu fico à porta… Mas não te vou deixar andares aí sozinha, podes desmaiar por aí…”

“Tudo bem… Vem lá…” Disse, derrotada. Sabia que ela tinha razão.

Ela levou-me até ao quarto onde estava Seiya, e depois deixou-me entrar sozinha. Eu aproximei-me da cadeira que estava ao lado da sua cama, e sentei-me lá.

“Bem… Eu sei que isto vai parecer um pouco insano, estar aqui a falar para uma pessoa que possivelmente não me está a ouvir… Mas enfim, cá vai: Às vezes és um chato do pior, e outras vezes és um arrogante de primeira e eu odeio-te por isso… Mas aquilo que fizeste em Kinmoku, foi espectacular. Nunca tinha pensado que tu me fosses defender, mesmo odiando-me do fundo do coração… Bem… Nem eu me imaginava a defender-te… Bem, obrigada Seiya…” Ao acabar de falar, vi a mão de Seiya a mexer-se, como se ele tivesse acordado, e estivesse a querer chamar-me à atenção, dizendo que ouvira tudo. Olhei para a sua cara, mas ele continuava inconsciente. A minha esperança vã de que ele me tivesse ouvido desvanecera-se. Por momentos senti-me desiludida, mas depois sorri. Assim é melhor… Vou poder continuar a odiá-lo… Se ele não tiver ouvido nada, não me vai dar razões para ter de fazer mais um esforço para o conseguir aguentar. Pensei.

Depois levantei-me e saí.

“Discurso inspirador, Haruka…”Disse Michiru, colocando-me numa posição embaraçosa: ela ouvira tudo!

“Ouviste o que eu disse?”

“Claro… Não podia deixar de querer saber o que tu ias lhe dizer…”

“Que cusca!” Simulei estar ofendida…

“Não é ser cusca, é ter algo para contar aos meus sobrinhos!” Disse ela, rindo-se à gargalhada.

“Goza, goza… Eu não quero ter filhos…”

“Mas vais te de dar continuidade à casa de Urano…”

“Eu sei… Mas ter filhos, actualmente não faz parte dos meus planos…”

“Vais ter de os ter… Sabes disso não sabes?”

“Sei…” Disse. Fedelhos?! É que nem pensar! Pensei para mim. Mas porque é que a Michiru tinha de pegar nesta conversa?





“Já te estou a imaginar com uns quantos pequenitos ao colo, todos loiros e de olhos verdes e azul-cinza, com um feitio exactamente igual ao dos pais e uma coragem acima da média como a mãe… E com um físico igual ao do pai…”Disse Michiru, totalmente alucinada.

“Sim sim, Michiru, vai sonhando que pode ser que se torne realidade…” Disse, rindo-me do absurdo da situação.

“Parva!” Disse ela, dando-me um safanão ligeiro no ombro.

“Parva não… realista!” Disse, rindo-me novamente, mas isso fez me tossir.

“Ah! Bem feita!”Disse ela, rindo-se de mim.

À medida que andávamos, íamos entrando cada vez mais no interior do Palácio, e o corredor por onde caminhávamos ia dar ao salão principal, de onde saía a voz aguda do Yaten, que soava ainda mais aguda por causa da fúria que a sua voz exalava.

“Assim não consigo!” Depois ouvi a sua guitarra ser brutalmente arremessada contra o chão de mármore. “Falta aqui o Seiya para dar ambiente ao ensaio!”

“Eh rapazes! Não é preciso destruírem a casa toda!” Exclamei animadamente.

“Haruka!” Exclamou Taiki.

“Estás bem? Ouvimos dizer que te tinhas sentido mal!” Disse Yaten, envergonhado por nós o termos ouvido num momento de explosão emocional, mas ao mesmo tempo preocupado comigo.

“Estou óptima, só estava demasiado cansada…”

“Já foste ver o Seiya?” Perguntaram os dois em coro.

“Ele vai ficar bem, não se preocupem…”

“A sério?” Perguntou Yaten, meio que desconfiado. Até parece que eu não sou de confiança… Mas eu compreendo, podia estar a esconder a verdade dolorosa…

“Sim… claro que sim…” Disse Michiru.

“Ele está sob coma induzido, e o Neflite deve acordá-lo amanhã.”Disse eu, concluindo.

“Oh Haruka! Obrigada por o teres conseguido trazer com vida, apesar de o odiares!” Yaten chorava que nem um desalmado, e eu abracei-o, sorrindo.





“Obrigada Haruka…” Disse Taiki, comovido, embora não ao ponto de chorar como Yaten. Acabei por abraçá-lo também. Senti bem fundo o carinho que eles sentiam por Seiya. Mas não podia comover-me. Não… Eu odiava o Seiya! Mesmo assim… Sentia esse ódio a desvanecer-se. Mas que baboseiras estou para aqui a pensar?! Não! EU ODEIO O SEIYA!!! NADA MAIS! Pensei para mim.

“Tu mudaste tanto Haruka… Estou tão feliz por ti!” Disse Michiru.

“Pois foi… Mudei um pouco…” Não disse mais nada. Virei costas, e fui para o quarto.











por mim é tudoo Simpatico Esperancoso beijinhooooooooooooooooos

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Seg 19 Abr 2010, 15:51

ah tu e a palavra repentino marisa Matreiro
*Ah pz'é! Mas agora nao há a palavra R******** pq n postaste R********mente

loool amei o teu super hiper mega testamento Simpatico
eu adoro estas coisas. eu aqui ao lado da rakie chan foi ela a ver me a desmanchar de riso, ainda por cima na mediateca da escola e toda a gente a olhar para mim (gotas '')
*Ah! entao vocemecês lêem os meus comentarios juntas, e na escola... pa se rirem de mim! Ta bem! É bem feito! Agr todos pensam q és doidinha Matreiro

so para chatear, que tal mais um capitulo?
*Epa... n sei se quero.... bah... como é muita chato, penso q vou ler pa n apanhar uma seca!

Quem são vocês?!” Perguntou a maria maluca, dona da voz aguda que lançara o ataque.
*Olha olha! Q pena! Sabes feia'zinha ranhosa, parece q a autora da fic tbm n gosta de ti... q pena... vou chorar:

RNHHHHH (Assoa-se)

Toma esta lembrança! Pega nele Simpatico
De: melhor amiga Para: melhor amiga!


Um lenço ranhoso!

(especialmente para ti! Espero q tenhas gostado Serial Killer-Woman)

Quem pensas que és para atacar assim dessa maneira a Fighter!” Gritei para ela. Ela entrava nos meus nervos de tal maneira…
*?????????
Sem comentários
( a comentadora encontra-se em estado choque nivel 2 apos ver q ela O tinha defendidO)

“Sayako!” Sayako?! Ohminhadeusa alguém me explica alguma coisa disto?! Juro pela deusa dos ventos que já não estou a pescar nada disto…
*Nao percebes? Nao te preocupes, eu no teu lugar, tinha ficado ainda por mais de boca aberta, enquanto tentava perceber o q se estava a ali a passar...

Fiquei frustrada, pois para além de não poder ter dado uma tareia naquela arrogante, ninguém me estava a ligar peva. Podia até estar ali a ter um ataque que ninguém ligava.
*LOL
Ya! Realmente...Podias morrer pa li q ninguem se importava e dava pela tua falta!

Se o Seiya tem problemas conjugais, resolva-os bem longe de mim.
*Ah! O.O
O SEIYA?
Meu... Haruka,estás a chama-lo pela forma masculina para o chamares de Gay?
Minha muh'nina, isso... nao se faz
FAZ-SE MESMO!

Eu corri a abraçá-la, para a reconfortar (HEALER)
*O-K-A-Y...
Tinoco-chan... sabes q essa Haruka n existe n sabes..?
Ela nunca abraçaria ninguém, mto menos as Starlights, por mais q gostasse da Healer... É q sabes... eu ao imagina-la ao fazer isso, parece q tem segundas intenções, ou entao, aparece-me a imagem da cara dela, cm cara de parva a abraçar a Healer... o.O De outro modo, nao consigo imaginar!


Eu olhei novamente para Seiya/Fighter e vi que ele/a continuava desmaiado/a, só que ele/a já não estava transformado/a, e o tal de Alex tinha-o/a deitado/a no seu colo.
*OMG LOLOLOLOL
Só tu pa me fazeres rir cm os pensamentos da Haruka no genero feminino e masculino sobre ela barra ele

“Não sei se sabes, mas a tua namoradinha não quer estar aqui! Qual foi a parte que ainda não percebeste?! ELA NÃO QUER ESTAR AQUI EM KINMOKU!!! ELA JÁ NÃO TE AMA!!!” Gritei com ele.
* O.O
A defende-lo? Outra vez??????????

(A comentadora aumenta o seu estado de choque de nivel 2 para nivel 4)

“Ela arranjou outro, não foi?”
“Ele é um homem na Terra, por amor da Deusa de Urano!”

[...]

"Tu… Tu roubaste-ma! Tu… tu fizeste a Sayako apaixonar-se por ti!” Ele tirou a sua espada furiosamente do coldre, e declarou: “Vais morrer aqui!” Ele tentou atacar-me, mas a minha rapidez a tirar a minha espada do coldre permitiu-me defender do ataque
.

*(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)

BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA

Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka... esperem... deixem-me repetir tudo outra vez pa ver se acredito... :


(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)


BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA
Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka...


Contem-me fics está bem? ¬¬

Ei, o que estás a fazer?! Larga-me!”Refilou ela, meio que indignada, mas sorrindo ao mesmo tempo.

“Tudo bem!” Ela caiu redonda no chão e eu ri-me desalmadamente. Ela riu também e depois eu ajudei-a a levantar-se, depois fiz o teleporte, e saímos dali.
*LOLOLOLOL
Hum... pq q será q esta cena é me tao familiar??? Epa! acho q nao sei!

Agora esta taralhoco desmaiou para aqui… Oh senhores…
Bem feito! N gozaste q ela por ela ter desmaiado de dores qndo o Yamada a atacou? Entao pumba, agora qem se apagou foste tu! Nhã NHã NHÃ!

não vai sobreviver por muito mais tempo…” Disse, preocupada.
*O.O

(Mais uma vez, a comentadora sobe de nivel de choque nº4 para o nivel nº 6

Eu tentei pegar novamente em Seiya, mas a força falhou-me. Caí de joelhos no chão, e voltei à
minha forma normal. Acabei por sucumbir à constipação e desmaiei.
*Olha, se nao tivesses reparado q o Coizinhu te olhava preocupado, eu nem sabia q estavas assim tao mal e esgotada ~.O

Diz-me só uma coisa, e responde com sinceridade, Michiru… Sabes se o Seiya sente alguma coisa pela Haruka? - Disse ele, num tom envergonhado.

“Uh?! Acho que entre aqueles dois, o único sentimento existente é somente ódio profundo e repulsa…” Disse, rindo-me um pouco. Mas depois, assumindo novamente um tom sério, perguntei: “Porquê?”

“Acho que estou com ciúmes… Mas não suporto ver a Haruka junta ao Seiya…”
*Ai meu deus q ainda morro hoje!

(Mais uma vez novamente, para variar, a comentadora passa de nivel de choque nº 8 para o Nº10!)


***Va! mais uma vez! juntem-se a mim!***

(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)

BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA

Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka...


Haruka, tens a certeza?” Disse Michiru, que no entretanto entrara na enfermaria. “Pensava que detestavas o Seiya.”

“Adiamos ou não?” Perguntei, impaciente, e ansiosa por encerrar ali a conversa.

“Sim… Adiamos para daqui a três semanas…”

Óptimo!” Disse, sorrindo alegremente.

*Olha! Conseguiste safar-te!
Apesar de eu já ter passado para o estado de choque nivel 12 por ela qerer adiar o casamento pcausa do bem estar dele barra dela e por ter sorrido alegremente, penso por outro lado q é um pretexto para n querer casar... assim talvez ainda consiga arranjar um modo de casar numa oficina cheia de oleo, de modo a q o padre escorregue e faça Sku.

“Bem… Eu sei que isto vai parecer um pouco insano, estar aqui a falar para uma pessoa que possivelmente não me está a ouvir… Mas enfim, cá vai: Às vezes és um chato do pior, e outras vezes és um arrogante de primeira e eu odeio-te por isso… Mas aquilo que fizeste em Kinmoku, foi espectacular. Nunca tinha pensado que tu me fosses defender, mesmo odiando-me do fundo do coração… Bem… Nem eu me imaginava a defender-te… Bem, obrigada Seiya…” Ao acabar de falar, vi a mão de Seiya a mexer-se, como se ele tivesse acordado, e estivesse a querer chamar-me à atenção, dizendo que ouvira tudo. Olhei para a sua cara, mas ele continuava inconsciente. A minha esperança vã de que ele me tivesse ouvido desvanecera-se. Por momentos senti-me desiludida, mas depois sorri. Assim é melhor… Vou poder continuar a odiá-lo… Se ele não tiver ouvido nada, não me vai dar razões para ter de fazer mais um esforço para o conseguir aguentar. Pensei.

Depois levantei-me e saí.

“Discurso inspirador, Haruka…”Disse Michiru, colocando-me numa posição embaraçosa: ela ouvira tudo!

* O.O

o.O

~.O

~.~

TUM... TUM... TUM, TUM... TUM TUM... TUMTUMTUMTUM

Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Lamentamos informar mas a comentadora atingiu o estado de choque nivel 20 por ter lido a confissao feita pela senshi do vento e acabou por entrar em coma. Lamentamos o dano q a perda do resto do comentário lhe possa causar.
Com o maior dos consentimentos.

Haruka Tenou
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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Ter 20 Abr 2010, 05:26

Citação:
ah tu e a palavra repentino marisa Matreiro
*Ah pz'é! Mas agora nao há a palavra R******** pq n postaste R********mente
LOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLL!!!!!

Citação:
loool amei o teu super hiper mega testamento Simpatico
eu adoro estas coisas. eu aqui ao lado da rakie chan foi ela a ver me a desmanchar de riso, ainda por cima na mediateca da escola e toda a gente a olhar para mim (gotas '')
*Ah! entao vocemecês lêem os meus comentarios juntas, e na escola... pa se rirem de mim! Ta bem! É bem feito! Agr todos pensam q és doidinha Matreiro
eu sei que sou doida, e com muito gosto Esperancoso Esperancoso Esperancoso

Citação:
so para chatear, que tal mais um capitulo?

*Epa... n sei se quero.... bah... como é muita chato, penso q vou ler pa n apanhar uma seca!
uma seca hein ?! muahahahahahah


Citação:
Quem são vocês?!” Perguntou a maria maluca, dona da voz aguda que lançara o ataque.
*Olha olha! Q pena! Sabes feia'zinha ranhosa, parece q a autora da fic tbm n gosta de ti... q pena... vou chorar:

RNHHHHH (Assoa-se)

Toma esta lembrança! Pega nele Simpatico
De: melhor amiga Para: melhor amiga!


Um lenço ranhoso!

(especialmente para ti! Espero q tenhas gostado Serial Killer-Woman)

que mazinha Marisinhaaaaaaaaaaa Esperancoso eu ADOREI ESSA MALDADE MALDOSA Esperancoso

Citação:
Quem pensas que és para atacar assim dessa maneira a Fighter!” Gritei para ela. Ela entrava nos meus nervos de tal maneira…
*?????????
Sem comentários


( a comentadora encontra-se em estado choque nivel 2 apos ver q ela O tinha defendidO)
eh... so foi para meter uma piadazinha Matreiro


Citação:
“Sayako!” Sayako?! Ohminhadeusa alguém me explica alguma coisa disto?! Juro pela deusa dos ventos que já não estou a pescar nada disto…
*Nao percebes? Nao te preocupes, eu no teu lugar, tinha ficado ainda por mais de boca aberta, enquanto tentava perceber o q se estava a ali a passar...
nao percebeu mesmofrustraçao *gotas*

Citação:
Fiquei frustrada, pois para além de não poder ter dado uma tareia naquela arrogante, ninguém me estava a ligar peva. Podia até estar ali a ter um ataque que ninguém ligava.
*LOL
Ya! Realmente...Podias morrer pa li q ninguem se importava e dava pela tua falta!


Citação:
Se o Seiya tem problemas conjugais, resolva-os bem longe de mim.
*Ah! O.O
O SEIYA?
Meu... Haruka,estás a chama-lo pela forma masculina para o chamares de Gay?
Minha muh'nina, isso... nao se faz
FAZ-SE MESMO!
XD XD XD XD XD x3 x3 x3

Citação:

Eu corri a abraçá-la, para a reconfortar (HEALER)
*O-K-A-Y...
Tinoco-chan... sabes q essa Haruka n existe n sabes..?
Ela nunca abraçaria ninguém, mto menos as Starlights, por mais q gostasse da Healer... É q sabes... eu ao imagina-la ao fazer isso, parece q tem segundas intenções, ou entao, aparece-me a imagem da cara dela, cm cara de parva a abraçar a Healer... o.O De outro modo, nao consigo imaginar!
(eu sei eu sei va la deixem me tornar a harukinha mai sentimentalista SVP XD)


Citação:
Eu olhei novamente para Seiya/Fighter e vi que ele/a continuava desmaiado/a, só que ele/a já não estava transformado/a, e o tal de Alex tinha-o/a deitado/a no seu colo.
*OMG LOLOLOLOL
Só tu pa me fazeres rir cm os pensamentos da Haruka no genero feminino e masculino sobre ela barra ele HEHEHEHEHEEHEHHEHEHE


Citação:
“Não sei se sabes, mas a tua namoradinha não quer estar aqui! Qual foi a parte que ainda não percebeste?! ELA NÃO QUER ESTAR AQUI EM KINMOKU!!! ELA JÁ NÃO TE AMA!!!” Gritei com ele.
* O.O
A defende-lo? Outra vez??????????

(A comentadora aumenta o seu estado de choque de nivel 2 para nivel 4)

va convenhamos, ela só esta a fazeer isto pq a Michi-chan lhe pediu Mal disposto' total fail (mas q baka que o Alex me saiu, para insiunuar tretas como as seguintes Matreiro)
Citação:
“Ela arranjou outro, não foi?”
“Ele é um homem na Terra, por amor da Deusa de Urano!”

[...]

"Tu… Tu roubaste-ma! Tu… tu fizeste a Sayako apaixonar-se por ti!” Ele tirou a sua espada furiosamente do coldre, e declarou: “Vais morrer aqui!” Ele tentou atacar-me, mas a minha rapidez a tirar a minha espada do coldre permitiu-me defender do ataque
.

*(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)

BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA

Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka... esperem... deixem-me repetir tudo outra vez pa ver se acredito... :


(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)


BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA
Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka...


Contem-me fics está bem? ¬¬
tu propria fazes fics Haruka x Seiya, lembras te Esperancoso

Citação:
Ei, o que estás a fazer?! Larga-me!”Refilou ela, meio que indignada, mas sorrindo ao mesmo tempo.

“Tudo bem!” Ela caiu redonda no chão e eu ri-me desalmadamente. Ela riu também e depois eu ajudei-a a levantar-se, depois fiz o teleporte, e saímos dali.
*LOLOLOLOL
Hum... pq q será q esta cena é me tao familiar??? Epa! acho q nao sei!


Citação:
Agora esta taralhoco desmaiou para aqui… Oh senhores…
Bem feito! N gozaste q ela por ela ter desmaiado de dores qndo o Yamada a atacou? Entao pumba, agora qem se apagou foste tu! Nhã NHã NHÃ!


Citação:
não vai sobreviver por muito mais tempo…” Disse, preocupada.
*O.O

(Mais uma vez, a comentadora sobe de nivel de choque nº4 para o nivel nº 6


Citação:

Eu tentei pegar novamente em Seiya, mas a força falhou-me. Caí de joelhos no chão, e voltei à
minha forma normal. Acabei por sucumbir à constipação e desmaiei.
*Olha, se nao tivesses reparado q o Coizinhu te olhava preocupado, eu nem sabia q estavas assim tao mal e esgotada ~.O
Mal disposto''' maldade *gotas*

Citação:
Diz-me só uma coisa, e responde com sinceridade, Michiru… Sabes se o Seiya sente alguma coisa pela Haruka? - Disse ele, num tom envergonhado.

“Uh?! Acho que entre aqueles dois, o único sentimento existente é somente ódio profundo e repulsa…” Disse, rindo-me um pouco. Mas depois, assumindo novamente um tom sério, perguntei: “Porquê?”

“Acho que estou com ciúmes… Mas não suporto ver a Haruka junta ao Seiya…”
*Ai meu deus q ainda morro hoje!

(Mais uma vez novamente, para variar, a comentadora passa de nivel de choque nº 8 para o Nº10!)

hehehehehehehehehehehehehe nivel 10?!!!!

***Va! mais uma vez! juntem-se a mim!***

(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)

BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA

Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka...



Citação:
Haruka, tens a certeza?” Disse Michiru, que no entretanto entrara na enfermaria. “Pensava que detestavas o Seiya.”

“Adiamos ou não?” Perguntei, impaciente, e ansiosa por encerrar ali a conversa.

“Sim… Adiamos para daqui a três semanas…”

Óptimo!” Disse, sorrindo alegremente.

*Olha! Conseguiste safar-te!
Apesar de eu já ter passado para o estado de choque nivel 12 por ela qerer adiar o casamento pcausa do bem estar dele barra dela e por ter sorrido alegremente, penso por outro lado q é um pretexto para n querer casar... assim talvez ainda consiga arranjar um modo de casar numa oficina cheia de oleo, de modo a q o padre escorregue e faça Sku.
nao me parece que algo do genero va acontecer Matreiro

Citação:
“Bem… Eu sei que isto vai parecer um pouco insano, estar aqui a falar para uma pessoa que possivelmente não me está a ouvir… Mas enfim, cá vai: Às vezes és um chato do pior, e outras vezes és um arrogante de primeira e eu odeio-te por isso… Mas aquilo que fizeste em Kinmoku, foi espectacular. Nunca tinha pensado que tu me fosses defender, mesmo odiando-me do fundo do coração… Bem… Nem eu me imaginava a defender-te… Bem, obrigada Seiya…” Ao acabar de falar, vi a mão de Seiya a mexer-se, como se ele tivesse acordado, e estivesse a querer chamar-me à atenção, dizendo que ouvira tudo. Olhei para a sua cara, mas ele continuava inconsciente. A minha esperança vã de que ele me tivesse ouvido desvanecera-se. Por momentos senti-me desiludida, mas depois sorri. Assim é melhor… Vou poder continuar a odiá-lo… Se ele não tiver ouvido nada, não me vai dar razões para ter de fazer mais um esforço para o conseguir aguentar. Pensei.

Depois levantei-me e saí.

“Discurso inspirador, Haruka…”Disse Michiru, colocando-me numa posição embaraçosa: ela ouvira tudo!

* O.O

o.O

~.O

~.~

TUM... TUM... TUM, TUM... TUM TUM... TUMTUMTUMTUM

Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Lamentamos informar mas a comentadora atingiu o estado de choque nivel 20 por ter lido a confissao feita pela senshi do vento e acabou por entrar em coma. Lamentamos o dano q a perda do resto do comentário lhe possa causar.
Com o maior dos consentimentos.

looool MARISA EU E Q ENTREI EM ESTADO DE CHOQUE XD
eu aqui a fazer supostamente um trabalho sobre cesario verde, enquanto a Rakie-chan esta a tentar fazer o nosso almoço, e eu aqui a rir-me a bandeiras despregadas, como se a vida do Veerde tivesse mta piada Matreiro


adorei o comment Matreiro mas para teu infortunio so publico mais amanha de manha Matreiro muahahahahah ser mazinha para de vez em quando dar um comment de jeito aos teus comments XD
adorei rir-me durante este bocadinho
bjinhoooooos

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por BTsukyno em Ter 20 Abr 2010, 10:18

Mas sabes Haruka… Não é por isso que vou ficar chateada contigo… Eu acho que vou dar-te uma mãozinha para isto não ser tão tortuoso para ti como está a ser…” Michiru disse, de cabeça levantada, e de lágrimas nos olhos. “Acho que vou-te fazer o favor de te deixar ir ao copo de água de fato… Não te vou obrigar a andar o dia todo de vestido. Casamos-te, e de seguida, vais logo trocar de roupa… Assim acho que te ajudo…” Acabou a sorrir resplandecentemente.

“A sério?! Eras mesmo capaz de fazer isso por mim?” Disse, levantando a cabeça no meio de lágrimas, a sorrir.



nao percebo, nunca percebi...qual o problema dos vestidos, sao super confurtaveis, e se puserem um daqueles calçoes piquininos que mais parecem boxers, anda-se super á vontade, pode-se correr e saltar... como eu adoro vestidos. vestidinhos com folhinhos, florzinhas, bolinhas, cor-de-rosa, amarelos, de todas as formas e feitios, principalmente daqueles leves que abanicam com o ventu...


“Como te atreves a derrotar-me novamente Tenoh!” Era, mais uma vez, o Yamada, que mais uma vez, estava frustrado por ter perdido comigo

este tipo irrita-m profundament, mas nao têm noçao, que nervos, a este até eu dava um soco, e eu odeio andar ao estalo.

Já quando te apaixonaste pela Usagi ficaste um traste quando descobriste quem ela era na realidade!

esta eu nao percebo tambem, nunca percebi, porque ficou tao desiludido. ela é linda, fofa, e era uma guerreirfa como ele, tinha o mesmo inimigo que ele, e conseguia que as pessoas tansformadas em varges ficassem vivas (coisa que ele nao conseguia), afinal o que precisa de ter uma tipa/tipo pa ele se apaixonar?



nao consegui ainda acabar de ler, falta-m capitulo mais recente, ms ja estava um pouco cansada...mais logo termino..

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Haruka Tenou em Ter 20 Abr 2010, 10:52

que mazinha Marisinhaaaaaaaaaaa Esperancoso eu ADOREI ESSA MALDADE MALDOSA Esperancoso

*LOLOLOLOLOL
Obrigada Simpatico sou optima a ofender pessoas Matreiro
Serio!

tu propria fazes fics Haruka x Seiya, lembras te Esperancoso
*Sim certo mas qnd eu digo...certo... o Seiya gostar da Haruka... qer dizer q nesta fic, isso n acontece. Aqi n fazia sentido nenhum ele andar atras dela enqto ela tava comprometida... ainda poderia causar problemas entre o Kunzite e ela e...mais n digo .

nao me parece que algo do genero va acontecer Matreiro
*Ainda bem.... fico mais descansada... apesar de que se isso acontecesse, nao faria outra coisa senao rir nas proximas duas horas

looool MARISA EU E Q ENTREI EM ESTADO DE CHOQUE XD
*Pq? eu é q tive de acordar do coma as 7.53 pa ir pa paragem as 8.16 pa chegar ah escola as 8.34 pa entrar as 8.45! O despertador acordou-me, nao fui eu q acordei por mim mesm, logo, qem fica ainda em estado choque nº 21, sou eu! (21...hum... adoro este numero! é o dia dos meus anos e é o meu nº preferido)

eu aqui a fazer supostamente um trabalho sobre cesario verde, enquanto a Rakie-chan esta a tentar fazer o nosso almoço, e eu aqui a rir-me a bandeiras despregadas, como se a vida do Veerde tivesse mta piada Matreiro
*AH! esse home'zinho poeta mto sensual e todo bom! Ja ouvi falar dele, pq tamus a dar poesia (tipo, florbela espanca ... pronto poetas sec XX) e a minha stora falou por alto dele.

adorei o comment Matreiro mas para teu infortunio so publico mais amanha de manha Matreiro
*PUBLICO?
NAO!
Obrigada mas dispenso por completo!

Eu detesto publico! *esconde-se atrás do teclado*
Detesto ser o centro das atençoes. Coro e gaguejo q nem uma estupida!

muahahahahah ser mazinha para de vez em quando dar um comment de jeito aos teus comments XD
adorei rir-me durante este bocadinho
bjinhoooooos
*Ainda bem q te pus a rir uma beca depois das horas euxastivas q temos de desperdiçar pa fazer trabalhos de me*da. Simpatico
Matreiro

Beijinho*

Ah!
P.S -Recuperei do coma e tou pronta pa outra! Ja me podes tentar homicidar novamente.

nao percebo, nunca percebi...qual o problema dos vestidos, sao super confurtaveis, e se puserem um daqueles calçoes piquininos que mais parecem boxers, anda-se super á vontade, pode-se correr e saltar... como eu adoro vestidos. vestidinhos com folhinho, florzinhas, bolinhas, cor-de-rosa, amarelos, de todas as formas e feitios, principalmente daqueles leves que abanicam com o ventu...

*O.O
BTSUKINO-CHAN???
TU GOSTAS... DISSO?
DESSAS... COISAS?

AI Q VOU DESMAIR... JÁ ESTÁ! (ver ep.1 SM PT)

DETESTO ISSO! ODEIO TER AS PESSOAS A OLHAR PARA AS MINHAS PERNAS! q horror! ganda atrofiu!
Unicamente calças por favor

ENTAO SE USASSE FOLHOS NOS VESTIDOS, CAVAVA UM BURACO PA ME ENFIAR LA DENTRO E SUICIDAVA-ME CM A FALTA DE AR

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Re: O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas

Mensagem por Tinoco em Qua 21 Abr 2010, 01:08

BTsukino: vestidos: tenho muito contra eles( ja apanhei com cada vergoha Matreiro e para alem de mais, a haruka é um macho! Simpatico
2º o Seiya gostava muito muito da Bunny, e depois de descobrir que ela era a SM, e ela descobrir que era uma Starlight, e claro q ele ficou de pe atras Matreiro


Marisa: Oh pah... Sabes a q horas me levantei hj? 6h40 da manha! As 7h44 já estava na escola Matreiro *gotas''*
enfim...
ta bem eu homicido-te daqui uns caps Matreiro
Agora é que vais comecar a perceber pq e q a Rakie-chan na brincadeira disse que nos eramos muito maldosas com o Seiya Matreiro
so vou homicidar-te agora: AQUI VAI MAI UM CAP XD




Capítulo 14 – Os preparativos para os casamentos (parte 2). Haruka entra em pânico


Faltava uma semana para o casamento.

Finalmente, decidi ceder à vontade da minha mãe e de Michiru: iria usar vestido no casamento. A Michiru contratou Anya Kanaiichiru, a estilista mais famosa de Neptuno para me desenhar o vestido. Quando ela me mostrou o desenho do vestido, eu fiquei completamente apaixonada e a única coisa que consegui dizer foi “Vou ficar ansiosamente à espera do resultado final!”. Mas o fato, que era uma das minhas exigências, fora totalmente desenhado por mim. Achei que se tinha andado a estudar Estilismo enquanto estava a espiar a Escola Mugen, tinha de fazer uso do curso que tirara. Anya elogiou a qualidade do meu desenho, e disse que ia tentar reproduzir fielmente o desenho, o que lhe agradeci do fundo do coração.

Depois, o Seiya usara bem as semanas que lhe dera: conseguiu recuperar totalmente da luta que tivera com Azumi, em Kinmoku. Mas outra coisa que me surpreendeu foi que ele não estava a lidar bem com a separação de Alex. Ele andava metido na bebida, e cada dia que passava apanhava bebedeiras cada vez maiores, até que Yaten se passou de vez.
*FLASHBACK*


“Haruka, viste o Seiya?” Perguntou-me Yaten. Eu estava no corredor, a tentar apanhar os restos mortais do copo que acabara de partir.

“Eu? Não… Porquê?”

“Porque era suposto estarmos a ensaiar a esta hora, e eu não o encontro em lado algum… Espero que ele não se ande a meter na bebida outra vez…” Disse Yaten, com ar preocupado.

“Não te preocupes, ele já aparece aí –”De repente, ouvimos uma jarra a quebrar-se e um ‘podre de bêbedo e ainda com uma garrafa na mão’ Seiya, estendido no chão.

“Seiya, estás bem?” Questionei, enquanto me aproximava dele.

“Olha… tantas estrelinhas…” Foi a única resposta que consegui obter dele.

Yaten aproximou-se dele, e pregou-lhe uma grande estalada.





“SEIYA! Como é que és capaz, de depois de teres estado às portas da morte, andares a enfrascar-te como tens andado?! Já não tens amor à vida?! Tenho muita pena que as coisas entre ti e o Alex não tenham resultado, e que tenhas de o ter deixado, mas não podes andar a matar-te lentamente como tens feito, por causa disso. Sabes que mais? ESTOU FARTO!”Disse Yaten gritando com Seiya, como nunca o tinha visto gritar. “No que depender de mim, a nossa amizade ACABOU!” Ele virou costas, e afastou-se. O meu primeiro instinto foi correr até ele, mas detive-me, tinha de ajudar Seiya. Olhei para ele, e ele estava com uma mão na cara, no local onde Yaten o tinha atingido, mas a rir-se a bandeiras despregadas. Boa… Que faço agora com este bebedolas inveterado? Pensei.

“Vá Seiya! Levanta-te. Vamos lá curar essa bebedeira!” Peguei-o pelos braços, e levei-o, a custo, até à casa de banho. Ele estava a precisar de um duche gelado.
*FIM DO FLASHBACK*


Se virmos bem, o Seiya mereceu. Ele já andava a passar das marcas, contudo, ele continuava na mesma. Ele agora estava arrependido. Ele sabia que o Yaten tinha razão, mas não queria pedir desculpa. Ele era demasiado orgulhoso é isso que eu odeio nele… Ele continuava a participar nos ensaios, mas eles não se falavam. Até Taiki se sentia ressentido com Seiya, e eles também não se falavam. A única pessoa que o compreendia era eu, e era comigo que ele vinha desabafar às vezes. Mas mesmo assim, não era desculpa para ele se andar a embebedar. E mesmo assim, eles estavam todos a ser uns casmurros.

Era Terça-feira.

Fui dar uma volta pelo jardim, quando encontrei Seiya, mais uma vez, com a garrafa nos queixos.

“SEIYA!” Gritei com ele, parti-lhe a garrafa e peguei-o pelos colarinhos “Já chega! TU deves ser o gajo mais idiota que eu conheço, raios te partam! Como é que és capaz de continuar a fazer uma coisa que sabes que está a magoar profundamente as pessoas que te amam?!”

“Não és tu uma delas de certeza!” Cuspiu sarcasticamente.

“Posso não ser das pessoas que mais te amam, Seiya Kou, mas preocupo-me contigo! Bolas, se me preocupo! Caramba Seiya! Cai na realidade!” Larguei-o e ele caiu na relva verde.

“Já chega! Estou farto de ti, sua loira arrogante e intrometida! Transformação do Poder da Estrela Fighter!”





“Seiya, eu não vou lutar contigo! Tu não estás em ti e vais mago –” Ele deu-me um murro na cara, e isso acendeu a chama dentro de mim. “OK! Tu estás a pedi-las! Pelo Poder Sagrado de Uranoo!” Transformei-me também. “Agora vais sair magoado Seiya, e eu não queria… Acredita que eu não queria… ABALO DO MUNDOOO!”

Seiya conseguiu esquivar-se do meu ataque, e ele não foi de modos “Laser Potente da Estrelaa!” Mas ele, bêbedo como estava, tinha a pontaria afectada pelo álcool, e falhou redondamente. Eu tentei desferir um murro nele, mas a única coisa que vi foi a relva verde de perto: Seiya conseguira agarrar-me e atirar-me de encontro ao chão. Estava sentado em cima das minhas costas, com um joelho a fazer pressão na minha coluna, e o meu braço esquerdo estava a ser puxado para trás. Sim, ele estava a magoar-me, mas eu nada disse, não queria dar parte de fraca.

“E agora Tenoh, que vais fazer?!” Gritou ele, provocando-me.

“Eu…Não… Vou… Fazer nada! Não te quero magoar!” Disse, enquanto respirava com dificuldade. O Seiya não era propriamente leve, e o seu peso, em cima de mim, não me ajudava muito.

“Luta Tenoh! Quero que lutes!” Ele estava mesmo fora do seu juízo normal “LUTA!”

“NÃO!” Gritei a plenos pulmões. O meu braço parecia que estava a ser arrancado do lugar, e isso também contribuiu um pouco para o grito.

“LUTA Tenoh! E isto acaba!”

Eu não queria mesmo lutar, mas o Seiya estava a magoar-me demasiado. Depois de o ter salvo, depois de o ter apoiado, é esta a paga que recebo?! “Estou farta! Pelo poder da Deusa dos Ventos, Guardiã de Urano, eu evoco-te, dá-me o teu poder!” Um clarão de luz aparecera à minha volta, e projectara Seiya para longe de mim. Eu levantei-me lentamente, e retirei a minha espada do coldre, e apontei-a a Seiya:

“Seiya Kou, aliás, Sailor Star Fighter, passaste totalmente das marcas!” Disse, ofegante.

“NAAAAAAAÃO!!!! Haruka!!!! Não o ataques!” Ouvi a voz aguda de Yaten, que se colocou imediatamente à minha frente. Seiya aproveitou a deixa para me atacar:

“LASER POTENTE DA ESTRELAAAA!”

Nesse instante, só sei que acabei a voar contra a estátua de Poseidon, deus grego dos mares. Depois, caí na inconsciência.

***


“Haruka…”Ouvi uma voz chamar por mim, preocupada.

“O…Onde estou?”Perguntei. Eu sentia-me perdida.

“Estás dentro do palácio. Bateste com a cabeça com muita força…” Eu fiz um esforço para me levantar, mas o dono da voz preocupada não mo permitiu. “Não, Haruka… Podes desmaiar outra vez…” Depois de ter conseguido analisar as coisas com mais cuidado, consegui concluir que era Neflite que estava ali, a tentar manter-me deitada.

“Não me importo… Desde que não tenha de sentir dores…” A minha cabeça doía, como se tivesse sido rachada ao meio.

“Haruka! Oh Haruka! Desculpa!”Ouvi a voz estridente de Seiya, que ressoava em todo o santo canto da minha cabeça. “Fui um parvo, por favor perdoa-me!” Ele estava deveras arrependido.

“Não te preocupes… Eu vou ficar bem…” Disse, lentamente. Devias ter pensado nisso antes de teres tido a triste ideia de me magoar, seu grandessíssimo parvalhão! Pensei. Muito já não consegui dizer. Os meus olhos pesavam como chumbo, e desmaiei novamente. No fundo, até me senti melhor. Assim não sentia dor.
*MOMENTO YATEN*


“Seiya Kou! Já viste bem o que fizeste?! Podias tê-la morto!” Disse, irritado. “Sabes Seiya… Eu acreditei remotamente que poderias mudar, e quando me disseram que estavas no jardim, eu ia com intenção de fazer as pazes contigo… Eu acreditei mesmo que tu tinhas mudado, andavas mais feliz e a Haruka dizia-me que tu estavas mesmo a mudar…. Mas já vi que isso não era verdade. Que era tudo uma ilusão… Eu… Eu e o Taiki vamos mandar-te de volta para Kinmoku!” Disse, autoritariamente.

“Não Yaten! Tudo menos voltar para esse planeta! Tudo menos voltar lá! Se eu volto para lá, eu morro!” Seiya transmitia desespero na sua expressão. Ver Haruka ir contra a estátua fê-lo acordar para a realidade.

“Tu tens de passar uma temporada com os pais. Não! Eu não te vou ver aí a definhar lentamente por um rapaz que nem te merece! Não! Isso não vai acontecer!”

“Yaten, eu vou mudar… Mas por favor, eu não quero voltar a Kinmoku…”Eu estava a ver Seiya quase a chorar de desespero.

“Seiya… É a única solução…Vai ter de ser… Partimos logo a seguir ao casamento!” Disse, determinado.

“Por favor Yaten…”

“Não há por favor! Tu não estás em posição de decidir nada neste momento!” Cada palavra, cada súplica de Seiya magoava-me profundamente, mas tinha de ser assim com ele, senão ele não vai endireitar.

“Tudo bem…” Disse ele resignado. “Yaten?”

“Sim Seiya?”

“Obrigada… por nunca desistires de mim… Tu e a Haruka… Espero poder pedir-lhe desculpa decentemente…Ela não merecia aquilo…”

“Não tens de quê, acima de teu amigo, sou teu irmão… Vá, acho que agora é melhor ires dormir um pouco… Vai dormir…”

“Sim… Até amanhã…” Ele foi cabisbaixo, em direcção para o quarto. Taiki olhou para mim.

“Nunca pensei que conseguisses falar com tanta autoridade, Yaten…”

“Ás vezes tem de ser… Mas oh Taiki… Eu sinto que magoei o Seiya…”

“Não magoaste, acredita… Acho que o Seiya finalmente caiu na realidade…”

“Achas?”

“Sim… Bem, eu acho que é melhor alguém ficar de olho nele esta noite…”
“Eu fico…” Disse. Queria ficar com ele esta noite.


“Tudo bem… Eu fico por aqui, e se souber de alguma coisa da Haruka, eu vou lá dizer-te…”

“Obrigada Taiki… Bem, boa noite…”

“Boa noite…”
*FIM DO MOMENTO YATEN*


Acordei na manhã seguinte, claramente, sem sinais de qualquer lesão provocada pelo incidente de ontem. Vá, apenas uma pequena nódoa negra que ficara do murro que Seiya me dera. Bem, como ele doera… Neflite deixara-me sair da enfermaria após o pequeno-almoço, o qual tomara sozinha. Todos tinham coisas de última hora para resolver, antes do grande dia… Bah! Faltam seis dias!!!!! Pensei. Ao entrar no meu quarto, depois de ter comido, encontrei algo que me animou: o meu fato estava pronto, e já no meu quarto, à espera que eu o experimentasse. “Oh Anya! Muito, muito obrigada!” Murmurei alegremente para mim mesma. Decidi dar-lhe uma apitadela, para lhe agradecer o trabalho excelente que ela fizera com o meu desenho.

Depois, vesti-me e fui dar uma volta por Neptuno. Como me apeteceu ir beber um café, acabei por me dirigir ao centro comercial. Parei em frente ao café, que me chamou à atenção: O Seiya estava sentado numa das mesas. Eu aproximei-me da sua mesa, e perguntei docilmente:

“Posso fazer-te companhia?”

Seiya olhou para cima e sorriu: “Podes, Loirinha… Senta-te…”

Mais uma vez, Seiya apelidou-me de Loirinha, mas desta vez não disse nada em relação a isso, não valia a pena.

“Vai tomar alguma coisa, menina Haruka?” Disse a empregada, que já me conhecia. Tinha vindo aqui muitas vezes durante as últimas três semanas.

“Traga dois cafés, se faz favor… E um copo de água…” Pedi delicadamente.

“Com certeza…”

“Então Seiya, conta-me lá… O Neflite contou-me que tu e o Yaten já tinham feito as pazes…”

“Sim… É verdade… Haruka… Eu tenho uma coisa para te dizer…”

“Força, diz… Mas olha, primeiro bebe isso…” Disse, empurrando uma das chávenas para Seiya. A empregada já trouxera os cafés.

“Sabes Haruka… Eu quero pedir-te desculpa por te ter batido daquela maneira ontem… Eu estava fora de mim…”

“Seiya…Não tens de te justificar… Eu compreendo… Acredita que não me magoaste nada… Eu apenas fiquei magoada, porque pensava que ias superar isto, Seiya… Pensei que ias ultrapassar esta fase… Mas tu preferiste deixar-te ir abaixo… Eu apoiei-te, apesar de a nossa relação nunca ter sido excelente, e tu desiludiste-me. E depois atiraste-me daquela maneira contra aquela estátua… Mas eu pensei muito nisto e cheguei à conclusão de que não tem importância… Tu estavas fora do teu juízo… Mas depois lembrei-me de que tu me odiaras, tal como eu te odiara, e que no teu íntimo, era isso que tu querias fazer-me. Mas sabes… Mesmo assim perdoo-te, porque se não te perdoar, isso só iria piorar a nossa situação. Provavelmente da próxima vez que os azeites aquecessem entre nós, um de nós magoar-se-ia a sério, ou morreria, e eu não quero que isso aconteça…. Não vale a pena… Temos de nos respeitar mutuamente…” Disse, enquanto bebericava o café. “E também faço um esforço por aguentar-te, até porque os dois padrinhos de um casal de noivos têm de se dar bem… Não é?”

“Claro que sim… Mas diz-me… Porque é que não me agrediste, mesmo não querendo? Tu sabes que eu estava a pedi-las…”

“Porque não queria, e eu não sou cobarde para atacar pessoas que não têm qualquer hipótese de ripostar contra mim. Tu estavas bêbedo, e isso afectou a tua pontaria, colocando-te em desvantagem. E para além de mais, eu não te ia atacar, contigo no chão…”

“Sabes, Haruka… Respeito-te muito… Tu, para além de seres leal, tanto para com os teus amigos, como para os teus princípios, és muito altruísta…”

“Altruísta? Como assim?” Perguntei, curiosa. Em que medida ele me achava altruísta?

“Não te importas de sofrer pelos outros, desde que isso implique a sua felicidade. Eu queria ser assim como tu… Eu sou um irresponsável, que por vezes não se lembra que existem outras pessoas à minha volta… Não penso nas consequências dos meus actos… Não vejo…a realidade…” Disse Seiya, cabisbaixo.

“Bem… Não sei que te diga Seiya… Obrigada pelo elogio…”

“De nada Loirinha!” Disse ele, piscando-me o olho. Mas o que raio este gajo pensa que está a fazer?! A bebida afectou-lhe os miolos, só pode… “Se bem que eu por vezes não consiga ser assim… E algumas pessoas me achem inconveniente de ter por perto… Mas é um pouco verdade… Eu sou às vezes um grande parvalhão... E não sei estar no meu lugar… Como daquela vez no camarim da Michiru…”

“Nem me lembres disso… Foi aí que a faísca acendeu pela primeira vez…”Disse, vendo a imagem mental passar na minha cabeça…
*FLASHBACK*


“Michiru, sou eu a Haruka!!!” Entrei pela porta entreaberta, com Usagi atrás de mim.

“Entra Haruka…”

“Oh…” Disse simplesmente. Era um dos Três Luzes que estava no camarim com Michiru.

“Olá Michiru!!! Seiya?” Disse Usagi, admirada…

“Pudinzinho… Trazes aí um amigo muito giro…” Disse ele, presunçosamente.

“Ah, não sejas indelicado a Haruka é – ” Disse Usagi, literalmente deitando fumo pelos odangos.

“A minha companhia…” Disse Michiru, concluindo.

“Ah, não tinha ouvido falar nele… Eu sou o Seiya, muito prazer…” Ele meteu a mão a jeito de eu o cumprimentar.

“Eu chamo-me Haruka…” Mas quando apertei a mão a Seiya, uma energia estranha trespassou-me, e assumi uma posição evasiva.

“Que belos cumprimentos…” Disse Seiya, provocando.

“Sai daqui!” Disse apenas.

“Tudo bem. Adeus Michiru… Usako…” E saiu do camarim.

Que parvalhão…. E que energia foi aquela?! Quem é ele afinal?! Perguntei-me a mim mesma.
*FIM DO FLASHBACK*


“Foi de facto, um momento muito desagradável…” Disse ele, perto do meu ouvido.

Eu afastei-me. Estava a senti-lo muito próximo. Uma energia trespassou-me novamente.

“Desculpa…” Disse ele, arrependido, ao ver a minha expressão aborrecida.

“Não tem mal… Bem, eu já acabei o meu café…” Disse, empurrando a chávena para o meio da mesa.

“Eu também… Queres ir andando para o palácio?” Disse ele, levantando-se de seguida.

“Não… Ainda tenho algumas coisas para fazer por aqui… Vai andando… Vemo-nos mais logo Seiya!” Disse, sorrindo para ele, como se nada se tivesse passado.

“Ok… Até logo então!” Disse ele animadamente, saindo do café. Eu paguei os cafés e saí também.

Enquanto caminhava, pensava no que tinha acontecido momentos antes. Mas que raio estava Seiya a pensar? Que significara aquela aproximação? (Deixem lá… eu também não percebi…). Decidi ir á livraria. Tinha de ver se encontrava um romance para oferecer a Setsuna. Já andava farta de ver Setsuna a ler os mesmos livros. Hoje de manhã, quando acordei, a primeira coisa que vi foi ela, de livro em punho, e adivinhem lá qual era o livro? ‘Orgulho e Preconceito’… Outra vez! Contudo, não consegui encontrar nada do género do que Setsuna lê. Só encontrei livros com títulos do género ‘Etiqueta para Neptunianos’ e ‘Uma aventura nos confins de Triton, a lua negra de Neptuno’… Por favor mas quem raio lê livros como estes?! Acabei por sair da livraria, sem nada levar. Depois fui a uma loja de música, só para observar, pois dali nada levei também. Quando me fartei de por ali andar, voltei ao palácio.

O ambiente era de festa. As decorações já começavam a ser postas por todo o palácio. Michiru estava no comando com a minha mãe e com a de Setsuna. Elas as três davam-se muito bem nestas coisas. A mãe da Michiru era mais como eu, quanto mais longe destas coisas melhor, mas mesmo assim, participava na organização. Quando vi aquele estendal, só me apeteceu fugir para o jardim, mas tarde demais, a Michiru já me vira.

“Haruka! Ainda bem que apareceste!” Disse ela, sorrindo diabolicamente. “O vestido já chegou! Tens de o experimentar!” Ela agarrou-me pelo braço, e puxou-me literalmente pelo Palácio fora, até ao quarto dela.

“Observa…” Olhei para o vestido. Era simplesmente uma réplica a tamanho 1:1 do desenho da Anya. Em duas palavras: simplesmente prefeito.

“É… É lindo!” Apenas consegui dizer. Não conseguia descrever os sentimentos que corriam na minha mente, cada vez que olhava para aquele vestido.

“Queres experimentá-lo?” Disse Michiru, com um olhar brilhante.

“Claro que sim…” Era a única resposta que podia dar àqueles olhos. E para além de mais, tinha de ver se me assentava bem (se bem que enfim… todos sabem a minha opinião quanto aos vestidos… Vê-los e achá-los bonitos, só nos manequins…).

Michiru ajudou-me a vestir cuidadosamente o vestido. Agora que observara melhor o vestido, podia descrevê-lo: seda branca, sem alças, do estilo de cai-cai, com uma cauda que arregalou os meus olhos de medo – era enorme! – era pouco rodado e pouco imponente. Em suma, o vestido de sonho de uma noiva que tem pavor a vestidos. Contudo, a cauda meteu-me um certo receio. Se não cair do altar, quando estiver a subi-lo, vai ser uma grande sorte… Pensei para mim, enquanto estava a criar essa situação caricata na minha cabeça.

“Esse vestido é mesmo a tua cara, Haruka…” Disse Michiru, comovida.

“Achas?” Perguntei eu. “Eu não acho o mesmo… Não me faz sentir bem, estar dentro deste ‘saco do lixo sem fundo’ a que vocês chamam de vestido” Retorqui depois de ter feito uma análise ao como me ficava o vestido. Havia qualquer coisa de errado e não era no vestido, era noutro lado.

“Isso é porque não estas habituada…. E pensa assim: só o vais usar por pouco mais de uma hora… Depois podes passar o resto do dia num fato…” Disse ela, sorrindo para mim, embora tivesse uma lágrima ao canto do olho.

“Michiru, estás a chorar?”

“Estou tão feliz por ti!” Disse ela, dando-me um abraço daqueles sufocantes.

“Eu… também… estou feliz…” Disse eu, a custo.

“Oh, desculpa…” Disse ela, apercebendo-se de que tinha sido um abraço ‘muito violento’.

“Não tem mal… Bem, eu vou despir esta coisa…antes que entre alguém por aí adentro…” Disse, referindo-me a Kunzite. Ele podia andar à minha procura, e se ele viesse perguntar a Michiru se me vira, provavelmente teria pontaria certeira, e encontrar-me-ia assim vestida… Não era boa ideia…

“Eu dou-te espaço… Vou até lá fora…” E ela saiu do quarto a rir-se à gargalhada. Eu ri-me também, e comecei a despir cuidadosamente o vestido. Não o queria amachucar. Depois, pousei-o cuidadosamente em cima da cama, e vesti-me com as minhas roupas. Por fim, após 5 minutos tortuosos, saí do quarto.

“Olá Haruka!”

“Olá Yaten… Tudo bem contigo?”

“Sim, e contigo? Estás melhor, depois do que aconteceu ontem?”

“Sim… Aquilo não foi nada… Só uma pancadinha ligeira… O Neflite é que exagerou um pouco na descrição…”

“Ainda bem… Eu estava deveras preocupado contigo… Sinto que tenho um pouco de culpa no cartório… Se eu não me tivesse metido à frente do Seiya, ele talvez não tivesse tido a hipótese de te atacar… Quando te vi voar contra a estátua… Nem sei o que me passou pela cabeça para me meter entre vocês… E pensei mesmo que te tivesses magoado… Às vezes o Seiya consegue ser mesmo –”

“Yaten… O Seiya estava bêbedo, ele não tinha noção do que estava a fazer… Não te preocupes comigo… Eu estou bem, e não sofri qualquer mazela… Não é isso que no fundo importa?” Disse, tentando acalmá-lo.

“Eu sei, Haruka… Mas foi muito irresponsável da parte dele, ele podia ter-te morto!”

“Mas não matou… E nós os dois já falámos… Já falámos e já estamos bem os dois… Não há problema… Yaten por favor eu não quero falar mais sobre o assunto… É daquelas coisas que gosto de conservar no mar do esquecimento…”

“Ok Haruka… Só porque estás a pedir-me… bem, eu vinha aqui para ver como é que a minha afilhada assentava no vestido, mas já vi que cheguei tarde demais…”

“Ela pode sempre vesti-lo outra vez…” Disse Michiru, diabolicamente sorrindo.

“Naaaa!!!! Vês no dia do casamento, enquanto a tua querida afilhada se concentra em não tropeçar na cauda astronómica do vestido, e tenta não cair, para delírio da plateia.” Mais uma vez, a situação desenhou-se na minha cabeça tão caricata, que me deu vontade de rir.

“Está bem! Eu aguento esperar…” Disse Yaten, sorrindo.

“Bem… Eu acho que vamos todos descer para o almoço, e para além de mais, o Kunzite andou a manhã toda à tua procura. Ele quer saber se estás bem…” Disse Michiru.

“Sim, é melhor irmos…”

“Eu já vou ter à sala de jantar… Até já!” Disse, e corri para o meu quarto. Tinha de ir à casa de banho. Não sei porque mas deu-me uma vontade repentina de vomitar.

Depois, olhei para o espelho, e vi que, de repente, tinha ficado muito pálida. Mas que raio se esta a passar comigo?! Pensei. Tinha de ir ver imediatamente Neflite. Só ele é que me poderia ajudar agora. Contudo, não o encontrei no quarto, nem na enfermaria, nem em lado nenhum. Provavelmente ele já estava na sala de jantar. Então dirigi-me para lá, tentando ao máximo disfarçar a minha situação. Só que ao entrar na sala de jantar, deu-me uma tontura, e só consegui encontrar apoio na ombreira da porta.

“Haruka, sentes-te bem?” Perguntou Neflite, que reparara na minha tontura e que viera de imediato acudir-me.

A minha única resposta foi outro vómito.

“Vamos lá…Eu ajudo-te… Temos de te levar para a enfermaria…”Disse Kunzite. Ele acabara de chegar à sala de jantar.

“Eu já estou bem… Não se preocupem…” Disse eu, com voz entrecortada, tentando desvalorizar o que acontecera. Não queria alarmar o Kunzite.

“Haruka, tens de me deixar ver o que se passa… Pode ser que o teu pequeno incidente de ontem com o Seiya tenha tido repercussões mais graves do que aquilo que eu pensava…”Disse Neflite, tentando convencer-me.

“Está bem…” E voltei a vomitar. O meu estômago estava todo virado do avesso. Sinceramente, não entendo o que raio se está a passar comigo.

Kunzite pegou em mim ao colo e levou-me assim durante todo o caminho para a enfermaria. Eu abracei o seu pescoço, não com medo de cair, mas sim com medo do que aquilo pudesse ser.

“Kunzite, deita-a aí, por favor…” Disse Neflite.

Kunzite deitou-me cuidadosamente na maca, e depois afastou-se, para permitir a Neflite fazer o seu trabalho.

“Diz-me Haruka, como te sentes?” Perguntou-me ele.

“Doente…” Retorqui.

“Não te sentes tonta, com náuseas, vómitos…”

“Apenas os vómitos e as tonturas…” Disse, era a verdade.

“Sentes dores em alguma parte do corpo?”

“Não… Não me dói nada… Tendo em conta o que aconteceu ontem…”

“Uhm… Acho que já percebi… Kunzite, deixa-me falar com a Haruka por uns instantes, a sós…”

“Sim, claro... Haruka, eu vou almoçar… Eu já volto para te vir ver… Amo-te muito…”

“Até já… Também te amo…” Disse, em voz baixa.

Ele sorriu, e depois saiu.

“Diz-me Haruka… Há quanto tempo não tens o período?” Perguntou-me ele, com um grande à-vontade. Bem ele era médico não é?

“Uhm… Já que falas nisso, era para ter tido – Não, não pode ser… Não me digas –”

“É bem possível… Tiveste alguma relação com o Kunzite nas últimas semanas?”

“No dia em que ele me pediu em casamento… E na véspera da corrida…” Disse, sentindo-me ficar lívida.

“Pelos meus cálculos… É bem possível que uma delas tenha coincidido com o ciclo de ovulação… Pelo que há uma grande probabilidade de estares grávida…”

“N…Não! I…Isso não… p…pode ser verdade! Não posso estar…”Disse, gaguejando.

“É uma possibilidade que vais ter de considerar… Mas não quer dizer que estejas… Só fazendo o teste é que vais poder confirmar isso… Eu sou médico, mas não sou uma máquina de ecografias…” Disse Neflite, tentando acalmar-me, através de piadas, mas não surtiu grande efeito. “Contudo, se não sentes dores, apesar de ontem teres tido um encontro imediato com uma estátua de mármore… não vejo outra situação possível…” Retomou um tom sério, vendo que continuava aterrorizada.

“Neflite, eu peço-te, por favor, não contes nada ao Kunzite… Eu sei que ele é teu irmão e isso tudo… Mas ele não pode saber ainda… Enquanto eu não tirar a dúvida… Não ele não pode saber… Por favor…”

“Sigilo profissional, Haruka… Tudo o que falámos aqui está protegido por isso, e eu só poderia contar ao Kunzite ou a qualquer outra pessoa se disso dependesse a tua vida. Noutras circunstâncias, nada sairia daqui, pelo que mesmo sendo ele meu irmão, não lho vou poder contar, pois tu és minha ‘paciente’ e eu sou teu ‘médico’ e tu confias em mim…”

“Obrigada Neflite…” Disse, de lágrima ao canto do olho, abraçando-o.

“De nada, Haruka…” Disse ele “Bem, achas que consegues comer alguma coisa? É que eu acho que mesmo tendo o estômago como tens, devias comer…”

“Vou tentar comer, mas não prometo que a comida lá fique no sítio… O mais provável é que salte tudo cá para fora… Mas enfim…”

“Vá, anda lá…” Disse Neflite, sorrindo tenuemente, tentando esconder uma gargalhada. Eu sorri também, mas mais por esforço do que outra coisa. Eu ainda estava aterrorizada com a ideia de possivelmente poder estar grávida. Não, essa hipótese nem sequer a considerava. Tenho de tirar esta história a limpo, antes do casamento e antes que mais alguém descubra.

Neflite caminhava lentamente a meu lado, preocupado comigo, enquanto eu me esforçava por não vomitar. Eu sentia-me pessimamente, chegando até a parecer que estou a ver ‘estrelas’ (pontinhos brancos à minha volta, vocês percebem…).

“Haruka, sentes-te bem? Estás pálida… E o Kunzite disse-me que tinhas andado a vomitar…” Disse Michiru, que pelos vistos não estava no salão quando tudo aconteceu…

“Não… Nem por isso Michiru…” Murmurei entredentes. O vómito estava mesmo para sair e eu não consegui evitar. Vomitei novamente.

“Oh Haruka, que se passa?”

“Acho que vos vou deixar a sós… Vocês precisam de conversar calmamente.” Disse Neflite. Depois afastou-se com um sorriso travesso.

“Haruka, que tens para me contar?” Disse ela, com ar preocupado.

“Acho melhor falarmos num sítio privado…” Disse, levantando lentamente a mão em direcção à sala de jantar. “Não quero que ninguém saiba…”

“Então vamos até Urano –”

“Não… Em Urano alguém pode ouvir, e ir contar aos meus pais… Já sei… Como todos os que nos conhecem estão aqui em Neptuno, vamos até à Terra…”

“Sim… Vamos para a nossa antiga casa… Assim estamos mais em privado…”Disse Michiru, concordando comigo.

“Pelo Poder Sagrado de Urano…” Disse, com voz fraca.

“Pelo Poder Sagrado de Neptuno…”

Transformámo-nos as duas. Depois, Michiru sorriu. Era como nos velhos tempos…

“Como é bom recordar os velhos tempos… Quando éramos só nós as duas à procura dos Talismãs…”Disse, com voz sonhadora.

“E afinal eles estavam mesmo dentro de nós…” Disse Michiru, rindo-se graciosamente.

“Quando todos pensavam que eu era um rapaz…” Ri-me também, mas a custo.

“E depois pensavam que eras meu namorado!” Essa fez-nos rir as duas.

“Bem, vamos embora, antes que alguém descubra a nossa ideia…” Disse, por fim.

“Sim… Vamos…”

Chegadas à Terra, e à nossa casa, tive de correr em direcção à casa de banho: tinha de vomitar outra vez. A viagem deu-me a volta ao estômago…

“Haruka? Estás bem?”

“Sim… Agora já estou bem…” Disse, com voz cava.

Saí da casa de banho, cautelosamente. Michiru esperava-me à porta…

“Então tolinha, conta-me lá o que se passa contigo… Para virmos para aqui é porque é alguma coisa grave…”

“Depende da perspectiva…” Disse, com um sorriso frouxo. “Eu… Eu tenho uma coisa para te contar, e que vou pedir para tu, sobre qualquer que seja a circunstância, não contares a ninguém, nem ao Kunzite, nem à minha mãe… A ninguém mesmo. Só eu, tu e o Neflite é que vamos saber, e se alguém se descair, sei quem sabe, e facilmente saberei quem foi… Eu não tenho ainda a certeza disto e isso é também uma das razões pelas quais eu não quero que ninguém saiba…”

“Eu prometo que não contarei a ninguém. Serei sempre o teu poço de confidências, fechado a cadeado…” Disse ela, sorrindo para mim. Eu sabia que podia confiar nela.

“Eu… Eu penso que estou grávida…” Disse, com uma cara de enterro que surpreendeu Michiru.

“Mas Haruka… Porquê essa cara?! Isso é fantástico!” Disse Michiru, delirante. “Pelos vistos o meu sonho realizou-se!” Disse ela, rindo graciosamente.

“Pode ser fantástico para ti, mas para mim vai ser um pesadelo! Não queria ter filhos já!!!” Exclamei, meio furiosa com a reacção de Michiru.

“Não é preciso enervares-te…” Disse Michiru, meio que arrependida pelo comentário que fizera.

“Desculpa Michiru… Mas lembras-te daquela conversa que tivemos há uns tempos atrás? Eu não queria ter filhos tão cedo. A minha carreira de Motocross acaba se o Sr. Nakazawa sabe que eu estou grávida. A minha vida acaba se eu deixar de correr. Vá, não acaba mas não vou ficar bem comigo se deixar de correr. E a minha vida não pode chegar a esse ponto outra vez… Isso não pode acontecer... Não agora…” Disse, reprimindo um vómito.

“Haruka, mas agora vais ganhar novas responsabilidades: vais ser mulher, e, se chegares a confirmar, vais ser mãe…”

“Eu só tenho 20 anos Michiru, tenho muito tempo para ser mãe. Para além de não estar pronta para isso, não queria ser mãe agora!”

“E irias ser quando?”

“Não sei…” Disse cabisbaixa. Sabia que tinha de dar continuação à casa de Urano. Não tinha irmãos, portanto, a continuação dependia de mim. Estava completamente furiosa, e queria chorar. Mas não! Eu sou forte, vou superar isto!

“Haruka… Eu sei como te sentes… Mas vais ver que a gravidez passa depressa e que depois podes voltar –”

“Michiru, nada vai ser como dantes! Vai ser um puto choramingas, a choramingar a toda a hora, a ter fraldas para mudar a toda a hora, e a querer comer a toda a hora… Eu agradeço o positivismo Michiru, mas nesta situação, é impossível eu ser positivista. Isto não fazia parte dos meus planos a curto prazo, quanto mais a médio…”

“Mas tu cuidaste da Hotaru, e safaste-te muito bem…”

“Mas com a Hotaru, as coisas foram diferentes! Ela cresceu em menos de um mês! Com esta criança que possivelmente está a crescer no meu ventre, vai ser uma tortura constante durante um ou dois anos! Vou deixar de ter tempo para mim e para o Kunzite, e para os meus amigos, e para as minhas coisas. Vai ser eu, bebé e mais bebé!”

“O Kunzite vai-te ajudar, e nós também Haruka!”

“Mesmo assim, em que é que isso me vai ajudar?!” Disse, exasperada. “Mesmo que vocês me ajudem, as responsabilidades vão todas cair em cima de mim! Sabes que mais… Eu não me posso enervar, por isso acho melhor que esta conversa acabe por aqui…”

“Também acho… Desculpa Haruka… Não vale a pena chatearmo-nos por causa disto… Bem, se não tens a certeza se estás grávida ou não, vais ter de fazer um teste de gravidez, não é?”

“Sim… É verdade… Mas achas mesmo que deva fazer?”

“Com certeza… Não podes andar na expectativa de estares grávida e depois afinal não estares. Ia ser giro…”

“Tudo bem… Vamos a uma farmácia…” Disse resignada.

Tive de, mais uma vez recorrer ao meu armário, e vesti a primeira coisa que me apareceu à frente, e que estava de acordo com o meu estado de espírito. Depois, saímos.

Caminhámos pelo bairro fora, enquanto a noite caía lentamente. Eu, a cada passo que dava, sentia-me cada vez mais nervosa. Queria que o teste desse negativo, para tirar um peso de cima.

“Farmácia de Juuban, o que deseja?”

“Queria dois testes de gravidez, se faz favor…” Disse Michiru, querendo não ser reconhecida.

“Aqui tem… São vinte ienes…” Disse a farmacêutica, que era uma mulher de feições carrancudas.

“Obrigada, boa noite…” Disse Michiru, e depois saímos da farmácia.

“Porquê dois, Michiru?” Perguntei, admirada.

“Para confirmar o resultado…Para não restarem quaisquer dúvidas…”

“Tudo bem… Se tu o dizes…”Assenti com a cabeça.

“Fazes um hoje, e fazes o outro amanhã, à mesma hora… Depois tiramos as nossas próprias conclusões…”

“Sim Michiru-mamã!” Disse, imitando Hotaru, e tentando ser engraçada.

“Ahah, que gracinha Haruka… Enfim… Queres ir comer alguma coisa?”

“Sim… Sinto-me como se não comesse há séculos…” Disse. A minha barriga fez um ruído estranho, parecendo querer enfatizar o que eu dissera. Desde que não escolhas ir a um restaurante… Não posso dar mais nas vistas…

“Sim… Já vi que sim… Eu cozinho para nós. Não precisamos de ir a um restaurante, acho que já demos demasiado nas vistas hoje…” Disse ela, como se tivesse lido o meu pensamento.

“Obrigada…” Limitei-me a declarar.

Caminhámos até casa, até que eu me voltei a sentir mal.

“Haruka!” Dera-me uma tontura que me fizera quase cair, mas Michiru agarrara-me. “Haruka?! Estás bem?”

“Sim… Estou óptima… Vamos, a casa fica já ali…” disse, não querendo dar parte de fraca, apesar de não estar nada bem.

Ao chegarmos a casa, Michiru ajudou-me a deitar-me no sofá, para que eu não caísse por ali. Depois, ela foi fazer o jantar. O cheiro daquilo que ela estava a fazer deu-me náuseas, mas consegui não vomitar.

“Michiru, que estás para aí a fazer?” Perguntei, curiosa.

“Chop Suey de Gambas com Arroz Xau-xau e Crepe de Legumes…” Disse ela, inocentemente.

“Agora deu-te para cozinhares comida chinesa?”

“Ah… Deu-me na cabeça…”Disse ela, fazendo uma daquelas caras de anjo que me divertiam à brava.

“Parva!” Disse, rindo-me. As minhas náuseas passaram naquele momento, o que me fez sentir muito melhor.

“Tolinha… Bem… Vai lá ver do teste…” Disse Michiru.

“Eu vou…Espera um pouco…” Disse-lhe, pegando numa das caixas, deixando a outra em cima da mesinha de chá.

Fui à casa de banho, e fiz o que tinha a fazer. Acabando o que tinha de fazer, saí para o quarto. Estive mais de um minuto à espera que o teste divulgasse o resultado, e quando vi as duas riscas vermelhas indicadoras aparecerem na ranhura, caí para o lado. Não queria acreditar… O meu pesadelo tornara-se realidade...

“Haruka!”Gritou Michiru, chamando-me. Eu levantei-me, a custo, e fui lá para baixo.

“Já cá estou…” Disse, com ar abatido.

“O que deu?”

“Positivo…” Disse, desmanchando-me em lágrimas. Não, eu não queria ter aquela criança…

“Haruka… Não chores… Não podes deixar-te ir abaixo não… Vem cá…” Michiru abraçou-me, tentando acalmar-me, mas não valeu muito a pena… A minha cabeça já tinha mergulhado no oceano do desespero. Ficámos assim durante um tempo, até que Michiru decidiu que tinha de comer qualquer coisa.

“Tudo bem…” Disse, limpando as lágrimas dos olhos, que teimavam em cair. Sentei-me à mesa, e comecei cautelosamente a comer. A vontade, essa é que não era muita. Mas tinha de ser. Tinha que garantir que a nova vida que estava a surgir dentro de mim crescia saudável, e para isso tenho de comer para lhe fornecer também os nutrientes que ela precisa. (Não que eu goste da ideia de estar grávida… Porque não gosto mesmo!). Acabada de comer, Michiru perguntou-me:

“Queres voltar já para Neptuno?”

“Não… Voltamos amanhã ou depois… Eu ainda tenho muito que digerir, e muito que pensar…”

“Vais contar ao Kunzite?”

“Sim… Não… Não sei… Não sei ainda qual a altura correcta para lhe contar…”

“Porque não lhe contas quando chegarmos a Neptuno?”

“Não sei… E eu nem sei qual vai ser a reacção dele…”

“Ele vai reagir bem, vais ver…”

“Não sei não…”Disse pessimista.

“Bem, sabes que mais, menina pessimista? Tu tens de ir dormir…” Disse ela, rindo-se.

“Sim… Sinto-me cansada…” Disse, sorrindo levemente. Eu neste momento só quero uma almofada e uma cama…

“Amanhã se quiseres podemos ir dar uma volta, para não passares aqui o dia fechada…”

“Tudo bem…” Disse, sonolenta “Michiru?”

“Sim, Haruka?”

“Obrigada por me apoiares, apesar de ter sido meio parva há bocado…”

“De nada… Somos amigas, e para mim, é como se fosses minha irmã…” Disse Michiru, sorrindo.

“Tu também és como uma irmã para mim… És das pessoas mais importantes da minha vida, para mim… Bem, boa noite, Michiru…” Disse, enquanto começava a subir as escadas.

“Boa noite Haruka…”

Ao chegar ao meu quarto, estatelei-me na cama, e ali adormeci.
*MOMENTO MICHIRU*


Após Haruka ter subido as escadas, fiquei só na cozinha… O silêncio reinava na casa, e eu sentia-me deprimida. Odiava o vazio. De repente, ouvi um ruído. Não sabia o que era. A sala estava na escuridão, era de onde vinha o barulho. Quando acendi a luz, vi Kunzite sentado no sofá.

“Kunzite… Que surpresa…” Disse, verdadeiramente admirada.

“A Haruka… Está onde?”

“Está a dormir…”

“O que é que se passa com ela? O Neflite não me contou nada de nada…”

“A Haruka está bem… É simplesmente efeitos ligeiros do incidente de ontem… É normal…”

“Se fosse só isso o meu irmão contava-me! Michiru, tu também és minha amiga, por favor conta-me o que se passa! Eu não aguento não saber o que se passa com a Haruka!”

“Kunzite, é tudo o que sei! Ela não me contou mais nada!”

“Eu vou acreditar, mas mesmo assim…” Kunzite estava furioso por não descobrir a verdade. Ele sabia que quando Haruka ‘fugia’, era porque queria esconder alguma coisa. Até eu sabia disso.

“Kunzite?”

“Sim?” Disse Kunzite, ainda aborrecido.

“Não fiques chateado com a Haruka, eu tenho a certeza de que o que quer que seja que ela não te esteja a contar, te contará na altura oportuna…”

“Então ela têm mesmo algo para contar!” Disse ele. Ups! Descaí-me…

“Não sei de nada…” Disse, inocentemente.

“Vocês vão ficar aqui até quando?”

“Até a Haruka decidir voltar.”

“E isso é quando?”

“De preferência antes do casamento…” Disse.

“Tudo bem… Eu fico aqui. Vocês têm de ter alguém que vos proteja.” Disse ele, autoritariamente.

“Kunzite! Nós já não somos nenhumas crianças! Sabemos perfeitamente tomar conta de nós!”

“Não sei –” Ouvimos um barulho lá em cima, que interrompeu Kunzite. Eu levantei-me e corri lá para cima. Sabia perfeitamente o que significava aquele barulho: Era Haruka, e mais uns dos seus vómitos pré-natais.

“Oh Haruka! Isto tem de acabar! Temos de ir a um médico. Tem de haver qualquer coisa para isso!” Disse, stressada.

“É só uma má disposição… Nada mais –”

“Haruka, estás bem?!” Ouvi a voz de Kunzite atrás de mim.

“KUNZITE?! Que… Que fazes aqui?!” Perguntou Haruka, enquanto limpava a boca com papel higiénico. Ela estava completamente lívida e parecia que ia desmaiar a qualquer momento.

“Vim saber de ti… Já que ninguém se dá ao trabalho de me dizer…” Disse Kunzite, olhando-me de lado...

“Bem… Eu tenho de te contar uma coisa… Vem para o quarto… Isto é um assunto sério…” Disse ela, esgotada.

“Haruka, vais con–” Perguntei, admirada, embora tenha sido interrompida por Haruka. Não estava à espera que ela decidisse contar-lhe tão cedo…

“Vou… Mais cedo ou mais tarde ele iria perceber… Por isso mais vale contar…”

“Tudo bem…” Disse, deixando-os a sós.
*FIM DO MOMENTO MICHIRU*


Eu entrei no quarto depois de Kunzite. A cara dele era um misto de fúria e preocupação.

“Então… que me querias contar?” Disse ele, de pé. Eu no entanto tinha-me sentado na cama.

“Kunzite… Eu acho melhor sentares-te…” estava preocupada com a sua reacção. Não sei se seria alegria, tristeza, incredulidade, lividez ou simplesmente como a minha, de cair para o lado.

“Eu não sei qual vai ser a tua reacção…E isso preocupa-me… Mas cá vai… Tu vais ser pai…” Disse, hesitante.

“Eu vou ser o quê?”Disse ele, atrapalhado.

“Eu digo-te muito devagarinho, para tu perceberes: Tu… Vais… Ser… Pai…”Disse, incrédula com a naturalidade com que as palavras saíram da minha boca. Kunzite ficou lívido, e acabou por cair para o lado, tal como eu. Só que ele desmaiara realmente… Olha-me este agora… Pensei, abanando a cabeça.

“Kunzite… Acorda… Por favor…” Disse eu, aflita. Ele não reagia a qualquer tentativa minha de o acordar. “Michiru!!!” Gritei por ela. Precisava de ajuda para acordá-lo.

“O que se passa Haruka? Oh… o Kunzite…!” E ela riu-se desalmadamente…

“Michiru, não tem piada! Isto é sério! Ele não acorda. Acho que entrou em estado de choque! Ajuda-me, vá!” Disse, meio furiosa com ela. Como podia ela rir-se numa situação destas?

“Eu vou buscar uma toalha húmida, se é que não deve servir de muito…” Disse ela, indo à casa de banho, voltando depois com uma toalha molhada, que passei pela cara de Kunzite. Nada. Ele não reagia a nada.

“Quer dizer… Ele tem coragem para te pedir em casamento, mas no que toca a ‘Kunzite, vais ser pai’, ele cai para o lado!” Disse Michiru, rindo.

“Oh, por amor a Urano…” Disse, rindo-me também do caricato desta situação, apesar de não ter piada alguma. “Bem, eu acho melhor levá-lo para Neptuno… O Neflite… Ele deve saber o que fazer… Eu acho que isto não está nada bom…” Acabei por voltar a ficar preocupada.

“Eu levo-o…” Disse Michiru determinada. “Ficas bem aqui sozinha por umas horas?”

“Fico… Não te preocupes comigo…” Disse eu, sorrindo.

“Eu volto amanhã de manha… sem falta… Prometo!” Disse ela, e depois desapareceu com Kunzite. Eu voltei para a cama. Não conseguia manter a minha cabeça em pé. O peso que sentia em cima de mim embalou-me até à Terra dos Sonhos.

Tinoco
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