Princesa Azul da Lua

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Sex 25 Abr 2008, 15:01

Ai bluezinha, bluezinha, bluezinha

Gostei tanto Surprised.o:

Uma cidade só de homens não pode dar bom resultado Razz

Só agora cheguei a casa, senão tinha comentado mais cedo.

Gostei muitooo mesmo.

Fico à espera de mais Very Happy

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por anokas2757 em Sex 25 Abr 2008, 19:44

oh bluezinha estao os dois capitulos tao lindos *.*
muitos parabens,demoraste mas chegaste e arrasas-te (quem sou eu para falar de demora xD)

fico ansiosa para o proximo

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Dom 27 Abr 2008, 14:54


Capítulo 19
Destino



Todos nós temos um caminho a percorrer. Determinado muito antes de nascermos, indeterminável antes de o percorrermos. Dizem que o caminho se faz caminhando; não é bem assim, as decisões são nossas, de facto, digamos apenas que temos o trilho traçado e que nos deixamos iludir a pensar que o criámos. Doce ilusão. Importante é tentarmos ser pessoas cada vez melhores porque embora o nosso percurso esteja traçado, nós não o conhecemos e valoroso é fazê-lo sentindo que é o melhor dentro das nossas possibilidades. Podemos ficar quietos à espera, no fundo, de nada, sem atingir que a vida não é uma corrida, mesmo que fiquemos parados, chegaremos à linha final, portanto façamo-nos à estrada.

- Vamos! – exclama Bunny. – O caminho é comprido e a Ami está à nossa espera.
E é assim que Bunny, Gonçalo, Rita, Maria, Joana, Haruca e Mariana se põem a caminho de Blue’s City, observadas pela janela por Chibiusa e abençoadas por Endymion e Serenidade.
Ainda não passaram o Portão, quando alguém chama:
- Bunny!
A odangos reconhece a voz, pára, vira-se e lá está Small Lady.
- Não podemos guardar palavras importantes para nós, certo? – pergunta retoricamente. – Gosto muito de todos vocês. Percebo que não me podem levar. Boa sorte!
Bunny prepara-se para voltar para trás e despedir-se em condições da Princesa, porém esta lembra:
- Despedidas dificultam a partida. Guarda-as para quando voltares.
Duas lágrimas e caminhos diferentes.


- Selene! – grita Chibiusa quando entra no quarto e vê a irmã caída no chão.
Corre para junto dela e de joelhos agarra-lhe a cabeça. – Se, acorda... Vá lá. Oh Meus Deus, o que é que se passou?!
Blue Lady geme e abre ligeiramente os olhos. Todavia Small Lady ainda fica mais assustada, os olhos da irmã estão totalmente branco com uma pequena ponta preta no meio, como se ela estivesse possuída, de novo. Pisca então os olhos e regressa o azul profundo. Chibiusa abraça como se não houvesse amanhã.
- Nunca mais faças isso! – pede Usa.
- Mana... a Haruka... e a Michiru....
- Não! – exclama Rabit começando a chorar. – Elas também não.
- Vamos falar com o pai. – diz Selene. – Chegou a altura. Chama a Bunny e as outras.
- Não dá, elas foram a Blue’s City, atrás das Navegantes de Mercúrio.
- Blue’s City, que raio é... – ia perguntando a menina dos odangos azuis, porém enquanto formulava a pergunta, surgiu-lhe a resposta. Chibiusa percebeu e mostrou-o num olhar. – A Fortaleza do Poseidon.
- Sempre nos referimos a ela como o Estado Mistério, mas não sei como a Bunny soube o nome e teve um pressentimento de que as Ami’s estão lá. Lá isso de ser do Poseidon, se tu o dizes, deve ser. – explica Small Lady e é então que uma dúvida a invade. – Mas se as Navegantes de Mercúrio estão lá e a Haruka e a Michiru desapareceram no caminho... Temos de avisar a Bunny e as meninas antes que aconteça alguma coisa!!
- Mas... – tenta falar Selene, só que a sua irmã agarra-lhe a mão e desata a correr, puxando-a até à Sala Real.


Ao chegar, recompõem-se e batem à porta.
- Podemos? – perguntam timidamente à entrada.
Entram e para sua surpresa, no sofá sentados estão Joana, Minako, Maria, Makoto, Gonçalo, Rita, Rei e Bunny. A preocupação encarnou nos seus rostos, na sua expressão, na sua maneira de estar. À janela, seu pai, ainda mais majestoso, se tal é possível e num cadeirão, a Rainha Serenidade a olhar para fora da janela, para um determinado ponto que se percebia que era algo muito concreto embora parecesse que era longe demais para se alcançar com os olhos, como se fosse um lugar ali e ao mesmo tempo noutra dimensão.
- Como...? – interroga Chibiusa sem conseguir sequer uma frase mais completa.
- A Rita teve um mau pressentimento. – explica Gonçalo.
- E nessas coisas costuma ter razão. – brinca Bunny a tentar aliviar o peso na sala.
Inútil. A palavra “medo” transforma-se numa imagem e está ali, é a cara de cada uma daquelas pessoas. E transforma-se em imagem pois as palavras parecem impossíveis, como se qualquer a ser proferida, fosse uma falsa esperança ou mortal desespero. Como se soubessem que por mais que dissessem e pedissem e planeassem ou até agissem, nada lhes traria nem um pouco de alento, de luz. Como se fossem tiros no escuro. Como se qualquer palavra não passasse de um conjunto de letras sem sentido. E sendo assim, para quê falar? Para aumentar o sofrimento? Para sossegar a consciência? Para quê, se é inútil? Portanto calaram-se todos, mergulharam num silêncio sepulcral e afundaram-se nos seus próprios pensamentos, mágoas e tristezas. E assim ficaram, por tempo indeterminado, guardados, trancados dentro de si. No entanto, é verdade que mesmo que pareça inútil no momento, falar, ter a palavra certa, ainda que no momento errado, pode ser decisivo, pois talvez essa palavra ecoe na nossa mente quando chegar o momento certo e aí, ao menos, temo-la.

- Não! Não vamos escondermo-nos por parecer que não podemos fazer nada. – acorda Selene. – Temos um Reino e um povo a precisar de nós. E por cada alma que confia em nós, vamos lutar. Sim, esta guerra está a estoirar e sim, precisamos da Ami, da Amy, da Haruka, da Michiru. Mas não podemos parar até elas voltarem, até porque elas não vão voltar por obra e graça do Espírito Santo. Portanto, pai...
- Sim. O exército estará totalmente a postos amanhã.
- Bunny...
- Ceptro Sagrado da Lua pronto!
- Gonçalo...
- Antes do pôr-do-sol, a nova de Guerra chegará a Blue’s City.
- Meninas...
- Claro! Afinal somos as Guerreiras Navegantes!
- Mãe...
- Oh meu anjo. Estou tão orgulhosa de ti. – informa Serenidade e acrescenta – Amanhã de manhã, começará esta nova Guerra. Farei um comunicado urgente à populção. O campo de batalha será na Grande Planície. Quero evitar ao máximo a invasão e destruição de Crystal Tóquio ou de qualquer outra terra.

O medo foi-se embora. Não reina a esperança, visto que amanhã começará uma guerra, contudo reina o sentido de entreajuda entre aquelas pessoas. O nobre sentimento de lealdade eterna, de “daria a minha vida por ti” e o terno e ingénuo amor. Todos têm a sua tarefa, todos sentem que por um instante o tal destino determinado foi determinável, um momento em que sentiram que realmente tinham conhecimento total sobre o seu destino, pois para eles uma coisa é certa: os seus destinos estarão sempre ligados.

- E nós... – começa Blue Lady.
- Vamos buscar o Ceptro Diamante. – conclui Small Lady


Última edição por blue em Sab 10 Maio 2008, 07:41, editado 1 vez(es)

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Dom 27 Abr 2008, 15:02

OMG Shocked

Blue!

Este capítulo está... está

LINDO! PERFEITO! ESPECTACULAR! MARAVILHOSO!

Escreves cada vez melhor. De capítulo para capítulo.

Estou sem palavras! Quero saber mais!

Adorei bluezinha! Adorei mesmo!

Parabéns pelo excelente capítulo

sarrah
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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Dom 27 Abr 2008, 15:07

Embarassed
obrigadaaaaaa
a tua opiniao e mesmo importante!

blue
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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Ter 29 Abr 2008, 12:48

este capítulo é especial para a sarah, pqe mesmo sem saber me incentiva a escrever mais e melhor "de capítulo para capítulo"


Notinha: A partir de agora, para além de as meninas do séc XX terem o nome em português (Ami) e as do séc XXX em japonês (Amy), as navegantes do séc XX têm o “nome” em português (Navegante de Mercúrio) e as do séc XXX em Inglês (Sailor Mercury)

Capítulo 20
A menina que só queria ser feliz




O céu... É imenso, é seguro. Quando não temos esperança ou força ou o que temos não chega, o céu pode não sorrir, não abraçar e não dizer “as coisas vão se resolver”, porém dará a tal força e esperança. Por um momento, sentir-nos-emos protegidos, pois teremos ali algo maior do que todos os problemas e, embora todos o possam ver e ele esteja tão distante de nós como de qualquer outra pessoa, quando estamos a olhar para ele, quando vemos a sua grandeza, estamos mais próximos dele do que todos os outros. E nem que seja por um instante, o mundo desaparece e o céu sorri-nos, abraça-nos e faz-nos entender que, não, as coisas não se vão resolver, mas sim que nós as vamos resolver, dá-nos força e esperança, naquele momento em que deixamos o mundo para trás e o céu deixa de ser o limite para ser o nosso abrigo.
Linda e jovem, olha para o Céu, sentada num baloiço, no meio de um jardim. Seus grandes olhos azuis parecem perdidos, procurando respostas sem sequer fazer perguntas; seus longos cabelos azuis, estranhamente soltos, voam ao sabor do vento. Parece magoada, como se a Vida lhe pregasse partidas para ver até que ponto Selene a protegeria, como se sentisse que o Universo se alinha contra ela, quando a pequena só quer viver em paz. Só a olhar para o Céu consegue descansar. Por mais abraços e palavras de incentivo ou carinho que quem quer que seja lhe dê, apenas o Céu a sossega. Ao olhá-lo, dentro de si, sente-se ainda uma menina ingénua e feliz, mesmo que por fora esteja a imagem da linda jovem magoada... Ai! como Selene queria ter vivido esses momentos de felicidade na infância que o seu crescimento não lhe deu, como queria encarar o seu triste fado com a ingenuidade que nunca teve.

Sem Blue Lady reparar, Bunny aproxima-se. Nunca esteve mais bonita, enverga o seu vestido de princesa e, na mão direita, o Ceptro Sagrado da Lua, os seus olhos... bem, os seus olhos estão brilhantes, como se tivessem luz e parecem mais azuis. Aliás, toda ela parece mais viva do que nunca: o seu cabelo está mais loiro e cheio de reflexos, a sua pele parece bebé depois de tomar banho e a sua voz tem um tom angelical. É isso! Parece um anjo.

- Selene... – chama suavemente.
- Tenho de o ver uma última vez, antes da batalha... Por favor. – implora a Princesa, coberta de lágrimas.
As suas lágrimas estão diferentes. Bunny percebe isso. Não são lágrimas de uma Princesa adolescente mimada que uma vez na vida não tem o que quer; são lágrimas de quem sofre, de quem perde, de quem trocaria tudo o que tem por uma última vez antes da batalha, são gotas de água com vida, são lágrimas que só chora alguém cuja dor é tão imensa que a felicidade já nem é objectivo. Usagi cede:

- Temos de ir rápido. O exército parte às 16h para o campo de batalha, temos de estar de volta pelas 15h, porque, mesmo que o vás ver agora, quando voltarmos teremos de ir lutar contra ele.
- Eu sei. – lamenta Selene. – Quem me dera que...
- Temos três horas. – interrompe Bunny. – Este é o teu momento, aproveita-o. Porque depois só terás o Céu e as tuas memórias.

Assim, e graças ao Luna-P, que a Princesa transforma num avião (não, não tem nada a ver com os aviões que nós conhecemos, afinal é o séc XXX, daí a reacção da Bunny)
- Meu Deus!!! O que é isto? Parece uma mota que voa... – exclama surpresa a cabeça de serradura.
- Acho que podemos chamar-lhe isso. – brinca Selene. – Este modelo foi criado para protecção da Família Real, os outros não se tornam, nem nos tornam invisíveis no ar.
Bunny fica estupefacta, porém guarda o seu choque para outra altura. Sobem para a mota e, à velocidade da luz, vão para Blue’s City.


- No regresso, atas o cabelo! – reclama Bunny que passou a viagem a levar com o compridíssimo cabelo de Selene na cara.
- Olha-me para isto!
A Princesa refere-se à enormidade monstruosa da cidade. São uns 3000 prédios em que os mais pequenos têm 5 andares e os maiores são autênticos arranha-céus e à volta um grande murro com uns 10 metros, que, dos prédios mais baixos, só permitia ver o topo. É uma vista desagradável, monótona, todos os prédios daquele azul pálido e um portão, gigante, metálico, azul esverdeado e assustador: é ligeiramente mais alto do que o muro, a única entrada para a cidade, gradeado, tem duas portas, no topo no azul pálido dos prédios tem escrito “BLUE’S CITY”. As duas visitantes ficam com medo só de pensar que têm de passar aquele portão, contudo Selene lembra-se que é a sua última hipótese de ver Poseidon. Ganha coragem e bate numa das portas.

Uma pequena janela abre-se e as duas soltam um grito ao ver um homem azulado e vestido à militar do lado de dentro. Este pergunta:
- Que desejam?
- Nós queríamos falar com o Poseidon, se fosse possível. – responde Selene.
- Pelos 7 mares! Como ousa falar assim do chefe soberano do Reino?
- Perdão. – pede Bunny. – Haverá então alguma hipótese de falarmos com o seu Senhor?
- Estranhos não são bem-vindos à Cidade, principalmente agora. Estamos a preparar-nos para a Guerra.
- Permita-me que me apresente: Sou a Princesa da Lua Futura, Blue Lady. Poderei agora passar?


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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Ter 29 Abr 2008, 12:51



A cara de Bunny e a do porteiro, qual delas a mais estáctica. A odangos não pode acreditar que a Princesa revelou a sua identidade ao inimigo após este dizer que estranhos não são bem-vindos e frisar que se estão a preparar para a guerra contra o seu próprio reino. Já o porteiro está entre o achar que ninguém é assim tão estúpido portanto a moça tem de estar a mentir e o pensar em como é que seria se a levasse a Poseidon. Percebe então que se ela estiver a mentir, será castigada e se não estiver... tanta coisa pode mudar. Depois deste raciocínio, abre a porta.

- Sigam-me. – ordena o homem-azul – O Chefe está na Casa Real.

Pelo caminho, as duas visitantes vão ficando cada vez mais assustadas e até revoltadas. À sua volta, por todo o lado, militares, milhares, homens azuis fardados prontos para travar a batalha das suas vidas, robots prontos para morrer se for preciso, mas acima de tudo para matar e, ainda mais surpreendente, não há mulheres, nem crianças, apenas uma data de gémeos azulados que parece que são cada vez mais. Selene pára, não pode acreditar, é Cupido... Ele reconhece-a, sorri. O mesmo sorriso que Poseidon fez quando se cruzaram naquele corredor há muito tempo. A Princesa percebe que estavam combinados desde o princípio quando for contratados, curiosamente, ao mesmo tempo, tal como...

“Não pode ser!” pensa para si própria “Mas faz sentido se eles... então o Apolo... Oh Meu Deus! A Minako precisa de saber disto”

- Não pare! – manda o cruel porteiro.

A poucos metros vêm um Palacete, muito moderno, em tons de azul-esverdeado, como o mar. Tem um pequeno jardim, coberto de relva e apenas uma árvore, nem flores, nem arbustos, só relva e uma árvore. Tem dois guardas à porta com quem o porteiro vai falar. De seguida, chama-as, deixa-as com os outros dois e vai-se embora. É nessa altura que Bunny e Selene olham para trás e percebem que o exército já se juntou, agora todos os milhares de homens azuis estão ali, tirando os dois guardas que estão com elas, contemplaram o seu inimigo, o exército que antes do pôr-do-sol estará a lutar com elas. Antes que possam pensar em mais alguma coisa, os guardas puxam-nas bruscamente para dentro da casa e ordenam-lhes que aguardem. Assim fazem. E esperam, esperam, esperam... e nada. Não se ouve nada, a imagem dos guardas já desapareceu por um corredor escuro, do exército lá fora nem uma palavra, nem um som de guerra, nada. Começam a desesperar, o tempo é pouco, a missão irresponsável, o motivo louco, apenas os sentimentos são correctos e esses nem podem ser vividos.
Passos.
São os guardas.

- Acompanhe-nos por favor. – pedem delicadamente a Selene e depois indicam à Bunny, apontando para o corredor na direcçãomesmo em frente da porta da entrada – A menina pode aguardar na sala à esquerda ao fundo daquele corredor.
As jovens entreolham-se, sabem que é perigoso e demasiado arriscado, todavia já estão ali, não há muito a fazer.
Os guardas escoltam Selene de volta pelo escuro corredor por onde vieram enquanto Bunny vai sozinha até à tal sala.
Já não consegue ver Selene. Sente o seu estômago apertado, qualquer coisa naquele lugar a repugna, aquele corredor, até bem iluminado, tem algo de sinistro, provavelmente relacionado com o símbolo na parede. Não é bem a lua, nem bem tridente. Pergunta-se onde já viu aquilo. Sim! No pulso da Haruka e da Michiru. Mas não é só isso, existe mais alguma coisa naquele sítio que a deixa insegura, como se indirectamente estivesse ameaçada, e isso ainda era o mais estranho, sente que nada lhe pode acontecer e que ainda assim está em perigo. Chega ao fim do corredor, tem um fio de suor a escorrer-lhe no puro rosto, os seus olhos já não brilham, a sua pele parece de bebé sujo e a sua voz nem se atreve a falar. Esqueceu-se da porta.

“Esquerda ou direita?” ecoa na sua mente. Escolhe a direita.
A sua voz morreu. Está a tentar construir uma frase, uma palavra, um som. Nada. Não consegue dizer absolutamente nada. Está em pânico. Realmente está indirectamente ameaçada. Estão a atacar “algo seu”. Naquela sala completamente às escuras, sem chão, tecto ou paredes, sem noção de espaço, como se o mundo acabasse ali, estão quatro focos de luz roxos, pouco intensos, como se parte da luz fosse absorvida pelos corpos dentro de cada um desses focos.
Sim, ali no meio da escuridão, inconscientes, envolvidas numa luz negativa estão Ami, Amy, Haruka e Michiru. Bunny fica parada a olhar. Sente-se tão impotente, tão só e fraca. Falta lhe força e esperança. Queria entrar ali e salvá-las, porém parecia que aquela escuridão era de outro mundo. Afasta-se sem se aperceber e acaba por bater na janela. Assusta-se. Começam a cair-lhe lágrimas pela face, misturam-se com o suor do medo. Desliza as costas pela janela, até se sentar no chão e aí, aí vê o Céu. Está ali, em todo o seu esplendor. Tal como a Selene, naquela manhã, abraça-a, sorri-lhe e Bunny ouve-o a sussurrar-lhe ao ouvido “Tu consegues”. Afinal o Céu está mais perto de uns do que dos outros, mas também elas vêm da Lua.

Levanta-se. Passo a passo, aproxima-se da porta. Parada lá à frente, como há pouco, no entanto as dúvidas desapareceram.
- Elas valem qualquer sacrifício! – decide a Navegante da Lua.

E atira-se para a escuridão, voa. Sim, voa. Em seu redor, a escuridão dissipa-se e à medida que avança, as suas amigas vão abrindo os olhos.
- Sailor Moon... – murmura Amy.
- Bunny... – sussura Ami.
É um anjo, um anjo que desfaz a escuridão com o amor às pessoas que não poderia perder. Às vezes não implica atirarmo-nos de cabeça para uma possível morte, às vezes basta estender a mão sem nos pedirem e mostrar o nosso amor por alguém antes que percamos essa pessoa. O valor imenso de se sacrificar por alguém faz com Bunny consiga estender a mão às Navegantes de Mercúrio e dissolver a tal luz roxa. Voa agora em direcção a Haruka e Mariana, no entanto elas desaparecem segundos antes de Bunny as alcançar, conseguindo ainda gritar:
- Princesa!!

A escuridão no quarto desaparece. Encontram-se caídas no chão Ami, Amy e Bunny.
- Haruka! Michiru! – exclama a loira.
- Obrigada por nos teres salvo. – agradece Ami.
- Muito obrigada mesmo! – acrescenta Amy. – Se não fosses tu...
- Eu não as conseguir salvar. Eu falhei! Eu não conseguir salvar a Haruka e a Michiru...
- Nós salvamo-las! As 3 juntas. – incentiva Amy.
- Sim, Bunny, juntas conseguimos. – completa Ami.
Usagi sorri.



Última edição por blue em Ter 29 Abr 2008, 12:56, editado 1 vez(es)

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Ter 29 Abr 2008, 12:52



Selene tinha seguido o caminho com os guardas. Andaram e andaram e o corredor nunca mais acabava. Começou a aparecer um ponto de luz, muito distante, continuaram a andar e o ponto ia aumentando gradualmente até que, saíram e foram dar a um jardim. Quer dizer, não era bem um jardim, já era fora de Blue’s City, era um campo, até onde a vista alcançava. Amplo, alegre, vários tons de verde, coberto de flores, muitas, imensas, infinitas flores, para trás ficava a cidade, antagónica a esta paisagem, e do lado oposto da cidade ficava o caminho para Crystal Tóquio.

Os guardas voltaram para trás sem a Princesa sequer perceber. Entre as flores buscava Poseidon: 1,80m, musculado, cabelos castanhos muito escuros, os olhos verdes em que ela e só ela encontra tudo, nas feições parecido a Endymion. Não o encontrava. Olhou para trás, nem reparou que os guardas se foram embora, porque estava ali o seu grande amor... Ficou sem saber o que fazer. Apetecia-lhe ir a correr ter com ele e abraçá-lo, amá-lo, como se o mundo estivesse a acabar e então lembrava-se que o mundo podia não estar a acabar, porém em poucas horas estariam a lutar e então ficou quieta e calada, à espera que ele dissesse, fizesse alguma coisa; ele estava na mesma situação. Durante tempo incerto, estiveram-se ali a olhar, as dúvidas desapareceram em pouco desse tempo e ficaram apenas a contemplar a imagem um do outro, imagem tão familiar, os sentimentos nunca mortos pareciam renascer. Não aguentaram mais: que se defrontassem daí a 30 minutos, não interresava, aquele era o seu momento, o último, a prova de que aquele beijo roubado não era tudo.

E correram, um para o outro, para a sua felicidade, aquela que Selene achava que nunca mais teria, aquela ilusão que fez Poseidon chamar “Blue’s City” à sua cidade. Abraçaram-se. Rodopiou-a pelo ar, sorriram e, finalmente, beijaram-se.

De todas as formas que um beijo pode ser especial, esse foi. Pois foi com a pessoa certa, por ter sido tão desejado, tão esperado, por saberem que um deles morreria naquela batalha e que nem assim o seu amor morreria. Lentamente separaram os seus lábios, com medo de quando quisessem voltar a juntá-los não pudessem. Ainda assim, estavam felizes, completos. As palavras, quaiquer que fossem, queria sair mas sentiam-se pequenas demais. Foi as de Poseidon que ganharam coragem:

- Tive saudades tuas... Tantas.
- Eu também, pensei em ti todos os dias, chorei por nós tantas vezes, perguntei-me se te veria outra vez antes de...
- Não... não quero falar disso.
- Tens razão. Vamos mas é aproveitaaaaaar. – disse a rapariga enquanto Poseidon a agarrou pela cintura os pôs a rebolar pela relva.

Gargalhadas. Sinceras, profundas.

Pararam, sentados juntos, no fundo de uma pequena colina e Poseidon aproveitou para contar a Selene:
- Chamei a esta cidade “Blue’s City” na esperança de um dia te fazer minha e Rainha aqui, nem que fosse depois de morta.
Estas palavras foram díficeis de dizer e de ouvir. Confirmação de que o seu amor era tão grande que pertencem um ao outro, no entanto não altera o facto de puderem ter de se matar. Selene deu-lhe a mão e pediu:
- Se tiver de cair, que sejas tu a fazer-me cair, porque sei que depois me ampararás. E se tiver de cair, já está destinado, por isso deixa-me levá-las comigo.
- É demasiado tarde.
- Desculpa?
- Elas estão... diferentes.
A Princesa largou a mão do seu Princípe e olhou-o com censura, fazendo-o explicar-se:
- Eu... Vê por ti própria. As Navegantes de Mercúrio ainda não estão, mas a Uranus e a Neptune vão lutar por mim.
Selene não profere uma palavra. Levanta-se e assim fica, majestosa, enquanto Poseidon, pela magia, trazer ali Haruka e Mariana.

- Eu vi-a. – declaram ao mesmo tempo as duas recém-chegadas, referindo-se a Bunny.
- 1 e 2! – chama Poseidon dirigindo-se às Navegantes que mudam de expressão. A sua cara assemelha-se agora à dos homens-azuis, parecem robots, comandadas por Poseidon.
De pé, começam a andar na direcção de Selene.

- World Shaking!
- Deep Submerge!

Os ataques atingem a Princesa que cai violentamente no chão. Uranus aproxima-se , baixa-se e dá-lhe um estalo. Poseidon ordena-lhes que parem, porém elas ignoram as ordens e continuam a atacar Selene. Numa fracção de segundo, ela desvia-se e consegue transformar-se.

- Pelo Poder do Diamante!

Torna-se numa linda Navegante, o seu fato é igual ao de Mercúrio em azuis mais claros, as botas são as de Sailor Moon no azul dos seus olhos e os seus cabelos estão de novo presos em odangos.

Volta então para junto das suas atacantes e discursa:
- Nem sempre podemos controlar as nossas acções. E se a culpa não é nossa, merecemos perdão. Sou uma bela guerreira do amor e da justiça, sou a Sailor Bluemoon, e em nome da Lua vou libertar-vos!

Avança a correr para as suas Guardiãs, passa como uma seta entre elas e de seguida virando-se para as suas costas, ataca:
- Prisão de Diamante!
Sem saber como, Haruka e Michiru dão por si no chão sem se conseguir mexer.

“Tenho de desfazer o feitiço dele” pensa Selene, olhando para o paralizado Poseidon, “mas sem o Ceptro Diamante. E mesmo que o tivesse, sem a Chibiusa, não consigo”. Não se mexe, enquanto reflecte sobre a sua dependência da irmã e tenta encontrar uma solução. Agoniza de tanta vontade de ter a sua irmã a seu lado, de ter a sua preciosa ajuda.

Adormecida na sua angústia, uma energia invade a Princesa, bem como uma luz branca e pura que a envolve. Flutua agora no ar até que sente alguém a abraçá-la por trás. É Chibiusa ou pelo menos o seu espírito.
- Estou sempre contigo. Não te esqueças. – segreda-lhe a irmã. – Está aqui, ainda bem que o fomos buscar ontem, hein?
Entrega à Navegante da Lua Azul o Ceptro Diamante, com todo o seu poder, e antes de desaparecer Small Lady acrescenta:
- Estou contigo, em ti, podes usá-lo sem o agarrarmos as duas.

Desaparece a luz e a energia e estão Haruka e Michiru no chão, Selene com o Ceptro Diamante a apontar para elas e Poseidon do outro lado a ver. Deja Vu! A imagem que viram quando se cruzaram no corredor no dia em que a Bunny desmaiou. Um arrepio percorre-lhes a espinha. Aquela sensação... já viveram aquele momento. Atormentou-os durante todo aquele tempo e agora estão ali a vivê-lo de verdade. Estão a divagar, a reflectir sobre tudo o que se passou desde então, quando no topo da colina surgem a Navegante da Lua, Navegante de Mercúrio e a Sailor Mercury.

- Bluemoon, força! – incentiva Sailor Moon, fazendo-os acordar.
- Sim! – reage Selene e continua – Pureza de Diamante!
A luz intensifica-se ao ponto de não se ver. Ao voltar ao normal, Haruka e Michiru estão de pé, visivelmente cansadas. Olham para a sua menina, orgulhosas e gratas.
- Invertemos os papéis. – brinca Haruka.
Blue Lady, já destransformada, corre a abraçá-las, aliviada por elas estarem bem.


Junto à porta de acesso do campo para o Palacete estão as meninas todas menos Selene.
- Deixa-os falar. – pede Usagi – Já vamos.
- Depois do que ele fez? – pergunta Haruka indignada
- Eles têm de falar. – concorda Michiru.
- De qualquer forma, o exército deles não avança até ordens de Poseidon, não há perigo. – informa Ami.
- Nem o nosso sem nós. – acrescenta Amy.

Já no fundo da colina falam Selene e Poseidon.
- Como foste capaz? – questiona a Princesa.
- Tinha de ser, perdoa-me. Mas graças a ti acabou tudo bem.
- O quê? Eu estou a preparar-me para partir e para uma Guerra contra o teu povo e tu dizes-me que acabou tudo bem?? – interroga Blue Lady, incrédula e preparava-se para continuar, só que Poseidon interrompe-a.
- Casa-te comigo. Agora. Antes da Guerra, antes de um de nós cair. Eu amo-te, Selene. Tudo em ti. Sei que és tu que eu quero até ao fim da minha vida, mesmo que seja nesta batalha. Eu amo-te mais do que algum dia pensei ser possível e se não viver este amor no limite, arrepender-me-ei amargamente, como fazia cada dia por não fazer o que fizeste hoje. Perdoa-me. E a seguir, casa-te comigo.
Blue Lady beija-o. Intensa e depois suavemente. E responde:
- Não sei como, mas SIM!


- Pela Lei dos Homens, declaro-vos marido e mulher. – pronuncia o Padre, coisa estranha naquela cidade. – Pode beijar a noiva.
- Ai não, não pode! – protesta Haruka. – Eu aceitei esta loucura, porque não adianta nem atrase nada, agora não me peçam para ver a minha Princesa beijar esse monstro.
- Selene, vamos. – declara Michiru.
Contra as ordens das suas Guardiãs, a Princesa, perdão, Rainha beija o seu Rei e chora, porque naquele momento acabou, vira as costas, deixando o marido no altar e olhando para trás uma última vez, diz-lhe:

- Amo-te, Poseidon. Sempre.

Há momentos em que “sempre” parece tão pouco...

Ninguém falou no regresso a Crystal Tóquio. À chegada já todos sabiam do que se passara, tirando o casamento e todos queriam falar com Blue Lady, que recusou. Foi-se refugiar no baloiço, a olhar para o Céu e quando ele lhe perguntou o que ela tinha, a menina respondeu:

- Eu só queria ser feliz.

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Ter 29 Abr 2008, 13:19

Ohhhhh bluezinha Surprised.o: És tão querida! Um capítulo dedicado a mim Surprised.o:

Ainda para mais um capítulo assim

*mim dá uma beijoca à blue*


Está tão perfeito! Tão bonito!

Definitivamente, escreves melhor a cada capítulo que passa. Fico tão contente por saber que sou um incentivo para isso mesmo. Surprised.o:

O capítulo ficou mesmo lindo. O amor deles é tão triste. Cada loucura que eles cometem faz tanto sentido.

Adorei cada pedacinho deste capítulo. Ficou mesmo espectacular.

Queria conseguir fazer-te um comentário gigante, mas não sei o que dizer. Mas o tamanho não interessa. Acredita que eu gostei MESMO.


blue escreveu:
Há momentos em que “sempre” parece tão pouco...

Surprised.o: Esta frase ficou tão linda. E é tão verdadeira. E, no contexto, tão triste.

Adorei o final do capítulo. Uma pessoa fica com tanta pena da Selene.

Parabéns bluezinha. Parabéns. E obrigada por me didicares um capítulo maravilhoso como este.

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Ter 29 Abr 2008, 13:57

:g1: obrigaaaaaaaaaaaaaaaaaaada!

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por Convidad em Ter 29 Abr 2008, 14:18

fantastico e tao kawaai!! *mim baba.s*

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por Convidad em Ter 29 Abr 2008, 16:17

Tão lindo mim ficou muito emoçionada com o final do capitulo.. adorei blue.. :g11:

Parabens pela fic.. ^^


Última edição por Coelhinha em Ter 29 Abr 2008, 16:43, editado 1 vez(es)

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por Silva em Ter 29 Abr 2008, 16:41

Blue... está lindíssima a tua fic... Que pena que a Selene tenha de sofrer mas tenho esperança, afinal.... "depois de uma tempestade,vem a bonança!"
Fico à espera de mais.


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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Qui 08 Maio 2008, 13:24

sarrah, nao é o tamanho do comentário que interessa, até porque o que disseste foi mto mais que suficiente e fiquei mto agradecida.

Sweetmoon, quem se baba com estes comentários sou eu. Obrigada!

Coelhinha, era mesmo esse o objectivo. Tentei que o fim do capítulo foi tocante, porque era um momento muito importante para mim (ja passei mto tempo a olhar para o Céu.lol). Mais um obrigada! Espero que continues a gostar.

Silva, obriiiigada. Este capítulo em particular foi díficil e ao mesmo tempo maravilhoso de escrever, fico feliz de saber que gostaste. Por acaso o fim de um dos capítulos é mesmo "aproxima-se uma tempestade e nem sempre se segue a bonança".lol
Mais? Este fim-de-semana, já estou a escrever

Obrigada a todos!!
Beijinho, Blue

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Sex 09 Maio 2008, 16:49

peço desculpa pelo doble-post
este capítulo tem um extra (está fraquinho, mas suficiente) no fim. não vai ter o mesmo significado se não o virem só dp de ler


Capítulo 21
O Início da Batalha



No nascer de um novo dia, todas as portas estão abertas. Esse dia pode ser tudo o que quisermos, podemos conquistar o Mundo, arricar, partir a cara ou ganhar, podemos lutar, perder ou conquistar, podemos fazer bem ou mal o que quer que seja, porque o início de um novo dia é o início de uma nova vida, todos os dias. Não o princípio do dia, no sentido, das primeiras horas, mas sim aquele instante em que voltamos a este mundo e que, por um pestanejar, não há expectativas, nem pressões, compromissos, obrigações, rotinas ou planos. Um momentos, todos os dias, em que somos nós, verdadeiros, porque começamos do zero. A nossa vida não muda pois no fim desse instante retomamos o que começámos ontem e anteontem e no dia anterior e no ano anterior, basicamente continuamos o nosso Caminho. Porém há sempre um momento em que de facto somos realmente livres.

Liberdade, verdadeira e completa, de puder mudar de vida radicalmente, começar do zero parece impossível para todo e qualquer habitante de Crystal Tóquio neste momento. O exército, à porta da Cidade, está a iniciar a sua marcha para o campo de batalha. A Rainha Serenidade e o Rei Endymion lideram as tropas seguidos de perto pelas Navegantes: as do séc XXX na sua fase “eterna” e as do séc XX na “super”, a Sailor Bluemoon e a Sailor Chibimoon. Os seus rostos estão desgastados pelas emoções e os seus corpos imponentes pela responsabilidade, já seu coração... apertado. Medo, pressentimentos? Talvez, afinal caminham para uma guerra.

“ Se não houver amanhã para mim, que seja por defender e garantir o amanhã dos meus.”
“ E se cair em combate, o que ficará por dizer?”
Pensamentos assim percorriam as cabeças dos 5000 combatentes, como que saltando de mente em mente, a atormentá-los.


O Rei faz uma paragem, todos o imitam, e então discursa:
- Penso que falo por todos nós: Temo esta batalha, o que e principalmente quem possamos perder nela. Guardo uma imagem da face de todos vós pois conheço cada um de vós, no entanto espero no fim desta Guerra ter mais do que essa imagem, espero ter-vos comigo vitoriosos deste conflito. Quero também esclarecer algo mais, ganhar esta Guerra, não é motivo para celebrar, uma vez que matar e lutar nunca pode levar a festa. Como rei podia ordenar-vos a combater por Crystal Tóquio, pela Terra e pela Lua; não o faço, peço-vos como vosso companheiro que lutem ao meu lado e vos garanto que eu estarei na primeira fila, sou um de vós. Quem quiser voltar atrás, este é o momento; não será censurado, nem disicriminado.

A expressão dos presentes mudou. Sim, voltar para trás era mais seguro, porém ali tinham o seu povo, a sua terra a defender. E quando veêm o seu Rei, não é um general, é o Rei na linha da frente para morrer por eles, pelo Zé Ninguém sabem que estão exactamente onde devem estar.


Ao longe, já se vê a Grande Planície e o gigantesto, três vezes maior exército de Blue’s City. 15000 homens-robots azulados iguais. Doentio. Enorme. Seria até assustador se o Rei não tivesse acabado com os fantasmas e dúvidas de todos os seus. Agora é só respeitável.
- Cada um de nós vale muito mais que três deles! – anima a Navegante de Marte.


Os exércitos aproximam-se. Ao ponto de dar para ver os olhos do inimigo. Homens azuis veêm pessoas com vida e história com marcas de dor e glória, com algo a ganhar e tudo a perder; já os soldados de Crystal Tóquio olham para um bando de cópias, sem vida, homens máquina, sem nada a perder, sem sentimentos, sem brilho no olhar, corpos perfeitos, cabeças bélicas e almas vazias. Os líderes frente a frente... Poseidon e Endymion, Cupido e Serenidade, Apolo e Minako. A Navegante da Lua Azul está na 2ª linha com as outras Navegantes, para além da Sailor Venus; olha para Poseidon, fica inalterada, sabe que agora é a Princesa da Lua Futura e que é pelo Universo que tem de lutar, tem consciência de que como Protectora da Vida, o facto de ser Rainha de Blue’s City nada pode significar.






E caiem. E continuam a cair. A 1ª linha de homens avançou sem ordens dos superiores. A Guerra começou.


Endymion lança-se a Cupido que se preparava para atacar a Rainha. Espadas. Mestres. Nenhum cai, nenhum cede, nenhum pára. Sailor Venus luta com Apolo. As Navegantes sabem que têm muito mais poder do que o comum soldado e do que os homens-robots. Cada soldado luta com um azulinho, mas sobram 10 mil azulinhos.

- É a nossa vez, meninas! – exclama Sailor Moon. E avançam para dentro do mar de Homens-robots. – Como se atravem a tentar destruir o Futuro? Sou uma bela guerreira do Amor e da Justiça, sou a Sailor Moon e em nome da Lua, vou castigar-vos!
- Deixa isso para depois. Ataque da Espada do Espaço! – ataca Urano. Eficácia surpreendente. Era uma vez 40 monstrinhos.
- Reflexo Submarino!
E mais 40.
- Death Scream!
E foram 80.
- Rapsódia da Água de Mercúrio.
Desta forma, a Navegante de Mercúrio deixa numa ilusão centenas de inimigos.
- Fénix de Fogo! – ataca Sailor Mars levando ao Inferno centena dos iludidos robots.
Ao proferir estas palavras parece que uma Fénix de Fogo sai de si e mata-os.
- Jupiter Oak Evolution!
E continuam a cair.
- Amor de Vénus e Beleza Chocante.
Mais de uma centena de homens falece.
- Surpresa do Silêncio
Saturno e o seu imenso poder acabam com incontáveis gémeos azuis.
- Ponta de Fogo de Marte.
E mais 50.
São frágeis de mais para lutar contra uma navegante.
- Ventos de destruição! – grita Sailor Uranus. Então gira sobre si vezes e vezes sem conta e forma-se um tornado que leva para o outro mundo muito mais de centena de soldados do “exército azul”.
- Fúria do Mar! – liberta Sailor Neptune com um conjunto de grandes e fortes ondas convergentes que afogam outra centena de azulinhos.
- Raio de Vulcano. – profere Sailor Jupiter e um enorme raio, maior do que já alguma vez visto e do que alguma vez pensado tirou a vazia vida a uns 100 soldados inimigos.
- Silêncio de Morte!
Sailor Saturn assim cala mais de 2000 Homens-Robots, num cenário incrível e até inimaginável. O poder daquela Navegante é imenso, tanto que se torna díficil de pôr em perspectiva. 2000 corpos petrificados e lentamente a serem sugados para dentro do Silêncio que por natureza é a sua Alma. E morrem.

Uma autêntica mortandade. Mais de 3000 homens cairam à conta das Navegantes.

Ainda falta mais de metade, todavia as Guerreiras param 10 segundos e olham para o outro lado do campo de batalha, o lado dos civis e dos seus líderes. O cenário é destruidor de tanta destruição. 5000 homens-azuis foram mortos pelos 5000 soldados de Crystal Tóquio, que agora já não são 5000, mas 2500. 10500 corpos jazem naquela Planície a perder de vista. É desolador. Endymion e Cupido ainda lutam, bem como Sailor Venus e Apolo e agora Serenidade e Poseidon. A alma das Princesas Guardiãs dos Planetas do Sistema Solar fica pequena, porém têm de voltar à luta. Ainda lhes faltam 4500 vidas para tirar.

Pensam e acreditam no bem das Guerreiras Navegantes, na sua alma pura e que protegeram o Universo do Mal. No entanto, até que ponto serão realmente tudo o que se projecta se naquele fim de dia e noite tiraram 3000 vidas. São vidas, não são construções de Lego que se deitam abaixo. São vidas que no seu vazio e desconhecimento de sentimentos têm tanto, senão valor, direito a serem vividas como as suas próprias. Nada é verdadeiro, a nossa bondade não é totalmente pura, a nossa liberdade não nos deixa totalmente livres, os nossos princípios não são totalmente correctos. Até a pessoa mais nobre tem um lado repugnante. A pureza perdeu-se na Guerra. A ingenuidade desapareceu no desenvolvimento. A verdade, essa, algum dia existiu?

Sailor Moon desespera. Cada corpo que caiu no chão daqueles 10500 é um pedaço de si. É uma pouco da sua Luz, da sua alegria. Contudo é também um pouco de força para mudar, um pouco de Esperança para melhorar, um pouco de incentivo para continuar. Para provar que pode ser diferente e que podemos salvar o Mundo, sem matar o Mal: transformando-o em Bem. Afinal, aqui e ali, aparecem pessoas que nos fazem brilhar os olhos e pensar que se calhar ainda há jóias verdadeiras e puras, ainda há Anjos.

A Navegante da Lua, na sua fase eterna, pega do Ceptro Sagrado da Lua, estende-o para o Céu, onde brilha a Lua Cheia que parecia tentar esconder-se para não ver esta triste batalha.

- Eu um dia fui uma Princesa. Um dia perdi tudo o que mais amava: perdi o meu lar e o meu povo, perdi as minhas melhores amigas e a minha Mãe, o meu Príncipe e a minha Lua. Tive uma segunda oportunidade, noutro tempo e local. Posso não ter recuperado a minha Mãe e a Lua vejo-a aolhar para mim quase todas as noites sem a puder tocar. Ainda assim sou feliz. Sou feliz porque acredito. Acredito que podemos ser melhores, acredito que chegará o dia em que seremos bons. Acredito que todos nós merecemos a segunda oportunidade que eu tive. E vou dá-la. Não suporto ver pessoas a partir, parto com elas.
Oh minha querida Lua, concede-me Luz e Sabedoria para poder salvar uma pessoa. Uma de cada vez. Permite-me que tente proteger tanto quanto possa este nosso Universo.


E a Lua cresceu, ficou mesmo grande e Bunny tocou-a. Uma lágrima. Solitária. Uma Luz.

- Purificação Lunar!
E a imensa luz saída do ceptro fez desaparecer todos os corpos sem vida e libertou os Homens-Robots do seu Mal. E essas pobres almas vazias, que nem sequer tristes eram, mostraram afinal ser o povo do Silver Millenium. Muitas das almas desse povo ficaram aprisionadas nos corpos criados pelo Inimigo e apenas se libertaram com o brilho da Navegante da Lua.
A Princesa de Silver Millenium percebeu logo, fraquejou, ia desmaiando, todavia Gonçalo ainda a apanhou.
Lutam agora apenas e incessantemente Endymion e Cupido, Sailor Venus e Apolo e Serenidade e Poseidon.

- Sol ardente! – ataca Apolo.
Um Sol, tamanho de uma bolda de futebol, atinge Sailor Venus no ombro esquerdo deixando muito combalida. Tem dificuldade em levantar-se. Quer dizer, põe-se a muito custo de joelhos, contudo acaba por cair. E permanece deitada inconsciente, parecem anos. A luta do Rei e Cupido, bem como da Rainha e Poseidon pára. A angústia paira no ar. Até que Bluemoon e Chibimoon agarram no Ceptro Diamante.

De frente uma para a outra, seguram-no entre si com duas mãos cada e Small Lady pede:
- Por favor...

Na memória de todos, passam imagens de Minako. Passado, Presente e Futuro. A Grande Líder das Navegantes, a misteriosa Sailor V, a trapalhona e engraçada Joana, a rapariga apaixonada, a promessa musical, a beleza estonteante, “the sweetest girl”, tudo e nada...

As lágrimas ficam nos olhos pois chorar é dizer adeus... A escuridão toma o lugar, ninguém repara. Os olhos estão nas Princesas, os pensamentos em Minako.



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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Sex 09 Maio 2008, 17:18

Bluezinhaaaa Surprised.o:

Cada vez adoro mais o começo dos teus capítulos. "Obrigas" uma pessoa a pensar tanto na sua própria vida, nos pequenos momentos! Já to disse, mas repito. Nota-se uma enorme evolução na tua escrita!

Os pensamentos do exército! Lindo! Lindo! Tão simples mas com um impacto tão grande!

Ahhh a fala do Rei. Incrível como apenas algumas palavras podem ajudar tanto 5000 pessoas. Na guerra, todos são iguais. E mostrar como o Rei está disposto a morrer pelo seu povo... é lindo.

A forma como mostras as diferenças entre o exército está excelente! E a Selene! Rainha Blue's city, protectora da vida, sem poder fazer nada. Tenho tanta pena dela. Está lindo!

Quanto ao ataque das navegantes... conseguiste introduzir algum humor no meio daquilo a que pode ser chamado uma carnificina. Conseguiste tornar algo de mau numa coisa bonita de se ler.

Inseres no meio da narração tanta coisa que nos faz pensar. Cada linha que passa os capítulos melhoram. Estás de parabéns!

As palavras da Navegante da Lua. A forma como ela cura toda a gente. O facto de eles serem o povo do Silver Millenium. Perfeito.

O fim... estou sem palavras.

Essas últimas frases... Blue! O que é isso?!? Não podes acabar assim um capítulo, faz mal ao meu pobre coração! Mas está perfeito! E realmente, o teu extra dá um impacto visual que nos transporta para dentro da acção!

Apenas tenho mais uma coisa a dizer. PARABÉNS.


Última edição por sarrah em Sab 10 Maio 2008, 13:52, editado 1 vez(es)

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Sab 10 Maio 2008, 07:29

sarrah, eu é que fiquei sem palavras. obrigada!
Percebeste que tenho tentado pôr partes em que a partir da historia, nós proprios possamos pensar...

Capítulo domingo ou segunda, que tal?

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por Convidad em Sab 10 Maio 2008, 07:50

mag nifico Very Happy bounce cheers

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Sab 10 Maio 2008, 13:53

Domingo ou segunda parece-me bastante bem. Muito bem até.

Fico à espera bluezinha.

E não tens que agradecer. Todas as palavras são verdadeiras. Estás mesmo de parabéns.

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Sab 10 Maio 2008, 15:35

boa notícia: vou pôr um capítulo hoje
má notícia (e razão do cap hj): é pequenino.
compensação: continuo a por outro amanha ou segunda.

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Sab 10 Maio 2008, 16:10

sorry doble.post



Capítulo 22
Estrela do Ocaso


A última estrela a desaparecer na manhã, a primeira a aparecer à noite. Vénus. O planeta de Minako. Símbolo da Beleza e do Amor, Afrodite romana. Como pode a mais brilhante estrela apagar-se? Como pode a última estrela ser a primeira a cair? Levanta-se do horizonte todas as manhãs, anunciando a chegada de um novo dia. Vénus é a marca de um novo acordar, um novo levantar do Mundo, mesmo que este não desperte. O seu brilho é intenso, é a Luz que todos nós deviámos ter, é a força para continuar e determinação que temos de alcançar. Tantas vezes nos falta ânimo para prosseguir, visão para enxergar mais longe, inteligência para ver o caminho... Vénus continua a percorrer o seu caminho todos os dias e a mostrá-lo ao Sol, não desiste. Nem o faz a sua Guardiã. Minako não desiste, luta sempre mais um pouco pelo que ama, pelo que acredita, no perseguir de uma díficil felicidade.
Porém agora, vê-se no chão sem resposta. Perguntas vagueiam dentro de si também sem resposta. O corpo da Líder das Inner está assustadoramente quieto na relva da Planície, no entanto a sua alma partiu. Onde está?

A respiração seria impossível, o calor insuportável e a visão impensável para qualquer ser humano naquele local, contudo não é Minako que está lá, é a sua alma e ali esta jovem estará sempre protegida. Sim, em Vénus.
Os seus profundos olhos azuis conseguem ver para além das impenetravel atmosfera do Planeta e observa uma estrela muito luminosa. É definitivamente a Terra. O que é que isto significa? Pergunta para si própria. “Terei morrido?”

- Esta terra... – murmura enquanto se ajoelha e leva as mãos ao solo. Agarra numa mão cheia de grãos desta superfície e cheira-os. É a sua terra. Há sempre algo que diferencia o nosso chão dos outros todos, ao cheiro da nossa terra não há igual e quem de lá não é não sabe. Afinal a nossa casa é onde pertencemos. Existirá sempre algo na nossa origem que não encontraremos em mais lado nenhum.
Minako, envergando o traje de Princesa de Vénus, um longo vestido amarelo claro, reconhece o seu lar. Um para de lágrimas escorre pela sua face, deixando marca. O pó do ar sujou a cara da Princesa, o que fez as gotas marcarem com a limpeza o belo rosto de Venus. Começa a correr. Talvez fosse de se alcançarem velocidades diferentes na “estrela matutina” ou por ser o seu Planeta, a rapariga correu por tempo indeterminado, distâncias impensáveis até que parou.

Uns valentes metros à sua frente está um foco de luz muito intenso, mais intenso que o próprio Sol, que está para além. Sailor Venus percebe:
- Sim, é aqui que eu pertenço. É o meu sítio no Universo. Mas ainda não é Tempo de voltar a casa.
E recomça a correr, em direcção ao foco de Luz.


Parece reagir. Sim, o corpo parece mexer-se! As caras de receio aliviam-se um pouco, ainda que continuem bastante preocupados. Apolo está incrédulo.
“Ela sobreviveu”, pensa.
O foco de luz a envolver o Ceptro Diamante dissipa-se e Minako abre os olhos. Brilham. Como Vénus numa manhã de Céu limpo. Está cheia de força, o poder que a sua terra lhe deu. Ergue-se das cinzas. Ninguém profere palavra. As Navegantes percebem a mudança em Venus, fecham os olhos, concentram-se na sua amiga e transmitem-lhe energia, bem como o Rei e a Rainha. Poseidon e Cupido fazem o mesmo para Apolo, o que se verificará inútil. Todos abrem os olhos e ficam a observar Minako e o antigo cozinheiro, até os soldados sobreviventes.

- Eu confiei em ti. Dei-te o meu Amor e acreditei de facto em todas as farsas e mentiras. Pensei que podia voltar a amar de verdade. O erro foi meu. Brincaste com o meu coração, com essa dor posso lidar, porém nunca te perdoarei pores em risco tudo o que temos e principalmente todos aqueles por quem me sacrificaria. Apesar de tudo, tenho de te agradecer: nos momentos em que pensaste teres morto a que disseste que amavas, fizeste-me crescer e reencontrar a minha Esperança. Algo me dará sempre força para continuar, a minha Estrela continuará a brilhar. Eu sou a Navegante da Beleza e do Amor, escolhestes mal. E essa tua alma já está perdida por isso, em nome de Vénus, vou castigar-te.
- Podes ter razão, mas realmente amei-te.
- Estrela do Ocaso! – ataca Sailor Venus.
Estende o braço e abre a mão, da sua palma sai uma estrela que se vai tornando maior e mais brilhante até engolir Apolo.


Só então reparam que a escuridão envolve o lugar, o Sol já está quase a nascer e ao longe, pouco claramente no meio do escuro, brilha Vénus.
Endymion ia recomeçar o combate com Cupido e Serenidade põe-se na defensiva em relação a Poseidon, todavia estes inimigos ignoram-nos e como que por magia começam a levitar ou mesmo voar para um ponto mais escuro no meio daquela noite profunda. Os seus olhos estão vermelhos e ouve-se uma voz:

- Um elemento dos Sagrados Três caiu. Envergonhem-se da sua fraqueza. Emendem os seus passos. Vinguem o seu nome.
- O quê???? – perguntam nervosas as Navegantes e a Família Real.
Endymion dá ordem ao Exército que se retire.

A segunda parte da Batalha é entre Gigantes.

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por Princess Serenity em Sab 10 Maio 2008, 16:37

lindissimo Surprised.o: tou tão cansada q nem sei q dzer ^^
venho mais tarde comentar como deve ser

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Sab 10 Maio 2008, 16:39

Ai blue

Não sei o quer te dizer...

Adorei! Claro que adorei, como poderia ser de outra forma?

A Vénus está viva! Surprised.o:

Amanhã venho dar um comentário decente, sim? Hoje estou sem cabeça.

Mas adorei. Foi muito pequenino, mas já deu para acalmar os nervos. Very Happy

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Dom 11 Maio 2008, 14:31

vou cobrar esses tais comentarios, meninas! brincadeirinha
obrigada por gostarem!

capítulo amanhã à noite

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por anokas2757 em Dom 11 Maio 2008, 14:53

agora fiquei ansiosa pela continuaçao...
menina blue isto nao se faz xD

adorei todo o capitulo,toda aquela descriçao do planeta Venus e tambem a descriçao do sentimento que nos une à nossa terra,seja ela qual for. realmente podemos viajar pelo mundo,ir até á praia mais proxima, mas o momento em que regressamos a casa é simplesmente unico...

agora faz favor de despachar a postar o proximo capitulo...gostava muito de saber cm vai ser a continuaçao dessa batalha de gigantes

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Seg 12 Maio 2008, 13:49

a escrever...

la para as 22h posto

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Seg 12 Maio 2008, 15:09

é a minha 500ª mensagem xDxDxD

bem para os mais distraídos talvez seja melhor reler o capitulo 8 (8ªpagina)


Capítulo 23
O Verdadeiro Poder de Selene


“Saudade”. Sentimento tipicamente português, sem tradução.

Os nossos olhos ardem, sem chegarmos a chorar; os lugares, antes “santuários”, parecem-nos vazios; por mais fundo que respiremos, falta o ar; as memórias chegam a magoar; simples palavras captadas no ar nos reportam a momentos inesquéciveis; os sentimentos e desejos são os mesmos mas já não está aqui. Saudades não é querer um retomar, é querer ter o ontem; subtil diferença. É o aqui e agora incompleto. É sentir a falta e ao mesmo tempo a presença. Saudade manda-se quando no fundo se sente. Saudade pode ser descrita em um milhão de palavras, porém só compreenderá quem algum dia sentiu a “presença ausente”.


Há alturas em que temos de guardar as saudades para nós. Quando se vai lutar contra o nosso amor, é definitivamente uma delas.
A frágil Guerreira da Lua Azul vê o Rei de Blue’s City inundado de Mal: os seus olhos mais vermelhos que rubis, a sua pele mais pálida que cal, os seus cabelos lembram cobras, bem como Cupido.
O Exército já desaparecera ao fundo da Grande Planície e do tal ponto mais escuro daquele “buraco negro” começam a sair 9 monstros. Estrutura semelhante à humana contudo os seus membros são bem maiores e as suas mãos têm membranas interdigitais, como as rãs. De facto, o seu aspecto assemelha-se em certo pontos aos anfíbios: parecem peganhentos e esverdeados; todavia os seus olhos são bem diferentes, são grandes, desproporcionais até, bastante rasgados, de córnia preta e íris vermelha. Vê-se sede de matar, de destruir. As Navegantes estremecem. A escuridão materializa-se num homem imponente de quase 2m e boa constituição, os seus olhos tão azuis que parecem transparentes, é por certo um homem vivido, as rugas são marcas de experiências.


“É ele. Por causa dele é que o P tem de lutar contra mim. Mas porquê?” reflecte Selene para consigo própria. As saudades apertaram em particular neste instante, ao colocar a hipótese do homem mistério não existir.

- Permitam-me que me apresente. – pediu retoricamente aquela personagem incógnita e cativante na sua voz extraordinariamente rouca e grave. – O meu nome é Hades. Diz-vos algo? – perguntou dirigindo-se ao Rei e Rainha.
Serenidade ficou branca, Endymion vermelho.
- Como te atreves? Devíamos ter mandado a tua alma para os Infernos, seu... desgraçado!
Hades ri-se. E de seguida:
- Num combate de um para um não voltas a vencer.
- Não lutarei com ralé como tu. Não antes de acabar o duelo com outro traidor. – informa o Rei, referindo-se a Cupido.
- Aguardarei.

O homónimo do Deus dos Infernos afasta-se e observa. Frente a frente:
Cupido e Endymion, Serenidade e Poseidon, as Navegantes de Mercúrio com um monstro, as da Marte com outro, as de Júpiter com um mais verde do que os outros, as de Saturno com o dos olhos mais pretos, Neptune e Uranus com o mais ágil, Plutão como o maior deles todos, Urano e Neptuno com o mais rápido, as Vénus com o líder e finalmente as Princesas contra o último.

O Rei e Cupido desembainham a espada, Serenidade envolve-se numa protecção do Cristal Prateado enquanto as Navegantes se aguentam o melhor que podem. Já as Princesas parecem não ter problemas:
- Usa!
- Sim! – confirma Chibimoon e usando o Ceptro Diamante – Prisão de Diamante!

Assim o seu monstro ficam preso, contudo Chibiusa pergunta o que farão agora. Hades esboça um sorriso malicioso. Selene pára, olha para o Céu e fecha os olhos; tenta concentrar-se, procurar a sua força interior, o tal imenso poder que sempre soube ter. Ainda bem que a pequena tinha os olhos fechados senão teria-se assustado a si própria, começou a flutuar um pouco no ar e parecia que tinha ventos a vir da própria Terra que faziam as suas roupas dançar. Abriu os olhos, estavam totalmente brancos, lançou-se ao aprisionado demónio e com um toque desfê-lo em pó. Surpreendente. De seguida, desmaiou.

Neptune e Uranus preparavam-se para ir socorrê-la, como suas Guardiãs, porém o demónio aproveitou:
- Espadas do Inferno! – ataca o demónio.
As Sailors vêem se agarradas ao chão por grandes espadas, algumas das quais chegaram a cortá-las. Haruka tem um golpe profundo na bochecha esquerda de onde escorrer sangue suficiente para numa rosto tão puro parecer um rio. Michiru tenta levantar a mão para a ajudar, todavia uma das espadas atravessou-lhe o braço, de lado, daí só lhe atravessou pele, ainda assim a dor era díficil.
As restantes Navegantes reparam e perdem a concentração na batalha por breves segundos, o que se verfica o suficiente.

Caiem, uma após outra no relvado da Grande Planície.Os demónios olham com ar de brincadeira. A Rainha, na sua redoma de cristal observa o cenário que lhe provoca insuportável mal-estar e, cúmulo, encontra a sua filha Selene deitada sem reacção. A barreira desaparece com o brotar de duas gordas gotas de água no mar dos seus olhos, começa a correr, por entre as suas companheiras estendidas até chegar a Blue Lady. Abraça-a como se a menina estivesse até morta.

Faz-se silêncio no Universo, apenas resta o bater dos corações de Serenidade e Selene e as lágrimas da rainha a cair, uma atrás da outra, sem fim, como a sua dor. O som ténue da vida da Princesa fá-la recuperar a Esperança, mas é díficil...

- Mãe... – pronuncia suave e lentamente uma a voz mais doce.

A Rainha tentou abraçar a filha e enchê-la de mimos como se tivesse 10 anos. Impossível, afinal nunca teve. A Princesa Selene levanta-se, dirige-se a Chibiusa, beija-lhe a testa e de seguida as mãos e segura o Ceptro Diamante. Olha então para as suas companheiras Navegantes e para o seu já ferido Pai.

- Que se juntem Presente e Futuro!


Última edição por blue em Qui 15 Maio 2008, 13:50, editado 1 vez(es)

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Qui 15 Maio 2008, 13:22

bluezinhaaaa! *mim pede desculpa por não ter comentado antes*

A descrição da saudade... embora difícil de descrever, embora não tenhas dito tudo porque é impossivel dizer, foi excelente. Toca cá no fundo.

Adorei a descrição do Poseidon, dos Gigantes, do Hades. Resumidamente, o capítulo. Mas vou continuar a fazer um comentário um bocadinho mais pormenorizado.

Os poderes da Selene! É incrivel como o desmaio dela faz com que toda a concentração se perca, com que a batalha mude completamente.

A rainha Surprised.o: Mãe é mãe, não interessa onde nem quando. O facto da barreira desaparecer com as lágrimas dela, o desespero para chegar ao pé dela, para a abraçar. Lindo.

Ai aquele final! Deixas uma pessoa ansiosa por mais. Isso não se faz!

Gostei muito bluezinha. Mais uma vez, estás de parabéns.

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Dom 18 Maio 2008, 14:17

ai sarrah! ficou tão Surprised.o: depois de ler os teus comentarios.
estou a escrever o novo capitulo, ainda posto hoje... Estou triste só do escrever


a fic aproxima-se do fim...

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Dom 18 Maio 2008, 14:25

Oh minha Deusa, se tu estás triste de o escrever imagino como vou ficar ao ler!

Aproxima-se do fim? :='(:

Vou ficar à espera do capítulo Very Happy

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Dom 18 Maio 2008, 14:41

Aqui está... é pequenino, mas importante!



Capítulo 24
Diamante de Sangue


- Que se juntem Presente e Futuro. – exclama a reacordada Princesa Selene.

“Individualidade”. Dizemo-nos únicos e autênticos, afirmamo-nos diferentes, acreditando que fazemos o que quer que seja por vontade e opinião própria, que nos distinguimos do padrão, sem sequer perceber que é por haver mais milhões de pessoas basicamente iguais a nós que existe esse padrão. De facto, todos nos diferenciamos em certos aspectos; contudo esses aspectos não são tantos como julgamos e vão sendo cada vez menos. Cada vez mais dizemos as mesmas coisas, porque pensamos as mesmas coisas, porque nos manipulam para pensarmos as mesmas coisas. Chamem-lhe Globalização, chamo-lhe ignorância, uma vez que acredito que alguém de facto sábio se distingue, até é chamado de “anormal” (se formos a ver, é mesmo; ainda que no bom sentido), e distingue-se pois age de acordo com o que pensa e não com o que pensam. A nossa “individualidade” é tão relativa.
E Selene parece querer acabar com a individualidade das Navegantes. Ainda que sejam as mesmas pessoas, passou-se um Milénio. Muda muito! Mal de nós se estagnassemos 1000 anos.

Após a Princesa proferir estas palavras, uma Luz com a forma do símbolo da Lua ergue-se sobre as cabeças dos presentes e lançando raios, levanta as Navegantes da relva.
As Guerreiras pairam no Céu: as inteligentes defensoras de Mercúrio, envoltas num raio azul celeste; as líderes de Vénus no que parecia um raio do próprio Sol; as fogosas guerreiras de Marte num que se assemelhava a uma labareda; as poderosas Navegantes de Júpiter flutuavam num raio de vulcano; as destruidoras princesas de Saturno são embaladas por uma luz roxa; as belas deusas de Neptuno parecem dançar num raio azul marinho; as corajosas guerreiras de Urano levitam numa luz dourada; e a incomparável Guardiã do Portal do Tempo, Plutão, é segurada por um raio de luz cinzenta.
Os raios elevam-nas acima das nuvens, para longe da vista. Selene voa! Voa até ao centro do símbolo da Lua e, inundada de Luz, abre os braços, deixando o Ceptro Diamante a levitar mesmo à sua frente. A Rainha teme pela sua filha. Hades cobiça o seu poder. Chibiusa vê Poseidon a aproximar-se sorrateira e traiçoeiramente da Rainha, nas suas costas.

“Mãe!!!” grita interiormente a Princesa. Sem o Ceptro Diamante sabe que não pode fazer muito, porém não permitirá que tamanho cretino encoste um dedo que seja na sua preciosa Mãe.
Sem sequer perceber como, o Ceptro Diamante aparece-lhe nas mãos.

Uma vida... Quem tem direito de a tirar? E porquê? Por que é que se nascendo iguais, um pode decidir que uma Vida é tão insignificante para ser roubada? Agora, uma Princesa da Lua, irmã da Protectora da Vida, vê-se perante o cenário de ter de tirar a vida de alguém para não perder a vida de sua mãe. Esse alguém é o único amor da sua Irmã...

- Desculpa, Se. – sussurra Chibiusa. E depois chama, recebendo o olhar da Rainha e do chamado: - Poseidon! Aconselho-te a parar, já! Talvez a minha irmã nunca me perdoe e não sei se conseguiria viver com isso. Mas sem a minha mãe te garanto que não fico.
De seguida e por breves momentos fecha os olhos e lembra-se de todas as lágrimas que verteu a sua mana, todo o sofrimento que nela viveu, todos os maus bocados, todas as tortuosas decisões que teve de tomar, porque um dia se apaixonou. Também pensa como ninguém, muito menos Selene, merece tudo aquilo.
- Adeus! – despediu-se fria Chibimoon. E, agarrando o ceptro em direcção a Poseidon, atacou – Diamante de Sangue!

Um puro e brilhante diamante, talvez não tão puro, transforma o Príncipe da Princesa, o Rei da Rainha, o Poseidon de Selene em cinzas. E na outrora verde bela relva cai uma solitária e vivida gota... de sangue. Essa pequena gota forma uma mancha em forma de Lua. O Sol escondeu-se no horizonte e a Lua com nojo do seu reflexo no verdejante chão recusou-se a sair tornando a noite na mais triste de sempre... Só a Luz da víuva Selene ilumina o maldito campo de Batalha.

Chibiusa corre para a Rainha; as lágrimas correm para o chão. A Princesa percebe que fez o certo para a seu povo, para o seu Reino, para si, para os seus... Todavia, será que fez O certo? Como poderá dizer que destruiu uma Vida por outra mais valiosa? Afinal o valor de uma vida só depende de quem a vê...

Das nuvens deixem as Navegantes.
Metade delas? Não... Blue Lady uniu as Navegantes de Tóquio e de Crystal Tóquio. Os raios dissipam-se e pisam confiantes as Guerreiras o morto e sujo solo da Grande Planície. Abrem os olhos: estão maiores, mais brilhantes. A sua presença é mais imponente do que algum dia foi, o seu poder inimaginável. Os seus fatos são os mesmo das Navegantes Eternas porém na testa brilha o símbolo do seu respectivo planeta. Agora são as Navegantes Reais. No seu máximo esplendor. Quando de todo o Tempo se junta o melhor, nasce, inevitavelmente, algo superior ao que se já se conheceu. Assim estão as Guerreiras Navegantes.

O símbolo da Lua começa a desaparecer e Selene lentamente assenta os pés na Terra. Para acordar para a sua crua realidade.


Última edição por blue em Dom 18 Maio 2008, 14:59, editado 1 vez(es)

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Dom 18 Maio 2008, 14:59

blue!
blue, blue, blue, blue!
Está tão tristeeeeeeee!

Como sempre, um início que nos faz pensar nos conceitos que damos às coisas. Perfeitinho.

Gostei da descrição de cada par de guerreiras. Um único adjectivo chega para as caracterizar. E o Poseidon é a pessoa mais idiota que alguma vez li! Tinha mesmo que atacar a rainha?

Minha deusa, eu não acredito que a Chibiusa matou o Poseidon! Percebe-se tão bem o que se passa na mente dela. Proteger a mãe ou matar o amor da irmã, salvar uma vida e tirar outra. Lindo. E incrivelmente triste.

E o valor de uma vida é tão relativo. Coitadinha da Chibiusa!

OMG, ela uniu mesmo as navegantes? Foi exactamente nisso que pensei quando li a ultima frase do ultimo capitulo, mas mesmo assim, é tão estranho. Unir duas pessoas que, apesar de serem a mesma, ainda não o são. Mas tem lógica, ficam muito mais fortes... enfim, estou a divagar.

Tenho a sensação que o proximo capitulo vai ser o mais triste até agora. Quando a Selene perceber que o Poseidon morreu. :='(:

bluezinha, adorei. Repito pela quinquagésima vez, escreves cada vez melhor. Estás de parabéns.

E fico ansiosamente à espera do próximo capítulo.

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por anokas2757 em Dom 18 Maio 2008, 18:45

meu deus,tanto sentimento,tanta emoçao junta Surprised.o:
fiquei mesmo sem palavras ao ler este capitulo tao pequeno,mas ao mesmo tempo tao grande e carregado de tristeza da Chibiusa por destruir a vida de uma pessoa...principalmente, o amor da vida da sua irmã

espero ansiosamente para ler o proximo capitulo, onde provavelmente Selene vai ficar devastada pela morte daquele que tanto ama...mas será mesmo que a doce princesa ficará sozinha no final? só mais tarde iremos saber...eu espero que nao,que finalmente ela encontre a felicidade verdadeira

muitos parabens^^

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Seg 19 Maio 2008, 13:22

só vos digo que o fim é inesperado...

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Qui 29 Maio 2008, 16:13

peço desculpa pelo doble post (e so pqe isto e um novo cp)

este é pequeno, pqe é para enfantizar a "Dor da Selene" e pqe amanha há mais.


Capítulo 25
A Dor de Selene



Na Lei da Vida, a sentença é sempre a Morte.
E se a Vida já nos dá este último castigo, por que é que alguns têm passagens neste Mundo tão dolorosas em que esse Juízo Final se torna numa benção? A felicidade, para além de ser totalmente subjectiva, é, por isso mesmo, inalcansável enquanto estado definitivo. Podemos sempre viver instantes, dias, até épocas felizes, porém ao conformamo-nos com essa felicidade, encontraremos novos horizontes que de nós a levarão até os atingirmos. Há sempre aquelas almas que parecem que nem os primeiros horizontes conheceram... Pessoas para quem a felicidade não é momentânea, não existe de todo, pois cada momento de alegria traz consigo angústia ou culpa, arrependimento ou dúvida, algo que rouba essa possível, ainda que eternamente efémera, Felicidade.
Pessoas confusas, almas perdidas, vidas tristes. Os sorrisos mais doces, guardiães de memórias dolorosas, saudades corrosivas e experiências que mais valia serem fatais. Caminhos cruéis, moldados para moer quem os percorra. O sentimento de já não estar onde se é visto, estar noutro nível ou apenas noutro lugar que não onde se encontra o corpo, nas faces companheiras não reconhecer as almas amadas, o ritmo do coração contrariar a melodia que teimam ser a vida. Perder-nos-íamos por retomar a vida, a única verdadeira alma amada que nem sequer era nossa, a tal roubada pelo Tempo, que pela sua paixão pela Vida, a única eterna como ele, menospreza os amores dos comuns mortais, desconhecendo que a nossa dor consegue viver mais do que nós próprios.
A tristeza deixa-nos viver sem sentir vida. A Vida, por sua vez, encarrega-se de nos tirar quem mais amamos. Tira-nos tudo e deixa-nos amargos na tal tristeza, viajantes perdidos a caminho da meta, a meta que a mesma Vida fez questão que outros atingissem antes de nós, deixando nos neste passeio sem essência. A Morte nasce connosco, porém, quando Ela está em todo o lado, perguntamos por que é que só nós ficámos, a ter de acarretar toda a queda.

Como é possível voltar a ver uma flor, uma estrela, sentir uma gota ou uma onda, ouvir um pássaro ou o vento, quando falta a imagem do Amor perdido, o beijo da Paixão inesquecível ou a voz da Vida roubada? Quando depois de mares e montanhas, permanecemos no chão onde caiu a derradeira gota de rubi de quem mais amamos? E se ainda assim continuarmos a lutar e a matar para não perder mais ninguém?


Selene toca com os seus delicados pés na humilhada relva e os seus olhos acordam.
O Mundo é cinzento... Por vezes, uma solitária lágrima, como a que conheceu o rosto da Princesa naquele instante, conserva a tristeza que um rio delas não. Desapareceu. Selene estava lá de corpo, mas a pequena fora-se no segundo em que avistou como uma águia a pérola vermelha, mancha na já não verdejante relva. Para onde foi a Rainha? A lado algum. Perdeu-se, no tempo e no espaço, no Tempo e na Vida. Morreu. Destruída como não se pensa humanamente concretizável. No entanto, continuava ali, na sua majestosa pose, uma Princesa da Lua.



As Navegantes Reais possuíam então poder para derrotar os monstros, a Rainha e Chibiusa estavam seguras; apenas Endymion fora ferido por Cupido, enquanto Hades assistia a tudo, também dorido pela partida de Poseidon.
Chibiusa está pálida, o seu sangue perdera o caminho. A sua irmã via inanimada, quieta, acabada... Ela tirara a vida a uma pessoa. Tomara uma atitude causadora em si de repúdio. A Rainha Serenidade abraçou-a, beijou-lhe a testa e agradeceu-lhe:

- Minha pequena Dama, foste muito corajosa.
- Mas, mãe... – choraminga Small Lady.
Serenidade aperta a filha com mais força, talvez para a apoiar, talvez por compartilhar do sofrimento da sua outra jóia. Só que nesse momento, algo inesperado aconteceu:


Última edição por blue em Sex 20 Jun 2008, 12:32, editado 1 vez(es)

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Qui 29 Maio 2008, 17:13

Bluezinhaaaaaa

O capítulo é pequeninooooo!

Torno-me mais do que repetitiva ao repetir (redundância) que os teus inícios são espectaculares. Este, particularmente. Faz pensar tanto, tanto! Está lindo. Gostei especialmente da frase
"menospreza os amores dos comuns mortais, desconhecendo que a nossa dor consegue viver mais do que nós próprios.

". LINDO, poético, tão triste.

Portanto, um início perfeito para demonstrar a dor pela qual Selene está a passar.

Nem sei o que dizer, este é, simplesmente, um capítulo triste. Mas bonito. A parte referente à lágrima, como uma apenas transporta a dor de muitas, está lindo, mais uma vez!

Coitadinha da Selene Sad Será que ela desapareceu mesmo? Que morreu quando o amor da sua vida morreu? Ai minha deusa, é tão tristeee!

E a Chibiusa! Coitadinha, deve-se sentir tão mal! O abraço da Chibiusa e da mãe, tão fofo!

Agora.... ISSO NÃO É FORMA DE ACABAR O CAPÍTULOOOO

uffa

fico à espera de mais, bluezinhaa

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Sex 30 Maio 2008, 16:21

não gosto muito do resultado final :/




Capítulo 26
O Fim da Trindade


Pontos de viragem. Mudanças radicais. Alturas em que a vida se altera mais do que parece concebível. Para melhor ou pior. Há um antes e um depois. Momentos, épocas de pegadas profundas fossilizadas no nosso ser, que às vezes doem tanto que parecem queimadas na própria pele. Situações que nos impingem novas formas de olhar a vida, criam defesas que não procuramos para proteger inseguranças que agora guardamos. São partidas para lugares longíquos ou permanências num mesmo local, ainda que nos sintamos distantes. Despromove-nos de vontade, motivos ou força para continuar; leva-nos dos Céus aos Infernos. Uma parede de aço com que chocamos e que, quando tentamos mudar de direcção, se transforma numa caixa de que não podemos sair. E vivemos mortos.

“Só que nesse momento, algo inesperado aconteceu:”
Selene entendeu a crua realidade: a sua vida continua mesmo depois de ter acabado. Como Protectora da Vida, valores mais altos se levantam e por eles tem de lutar. Andado sobre o solo almadiçoado, dirige-se a seu Pai.
Abatido, a seu perna direita sangra e o seu pulso, com que costuma segurar a espada, está visivelmente mal-tratado. Encontra-se assim ao pés do “terrível sanguinário” Cupido.

- Como te atreves a atacar quem não se pode defender? – questiona Blue Lady no típico tom de apresentação das Guerreiras – Não permito que ponhas em risco a harmonia do Reino por que luto, muito menos a vida dos que amo! Sou a Navegante Da Lua Azul, e em nome da Lua Futura, vou castigar-te!
Os olhos verdes do inimigo raiam-se, o seu rosto carrega-se e a sua voz desce aos Infernos:
- Ousas falar na vida dos que amas? TU! FOSTE TU! Mataste-o, lentamente. Não foi ela, ela só lhe poupou sofrimento, mesmo sem esse direito, agora, tu és uma maldição!

Seriam tais palavras completamente injustas? Pesadas, exageradas; sentidas, sinceras. Profundas. O intocável Cupido verificou-se humano e sensível. Seu erro, sua distração, sua falha. Um homem no chão pode sempre levantar-se.
Endymion assim o fez. Do seu fim fez a sua vitória: cobarde ou oportunamente, pelas costas, o fino fio da sua real espada perfurou o corpo e libertou a vida daquele que amou Makoto.
A revolta silenciosa de Blue Lady entrou em conflito com o alívio da sua mãe e irmã e com o receio do seu Pai, que tinha pela frente Hades.

Foi o fim da Trindade. Poseidon, Apolo, Cupido... agora todos faleceram. O Grande Anel do Mal perdeu o seu aro, só resta a pedra: Hades. Malditos que nunca deviam ter nascido, no seu Titanic levaram a felicidade pura e Selene, Minako e Makoto, pobres almas a quem a Vida quer tão mal que não lhes dá a Morte. Essa crua Vida de que Selene é Protectora. Vida miserável a de uma Princesa.


A Navegante Real de Júpiter perdera a concentração ao ouvir o deslizar da fria espada no quente sangue daquele que metade dela ama. O suficiente para a sua poderosa estatura ser derrubada pelo também imponente monstro Suez. Jaz agora no chão, imóvel, adormecida. Sonha um sonho:

“Num dos mais belos jardins de Crystal Tóquio, fora até do Palácio, passeia de mãos dadas um jovem casal. Um rapaz de porte atlético, uns cerrados caracóis cor de mel e uns estonteantes olhos verdes, de seus 20 e poucos anos, e uma rapariga, pouco mais nova, alta e bela, de brincos em rosa e longos cabelos castanhos presos num simples rabo-de-cavalo. A jovem está corada, olha para o chão como se tivesse embaraçada e guarda um pequeno sorriso; já o jovem olha para o Céu, como que a tentar pedir-lhe ajuda para combater a sua própria timidez. Apenas as mãos estão confortáveis: juntas. Deve ser das primeiras vezes que saiem juntos, pela sua atrapalhação, contudo têm uma óbvia sintonia... Talvez, Amor.”
“Foi o nosso primeiro encontro.” – ecoa da cabeça da adormercida Navegante.

Júpiter acorda. Está ferida do ataque sofrido e acima disso, do amor perdido, mas recuperara agora uma recordação preciosa. A recordação que lhe deu força para lutar.
- Tempestade de Ilusões! – ataca a Navegante Real de Júpiter.
Cai Suez, um dos 9 monstros de Hades. O segundo a cair.
Júpiter, estoirada, escorrega também para a sua companheira relva. Compreende Selene. Perdeu a vida de quem mais amava pelas mãos do seu próprio Rei que defende de todos os inimigos, o seu amigo. Dentro de si uma mistela de sentimentos: o luto por Cupido; as saudades de momentos, alguns dos quais não viveram, viveriam; admiração pelo seu Rei que, ainda que combalido, se levantara e desenbainhara sem mão capaz a sua dura espada, pelo seu Reino, pela sua filha, pela sua vida; raiva quem oferecera a vida do homem que ela amava de bandeja para a cruel derradeira surpresa da Vida; compaixão pelo amigo que estava incapaz de lutar mas que ainda assim tem Hades para defrontar; e pena de si própria, sentimento que tanto repulsamos, porque vê o seu futuro como um grande vazio.


As restantes Navegantes batem-se com os restantes demónios em lutas indiscritivelmente renhidas. Ninguém descansa, ninguém desiste. Por quanto tempo?

Quanto tempo conseguimos lutar? Sem afrouxar, sem falhar. Instante de hesitação pode comprometer uma batalha inteira, tal como uma voz desafinada estraga um coro. Afinal, é tudo uma questão de harmonia, contante. Afinal, baseia-se a sermos regulares e fiéis a algo fixo, não necessariamente uma rotina. É batalhar sempre com a mesma convicção e assim nunca hesitar; é cantar num grupo em que a nossa voz encaixe, não destoe. Harmonia. Estar de acordo com o em redor. E quantos de nós estamos? Quantos olhamos à nossa volta e nos sentimos integrados? Poucos, felizmente, pois a realidade é tão fria que coitados seríamos nós se estivéssemos harmoniosos assim. É contraditório uma vez que não estar em sintonia com o Mundo à nossa volta implica ver o Mundo como um padrão. E se cada um de nós o vê como um padrão em que não se integra, ou seja, em que se distingue, como é que há padrão de todo?

A Vida traçou-nos um caminho. Uma grande mesa em que uma linha é uma vida. Milhões de linhas, umas cruzadas, outras paralelas, outras coincidentes. Essas coincidentes são histórias de Amor e só são felizes, quando o fio acaba ao mesmo tempo.


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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por Princess Serenity em Sex 20 Jun 2008, 13:02

está taun giro *-*
Ps. conselho ->> naun postes os capitulos taun depressa q senaun anun nos dás tempo para ansiar por eles :^^':

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Sex 20 Jun 2008, 13:08

seguirei o conselho. tenho postado mais depressa, p compensar alturas em que quase nao posto/ei.
mas +/- 20 dias que nao posto Smile

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por Princess Serenity em Sex 20 Jun 2008, 13:31

é só um conselho para criar mais suspanse ^^

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Sex 20 Jun 2008, 15:31

A menina bluezinha não gosta do resultado final mas eu gosto. E a minha opinião é que conta Razz

Repito, uma e outra vez, os teus inicios de capítulo são qualquer coisa. Aquele primeiro parágrafo.... minha deusa, nem sei!

A Selene por vezes mostra-se tão forte. Forte demais. Mas ter de ouvir o idiota do Cupido a dizer que ela era a culpada da morte do Poseidon... E a Makoto a ver também, o seu amado, ser morto pelo Rei. Dá para imaginar os sentimentos delas, o desespero, mesmo que não o demonstrem.

Estou sem palavras.

O final é arrebatador.Lindo, maravilhoso. Infinitamente triste.

Bluezinha, mais uma vez, parabéns. E não sei o que mais dizer.

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por Usako em Sex 20 Jun 2008, 16:02

bem...hoje li o primeiro capitulo..dps do meu exame vou ler o resto ta claro!! mas digo-te k gostei mt mt mt e k estou curiosa para conhecer o resto da tua fic!! bjokas

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por kittty em Sab 21 Jun 2008, 11:55

Blueeeeeeeee!
Adorei, adorei, adorei! Surprised.o: quero mais! so comentei hj pk so agora consegui ler até ao fim, e agora posso despejar tds os adjectivos bonitos pa tua fic Very Happy portanto tds os adjectivos bonitos que conhecas tao aki no meu comentario, é so visualizar na tua mente, km diz o outro do segredo! Smile Razz

e agora mais! isto é km chocolate, nao vai aos bokadinhos, tem de ser a tablete td loool... lol! olha a mordidela no pé... aiaiai, é perigoso! Cool

eheh, espero que o solo do teu amigo tenha corrido bem :xd2: , e k nao tenhas chorado mto enroladinha na cadeira, pk km o kalor k ta o corpo precisa da sua hidratacao pah! :Blaaargh!:

Bjinhos** :Mongloide=D:

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por anokas2757 em Dom 22 Jun 2008, 18:33

é incrivel a carga sentimental que colocas em cada capitulo...fiquei quase sem respiraçao á medida que lia cada palavra...
pobre selene...ficar sem aquele que amava de uma forma tao tragica,mas algo tinha de ser feito para salvar a Terra...de certeza que conseguira traze-lo de volta...

parabens bluezinha e desculpa o atraso no comentario...o raio do trabalho nao me deixa respirar =P

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Seg 30 Jun 2008, 18:24

muuuuito obrigada pelos comentarios.
ainda nao vos tinha agradecido pqe estive esta semana no Norte, de ferias, sem net.
de qualquer forma têm aqui o meu sincero obrigada pelo apoio.
amanha ou dp vou tentar postar novo cp

bjinhos
blueee

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por sarrah em Seg 30 Jun 2008, 18:27

*mim lê rapidamente*

Amanhã ou depois? Fixeee Very Happy

Cá estarei para ler, bluezinha.

Espero que te tenhas divertido no Norte Very Happy

Beijinhoooos *

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por lulumoon em Ter 01 Jul 2008, 14:59

gostei muito muito muito!!!!

kero mais e mais e mais!!!

hehe

continua assim! Very Happy


PS: kem kiser que visite a minha fic, é maior do que a outra que eu fiz e é um pouco + romélica!
lol, basta ir a fanfics gerais e de seguida a uma chamada "unidos pelo destino, unidos por todos"
espero que gostem!

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Qui 03 Jul 2008, 15:43

demorou mais um pouquinho, pqe tive ontem sem computador e hoje estive a acabar o capitulo. pqe e o maior de seeempre.


Capítulo 27
Escolhas. A História de Hades


[size=12]Ao olhar para trás, surgem sempre perguntas. E se tivéssemos dito outras palavras ou dito alguma coisa de todo. Se não tivéssemos ficado calados? Se não tivéssemos falado demais? Se não tivéssemos deixado alguém partir ou partirmos nós sem deixar palavras importantes por sair? Se isto tudo, como é que teria sido? Diferente, sem dúvida. Mas como? Então, valeria a pena ter sido completamente sincero ou mais comedido ou mais lutador ou mais esperançoso? Nunca saberemos. Temos é de ter plena consciência que foram as nossas escolhas que nos trouxeram ao ponto onde estamos agora. E por isso é normal pensar, se estas tivessem sido diferentes, onde é que estaríamos? Desde que não nos esqueçamos que não podemos voltar atrás e que temos de viver em função das escolhas já feitas. A vida, período de tempo que passamos na Terra, com o coração a bater é uma benção, mesmo que a Vida seja cruel.

E se Selene nunca tivesse ido ter com Poseidon, à noite, naquela festa? Quanto poderia ter sido melhor? E pior? Dúvidas que nunca serão esclarecidas. Outros caminhos que a trágica história sua poderia ter tomado; mas afinal este desfecho indeterminável já estava determinado pelas rígidas Leis da Física. E, quando o Tempo, a Vida, as Leis da Física, basicamente o Universo, se unem apenas para arruinar uma História de Amor, não há hipótese. Inveja? Sim, inveja da pureza e felicidade, do Amor em si, talvez por ser um pouco de tudo e algo único.

Facto é que se encontraram naquela noite e que desde então viveram um atribulado Amor. Quer dizer, viviam, até um cair. Até Poseidon verter a derradeira gota de vida. Tal como Cupido, tal como Apolo. Resta Hades e 7 dos seus 9 Monstros.

Ao perder os únicos humanos que, na sua maneira pervertida, amava, Hades mergulhou nas suas memórias. A sua história, as suas escolhas.

“Era mais um activo trabalhador de Crystal Tóquio, no entanto, ao contrário de todos os outros, tinha uma relação muito especial com o Rei Endymion. Acompanhara-o em todas as viagens a outras regiões, da luminosa Paris à próxima Hiroshima e, com o tempo, tornaram-se inseparáveis melhores amigos.”

Na sua mente, passaram imagens dessas viagens, de jantares, de convívios, de risos, da cumplicidade vivida. Os seus olhos, distantes, reflectiam, não a compreensível saudade ou nostalgia, mas sim um amargo sentimento de “tempo deitado fora”.

As Navegantes passavam aos lado de tudo isto, para não pôr de lado a sua própria vida. Batalhavam para garantir que cada segundo não era o último. Selene e Júpiter olhavam incrédulas para o Rei, que friamenete prefurava o chão com a sua mortífera espada, a fim de a limpar, e de seguida para o corpo de Cupido que, magicamente, se transformou em água e correu pela relva, lavando-a, dizendo-lhe que aquela sujidade que sente não é culpa sua. A relva pareceu ouvi-lo, ou melhor senti-lo, pois recuperou o brilho e beleza característicos da miudinha erva que cobre os campos. Todavia, o medo, a crueldade, a guerra continuava sob os olhos atentos e chorosos da Rainha e de Small Lady; também a Guerreira das Tempestades, uma vez que já não podia estar com o seu amor, deu-lhe as suas lágrimas, de seus belos olhos correram dois rios directos para onde escorreu “a água de Cupido”. Selene correu a abraçar o Pai, porque, apesar de desaprovar a forma como aquele homem que tanto admirava tinha feito cair Cupido, sabia que só o fez para a proteger.

- Ahh. – gemeu de dor o Rei.

Blue Lady lembrou-se que Endymion está ferido... Olhou bem para o fundo dos olhos do pai e de seguida para Hades, antevendo a batalha, mas o inimigo ainda estava imerso em suas recordações.

Claro que uma história assim parece perfeita, contudo Hades estava ali batalhando contra o que fora o seu melhor amigo. Porquê? Que voltas dera o Mundo para Endymion o ter até chamado de desgraçado? Como é que os sentimentos podem variar tanto? Provavelmente a culpa não é sua, aliás é impossível que seja já que são conceitos, emoções e não seres vivos; a culpa é nossa que somos inconstantes, vamos ao sabor do vento e na brisa perdemos o que amamos, perdemo-nos a nós próprios e depois olhamos para trás e nem sabemos como chegámos ali, foi um furacão... Bem, foram as nossas escolhas, porque, quanto mais não seja, não fugimos do furacão.

Foi exactamente essa mudança de sentimentos que arruinou a amizade dos dois rapazes. Numa festa, há 12 anos...

“Hades, na varanda do Grande Salão do Palácio de Crystal Tóquio, observava o horizonte e a imensamente bela cidade que à sua frente se estendia.

“Um dia será tudo meu.” Pensou, mas o seu pensamento revoltou-o e sem reparar deixou cair o copo de martini que segurava. Prontamente uma empregada do Palácio limpou o acidente e a serventia daquela mulher fez o homem sentir-se melhor, mais poderoso. Antes que pudesse saborear a sua patética glória sentiu uma mão forte pousar no seu ombro. Era Endymion.

- Está na hora. A Serenidade vai agora trazê-la. – informou sorridente o Rei.

Referia-se à recém-nascida Princesa Serenidade, que recebeu o nome da mãe, que iria então ser apresentada aos convidados da festa e de quem Hades era o padrinho. Endymion e o ainda seu melhor amigo dirigiram-se bem para o centro do amplo e muito iluminado Salão e então o Rei falou:

- Boa noite e obrigado a todos pela vossa presença. Esta noite queremos partilhar a felicidade do nascimento da nossa filha: Serenidade. Bem, - prossegue Endymion com um sorriso de orelha a orelha, apontando para a escadaria no centro do Salão que o ligava ao andar de cima. – a Princesinha aí vem.

E vinha, nos braços de sua mãe que tinha um ar muito feliz, mas igualmente cansado. Small Lady tinha o cabelo muito curto cor-de-rosa, cor do seu vestidinho e mantinha os olhos fechados. O Rei e a Rainha trocaram um ar muito apaixonado que não passou despercebido a ninguém, principalmente a Hades.

Naquele exacto momento, o cruel homem (sim, porque o nosso verdadeiro eu está lá sempre, mesmo que suprimido) percebeu que aquilo era tudo o que queria. Um reino, uma linda mulher que amasse e que lhe desse frutos desse amor. Queria tudo o que Endymion tinha; pior, queria quem Endymion tinha: a Rainha e a Princesa Serenidade.”

O padrinho de Chibiusa é possuído por uma imagem daquela festa, a imagem de quando pegou em Chibiusa vinda do colo de sua mãe.

“A meio da festa, depois dos reis terem dado a filha a conhecer aos seus amigos, chegou a parte, tradição em Crystal Tóquio, do padrinho receber a bebé da mãe, lhe beijar a testa e devolvê-la ao pai. Assim foi.

Nos dois anos seguintes, Hades foi o melhor padrinho de sempre, passeava com a Princesa, brincava com ela, oferecia-lhe tudo e mais alguma coisa; basicamente, estragava-a com mimos. Deste modo, a pequena ficou muito afeiçoada ao “De”, como lhe chamava quando, precocemente, ao 1 ano, começou a falar. Durante este tempo, em que o Rei continuava a governar, Hades aproveitou também para se aproximar da Rainha, que a dado ponto o acompanhava nos seus passeios com Chibiusa, passava dias inteiros com ele.

E foi num desses dias, pouco depois da Princesa fazer os seus dois anos que o malfeitor convidou mãe e, consequentemente, filha para uma passeio no sucessor do carro. A Rainha aceitou, porque não?

Lá foram, estrada fora. O caminho começou a parecer longo. Interminável mesmo. Já viajavem há 4 horas, ou seja, mais do dobro do aconselhável e Hades não parecia querer parar. Crystal Tóquio, Beki’s City, Babachus’ Town, já todas estavam para trás e rumavam agora a lado algum, quer dizer, pelo menos, a Terra alguma. A Rainha aperta com força o banco do “carro do futuro” e um fio de suor escorre pela sua pálida face. É medo, nu e cru e, infelizmente, racional. Ficou também provada a ligação especial entre mães e filhas, já que Small Lady começou a choramingar com o nervosismo da mãe. O padrinho nem reagiu, continuou o caminho para onde apenas ele sabia. Finalmente disse:
- Hoje vamos começar uma nova vida. Nós os três.

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Qui 03 Jul 2008, 15:44

A pele da Rainha arrepiou-se, os seus nervos congelaram, o seu coração bateu mais forte no peito, o estômago embrulhou-se num nó e os olhos encheram-se de lágrimas, assustadas demais para sair, tal como as palavras. Então o doente continuou:
- Longe daquele estúpido Reino, recomeçaremos do zero.
- Hades, não faças nada de que te venhas a arrepender. – pediu em tom de conselho Serenidade.

Chibiusa começou a chorar mais alto. Hades pousou a mão no joelho da Rainha.

“Endymion, meu amor, por favor... Não quero mais ninguém, por favor, salva-me!” pensou, enquanto lágrimas começaram a cair dos seus lindos olhos azuis.

- Não chores, não vale a pena, aqui ninguém te ouve. Somos só tu, eu e a nossa filha.
- Ela não é tua filha! – afirmou convicta, mas baixinho para não assustar Small Lady.
- Em breve também teremos os nossos.

Esta declaração de Hades petreficou a Rainha que apenas conseguia pensar em Endymion.

- Não te preocupes, fazer-te-ei esquecê-lo.

Sem que a Neo Queen Serenity percebesse como estavam à porta de uma casa. Bela vivenda, amarela clara com janelas verdes e telhas, jardim com flores, relva, piscina e um pequeno parque infantil, inspirada no séc XXI. Hades tocou à campainha e 3 jovens alegres de seus 10 anos vieram com quem parecia ser a sua mãe abrir a porta.

- Antes que penses em fugir, - avisou o raptor – eu tenho a Serenidade.

A Rainha, ainda sentada no “carro” olhou para trás e a sua filha já não estava na cadeirinha, estava nos braços da tal mulher, Athenas, veio mais tarde a saber. A porta do seu lado abriu-se, Hades pegou-lhe ao colo como se fosse a sua noiva na Lua-de-Mel e levou-a para dentro de casa, onde, num dos quartos dos fundos a trancou.

- Quando estiveres pronta, venho-te buscar. Despacha-te, a nossa filha precisa de ti.

E partiu, levando a chave consigo.

Já na sala, estavam num sofá, num canto pela janela, sentados os três garotos curiosos e Athenas cuidando da bebé.

- Papá, por que é que trouxeste outra senhora cá para casa? A mamã não gosta. – disse um dos rapazes, com caracóis e olhos verdes.

Hades, que era afinal o pai dos 3 meninos, ignorou o que o jovem disse e informou:
- Eu tenho de ir trabalhar.
- Apolo, segura aqui na... – pediu Athenas, atrapalhando-se por não saber o que chamar a Chibiusa. – tua irmã... Eu preciso de falar com o pai.

O rapaz, de 9 anos, cabelos loiros e olhos azuis claros franziu a sobrancelha como que desaprovando o “irmã”, ainda assim obedeceu à sua mãe.

- Lá fora. – pediu Athenas. Era uma linda mulher, das mais belas. Tinha uns olhos amendoados cinzentos, longos caracóis quase brancos, não da idade. Deveria ter seus 30 e poucos anos, um pouco menos que Hades. Era alta e muito elegante e usava uma túnica branca com laivos cinzentos e mangas largas. Parecia uma deusa.

Já no jardim, a beldade perguntou:
- E o que fazes agora? Ela ama-o, nunca poderás alterar isso.
- Cala-te! – exlcamou nervoso o pai de seus filhos.
- Sabes que não. Está escrito há muito tempo. Por que é que queres sempre mais? Nós éramos felizes... Pelo menos, eu achava.
- Felicidade? – interrogou, soltando uma risada maléfica. – Que estupidez!
A íris dos luminosos olhos cinzentos de Athenas foi ocultada pela água.

Hades apenas disse:
- Vou trabalhar, não quero levantar suspeitas.
- Não faças isso! Eles vão perceber. Ouve-me.
- Não digas disparates, mulher. Cuida dos nossos filhos e da minha menina. – ordenou o homem e ao olhar para a face ao seu lado, acrescentou ao seu ouvido: - Que nem te passe pela cabeça abrir aquela porta.

E partiu rumo a Crystal Tóquio. Já era de madrugada, deveria chegar lá pelo nascer do Sol. Calculava que, quando chegasse, encontrasse a terra num alvoroço com o desaparecimento da Rainha e também que uma ou outra pessoa se lembrasse de os ver juntos na tarde anterior.

E assim foi. Ouviu um sururu quando passou ao pé do centro da cidade, a que nem ligou, seguiu para o Palácio.

- Bom dia. – desejou a um dos guardas. – O que sucedeu?
- A nossa Rainha e a pequena Princesa desapareceram. Desde ontem à tarde que ninguém vê Suas Majestades.

Hades fingiu surpresa, desgosto. O guarda deve ter captado alguma da sua falsidade porque acrescentou:
- Há quem diga que Suas Majestades foram levadas da cidade por si, senhor.
O “senhor” olhou-o de lado e, apagando a acusação do guarda, questionou:
- O Rei Endymion está na Sala das Navegantes, certo?
- Sim, senhor.
- Obrigado. – agradeceu secamente e caminhou para a Sala.

Mesmo ao chegar à porta, avistou Rei, a sair da Sala; a rapariga tinha umas enormes olheiras e a sua quente beleza fora abafada pelo cansaço.

- Hades! Ainda bem que vieste. O Endymion está agoniado, nem sabe o que fazer. A tua presença vai ser importante para ele. –declarou a jovem enquanto corria para o que ainda não sabia seu inimigo. Mas soube-o, soube-o no exacto instante que o abraçou. A sua energia negativa percorreu o corpo de Rei e, assustada, afastou-se. Hades não percebeu, no entanto fizeram-np, a grande distância dali, Athenas e Serenidade. Agora era esperar até o pesadelo acabar. Rei olhou bem no fundo dos olhos de Hades e viu... sujidade. Arrepiou-se, mas tentou passar despercebida para que o homem não desconfiasse e assim ela pudesse arranjar forma de chegar à Rainha.

- Ah! Esqueci-me de uma coisa na Sala. – inventa Mars, para voltar lá. – Vamos? – perguntou a Hades.
- Claro! – e este sorriu.



Bateram à porta e entraram. Os olhos de Endymion ergueram-se. Estavam vermelhos, provavelmente de muitas lágrimas, estava pálido, com os lábios secos e despenteado. Não comia, nem dormia há muitas horas. Todas as Navegantes estavam lá, menos Plu. Rei foi ter com Amy e Hotaru e confessou-lhes as suas suspeitas. As duas raparigas discretamente olharam para Hades, com repúdio, nojo. Este já estava junto de Endymion que olhava o Céu pela janela, como se estivesse a pedir-lhe orientação.

- Já iniciaste as buscas? – perguntou a simular grande dor.
- Hum, hum. – assentiu o Rei.
- Elas voltam, sossega. – aconselhou.

- Bem, Hades. – começou de repente Rei, captando a atenção de todos na Sala. – Parece que hoje não és preciso por aqui.
- Claro que sou! O meu melhor amigo precisa de mim. – recusou e, com um olhar, pediu a confirmação do Rei.

- Endymion. – chamou suavemente Amy, impedindo que o rei concluisse o assunto com Hades e Mars. – Encontrei uma pista no computador. É melhor veres.

Hades suou frio, Rei confirmou as suas suspeitas.

Já no ecrã, estavam escritas todas as dúvidas da Rei e os seus fundamentos e, para Hades sossegar e pensar que afinal estava tudo controlado, no fim, pedia para o Rei se fingir desanimado e exclamar
“Mais uma falsa pista!”

Hades relaxou. E foi então que Endymion disse:
- De facto, Hades. É melhor ires. Eu vou tentar dormir. – revelou o Rei. Aproximou-se do “amigo” e deu-lhe um abraço.

Um abraço para ver se o homem se quer pensava no que tinha feito? Nãããã... Para lhe colocar um chip, que Amy lhe acabara de dar, no ombro. E Hades partiu.

Assim que fechou a porta da Sala, Rei explicou tudo para as restantes Navegantes.
- Não podemos partir já porque ele nos veria. – constatou Hotaru.
- Então, ao princípio da tarde, se o sinal do chip mostrar que ele já chegou ao seu destino, partimos. – decidiu Michiru.
- Eu fico aqui a ver os seus movimentos. – declarou Amy.
- Encontramo-nos aqui daqui a 6 horas, às 14h. – proclamou o Rei e foi para o seu quarto.

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Re: Princesa Azul da Lua

Mensagem por blue em Qui 03 Jul 2008, 15:44

Pouco antes da hora marcada, já todos tinham chegado, movidos pela ansiedade. Mercury confirmava que Hades deveria ter chegado ao seu destino, já que há 1 hora que pouco se mexia. Mars trazia a perturbadora notícia de que vira, no seu fogo, a Rainha no lugar escuro, com uma só janela, fechada por sinal, chorando e ouvia, mais distante, um choro de bebé.

Seguiram em dois carros supersónicos e com comnicação entre si. Mercury, Saturn, Uranus, condutora, e Neptune iam no carro da frente, em que Amy, com o seu PC, dava instruções.

Em aproximadamente 1h30min, avistaram uma colina, que, pelas contas, na encosta escondida devia ter o esconderijo de Hades. Abrandaram, subiram a colina quase toda e deixaram os carros, para evitarem ser vistos. Então, Uranus e Neptune, pé ante pé, espreitaram para o outro lado e apenas viram a tal casa, que coincídia com a posição calculada para a localização de Hades.



- Nããão! – gritou a Rainha, quando o cruel homem a tentava beijar. Sozinha, indefesa naquele quarto escuro.

Então, pela primeira vez, Chibiusa mostrou o seu poder. O tal quarto-crescente de Lua surgiu-lhe na testa e libertou uma enorme quantidade de energia que se elevou no Céu, aos olhos das Navegantes e do Rei.

- A minha filha! – agoniaram em simultâneo Serenidade e Endymion. Uma sintonia entre pais e filhos. Inexplicável.

As guardiãs da Família Real da Lua com o seu Rei invadiram a casa e quando entraram, encontraram Small Lady nos braços de Athenas. Uranus aproximou-se bruscamente da mulher, mas 3 crianças meteram-se no seus caminho. Naquele momento, os presentes só queriam saber da bebé e por isso não gravaram a cara dos pequenos. Deviam. Talvez nem tenham vindo a perceber quem eram, mas tudo poderia ter sido evitado se tivessem olhado os inesquecíveis olhos verdes esmeralda de Cupido, os azuis claros de Apolo ou os azuis acinzentados de Poseidon.

- Endymion. – sussurou a Rainha. Sentiu a sua presença. Laços de um Amor para além do Tempo ou da Vida.

Valeu-lhe um cobarde estalo. Um alto e imponente homem teve falta de verticalidade ao ponto de levantar a mão a uma senhora desprotegida, a uma respeitada Rainha.
- Esquece-o! – gritou imperativo Hades. – Eu amo-te mais! Tu és minha!!
- Tu nunca conhecerás o verdadeiro amor. Tenho pena. – disse calmamente Serenidade com um olhar de compaixão.

Endymion ouvira o grito de Hades, Athenas também. Mais ninguém. Os dois entreolharam-se. Athenas entrega Chibiusa a Poseidon”
Ironia a rapariga 10 anos depois matá-lo. “e corre para o quarto dos fundos, seguida por Endymion. As Navegantes não compreendem e os breves segundos de confusão são os suficientes para os rapazes fugirem com a bebé para o exterior. Quando abrem violentamente a porta, uma janela, também da fachada de frente da casa, mas na outra ponta parte-se e de lá sai Serenidade no colo de Hades. Athenas e Endymion haviam chegado e o cobarde resolvera fugir.

Agora, no descampado em frente da casa, estão frente a frente Endymion e Hades” Como se antevê acontecer de novo “Serenidade, ferida dos vidros, está caída no chão. Os 3 rapazes estão agora protegidos pela sua mãe que segura Chibiusa. As Navegantes estão paralisadas. O que é que podem fazer?

- Um combate de um para um. – propôs Endymion.
- Eu já tenho o que quero.
- Nunca te deixarei fugir. Combatamos até que um de nós caia.
- Vê por que é que eu sou o homem para ti. – manda Hades à Rainha.



- Entregue-nos a Princesa. Por favor. – pede Venus a Athenas.

Athenas não era má pessoa. Pelo contrário. Apenas se apaixonara pelo homem errado. Tinha um olhar tão triste. Mesmo sabendo da vontade do seu amor, aproximou-se da Navegante da Beleza, para surpresa de todas. Beijou Chibiusa na testa, fazendo sorrir docilmente a bebé e entregou-a nos braços da sua madrinha. Sentiu então os seus filhos, ainda pequenos, abraçados a si. Retribuiu. Small Lady começou a chorar e Minako devolveu-a a Athenas, revoltando as Navegantes, em particular Haruka.

Mas Venus percebera algo que mais ninguém conseguira. Ela viu claramente o coração de mulher à sua frente. Entrou pelos seus olhos e conheceu-a. Foi uma ligação para a vida. Talvez tenha sido lançada então a semente do seu amor por Apolo. Athenas era uma mulher de coração puro, nunca agia por Mal e punha o Bem à frente de tudo, mesmo de quem amava, por outro lado punha quem amava à frente de qualquer pedacinho de si. Já fora feliz, o seu sorriso doce mostrava memórias alegres, mas saudades dolorosas. Agora, já não mais sorria para o Mundo. Tinha os seus filhos que a amavam acima de tudo e todos e Hades que a tomara para sua mulher. Ele já gostara dela, de verdade. Nunca a amara, mas sempre gostara dela, até começar com os seus planos doentios. Venus percebera também que ela tinha um enorme carinho pela pequena Princesa e que esse carinho era retribuído, aliás, com o choro da bebé percebeu que de Athenas só podia ir para os braços de seus Pais. Impediu as Navegantes de desfazer o que havia feito. E Athenas sorriu, sincera e profundamente; Venus sentiu que por um instante fizera alguém realmente feliz, alguém que se tornara, por natureza, triste.

Os três rapazes beijaram as bochechas rosadas da sua “irmã”. Poseidon deixou cair uma lágrima bem no rosto da Princesa e sorriram um para o outro.”


Se Chibiusa tivesse recordações desse momento, teria morto Poseidon? Era muito nova na altura, não lembrava. Selene conseguira entrar nas memórias de Hades e aquele momento em particular cortara-lhe a respiração. A sua irmã já conhecia Poseidon? Até que ponto ele se lembrava de tudo aquilo? Afinal ele tinha 10 anos na altura. Era normal se não se lembrasse de todos os detalhes. Selene nunca saberia, afinal nunca teve 10 anos. Aliás a adolescente de 16 anos só viveu 4. Como é que aquele rapaz doce, que ela amou 10 anos depois podia ser a mesma pessoa que aquele monstro que ia atacar a sua mãe antes da sua irmã o matar? As perguntas arrastavam Selene para ainda mais fundo. Já não tinha chão, nem Céu, nem ar. Agonia, dor. Dúvidas que ficariam para sempre, porque não podiam ser respondidas... Selene nem o conseguia dizer para si própria. Poseidon morreu.


“ Endymion e Hades desenbainharam as suas espadas. Eram sabres. Um golpe e contra golpe. Uma lágrima de Serenidade. A serenidade de Athenas. O medo dos 3 pequenos. A concentração das Navegantes. Suor. Sangue? Sangue! Endymion sangrava de um pequeno golpe na bochecha direita. A Rainha leva a mão ao peito. Endymion cai. A Rainha levanta-se. Endymion vê-a. Tenta imitá-la, porém o profundo corte na sua coxa esquerda impede-o. Hades aproxima-se, tira a sua capa cinzenta, onde estava o chip e ergue a sua espada. Mas Serenidade põe-se à sua frente. Na sua pose majestosa. Ele hesita.

- Não te deixo tirar-me quem mais amo!

E surge o Cristal Prateado. Serenidade coloca as suas mãos ao nível do cristal que levita na sua frente.
Hades paralisa, a Rainha leva o Cristal até junto da ferida de Endymion que miraculosamente se cura. Podia também acabar ali o duele, no entanto...

- Esta luta é tua. – disse e beijou a testa do seu amado.

O combate recomeçou, conheceu uma nova força. Entretanto, Serenidade dirigiu-se a Athenas. Um encontro de grandes mulheres. Não foram precisas palavras. Athenas apenas entregou Chibiusa nos braços de sua mãe. Serenidade baixou a cabeça para mirar o seu tesouro. Sentiu vento a passar por ela. Viu o vulto dos 3 meninos a passar pelo canto do olho, para... para junto da batalha. Virou-se.

Athenas... O real sabre de Endymion dirigido a Hades, cruzou Athenas. Mesmo no coração. O Rei estava destroçado, admirava aquela mulher, jamais faria algo assim. Poseidon, Apolo e Cupido chamavam “Mãmã” vezes sem conta. Hades chorava, copiosamente. Essas lágrimas fizeram sorrir Athenas. Ele amava-a. Deixou-se cair nos joelhos e começou a pedir-lhe perdão, mas era tarde demais. A bela e apaixonada Athenas partiu. Endymion limpou a espada. Olhou Hades bem nos olhos.

- Vão se embora! POR FAVOR. – implorou Cupido.

Não podiam deixar aquelas crianças orfãs. Amavam a mãe mais do que a vida e Endymion roubara-a, não lhes podia tirar também o pai.
Voltaram a Crystal Tóquio.

Durante 10 anos, Hades planeou a vingança, incutiu todos os sentimentos maus em seus flhos. Há 5 anos, com apenas 15, os rapazes foram trabalhar para o Palácio, ninguém os reconheceu; Hades usou isso para lhes mostrar que aquelas pessoas que lhes mataram Athenas, nem sequer se lembravam deles, queriam lá saber do seu sofrimento. Felizmente, o Amor viveu sempre neles, graças à sua mãe. E eles amaram, amaram antes de morrer, até morrer.”



Agora Selene sabia a história de Hades. Era apenas um homem que demorou para descobrir o Amor e que, quando o fez, era tarde demais. Perdeu a sua mulher e os seus 3 filhos. Mas a culpa foi do Mal que semeou à sua volta. Agora, mais uma vez, escolheu de lutar com Endymion. Da última vez, custou-lhe Athenas. E agora?[/size]

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R: Pelo Poder Estelar de Mercúrio!
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